quinta-feira, 25 de março de 2010

Já não era sem tempo...




"Nunca deixe que lhe digam
que não vale a pena acreditar no sonho que se tem".
Renato Russo

Renato, podem não me deixar mas grito bem alto que não vale a pena acreditar.

Acreditar num sonho é meio caminho para levar com uma desilusão que te deixa prostrado.

Parece que, finalmente, transformei-me numa mulher realista. Já não era sem tempo!


15 comentários:

Storyteller disse...

Olha! Renato é o nome de um dos sócios da empresa onde trabalho...

Não é o mesmo, pois não?
;)

NI disse...

Se acreditar em cegonhas, pai natal, príncipes encantados e afins, é o mesmo. :)

Nota - Também há um Renato neste cantinho mas esse é esperto demais para acreditar em sonhos. É mais de manobrar a realidade, ahahahahahah

Storyteller disse...

Ná! Este acredita em números! Em euros!

Imperator disse...

deixar de acreditar nos nossos sonhos é suicídio mental.

toca de sonhar que é o que faz falta.

não dizia o outro... o homem sonha... e a obra nasce...

claro que nos dias de hoje, será mais a humanidade sonha [acordada] para fingir que a crise está a acabar (embora entretanto momentaneamente será esquecida com as mini-férias, feriados, pontes e afins)

assim, vamos todos sonhar :D

NI disse...

Storyteller, é como este daqui. :)

Imperator, só se for sonhar com férias. É a única coisa que ainda sou capaz de admitir. Ah, e que as insónias vão acabar. Ahahahahahah

Sadeek disse...

O sonho comanda a vida Ni. Nunca deixes de sonhar.

BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOOOS

pinxexa disse...

Se te tornaste realista, rest with me...
please....

Storyteller disse...

Credo! Já estou a ficar com medo...

Eu adoro sonhar. Aliás, tenho o sonho de, um dia, poder dançar o tango em Buenos Aires. Ui!

NI disse...

Storyteller, o tango? Dançar é outro sonho que foi à vida :)

Zé da Lavra disse...

Sonho é uma coisa, objectivo é outra.
Sonhar o impossível é infantil, pura perda de tempo. Lutar por um objectivo é determinação, é força e carácter.
Não conheço em lado nenhum, algo que nos tenha chegado às mãos sem esforço.
Desistir de um arco-íris é lucidez; desistir de um objectivo é facilitismo, é fraqueza.
A senhora saberá em qual se insere.

NI disse...

Zé da Lavra, antes de mais, bem vindo.

Em qual me insiro? Faz uma pergunta pertinente e oportuna porque tenho feito essa análise nos últimos dias.

Vejamos,

Tive que começar a trabalhar aos dezasseis anos para poder continuar a estudar. Com 18 anos entrei na faculdade e tive que arranjar 2 empregos para me sustentar.

Aos 23 anos estava casada e com o curso concluido e aos 25 fui mãe da minha primeira filha. Durante anos tive 2 empregos porque nunca tive familiares que me pudessem apoiar. Pelo contrário, eu é que ainda tinha que os apoiar. Posso dizer, sem falsa modéstia, que o pouco que tenho é com muito esforço.

O sonho não era impossível. Apenas pretendia ser reconhecida pelo trabalho que vinha a desenvolver. Não fui. E, sinceramente, com a lucidez que os 45 anos me dá penso que está na hora de deixar de acreditar que algum dia o meu trabalho será reconhecido. Nunca defendi aquela máxima que se ouve muito por aí de "porque hei-de trabalhar mais que os outros se levo o mesmo ao fim do mês". Mas, em boa verdade afirmo, provavelmente aqueles que pensam daquela maneira é que estão certos e eu estou errada.

E, neste momento, ainda não cheguei a uma conclusão.

Zé nada disse...

Ah! Então é diferente. Confesso que ao ler o seu perfil, julguei-a uma menina mimada a quem tudo fora concedido e que agora amuava como, por ex: uma criança a quem lhe fosse negado um capricho.
Não é o caso e sabe o que custa a vida. Subiu por si, a pulso, apenas e só motivada pelos seus objectivos. E conseguiu! É, portanto, uma lutadora.
Vai desistir agora? Vai abdicar das suas convicções, das suas certezas, do caminho que tão duramente percorreu e aliar-se, ou aceitar isso que os outros dizem? Para quê esforçar-me se ganho o mesmo!
Mas está enganada. Não só o bem material dá satisfação e completa a existência. E os seus valores? O que sempre desejou e pelo qual trabalhou? O reconhecimento de que se acha merecedora?
Numa opinião muito sincera, depois do que já passou, já trabalhou e lutou, desistir agora vai marcá-la para sempre e um dia vai olhar para trás e dizer. Deveria ter lutado.
E, acredite! Nesse momento e por muito bem que esteja materialmente, vai sentir um vazio muito grande e uma imensa pena.
fique bem

NI disse...

Zé nada, não vou dizer que não gostasse, de quando em vez, de ser mimada. Acho que todo o ser humano precisa de ser minado de vez em quando. Com uma palavra, um sorriso, um abraço ou um simples olhar. Precisámos dos afectos para nos sentirmos bem.

Concordo com a análise que faz e tem sido essa a minha postura na vida.

Mas há alturas em que, talvez por cansaço, questionámos a necessidade de aparentar perante todos que somos uma rocha e que nada nos abate.

"As árvores também se abatem"! E é esse o sentimento actual. Pode ser que seja transitório...

Lena disse...

Ni,
Há que deixar esse sentimento "negro", bolas, assim não vale.
Lutar até ao fim! Sei do que falo. A vida tem sido de luta, mas vale a pena.
Também é verdade que já não sou a sonhadora de outrora, e isso ajuda a não me sentir incomodada com alguns contratempos no percurso.
Vamos ver o sol a brilhar sempre à nossa frente, combinado?
Força, até porque pelo que vejo é uma lutadora nata.
Ahh, e livre-se das insónias, isso é que não ajuda nada!!!

NI disse...

Lena, não é por não tentar.

Mas sempre que me tento levantar parece que há uma mão invisível que me obriga a estar no chão.

Mas vou tentando...aos poucos.

Beijos

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