sábado, 22 de julho de 2017

Certo...



Já não chegava ter uma cadela, uma gata e um peixe.
 
O maridão deve sentir-se sozinho e aparece-me em casa com uma gata enooooooooorme, com um rabo que parece um autêntico espanador a largar pêlo por todo o lado e com uma especial apetência para subir móveis e afins.
 
E no final quem acaba por tomar conta do jardim zoológico caseiro? Certo...
 
A sério...tirem-me deste filme...
 
E para o dia acabar da melhor forma, vou sair agora para apresentar à noite o festival de folclore com previsão de chuva...
 
São só coisas boas!
 
A música que agora estou a ouvir é esta:
 
 
 
Tenham um grande fim-de-semana.

És fiel?

Imagem na net
Ora muito bem, quando pretenderem "arranjar uma vidinha a dois", não olhem nem para o corpinho, nem para os olhos e nem para a boca...olhem para as mãos.
 
Vão dizer já, claro que sim. As mãos são importante. Umas mãos cuidadas revelam muito sobre a pessoa.
 
Nãaaaaaaaaaaão. Não é nada disso que estou a falar. Olhem para o tamanho dos...dedos.
 
É que, segundo mais um daqueles estudos estapafúrdios (tornado público em 2016 mas que voltou à baila), desenvolvido por professores de de Oxford e Northumbria, o tamanho dos dedos está intimamente ligado ao nosso comportamento sexual.
 
Por outras palavras, o tamanho dos dedos de uma pessoa está ligado diretamente com a quantidade de parceiros sexuais que terá ao longo de sua vida.
 
Tomem lá, e embrulhem!
 
Neste estudo conseguiram descobrir quem revela uma maior fidelidade sexual e quem revela comportamento sexual mais promíscuo (os termos são do estudo, não meu).
 
Então, quando estamos com alguém, como verificar se a pessoa tem tendência para ser fiel ou não?
 
Então, é assim: "...quanto mais pequeno for o dedo indicador quando comparando com o anelar, maiores foram os níveis de testosterona a que a pessoa esteve exposta quando se desenvolvia no útero e maiores os níveis de promiscuidade na idade adulta – os resultados aplicam-se tanto a homens como a mulheres."
 
Ah, e quanto menor for a diferença entre o tamanho dos ditos cujos, maior é a propensão para relações  duradouras.
 
Pois...estou mesmo a imaginar um primeiro encontro...
 
E se estamos a falar de dedos, a música só podia ser esta (que saudades...)
 
 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Pensamento do dia...

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"É fácil amar o outro na mesa do bar, quando o papo é leve, o riso é farto e o chopp gelado.
É fácil amar o outro nas férias, no churrasco, nas festas ou quando se vê de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba, quando não acredita em mais nada e entende tudo errado. Quando paralisa, perde o charme, o prazo, a identidade e a coerência. Nessas horas que se vê o verdadeiro amor, aquele que quer o bem acima de tudo. É esse o amor que dura para sempre, na verdade, esse é o único tipo que pode ser chamado de amor."
Ana Jácomo


Pois, é lixado quando o outro desaba por qualquer motivo. Quando o corpo deixa de ser o que era e as rugas sulcam a pele outrora lisa.
 
Afinal, há tantas outras de aparência irrepreensível...porquê perder tempo com alguém que já não tem grande interesse?
 
 

Como ficar com uma mama gelada...

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A receita é simples:
 
1. Uma colega que se esquece da garrafa de água de litro e meio na cantina;
 
2. Armar-se em boa samaritana e oferecer-se para levar e entregar a garrafa;
 
3. Apanhar a meio do caminho um daqueles colegas chatos que nos questionam sobre coisas sem sentido só para dar duas de letras;
 
4. No entretanto, e porque tem a carteira, uma outra garrafa de meio litro e um pão que pediu mas que entretanto não comeu porque a fome ainda não bateu à porta e, ainda, porque tem que repor a dose de nicotina, colocar a garrafa gelada bem encostadinha à mama...
 
Fosga-se...mais um bocadinho e a mama ficava igual ao coração...assim, cada vez mais parecida com a Elsa...
 
 
 

Porque hoje me apetece dizer isto...

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Existe sempre alguém
Alguém que guarda os teus sonhos e as tuas angústias

Existe sempre alguém
Que te dá a mão e guia os teus passos

Existe sempre alguém
Que se esconde na esquina escura e ilumina o caminho

Existe sempre alguém
Que te acompanha na sombra

Existe sempre alguém
Que está dentro de ti mas que não se deixa prender

Os sonhos não se podem aprisionar...


Pois...as insónias são lixadas!

A música que estou a ouvir é esta...


quinta-feira, 20 de julho de 2017


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"Aí vem a vida e esfrega na sua cara
o que a intuição tentou avisar"
Fernanda Estellita
 
 
A música é esta.
 
 

Olha que bom...que maravilha... verdadeiramente fantástico...


- Mas porque decidiram dessa forma?
- Não havia outra forma.
- Mas assim não dá para irmos espairecer uma semana.
- Em casa também se descansa.
- Certo. No trabalho também.

Já desmarquei os meus 15 dias de férias. Entre ficar em casa e vir trabalhar...prefiro vir trabalhar...

E ouvir esta música no volume máximo...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ao desconhecido...


 
"Quando eu me afasto,
é porque eu quero que você se aproxime."
Autor desconhecido
 
A sério? Ainda bem que és desconhecido, caso contrário diria umas belas verdades.
 
Mas como hoje já me acusaram de estar muito cínica, amarga e sarcástica, (ok, chamaram-me mais qualquer coisa mas vamos fazer de conta), deixa-me estar caladinha...
 
A música...pois, só pode ser esta...em homenagem ao desconhecido...
 
 

Enquanto tento trabalhar...


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No sábado, a exemplo dos anos anteriores, vou apresentar um Festival de Folclore (única atividade na área que mantenho desde que deixei a rádio).
 
Enquanto preparo os historiais dos grupos, vou desviando o olhar para a televisão e revejo o filme "Tinhas mesmo que ser tu" que está a passar na FOXlife.
 
Para alguém que faz um enorme esforço para apagar o seu lado romântico, este filme faz mal...muito mal...
 
Para quem ainda acredita, é lindo...
 
Fiquem com um dos temas que que faz parte da banda sonora. Os Corrs...
 
 
 
Nota -Quem quiser ver o filme pode ir até ao You Tube e procurar por "Leap Year"
 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Pensamento do dia...

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Bom, ou vai embora precisamente por dizermos aquilo que sentimos...
 
Certo! Estou a ser  assim para o cínico!
 
A música? Vamos até 1982 (mi madre, tinha 16 anos) e ouvir Roupa Nova.
 
 
 

Afastamento...

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"Eu sou assim, se você se afastar de mim,
eu vou achar que incomodo
e vou me afastar também..."
Bárbara Coré
 
Se me perguntassem que comportamento mantenho desde criança, eu diria que é aquele que me impede de impor a minha presença a quem não a deseja.
 
Para o bem e para o mal, sempre consegui sentir quando estava a mais e/ou não desejavam a minha presença.
 
E, desde sempre, o meu comportamento é sempre igual: nunca fazer-me de "auto convidada" e quando sinto que estou a mais, quando sinto que a minha presença já não é desejada, afasto-me...
 
Tão simples quanto isto!
 
Custa? Quando as pessoas são importantes, claro que sim.
 
Porque não mudo? Porque não imagino impor a minha presença a quem não a deseja.
 
Fiquem com a música que estou a ouvir no máximo e...tentem ser felizes...
 
 
 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Das Escolhas...

Imagem da net
 
"São as nossas escolhas, mais do que as nossas capacidades,
que mostram quem realmente somos."
 
(Alvo Dumbledore - Harry Potter e a camara secreta)

Não sei o que o futuro me reserva mas hoje tive a certeza de que a minha escolha mostrou quem sou. E sem falsa modéstia, sou uma pessoa corajosa e sem medo de enfrentar os desafios.

Sem medos de não conseguir cumprir. Sem complexos.

Fiquem com um dos grandes responsáveis por eu gostar de música.

"África Minha", "Dança com Lobos", "Zulu", "Persuaders", "Mary, Rainha da Escócia", "O Abismo Negro", "Choque de Galáxias","King Kong" e os temas da saga "Bond" devem muito à magia da música intemporal de Jonh Barry que nos deixou em janeiro de 2011.

Leva-nos para lugares onde só a mente consegue chegar...E, sim, confesso, é dos poucos compositores que não consigo ouvir sem chorar... mas chorar faz bem!

Não consigo escolher um tema. Fiquem com vários...
 
 
 
 
 
 
 
 

RIP...


Série 1999 - Imagem da net

Ainda no ano passado, num ataque de nostalgia fortíssimo, passei as minhas férias a revisitar todos (mesmo todos) episódios do espaço 1999 que, a par do Sandokan e do Verão Azul me fizeram companhia ao longo da minha infância e juventude.

Esta manhã acordei com a notícia da morte de Martin Landau. Ficará para sempre como comandante da base lunar Alpha, John Koenig.

Mas Martin Landau foi mais do que o comandante John. Martin foi um grande ator que viu a sua carreira premiada com a atribuição em 1995 de um Óscar pela sua brilhante interpretação no filme de Tim Burton "Ed Wood".

Obrigado Martin, pelos sonhos, pela magia, por todos os momentos únicos que me proporcionaste.

E tudo começava assim...


domingo, 16 de julho de 2017

Segundo dia do marés vivas...

 
É difícil destacar um espectáculo de ontem. Estiveram todos à altura.
 
Amor Electro não desiludiu.
 
Os Expensive Soul fazem sempre excelentes espectáculos ao vivo. A dor no raio da perna impediu-me de ficar até ao final.
 
Scorpions, é a segunda vez que assisto a um espectáculo deles e no mesmo espaço. É incrível como ainda conseguem manter aquele ritmo. Nenhuma surpresa mas deu para viajar através dos tempos.
 
Lukas Graham, para mim, a boa surpresa da noite. Excelentes músicos (a parte de metais estava fantástica) e grande voz. Encaixou na perfeição naquele pôr-do-sol único.
 
Parte negativa do dia de ontem: O Marés Vivas precisa de um espaço maior. No espetáculo dos Scorpions foi tal a confusão que quando dei por mim vi-me sozinha e só no final consegui reencontrar-me com a minha cara metade.


Hoje, à espera de uma confusão ainda maior, vou ver este menino:




sábado, 15 de julho de 2017

Mas ontem...foi assim...



Com esta paisagem...

 
Com a melhor companhia do mundo...
 
Os melhores, para mim:
 
 
 

Miscelânia...


Hoje...vai ser assim...




Porque, alguém, em algum lugar...

 
 
Mesmo que não esteja lá...
 

Vai estar...porque o amor é assim...
 

E juntos são mais fortes...
 
 
 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

...


Quando nos despedimos de alguém...

Há quem goste de dizer adeus.
 
Eu gosto mais de dizer até logo...ou até já...
 
Fiquem com o tema que abria um dos meus programas, nos bons velhos tempos em que trabalhava na rádio:



 

Uma mulher "gorda" é sensual?

 
Imagem da net
 
 
Começando o tempo quente, começa a pressão do corpo feminino "arquitecticamente" perfeito.
 
A mulher não pode ter uma grama a mais; as mamas têm que ser firmes e hirtas e, já agora, assim para o "grandito"; a pele tem que estar sedosa e sem manchas ou pêlos; o cabelo tem que estar perfeito e, de preferência, até meio das costas. Enfim, a "embalagem" tem que estar pronta se quiser ser sensual!
 
Bom, poucos de vocês me conhecem pessoalmente. Mas quem me conhece sabe que não sou, nem nunca fui um "esqueleto ambulante". Quis a mãe natureza (e a minha santa boca) que fosse sempre uma mulher com um corpinho "que ocupa mais espaço do que o normal"...
 
Mas daí dizer-se que por força das minhas gordurinhas de estimação não posso ser uma mulher sensual, alto lá e para o baile. Se não for sensual não será por causa dos meus 70 Kgs, (a minha balança está um pouco desequilibrada e acusa mais 4), em cima dos meus 1.62 m.


É verdade que não tenho um "corpinho danone" (sim, daqueles que não têm nada onde agarrar) mas, em contrapartida, não tenho celulite (tomem lá e embrulhem). A celulite entendeu que não valia perder tempo comigo. Teve a esperteza suficiente para saber que eu não lhe ia ligar nenhuma pelo que foi chatear outra...
 
Mas qual é o problema de uma pessoa ter umas gorduras a mais? Em que medida é que isso se transformou num barómetro de sensualidade?
 
Tem um pouco de barriga? Mas não é suposto termos barriga? Quem é que disse que ela tinha que ser plana? Onde está escrito?



As mamas têm gordura a mais? Mas até há quem pague para colocar mais gordura (via silicone porque a gordurinha boa e jeitosa ou se tem, ou não se tem).



"Ah, e tal, mas estes pneus são tão inestéticos... "- exclamam chorosas algumas meninas. Esperem lá...mas desde quando é que um ser humano tem rodas?
 
Mais a mais, uma pessoa quando acaricia outra gosta de sentir uma pele sedosa, não um monte de ossos.


Não ter a barriga plana ou ter umas gorduras a mais significa que deixa de ser bonita? Deixa de ser sensual? Deixa de ter direito a ser feliz?
 
Mas que é isso de sensualidade?
 
Alguém escreveu que o que faz uma mulher ser sensual é o facto dela ser ÚNICA.
 
Fosga-se, sim, tenho peso a mais mas sou única. E quem não quiser tem a estrada da vida que, para além de infinita, é larga...
 
 
Ni em modo repeat e a tentar convencer-se do que escreveu é mesmo a realidade.
 
 
E a música só podia ser esta.
 
 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Pensamento do dia...

 
"Essa sensação estranha de sempre precisar de alguém.
Alguém pra conversar, alguém pra me fazer rir
ou só alguém pra não me deixar chorar."
(do filme a "Pequena Sereia")


Mas não precisámos todos, de quando em vez,  de alguém?

Será que o ser humano foi feito para estar só?


Portugal na final do Europeu sub-19..

Parabéns "miúdos".

Agora é esperar até sábado ...

Imagem da FPF

...

Imagem da net
 
 
As manhãs começam, invariavelmente, da mesma forma: vou direta à cozinha para tomar um café.
 
As instruções são claras: ninguém fala comigo enquanto não tomo o meu café.
 
Estava eu descansadinha no meu ritual da manhã quando sinto alguém abraçar-me pelas costas.
 
Era a filhota mais nova que exclamou: 
 
- Mãe, estás sempre tão quentinha.
 
Armada não sei bem em quê, respondi:

-Eu sei, sou uma mulher muito quente!

Ao que ela retorquiu:

- Oh mãe, és tão doidinha. São os calores da menopausa...

Os calores da menopausa? Raios e coriscos. Pré, minha menina. É totalmente diferente...

Certo, a diferença não é nenhuma... mas mantenho a minha versão. É pré. Ponto.

A música de hoje? É esta porque diz tanto de mim...



terça-feira, 11 de julho de 2017

Diálogos improváveis ...


- Hoje estás tão bem disposta.

- É verdade. Estou óptima! Nunca a vida me correu tão bem.

- Vê-se na tua cara...Até logo. Continua assim..

(Pois..., chego à conclusão que não me conheces minimamente e que a cara que viste apenas significa que estou a um curto passo de partir para o meu recanto e aí ficar até quando eu quiser...)


Pensamento do dia...

Imagem da net
 
 
"A gente não desiste do que ama,
a gente desiste do que dói..."
Desconhecido
 
 
Fiquem com os Everything but the Girl...porque não quero falar sobre isto...
 
 
 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O que a vida me ensinou..

"…De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem. As opiniões dos outros são realmente dos outros, e mesmo que seja sobre NÓS, não tem importância. Vamos abrindo mão das certezas, pois já não temos certeza de nada. E isso não faz a menor falta. Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado, e sim a vida que cada um escolheu experimentar. Por fim, entendemos que tudo o que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que me alegra, o que me faz bem, o que me faz feliz. É só.”
 
Reinaldo Muller
 
 
Ou melhor, me está ensinando. Porque nesta matéria ainda estou a aprender.
 
A música de hoje é esta. Pouco conhecida mas que eu gosto imenso.
 
 

"Tesourinhos das autárquicas" *3


Confesso que os cartazes que me estão a provocar uma grande confusão são estes:





Até aqui, enfim, ficámos com algumas dúvidas porque, convenhamos, vir uma Tixa, uma Lola e uma Cris dizer que são todas Salomé faz-nos pensar em tudo menos em campanha eleitoral.
 
Mas quando nos deparámos com este...
 

Bom...quem não vai à Salomé sou eu. Ponto final.
 

domingo, 9 de julho de 2017

Pensamento do dia...


Imagem da net
 
"Não ter razão para ficar
é uma óptima razão para ir..."
Desconhecido
 
 
A música só podia ser da minha cantora "fétiche".
 
 
 
 

sábado, 8 de julho de 2017

Conversas improváveis...


- Estás bem?

- Não. Não estou nada bem.

- O que se passa?

- Nada...


As relações não são complicadas. Nós é que as complicámos..

A música é esta. Tenham um grande fim-de-semana.


O que a vida me ensinou...


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A propósito de um comentário que dei em resposta a outro:

Até aos trinta anos fiz imensos planos pessoais e profissionais.
 
Estava convencida que o trabalho feito com integridade, empenho, saber e entrega eram recompensados. Esta foi, aliás, a herança dos meus pais. Quando morreram "apenas" me deixaram valores e princípios.
 
Com base nestes ensinamentos estabeleci objectivos, (que nem eram impossíveis ou megalómanos), e elaborei planos que me permitissem atingir sem colocar em causa os valores e princípios nos quais, convictamente, acredito.
 
Quanto aos afectos...bom, quem não deseja se feliz? Quem não deseja sentir-se amado (a)? Quem não deseja sentir-se único(a) e insubstituível para alguém? E fazemos dessa quimera o nosso objectivo.
 
Estabelecer objectivos e elaborar planos pode transmitir uma sensação de ordem que nos tranquiliza. Mas é uma tranquilidade aparente e efémera. A vida não se desenha de régua e esquadro. Não se colocam os pedaços da vida ordeiramente arrumados numa prateleira.
 
Quando cheguei ao meio século de vida cheguei à conclusão que é uma valente perda de tempo fazer planos porque, se por um lado há situações que fogem do nosso controle, por outro lado anda meio mundo (os "xicos-espertos") a "lixar" o outro meio.
 
O melhor mesmo é encararmos um dia de cada vez e estarmos preparados para ultrapassar os obstáculos à medida que eles aparecem. Não vale a pena sofrer por antecipação nem esperar o que possa vir amanhã. E, acima de tudo, aproveitar todos os instantes de felicidade como se fossem os últimos.
 
 
Afinal, basta estar vivo para morrer...
 
E a música só pode ser esta:
 
 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A dança dos encalhados...

Quando estou com a neura, e inevitavelmente com insónias, dá-me para repensar em tudo o que fiz ao longo da minha vida.
 
Ora bem, para o que me havia de dar nesta noite de insónias?
 
Viajar até aos famosos "bailes de garagem".
 
E para que os jovens não pensem que o pessoal da minha geração é uma cambada de "cotas" que não "curtiam" nada, pois fiquem a saber que aproveitávamos bem esses bailes.
 
Principalmente na altura dos "slows". Nessa altura era um "ver se te avias".
 
E tínhamos as nossas músicas dos "amassos". Uma das mais famosas era "Angie" dos Rollings Stones. Mas havia outras: "Sharing the nigt togheter"; "Avalon" e tantas, tantas outras....

Músicas que os rapazolas não descuravam para tirar "uns troços".
 
Mas são inúmeras as músicas que me transportam para aquelas tardes e noites de sábado na garagem de um dos amigos.
 
Juntos tínhamos decorado a garagem como "mandava a lei"...

Panos pretos a revestir as paredes enegrecidas pelo tubo de escape do Ford Capri do pai, a bola de cristal que girava graças a uma engenhoca elaborada pelo meu melhor amigo de então.
 
Dois gira-discos e umas colunas espalhadas pelos quatro cantos daqueles 50 m2, e muita vontade de conviver, de conversar, de dançar...
 
Trocavam-se entradas por uma multa que ia desde levar um disco importado até uma bebida.
 
Sou daquelas pessoas que é capaz de estar horas seguidas a dançar.
 
Antes de me casar não havia fim-de-semana em que não desse o "gosto ao pé".
 
Infelizmente o meu marido não está pelos ajustes. Não gosta de dançar e nunca dançámos  juntos desde que estamos casados (e olhem que já vão trinta anos).
 
 
 
Quem sabe, quando ele for velhinho e não se aguente das pernas ele se agarre a mim e eu aproveito e coloco uma música bem romântica.
 
Pois, Ni, fia-te na "virgem a correr de sapatilhas"... Agarra mas é numa vassoura que dá o mesmo efeito. Ou como se dizia no século passado, tens sempre a "dança dos encalhados".
 
 
 
A música que acompanha este post? Pode ser esta (e, sim, ainda tenho o single).
 
Mi madre... as vezes que eu dancei esta música...
 
 
 
 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Porque hoje me apetece dizer isto...


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"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões,
aceitar com menos sofrimento, 
entender com mais tranquilidade, 
querer com mais doçura."
Lya Luft
 
 
Sou uma cinquentona que já teve a sua quota de esperanças e desilusões, de crenças e descrenças, de vitórias e derrotas, de alegrias e tristezas... e que continua a aprender a relativizar o que é, de facto, importante.
 
Que aprendeu que no amor nem tudo é possível. Porque nos afectos, o impossível não é uma questão de tempo.
 
Que as circunstâncias da vida muitas vezes nos obrigam a deixar partir quem amámos. Ou, simplesmente, sermos "substituídos". Porque nos afectos o ter não é verbo.
 
Que "o impossível pode acontecer" é o "Santo Graal" que todos querem ver, mas poucos ousam enfrentar. E, menos ainda, ousam alcançar!
 
Mas queremos acreditar que vamos alcançar. E percorremos a estrada da vida confiantes que o impossível vai acontecer. É isso que nos faz andar, muitos vezes sem rumo, perdidos na imensidão do deserto tendo apenas a esperança como guia.
 
Mesmo quando afirmámos que perdemos a esperança...e dizemos simplesmente que o amor, a amizade são simples ilusão...porque, na maioria das vezes é a ilusão que pretendemos ter como realidade...
 
 
 

Pensamento do dia...

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"Sempre quis alguém que me ouvisse.
Não as bobagens que falo de vez em sempre.
Mas o que minha alma não sabe dizer.
Que fizesse esforço para captar tudo que não sai da minha boca."
Clarisse Corrêa
 
 
A música que agora estou a ouvir é repetente.
 
A letra? Bom, qualquer mulher sentiria que era verdadeiramente amada se ouvisse um homem a dizer isto.
 
Se o tempo voltasse atrás e tivesse direito a música no meu casamento...era esta a música:
 
 
 
Making Memories Of Us
"I'm gonna be here for you baby
I'll be a man of my word
Speak the language in a voice that you have never heard
I wanna sleep with you forever
And I wanna die in your arms
In a cabin by a meadow where the wild bees swarm
And I'm gonna love you like nobody loves you
And I'll earn your trust making memories of us
I wanna honor your mother
I wanna learn from your pa
I wanna steal your attention like a bad outlaw
I wanna stand out in a crowd for you
A man among men
I wanna make your world better than it's ever been
And I'm gonna love you like nobody loves you
And I'll earn your trust making memories of us
We'll follow the rainbow
Wherever the four winds blow
And there'll be a new day
Comin' your way
I'm gonna be here for you from now on
This you know somehow
You've been stretched to the limits but it's alright now
And I'm gonna make you this promise
If there's life after this
I'm gonna be there to meet you with a warm, wet kiss
Yes I am
And I'm gonna love you like nobody loves you
And I'll earn your trust making memories of us
I'm gonna love you like nobody loves you baby
And I'll win your trust making memories of us"
 

Fosga-se...

 
Fosga-se e fosga-se...
 
Quem me manda a mim ter esta fixação por amores impossíveis?
 
Não chegava Lancelot e Guinevere? Tristão e Isolda? Pedro e Inês? Romeu e Julieta? Ana Karenina e Vronski? Rick e Ilsa? 
 
Não. Claro que não chegava.
 
Último episódio da série Grantchester e o raio do Sidney volta atrás e deixa Amanda.
 
James, estou furiosa contigo...

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E só te perdoo porque és um pedaço de mau caminho...


quarta-feira, 5 de julho de 2017

...

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Pois.. há já algum tempo que perdi a capacidade de provocar isto em alguém...



Hoje a fazer-me companhia está este menino que não tem uma música que eu não goste...

O que a vida me ensinou...

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Não adianta termos sentimentos de culpa relativamente ao passado.

Ele não vai mudar.

Aproveitemos o passado para melhorar o presente.

A música devia ser o "Guilty" mas, hoje, tem que ser esta. Porque estou "virada para aqui"...

terça-feira, 4 de julho de 2017

Tesourinhos das autárquicas...*2

Continuando a recordar...

 
É assim mesmo. Mulher de armas. Firme é outra coisa...!


Ainda dizem que sou pessimista. Espero que esteja bem de saúde...

Porque hoje me apetece dizer isto...

Thomas-Baccaro - Imagem da net
 
 
"O silêncio assusta porque a gente não tem ideia
 se a pessoa está sentindo a nossa falta ou se está
 gradualmente aprendendo a nos esquecer."
Renato Russo
 
 
Mas o silêncio também pode ser uma arma de arremesso... com um som ensurdecedor...
 
Há quem responda ao som do silêncio.
 
E há aqueles que se fecham, porque entender o som do silêncio é doloroso...
 
A música só podia ser esta:
 
 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ou é de mim...



Ou vem aí nova noite de insónias.

Raios e coriscos...

Fiquem com a música que estou a ouvir neste momento, enquanto dou olhadelas à série que me está a apaixonar nas últimas semanas no Fox Crime: Grantchester.

Baú das Recordações...

O Ricardo, com o seu Blog o Pacto Português, tem sempre o dom de me fazer viajar através dos tempos.
 
Ele sabe, porque já tivemos oportunidade de falar pelo mail sobre o tema, que um dos meus grupos "fétiche" dá pelo nome dos Moody Blues.
 
De toda a discografia é sem dúvida o álbum "Long Distance Voyager" de 1981  que me transporta até à minha adolescência e até àquele que foi o meu primeiro grande amigo (sim, já aqui confessei que sempre preferi ter homens como amigos).
 
Não havia nada que ele não soubesse sobre mim. Não havia nada que eu não conhecesse sobre ele. Bastava um olhar para falarmos.

Era dele, o abraço que me rodeava o corpo quando me sentia em baixo. Era minha, a mão que lhe afagava a face quando estava nervoso antes de começar o jogo.
 
Fomos inseparáveis até à altura em que ele se apaixonou por alguém que não conseguia entender como era possível uma amizade entre um homem e uma mulher. Pelo que a sentença estava dada "ou eu ou a tua amiga". Quando me contou, poupei-lhe o trabalho de ter que escolher.
 
Afastei-me... 
 
Deixámos de falar em 1986 quando ele casou. Obviamente, não fui convidada para o casamento.
 
Falámos pela primeira vez há cerca de três meses. Contactou-me pelo facebook a propósito de um jantar de antigos alunos. 
 
Fiquei de pensar se ia ou não ao jantar.
 
Acabei por não ir. Porque naquele dia de junho de 1986 algo se quebrou ...
 
Ficam as recordações únicas e que nunca esquecerei. (T., tens sempre um lugar no meu coração)
 
Fiquem com o álbum dos Moody Blues e, em particular, com o tema "Talking out of turn".


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