domingo, 24 de setembro de 2017

O que a vida me ensinou...

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Não devíamos ter medo de viver a vida de forma intensa.
 
Não devíamos ter medo de sonhar.
 
Não devíamos ter medo de ultrapassar os nossos limites.
 
Mas a vida por vezes é cruel.
 
É nessas alturas que precisámos de ter um sol na nossa vida. Um sol que nos faça acreditar em nós próprios e na nossa capacidade de atingir os nossos desafios.
 
Um sol que nos faça sentir no "topo do mundo".
 
Quando esse sol desaparece é difícil perder o medo de viver a vida...
 
Porque é difícil interiorizar que deixámos de ser importante para alguém. Que somos, apenas e tão só, mais um no meio de tantos outros (ou talvez menos).
 
Porque é difícil termos a consciência que já não teremos aquela mão a levantar-nos depois de uma queda.
 
E quando a idade vai pesando torna-se cada mais difícil levantarmo-nos depois de uma queda.
 
E quase impossível trilhar sozinho a estrada sinuosa da vida...
 
E é quando nos limitámos a usar truques que nos ajudam a viver a vida.
 
E assim vamos...vivendo um dia de cada vez. Sem planos e sem rumo...
 
A música? Só podia ser esta que vou ouvindo em modo repeat bem alto... (pois, estou cada vez mais surda). A letra diz tudo...
 
 
 
 
 

sábado, 23 de setembro de 2017

A Lenda de Gaia...


 
Foto daqui


Tudo começou no blogue “Contempladora Ocidental” da Catarina. Seguiu-se a Papoila no seu blogue  papoilablogspot.com” e a  Afrodite  com os seus "Jardins de Afrodite". E eis que surge o Rui do blogue “Coisas da Fonte” e…não consegui resistir ao desafio.

Eis a Lenda de Gaia!

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Existe no lugar do Castelo um morro fronteiro a Miragaia, onde em tempos se fixou um castro, que veio a ser castelo árabe, onde se diz ter vivido um dos reis de Leão.  Nesse lugar existe uma rua com o nome do Rei Ramiro.

Castelo de Gaia (imagem daqui)

A Fonte da Lenda (daqui)


Há ainda uma quinta com um pequeno palácio e uma torre antiga, outrora designada como Paço de D. Ramiro.

O que parece certo, face aos registos históricos, é a tomada do castelo numa expedição marítima de surpresa levada a cabo por cavaleiros cristãos, quando estava ocupado por um rei mouro.

Foi já no liceu que tomei conhecimento da Lenda de Gaia que, diga-se, Almeida Garrett rescreveu em verso popular e publicou em 1845 no Jornal das Belas Artes .

A minha professora de história conseguiu convencer alguns de nós a fazer uma peça sobre a Lenda de Gaia. Como fazia teatro amador calhou-me o papel de Rainha Gaia.

Há pelo menos duas versões. A que vou “contar” é aquela que representámos no longínquo ano de 1981.

“Reinava na Galiza um rei cristão chamado Ramiro, casado com uma rainha chamada Gaia. Nas terras junto ao rio Douro, reinava outro rei que era árabe e se chamava Alboazar.

Um dia, Alboazar viu a rainha Gaia e apaixonou-se por ela. Mas havia um problema, ela era casada com o rei cristão.

Alboazar andava sempre a pensar na rainha Gaia e queria roubá - la ao rei Ramiro.

Um dia, Alboazar soube que o rei Ramiro tinha partido para a guerra, e a rainha Gaia estava no castelo com alguns soldados velhos e suas aias.

Alboazar foi à Galiza raptar a rainha Gaia e levou-a consigo para a Galiza.

Quando o rei Ramiro voltou da guerra, disseram-lhe que a rainha tinha sido raptada pelo rei árabe.

Ramiro zangado, preparou 3 barcos cheios de soldados e partiu para libertar a sua rainha Gaia.

Quando chegaram ao rio Douro taparam os barcos com ramos e Ramiro disfarçou-se de mendigo, levando um chifre e a sua espada escondidos. Ramiro falou assim aos seus soldados:

Rei Ramiro - Fiquem aqui escondidos. Assim que conseguir entrar no castelo tocarei no corno para que corrais a ajudar-me.

Narrador - Deste modo partiu o rei Ramiro por entre árvores. Já perto do castelo parou junto de uma fonte, para descansar. Passado algum tempo, apareceu uma jovem moura em busca de água.

Rei Ramiro - Quem és tu e a quem serves?

Ortiga - O meu nome é Ortiga e sou serva da rainha Gaia. Vim buscar água e não posso demorar-me.

Rei Ramiro - Espera. Não tenhas medo. Sou apenas um romeiro. Empresta-me esse púcaro para que possa beber e assim matar a minha sede.

Ortiga - Agora que saciaste a tua sede, deixa - me partir pois a minha ama já deve estar à minha espera.

Narrador - Logo que chegou ao castelo, Ortiga dirigiu - se ao quarto da rainha, levando - lhe a água para que ela se pudesse refrescar; Quando lhe deitava água nas mãos caiu nelas metade do anel. A rainha ao vê - lo reconheceu - o imediatamente e disse:

Rainha Gaia - Diz - me Ortiga, diz - me quem encontraste na tua ida à fonte?

Ortiga - Ninguém senhora! Eu não encontrei ninguém!

Rainha Gaia - Não mintas Ortiga! Para teu bem e meu, diz - me com quem te cruzaste a caminho da fonte?

Ortiga - Vi apenas um romeiro senhora, velho e cansado! Pediu - me água para matar a sua sede.

Rainha Gaia - Pois então Ortiga, volta para onde o viste e traz esse romeiro à minha presença.

Rainha Gaia - Diz - me romeiro o que te trouxe aqui?

Romeiro (rei Ramiro) - Foi o meu amor por vós que guiou o meu coração. A rainha reconhecendo - lhe a voz perguntou:

Rainha Gaia - Romeiro! Romeiro! És quem eu penso?

Romeiro (rei Ramiro) - Pois quem mais vos poderia dar tal anel?

Rainha Gaia - Foge Ramiro! Foge daqui. Alboazar foi à caça e não tarda que chegue e se deite a dormir. Eu aviso-te e tu o matarás. Ortiga esconde–o naquele quarto!

Narrador - Alboazar chega da caça e a rainha Gaia perguntou - lhe:

Rainha Gaia – Meu senhor, se aqui tivesses D. Ramiro, que lhe fazias tu meu rei?

Rei Alboazar - Fazia - lhe o mesmo que ele me faria. Matava-o.

Rainha Gaia – Ortiga vai buscar o homem.

Rei Alboazar - És tu o rei Ramiro?

Rei Ramiro - Sou eu. Rei Alboazar - O que vieste aqui fazer?

Rei Ramiro - Vim ver a minha mulher que tu roubaste traiçoeiramente... Eu confiava em ti.

Rei Alboazar : - Vieste para morrer, mas antes quero perguntar-te: Se me tivesses em teu castelo que morte me darias?

Rei Ramiro - Dava - te um capão assado e uma regueifa com um copo de vinho. Depois havias de tocar um chifre até que perdesses o fôlego. Mais ainda, abriria as portas do castelo para que todos vissem o teu sofrimento e a tua morte.

Rei Alboazar - Pois essa é a morte que te vou dar.

Narrador - Depois de comer e beber o rei Ramiro chegou à torre e começou a tocar o corno… Os seus companheiros perceberam o sinal e correram a ajudá-lo. Inicia-se uma luta sangrenta e morrem muitos muçulmanos.

Soldados – Rei Ramiro ganhamos, vencemos.

Rei Ramiro – Vamos para os barcos. Voltemos para as nossas terras. Vem Gaia.

Já dentro do barco, o rei Ramiro vê a rainha Gaia a chorar. Sem compreender o que se passa com a sua esposa pergunta-lhe:

Rei Ramiro – Gaia porque choras?

Rainha Gaia - Choro por amor do rei mouro que mataste.

Rei Ramiro – Como te atreves a chorar pelo rei mouro?! Não mereces viver. Soldados prendei-a com cordas e amarrai-a a uma mó de pedra. Mira Gaia! Mira, que miras pela última vez!

Narrador – O rei Ramiro dizendo isto lançou a rainha Gaia nas águas num local que ficou conhecido por Foz de Âncora. Depois voltou para a Galiza onde mais tarde casou e teve enorme descendência.

Vitória, vitória acabou a história!”

Pois, esqueci-me de dizer. A lenda acaba mal…


Adenda: a Afrodite criou um espaço onde podem acompanhar todas as Lendas que vão sendo dadas a conhecer. Aqui.

 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Porque hoje me apetece dizer isto...


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“Se escrevo o que sinto
é porque assim diminuo a febre de sentir.
O que confesso não tem importância,
pois nada tem importância.
Faço paisagens com o que sinto”.
Fernando Pessoa


Já perdi pessoas que amei, já fui traída, já tive momentos felizes, já sofri, já sonhei, já acordei para a realidade... No fundo, já vivi.

Mas, mesmo esta vivência não me dá total segurança para falar convictamente dos meus próprios afectos. Muito menos dos afectos dos outros...

Mas gosto de dizer o que sinto, mesmo que não saiba o que dizer...porque, simplesmente, preciso de me entender.

Continuo sem saber definir o amor, a amizade, o ódio, o ciúme, a inveja, a indiferença. Ai a indiferença…minha eterna inimiga que faz questão de me acompanhar neste calcorrear da vida!

Sentir é a inevitabilidade da vida. Porque o ser humano não é um ser isolado. É um ser que interage, que se dá, que se entrega. E que recebe. Recebe por vezes aquilo que não merece e/ou está à espera. E o que fica? O que aprendemos? Mudámos alguma coisa nesta relação de "deve-haver"? Evoluímos enquanto seres humanos e parte das relações que se estabelecem todos os dias? Ou fechámo-nos numa redoma porque é mais seguro?

Assumo que nos últimos dois anos a tentação de me resguardar na redoma tem sido uma doce ilusão. É o regresso à segurança e ao aconchego do colo da nossa infância, mesmo na ausência desse colo…

A música? Escolho a que estou a ouvir neste exato momento...
 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Porque hoje me apetece dizer isto...

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"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro.
Quis tanto dar, tanto receber.
Quis precisar, sem exigências.
E sem solicitações, aceitar o que me era dado.
Sem ir além, compreende?
Não queria pedir mais do que você tinha,
assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana.
Mas o que tinha, era seu."
 
Caio Fernando Abreu
 
A música? Fiquem com um dos temas de um dos meus filmes preferidos "Leap Year":
 
 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Eu e os médicos...


Bom..é uma relação algo complicada.

Pertenço àquele grupo de pessoas que detesta ir a médicos. Consequência desta postura? Vou sempre nas últimas. Tenho consciência desta verdadeira parvoíce mas é mais forte do que eu.

Nunca tive médico de família até à quatro anos atrás. E o que me calhou? Bom, um médico que se preocupa ao ponto de me mandar mails a perguntar como estão as tensões (sim, foi preciso cumprir o meio século de vida para me transformar numa menina hipertensa e com direito a medicação para toda a vida que me resta).
 
Respondo sempre que está tudo bem mesmo não sabendo a quantas elas andam.
 
Repeti a dose desta última vez. Mas o "raio" do médico não foi em cantigas e respondeu-me prontamente "Se andasse tudo bem não tinha parado no hospital com as tensões a 19,5/14. Amanhã às 8 no meu gabinete".
 
E a menina, por uma vez bem obediente, lá foi.
 
Fosga-se...levei um raspanete que me fez recuar aos meus treze anos e tentei sair para a escola com uma minissaia.
 
E qual foi o castigo imposto? Vou andar em médicos e exames até ao final do ano...
 
Nota: Só para que conste, tenho um médico de família absolutamente excepcional!
 
A música? Só podia ser esta, até porque é uma das que vai marcar presença obrigatória nas festanças da próxima semana.
 
 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Porque hoje me apetece dizer isto...

"Pela janela mal fechada
Entra já a luz do dia
Morre a sombra desejada
Numa esperança fugidia
Foi uma noite sem sono
Entre saliva e suor
Com um travo de abandono
E gosto a outro sabor

Dizes-me até amanhã
Que tem de ser que te vais
Porque amanhã sabes bem
É sempre longe demais

Acendo mais um cigarro
Invento mil ideais
Só que amanhã sei-o bem
É sempre longe demais

Pela janela mal fechada
Chega a hora do cansaço
Vai-se o tempo desfiando
Em anéis de fumo baço"
 
Rádio Macau
 
 
 Raio das insónias...
 
 
 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Pensamento do dia...



Porque hoje foi dia...

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A música? A preparar para os dias que se avizinham...
 
Esta é uma das obrigatórias.
 
 
Ah, e acabei de receber uma mensagem do "meu par". Sabem que mais? Quem tem amigos nunca fica mal!
 
 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Eh, pah... está mal...


 
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Quem acompanha este estaminé sabe que esta menina se lembrou de casar com um menino que...não gosta de dançar.
 
Trinta anos casada e nunca dançou com o seu menino. Está mal, certo?
 
Mas este mal é ultrapassado uma vez por ano quando esta menina participa num Congresso cuja organização nos presenteia durante três noites com uma ida até discotecas e afins. Vai daí, aproximava-se a passos largos a altura em que a menina tira a barriga de misérias porque é já no próximo domingo que esta menina vai de abalada até Coimbra para participar no tal Congresso. 
 
E não é que o seu "par" comunica que afinal não vai?
 
Está mal...
 
O que vale é podemos sempre dançar...mesmo sem par!
 
 
 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"Saberás que não te amo e que te amo..."



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"Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo."
 
Pablo Neruda


A música tem que ser esta...

 
 
Nota: Preparem-se...está prestes a começar o passatempo "A melhor frase de amor"!
 
 

domingo, 10 de setembro de 2017

O que a vida me ensinou...



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Que a melhor forma de marcarmos a vida de alguém passa por exercer uma única capacidade: a de nos importarmos.
 
Mesmo que...ou melhor, apesar de, os outros não se preocuparem...
 
A música? Pensei colocar o vídeo original que representa um suicídio. Optei por valorizar a letra (que me diz muito) e a música. Dedico ao M. um amigo que perdi no liceu com uma overdose. Partiu demasiado cedo e sempre me questionei se não o podia ter ajudado mais.
 
 

sábado, 9 de setembro de 2017

Da lista...

 
Uma das músicas preferidas para ouvir enquanto se caminha sozinha na areia beijada pelo mar?
 
Esta:
 
 
"Eu sempre gostei de ti
eu sempre te conheci
nunca pensei que me deixasses só

eu sempre te procurei
eu nunca te abandonei
nunca pensei que me deixasses só

sou como um rio
que vive só para ti
correndo só para te ver
sou como um rio
que acaba ao pé de ti
foi sempre assim
gostar de ti

porquê que tudo acabou
o que é que para ti mudou
e agora tenho de viver sem ti

sou como um rio
que vive só para ti
correndo só para te ver
sou como um rio
que acaba ao pé de ti
foi sempre assim
gostar de ti

foi sempre assim
gostar de ti"
 
Miguel Ângelo/Fernando Cunha
 
 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Não me perguntem a razão...


Mas esta é, definitivamente, a música que mais gosto de dançar...quando estou sozinha...


E não há melhor maneira de emagrecer!
 
Por falar em emagrecer. Finalmente o raio da doença autoimune fez alguma coisa de jeito ao atacar-me forte e feio nesta última semana. É que, pela primeira vez na minha vida, consegui emagrecer 3 quilinhos  numa semana.
 
Tenham um grande fim-de-semana.
 
 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017



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E, provavelmente, passamos uma vida à procura...
 
A música de hoje? Uma que me transporta para uma noite especial...
 
 

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso