quarta-feira, 24 de março de 2010

Asneiras...




No meio de uma conversa o meu amigo afirmou:


"Sabes, muitas vezes, é quando gostámos de alguém que nos atraplhámos um pouco e acabámos por fazer asneiras..."


Fiquei a pensar nestas palavras... Concordo mas porque será que é assim?

Será que é porque só pensámos naquilo que fazemos de errado quando magoámos alguém de quem gostámos? Ou será porque quando gostamos de alguém as nossas defesas perante os afectos são mais vulneráveis?

16 comentários:

Miguel disse...

Fazes asneiras porque gostas de alguém e te atrapalhas?

Mas tens o quê? 12 anos?

Fazemos asneiras porque somos pessoas e, uma vez por outra isso acontece. Ou porque não pensámos o suficiente, ou porque pensando tomámos a opção errada (julgando que estávamos a tomar a certa)...

Só temos de assumir que errámos e esperar que do outro lado gostem de nós o suficiente para perdoarem...

Essa frase, do teu amigo, soa a desculpa de miudo de 12 anos... Desculpa lá a frontalidade mas é o que mora aqui...

Ah e tal, atrapalhei-me, (e menti-te, trai-te, enganei-te...) desculpa lá... É que é porque gosto muito de ti...

:o

Se calhar não estou a ver bem a coisa (acontece... mas é porque gosto de ti e estou meio atrapalhado...)

;)

NI disse...

Miguel, não acho que estejas a ver mal. Eu é que estou em maré de escrever coisas que ninguém entende.

:)

É claro que quando erramos só temos que pedir desculpa. Mas não é isso que está em causa.

No fundo, na conversa o que estava em causa era: magoámos mais quem gostámos? Nem se tratava de enganos, traições ou afins.

Recordo-me da minha avó ter dito uma vez que na maioria das vezes é sobre quem gostámos mais que descarregámos as nossas frustrações e os nossos medos.

E eu concordo. Quer com a frase dele, quer com as palavras da minha avó. O que me questiono é porque isso acontece.

Admito que há pessoas que descarregam as suas frustrações e medos em quem não conhecem. Mas não o mais usual, pois não?

Beijo

Abobrinha disse...

Ni

A frase da tua avó não é o mesmo que disse o teu amigo. A frase da tua avó refere-se a não termos tanto filtro no que dizemos (e às vezes fazemos) frente a desconhecidos como frente a pessoas próximas ou muito próximas.

O magoar, ou o fazer asneiras só vai até um certo ponto. As asneiras são como as depressões: há as "minor" e as "major", sendo que com as primeiras vive-se e lida-se... enquanto que com as segundas se deixa de todo de funcionar! Por isso a frase do teu amigo depende do grau da asneira...

NI disse...

A frase do meu amigo está, obviamente descontextualizada mas tinha o mesmo sentido.

Não se tratam de "asneiras" que podem colocar em causa uma relação seja ela de que tipo for.


E concordo com a tua análise.

mjf disse...

Olá!
Eu acho que fazemos isso, e até nos tornamos " infantis", é verdade, mas ficamos com o coração e com o raciocinio tão acelarado, que pensamos e agimos na altura como adolescentes :=)))
Mas isso será mau?????


Beijocas

NI disse...

mjf, a minha dúvida não está tanto em saber se é bom ou não. Penso que, no fundo, todos nós assumimos que isso nos acontece de quando em vez.

O que eu não sei é porque acontece. Tu já dás uma pista.

:)

Beijinhos

Miguel disse...

Mas as pessoas de quem gostamos não são as que nos são mais chegadas, de algum modo?

E não são essas que estão ao nosso lado para os bons e para os maus momentos?

Então?
Claro que são essas que "apanham" com o nosso melhor e com o nosso pior...


Descarregar as frustrações, desabafar, magoa o outro porquê?
O outro não faz o mesmo? E não estamos lá também? Ou também nos sentimos magoádos?

As pessoas complicam demais as coisas.
Lá está, como no outro dia aqui: em vez de se discutirem conceitos, agridem-se as pessoas...
É evidente que depois, de agressão em agressão, as pessoas se chateiam! E os relacionamentos acabam.
A harmonia total não existe porque ninguém é igual a ninguém (o que até pode parecer uma contradição para alguém que acha que as pessoas são muito parecidas, no que fazem e no que querem, diferindo mais na maneira de lá chegar). Há que saber viver com a diferença e aceitar essa diferença porque se ele é diferente de ti, isso quer dizer que tu também és diferente dele...

Enfim...

NI disse...

Miguel, claro que há que saber viver com a diferença. E dificilmente fico magoada com quem gosto.

Portanto, para ti, quem gostámos tem que levar com o nosso melhor e com o nosso pior porque são mais chegadas a nós.

Aqui é que ainda não sei se será assim.

É que estou inclinada a pensar que é porque as nossas defesas perante os afectos são mais vulneráveis face a alguém que quem gostámos. Porque não conseguimos disfarçar. Porque somos nós próprios. Sem barreiras...

:)

Beijo

Miguel disse...

Não sei se entendo bem o teu ponto de vista...

Voltamos ao Amor... como o sentimento supremo, o afecto do topo da moontanha!

Como já expliquei, para mim, Amar é algo incondicional. Chegas aquele ponto e amas e pronto. Não amas se... Como não amas se, é incondicional, pela própria definição.

Então, estás lá sempre que a outra pessoa precisa. Sejam pelas piores razões, sejam pelas melhores. Isto porque as melhores razões também precisam de alguém especial para serem vividas na plenitude.

As pessoas desabafam contigo e tu ouves, porque é isso que elas precisam... eventualmente lanças questões que as façam pensar e chegar a outras conclusões, que isso também ajuda.
Não tens de concordar ou discordar. tens de, naquele momento, dar a mão, oferecer o teu ombro e afagar aquela alma...

E, Ni, a vida pode ser tão maravilhosa...

A questão é que muitas vezes as pessoas nem se dão conta da sorte que têm em encontrar certas pessoas...

S* disse...

Toda a gente erra... mas é diferente errar sem querer e errar sem se importar com as consequências.

NI disse...

Miguel, penso que não estás a entender o meu ponto de vista pelo facto de estares pensar tendo como paradigma o amor quando eu estou a falar do mundo dos afectos que não se reduz apenas ao amor.

Sabes que mais, acho que já nem sei do que estou a falar, ahahahahahah


S*, claro que sim. Mas também é diferente errar por pensar que se está a fazer bem e as consequências são más e errar porque se pretende obter essas mesmas consequências.

Sadeek disse...

Ou eu estou mesmo desorientadinho de todo ou não consigo chegar lá, ao sentido da coisa!!!

Quanto mais gostamos mais nos desorientamos e mais asneiras fazemos? HAHAHAHA....tá bem tá bem...olha Ni...já sabes quem é um dos que faz parte daquela estatistica dos "um em cada cinco"...AHAHAHAH

BEIJOOOOOOOOO

Rui da Bica disse...

Ni, eu também concordo mais com a avò, mas entendo o "amigo", excepto o "atrapalhámos".
Acho que é muito mais fácil descarregarmos com quem gostamos do que com os outros.
Estamos muito mais à vontade e as coisas saíem mais espontaneamente e por vezes coisas desnecessárias e que podem ferir. Com pessoas mais "afastadas" há como que um instinto de reserva, que nos impede de nos "abrirmos" tanto e contêmo-nos mais.
.

Miguel disse...

Não estou a pensar exclusivamente no Amor.
Fui buscá-lo por ser o extremo dos afectos. Pareceu-me um exemplo mais facil de entender o que estava a dizer... Pelos vistos não!

Basicamente o Rui explica parte do que acho.
Completaria com "se não podemos desabafar com quem nos está próximo e gosta de nós, podemos com quem?"

NI disse...

Miguel, alto lá e pára o baile. Eu entendi o que querias dizer. Tu é que não entendeste o que eu queria dizer.Ahahahahahah

Nota 1 - Hoje estou do contra;

Nota 2 - Por vezes é mais fácil desabafar com quem não conhecemos. Nunca te aconteceu?

Miguel disse...

Se te conheço alguma coisa, do que tiro do que escreves, com tanto "ahahahahahah"... deves estar mal mesmo!

:(

Já, já me aconteceu preferir falar com alguém fora das relações normais. Foi isso que se passou nesta ultima separação. Nunca desabafei com ninguém muito próximo.
Mas a razão principal foi não os massacrar outra vez, passados dois anos e meio, com mais do mesmo, mas em pior grau.
Se a mim já me era dificil repetir tudo, imagino o que seria ouvirem tudo outra vez... Porque as tretas que falamos acabam por ser muito semelhantes, com uma ou outra diferença, para além de um dos envolvidos, claro!

Mas eu falo com qualquer pessoa que me inspire alguma confiança (não toda a gente, claro) independentemente de a conhecer há muito ou pouco tempo.
Há pessoas que conheço há muito tempo, optimas para os copos, mas que nunca ouvirão certas coisas de mim... A não ser que queira que toda a gente saiba, claro!

;)

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