quarta-feira, 16 de julho de 2014

Interrompo a minha "travessia no deserto"...



 
...para vos deixar esta mensagem.
 
 
Porque, por mais evoluída que seja a tecnologia,não há nada mais importante do que a força de um olhar, de um toque,de um afago, ou de um simples sorriso para nos dar o conforto que precisámos.
 
 
Até ao meu regresso, fiquem com este tema...




sexta-feira, 20 de junho de 2014

...


 
Se fosses vivo hoje era o teu dia.
 
Partiste muito cedo... Afinal, já vivi mais anos do que tu viveste!
 
Quis a vida e as suas incontáveis ironias que não cumprisses dois dos teus sonhos: ver uma filha formada e um(a) neto(a).
 
Mas, estejas onde estiveres (dado que, ao contrário de mim, acreditavas que existia algo para além deste espaço onde se luta contra tudo e contra todos), sabes que fiz questão de cumprir os teus sonhos. Fi-los meus.
 
Parabéns pai. Come uma fatia de bolo, bebe um bom vinho, canta e espalha a tua boa disposição, o teu sentido de humor único, o teu sorriso que aquece...como só tu sabes.
 
 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Oh "Ni Maria"...

Imagem daqui

 
Então tu, que és uma adepta fervorosa do futebol, ainda não colocaste nenhum post sobre o Mundial?
 
Falem comigo depois do jogo de domingo...

Até lá fiquem com o "verdadeiro" (?!) hino da selecção nacional.
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Reflexão do dia...


 
O verdadeiro drama humano não é tanto a necessidade de ter sempre mais, é a sua incapacidade de se  satisfazer com pouco.


Imagem da net

A música de hoje é esta.

terça-feira, 17 de junho de 2014

E depois de mais uma desilusão...


 
(Como se eu já não estivesse habituada...)
 
Só me apetece cantar este tema bem alto. Pode ser que com a minha voz esganiçada as "bruxas e feitiços" fujam para bem longe...
 
Mais um round e desta vez fui ao tapete. Mas o meu "adversário" já me devia conhecer muito bem que depois de uma queda levanto-me ainda com mais vontade de ganhar. Já devia saber que, das duas uma: ou me dá um knockout ou arrisca-se a levar com um uppercut.
 
Tudo isto para dizer que amanhã a minha vida vai dar outra volta...
 
Imagem da net
 

As palavras, a verdade e a mentira...


Imagem da net

"É árdua, sem dúvida, a tarefa de nos construirmos...
Quando fingimos ser o que não somos...
E esse caminho não pode trazer
- nem a nós nem aos outros - nada de bom.
Não é autêntico. Acontece-nos por vezes que temos objectivos
que exigem de nós aquilo que ainda não somos capazes de dar.
Nesses momentos, devíamos compreender, simplesmente,
que aquilo não é para nós;
que ainda temos de crescer;
que nos falta uma determinada porção de esforço e de luta"

Paulo Geraldo


Usamos as palavras para transmitir o que sentimos, o que queremos, o que entendemos.

Usamos as palavras com as nossas verdades mesmo quando estamos a mentir a nós próprios.


Usamos as palavras para fazer de mentiras as nossas verdades.


Mas, no fundo, a verdade e a mentira, quando usadas através das palavras podem ser, apenas, duas faces da mesma moeda. O que para nós é uma verdade irrefutável, para outro é a mentira mais absurda.


E a verdade e mentira que damos a nós próprios através dos sentimentos? Muitas vezes interpretamos as palavras dos outros segundo a verdade que gostaríamos acreditar. Por exemplo, quando pretendemos acreditar que somos verdadeiramente importantes para alguém sem nos preocupamos de ver a verdade nas palavras desse alguém.


Ou mesmo quando acreditamos ser aquilo que, de facto, não somos. Mas é a nossa verdade. Ou será que é mais uma mentira que assumimos como verdade?
 
A música "fétiche" de hoje é esta. Só podia.
-->  

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Delete...




"Viver é desenhar sem borracha"
Millôr Fernandes


Não tenho qualquer dúvida que a vida seria bem mais fácil se pudéssemos apagar com uma simples borracha as desilusões que vamos tendo ao longo da vida. Mas não só.
 
Quantas vezes demos por nós a pensar "porque raio fiz isto", ou, "porque não fiquei caladinho(a)", ou, ainda, devia estar doido(a) para confiar naquela pessoa?O desafio de hoje é este: O que apagavam da vossa vida se pudessem? (Para além dos impostos e dos políticos, claro está...).
 
Quanto a mim há algo que nunca apagaria: os afectos que dei, mesmo quando não correspondidos...
 
E fiquem com um dos meus grupos "fétiche".
 
Tenham uma grande semana e que logo ao final da tarde possamos estar todos com um largo sorriso. Bem precisámos de algo que nos una.
 
 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

As Mães são cá umas chatas ...




Tentar convencer uma adolescente que a lida da casa não é trabalho exclusivo da mãe ou do pai, transforma-se numa maratona de argumentos e contra-argumentos.
 
É verdade que acabo por ganhar a maratona mas, não é menos verdade, que ela fica sempre com a última frase:
 
-"Mãe", tu cansas a minha beleza..."
 
Há já algum tempo que tento encontrar uma estratégia para, finalmente, ficar com a última palavra.
 
Qual quê...já está tudo inventado. 
 
A resposta será esta:
 
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Sempre quero ver qual vai ser a resposta dela.
 
Vamos recordar um tema do ano em que me casei...ai mi madre...1987!?
 
 
Tenham um grande fim-de-semana!
 
 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Daqueles dias...

 
Imagem da net
 
 
São daqueles dias.

Os tais em que te levantas já cansada e olhas para a cama, te recordas do aconchego do calor de outro corpo e pensas que ela é a melhor cama do mundo.

Os tais em que olhas para o espelho e pensas que a sucessão dos segundos estão a fazer mazelas na tua cara.

Os tais em que olhas para o armário e te questionas onde raio andavam os teus neurónios para comprares aquelas peças.

Os tais em que chegas ao café habitual para tomar o pequeno-almoço e te perguntam o que queres e olhas para a pessoa pensando que está doida. O que eu quero?

Quero voltar para a melhor cama do mundo.

Começaram as insónias ...
 
E por falar em insónias, aqui fica um dos meus temas "fétiche".
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Porque hoje me apetece dizer isto...

 
 
"Sempre que o amor me quiser
Basta fazer-me um sinal
Soprado na brisa do mar
Ou num raio de sol

Sempre que o amor me quiser
Sei que não vou dizer não
Resta-me ir para onde ele for
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim

Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão

Sempre que o amor me quiser
Sei que a razão vai perder
Que me hei de entregar outra vez
Como a primeira vez

Sempre que o amor me quiser
Vou-me banhar nessa luz
Sentir a corrente passar
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim

Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão
Sempre que o amor me quiser"
 
Lena d' Água


 Se quiserem, a música é esta...


Tenham uma grande semana!
 
 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Da escolha...


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"... Pode-se tirar tudo de um homem exceto uma coisa:
a última das liberdades humanas –
escolher a própria atitude em qualquer circunstância,
escolher o próprio caminho.
 
Viktor Frankl



E eu escolho...não ser a 2ª escolha.

Por isso, vou dizer não...com toda a serenidade...
 
Fiquem com os Queen porque estes são os dias da nossa vida. Uns melhores que outros...mas são nossos e podemos fazer deles o que quisermos. Só depende das nossas escolhas e da nossa capacidade de enfrentar as suas consequências...
 
 
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O castelo...e a Profecia...

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No dia 14 de Julho de 2010 escrevi isto:

"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou

Construir um castelo ...

Fernando Pessoa
Nos últimos meses acumulei autênticos pedregulhos.

Curiosamente, alguns deles arremessados por quem merecia toda a minha confiança e lealdade.

 
Fui juntando os pedregulhos, um a um, num canto. A vontade de os arrumar e de lhes dar uma forma tinha desaparecido. Ou seria apenas cansaço...
Mas a verdade é que não aguento estar muito tempo com a "casa desarrumada".

Tinha que começar por algum lado. Comecei com as pedras mais pequenas.
O castelo ainda nem a meio vai mas é capaz de ficar bonito. Diferente? Claro. Mas a beleza reside na diferença.

Ontem dei o sim para um novo desafio. Vou criar um novo serviço.
Se a história se repetir, quando o serviço estiver criado virá alguém para mandar nele.

Deixa-me frustrada? Claro que sim. Mas sabem uma coisa?

Nunca ninguém convidou esses "mandões" para criar...."
 
 
 
Hoje, 05 de Junho de 2014, a profecia cumpriu-se.
 
 
Só não sei qual vai ser o meu futuro...se é que ele existe...
 
 
S. Brown escreveu que "todos os dias recebemos pedras. Mas o que construímos com elas? Uma ponte ou um muro?".


Depende dos dias, acrescento eu.


Hoje, em particular, quero construir um muro intransponível.


Um muro que me proteja do cansaço.
 
 
Mas hoje também "te" queria desse lado. Porque só tu me farias sorrir hoje...
 
 
A música de hoje tem como pano de fundo um castelo: o castelo de Slane na Irlanda. Lisa Kelly das Celtic Woman com o meu tema preferido.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

E porque estamos em maré de memórias...


 
O meu querido SOG, com este post, obrigou-me a fazer uma viagem até 1989...
 
Mais precisamente até ao dia 12 de Dezembro de 1989.
 
Enquanto maldizia as dores do parto ia trauteando a música que passava na rádio onde então eu trabalhava e que, naquele dia, era a estação oficial do serviço de obstetrícia do Hospital de S. João.
 
A música dos Essa Entente é esta e o texto completo da "Dança Nua" é este:
 
 
"Tão perto daquela antiga avenida
Passeiam as moças da noite
Que hão-de chamar ao meio das pernas
Os olhares que passam

Uma quer levar-me mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar

Desço ao cais onde o brilho da ponte
Ilumina um bar tão vazio
Mas sei que tão cheio vai ficar
Por mil tragos, avancem

Uns para o meu lado, outros para a frente
Vamos lá rapazes por mil tragos cantar

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Olhos inchados, descanso no cais
À beira de um barco esquecido
Que tal como eu já foi tão forte
Mas feliz só esta noite

Leva-me contigo, dentro de ti
Para depois voltar ao bar
E por mil tragos cantar

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que..."
 
 
 
Nota - Guardo religiosamente o álbum em vinil "Essa Entente" editado pela Polygram em 1989
 

Porque a memória é curta para alguns...



...e é necessário recordar!
 
 
25 anos depois do massacre da "memória colectiva"...

Foto retirada daqui

terça-feira, 3 de junho de 2014

Reflexão do dia - Vale a pena casar?



Porquê casar? Não será mais simples viver juntos?

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"Devia-se estar sempre apaixonado.
É a razão pela qual nunca nos devíamos casar."
Óscar Wilde


Eis uma afirmação que nos obriga a reflectir. É óbvio que para quem nunca casou, ou se casou há pouco tempo, ou, ainda, para quem tem um casamento durante o qual ainda não tenha ocorrido uma “crise”, obviamente responderá que não está de acordo.

Mas a resposta será assim tão linear?

Será que é possível duas pessoas estarem casados 10, 20, 30 anos e mais e manter acesa a paixão? E o amor? E a amizade?

Admitindo que com o tempo a paixão se vai desvanecendo, será que fica o amor? Mas o que é isso do amor?

Será que fica apenas a amizade?

Sinceramente não tenho resposta pela simples razão que um casamento, durante o seu percurso, é envolvido por todos os sentimentos.

Isto é, creio que ao longo do casamento os parceiros sentem um conjunto de sentimentos que podem não ser cumulativos num mesmo período. Numa fase podemos sentir paixão, numa outra amor (seja lá o que isto representa), numa outra podemos sentir apenas amizade ou mesmo enfado e questionarmos se não estamos a perder tempo.

Quiçá, o ser humano é um ser complicado e com tendência para confundir sentimentos.

Mas o tema de hoje não é o amor (pelo menos directamente). Hoje vamos falar de uma instituição que dá pelo nome de casamento.

 

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Em conversa com um colega que é casado há 28 anos, chegámos à conclusão que estar casado mais do que 10-15 anos é um verdadeiro estigma. Penso que não haverá nenhuma família que não tenha passado por um processo de divórcio.

Segundo as estatísticas, a maioria ocorre em casamentos que duram 10-12 anos.

Será que se pode atribuir a “culpa” ao facilitismo? É que, hoje em dia, o divórcio “está à distância de um clic”.

Também, mas não só!

Para mim, mais importante que o facilitismo com que hoje em dia é possível fazer um divórcio, é a forma com que um casal encara o próprio casamento.

Eu explico:

Um casamento, legalmente falando, é um simples contrato. Com direitos e obrigações para ambas as partes. Mas as pessoas casavam a pensar no contrato? Excepcionando aqueles que casavam por interesse, a maioria não estava a imaginar que estava a celebrar um simples contrato civil que depende da livre vontade das partes.

Então, porque casavam?

Até meados dos anos 80 as pessoas apaixonavam-se e casavam-se. Objectivo: construir e partilhar uma vida em comum. Se bem que para a maioria das mulheres subsistisse um ideal romântico no casamento (não esquecendo a parte religiosa que ainda tinha alguma importância na altura), a verdade é que ambos partiam para o casamento com expectativas realistas. Sabiam que tinham que trabalhar para construir um projecto a dois. Mais, ainda, ingressavam cedo no mercado de trabalho. Tornavam-se independentes da família nuclear com 20-25 anos e, consequentemente, casavam-se cedo.

E hoje? Os objectivos são os mesmos? O casamento é encarado da mesma forma? Penso que não.

Vejamos:

Cada vez mais, os jovens têm dificuldades em iniciar uma vida independente. Estudam até tarde, têm dificuldade em ingressar no mercado de trabalho e é perfeitamente “normal” assistirmos a pessoas de 30 anos e mais a viverem dependentes dos pais.

Esta dependência económica tem efeitos nefastos porque os jovens começam a criar, inconscientemente, uma dependência emocional. Quando finalmente casam não estão preparados para as dificuldades que um casamento acarreta. Afinal, sempre que tinham uma dificuldade tinham o “amparo” da família nuclear ou dos amigos também eles com o mesmo tipo de experiência.

Também não será alheio o facto de a mulher hoje em dia ter ocupado na sociedade o lugar a que sempre tinha direito e, verdade seja dita, não aceita com passividade o que outras aceitaram em tempos idos. Porque tem outro tipo de educação e postura e, não menos importante, porque a maioria mantém já uma independência económica em relação ao parceiro.

Tudo isto é verdade. Mas não serão as únicas razões.

Sob pena de me chamarem de cínica, muitos dos jovens não vêem o casamento como um projecto a dois.

Parece-me que, pelo contrário, associam o termo “casamento” não a um contrato, não a um projecto a dois mas….a uma festa de arromba e a uma boa lua-de-mel. Começam a tratar da "festa" com um ano, ano e meio de antecedência. Primeiro marca-se a "quinta", a florista, o fogo de artifício e a banda que vai tocar. E, como os pais geralmente pagam o casamento, é uma boa forma de juntar uma bela maquia para comprar um carro melhor. Nas vésperas pedem ao padre ou ao conservador e ficam aborrecidos quando estes dizem que estão ocupados.

Vamos ser claros. Hoje em dia a maioria das pessoas casa tendo presente que se não der certo existe sempre o divórcio. Assim, à primeira dificuldade, não se luta. Pede-se o divórcio.

E com isso dão a ganhar às inúmeras empresas criadas para fazerem festas de arromba para comemorar o.... divórcio!
 
 
A música de hoje fica a cargo do Senhor Michael Jackson..
 

 
Nota 1 - Post em modo "copy past" de um outro de 2008
 
Nota 2 - Segundo os últimos dados do INE, o número de casamentos e divórcios baixou de forma significativa nos últimos três anos. A culpa, dizem, é da crise...
 
 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Fosga-se...


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Lembrei-me agora que faço hoje 27 anos de casada.
 
Para os entendidos são as "Bodas de Crisoprásio".
 
E, assim, paulatinamente, vou-me sentido uma ave rara... 
 
 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Divagação do dia...


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Norman Brown afirmou que toda a história do homem é um esforço para destruir a sua própria solidão.

Concordo com esta ideia.

Restringindo o sentido da frase às relações interpessoais eu diria que toda a história do ser humano é um esforço para encontrar “aquele(a)”.

Nessa busca incessante há aqueles que pensam ter encontrado na primeira tentativa.
Geralmente chegam à conclusão que afinal não era o(a) tal mas desistem de procurar.

Outros, pelo contrário, passam uma vida de opção em opção sem nunca encontrarem, mas sem nunca perderem a esperança de vir a encontrar.

Mas, pergunto: será que existe mesmo “aquele(a)”. Ou estaremos perante uma quimera que nos vai alimentando os sonhos?

Será que, para cada um de nós, existe algures o ser que nos completa?

Será que esta procura incessante é a responsável pelas nossas desilusões?

Será que esta procura incessante é a responsável por muitas vezes acabarmos sós?

Valerá a pena desistir de procurar?
 
 
E fiquem com uma das minhas músicas "fétiche". Os senhores "Housemartins".
 
 
* Post em modo "copy past" de um escrito em 2008
 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Maya Angelou



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"O preconceito é um fardo que confunde o passado,
ameaça o futuro e torna o presente inacessível"
Maya Angelou


Tive o prazer de "conhecer" Maya Angelou através do seu livro "Carta à Minha Filha", onde se pode ler:
 
 
"Dei à luz uma criança, um rapaz, mas tenho milhares de filhas.
Sois brancas e negras, judias e muçulmanas, asiáticas, hispânicas, ameríndias e esquimós.
Sois gordas e magras e bonitas e feias, homossexuais e heterossexuais, instruídas e iletradas, e estou a falar para todas vós.
Isto é o que tenho para vos oferecer."
 
 
Maya Angelou, militante activa dos direitos cívicos e com uma história de vida incrível e fascinante, morreu hoje aos 86 anos. 

Fica o exemplo notável de mulher e ser humano.
 

Reflexão do dia...



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Começo a entender porque razão anda muito boa gente a praticar a posição horizontal... andar na vertical dá muito trabalho...

terça-feira, 27 de maio de 2014

A propósito das eleições europeias...


 
 
... um simples comentário: temos os políticos que merecemos.
 
 
 
Nota - Para não ser mazinha, porque estou mais inclinada para afirmar que os nossos políticos ainda conseguem ser um pouquinho melhor do que os eleitores. Pelo menos defendem a "dama" deles...
 
 
 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nudez...



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"É muito mais honesto estar nu
do que usar roupas transparentes"
Erasmo

O despirmos a nossa alma e os nossos segredos mais profundos a uma determinada pessoa é, acima de tudo, um acto de confiança e de coragem.

Confiança porque acreditámos que essa pessoa merece que sejamos um todo e não pequenas partes.

Coragem, porque lhe estamos a confessar como nos pode destruir através dos afectos.

 
Mas a vida é um constante risco.
 
 
E estas últimas semanas provaram, uma vez mais, que sou totalmente incapaz de usar roupas transparentes...
 
 
E a música de hoje é esta porque a vida deve ser vivida com paixão...
 
 
Tenham uma grande semana.
 
 
 
Nota - Eis uma forma de justificar a minha ausência sem nada dizer 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Reflexão do dia...



Recebida por e-mail
 
 
 
 
Porque será que quando adultos há sempre um "e se..." e um "será..."?
 
É que se fica com a terrível sensação que quando adultos as emoções e os sentimentos são sempre condicionados.
 
Quanto à música, fiquem com outro dos meus temas "fétiche". É um tema de 1999 e o seu autor/intérprete faleceu prematuramente.
 

 

terça-feira, 6 de maio de 2014

O que a vida me ensinou...

 
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"Quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos,
ou melhor, além deles."
 
Clarice Lispector
 
Que gosto mais dos silêncios porque as palavras saem conforme as idealizamos e os silêncios conforme sentimos.
Que os silêncios não mentem, não criam expectativas, nem defraudam. E, acima de tudo, significam sempre algo.
Que gosto mais do "olhar".
Alguém disse que era o "espelho da alma", eu diria que que é o verdadeiro sentir que nos envolve.
No olhar não há mentiras nem subterfúgios. Não há fugas ou desculpas. Não há pretextos ou justificações.
No olhar há a verdade. Seja ela boa ou má.
No olhar há a inocência do sentir. A amargura da experiência.
No olhar há a serenidade da idade. A paixão da descoberta.
No olhar há o terminar de um sonho. O triunfo de uma conquista.
No olhar há o amor que queremos dar. A dor da invisibilidade.
No olhar há o carinho que nos desperta. A indiferença de quem magoa.
No olhar há o simples abraçar. A saudade infinita.
No olhar há o sol que nos aquece. O frio da ausência do calor humano.
No olhar há o verdadeiro "eu". O verdadeiro "sentir".
 
 
Esta semana servirá para recordar algumas das minhas músicas "fétiches". Aquelas em que "pára tudo que se vai ouvir...". Hoje é esta.
 
Tenham uma grande semana.
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Casota da Cadela...



Recordam-se de vos ter dito que a famelga tinha adoptado uma cadela que foi encontrada abandonada na rua com dois meses? Não? Não faz mal. Passemos à frente...
 
Pelos vistos a cadela é de raça pequena, tem medo de tudo e de todos, e só quer colo. Resumindo, com quatro meses é uma mimalha e já aprendeu a lição toda. De tal forma que conseguiu convencer o pessoal a dormir à noite no quarto da filhota mais nova.
 
O problema é que eu gosto de ter a casa arrumada e já me estou a passar com a quantidade de acessórios que passaram a existir no quarto da filhota.
 
Assim, chamem-me doida, mas a minha próxima empreitada vai ser esta:
 
 

Imagens da net
 
 
É claro que os meus conhecimentos sobre bricolage não me levarão à perfeição visível nas fotos mas que vou tentar fazer algo parecido, ai isso vou.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Quénia, verdadeiro paraíso para os homens...


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A decisão do Presidente do Quénia de aprovar a lei que permite a poligamia gerou uma onda de protestos de muitos sectores femininos o que obrigou o dito cujo Presidente, Uhuru Kenyatta de seu nome, a defender ... que o casamento «é a união voluntária de um homem e uma mulher, seja monógama ou polígama».
Pelos vistos a proposta inicial da lei previa que a primeira esposa pudesse vetar a escolha do homem, mas "... os membros masculinos do parlamento de vários partidos uniram-se para deixar cair essa alínea, conta a France Press". (notícia daqui)
 
Lendo as notícias nos órgãos de comunicação social, o destaque vai para o facto da presente lei só beneficiar os homens. Obviamente, digo eu. A lei regulamenta a poligamia e não a poliandria. Eu se fosse às mulheres quenianas mudava-me para os Himalaias, sei lá...
 
 
 
Nota - Devo confessar que até entendo os membros masculinos do parlamento queniano. É que se as suas mulheres decidissem ter vários homens teríamos muitos egos destruídos!
 
 
 

Sabem o que é mesmo frustrante?


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É não sermos reconhecidos na entidade onde exercemos funções há décadas, (pois, para mim são quase três), e vermos o nosso trabalho valorizado por outras entidades que quase diariamente pedem a nossa opinião.
 
A vida é cheia de possibilidades frustrantes...
 
 
 
 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quando o local de trabalho dá cabo da nossa saúde...

 
  
Sou daquelas pessoas que gosta de trabalhar em equipa e de reuniões de trabalho. Talvez, quem sabe, por ter uma profissão algo solitária.
 
Mas sempre lutei por ter o "meu espaço". Sempre defendi que se passo 8 a 10 horas a trabalhar,(cheguei a trabalhar 14-15 horas e sem ganhar mais por isso), e se a minha função é elaborar pareceres, tenho que estar concentrada e atenta, para além de ter que me sentir bem e estar rodeada de objectos que me façam sentir em "casa".
 
E, na verdade, com mais ou menos dificuldades, sempre consegui ter o meu espaço. Um local onde colocava uma ou duas plantas, um local onde colocava nas paredes os quadros que as minhas filhas iam pintando, um local onde me conseguia concentrar, um local onde me sentia bem por chegar.
 
Até que, em 2009, o meu anterior chefe decidiu que eu ficava melhor com outro colega. Um óptimo colega, excepcional a todos os níveis diga-se, mas que tinha uma função bem diferente da minha. Enquanto eu tinha que fazer pareceres intermináveis ele tinha que passar meio dia ao telefone e a receber pessoas. Escusado será dizer que a dificuldade de me concentrar era imensa. Chegava no final do dia completamente exausta.
 
Um ano depois, por razões que agora não interessam, pedi para sair. No novo departamento o sistema é de open space com cubículos. Durante dois anos lutei para que alterassem o sistema porque as funções que exercemos não é compatível com aquela opção.
 
Valha-nos os santinhos... , mas um serviço que tem como missão fazer auditorias, inquéritos e processos disciplinares e que obriga aos seus funcionários um dever de sigilo rigoroso, é incompatível com a existência  de cubículos em open space onde se confundem os serviços administrativos com os serviços técnicos. Já para não falar dos problemas de desconcentração o que gera, inevitavelmente, problemas de produtividade.
 
Há que saber adequar os locais de trabalho às funções que são exercidas (porque em determinadas funções o sistema de open space até poderá ser o mais adequado)
 
Vem agora um estudo publicado  na revista "Visão" dizer o que defendo há muitos anos:
 
" Os escritórios em open space, ou seja, com estruturas abertas, ou subdivididos em cubículos, podem ser os piores quando se trata do bem-estar e produtividade dos funcionários... O pensamento comum é que os funcionários serão mais felizes e mais produtivos se trabalharem juntos, em vez de separados por paredes de escritório reais. Só que não são!" esclarece um membro da Fast Company, uma imprensa que  inspira a nova geração de líderes, inovadores e criativos, que estão a reinventar ativamente o futuro dos negócios. " A grande maioria dos trabalhadores, presos em cubículos e espaços de escritórios abertos, estão insatisfeitos com os seus ambientes de trabalho; muito mais do que as pessoas que trabalham diariamente em escritórios privados fechados."
 
O mesmo artigo elenca de que forma o trabalho num escritório pode prejudicar a saúde e a felicidade dos funcionários:
 
Assim, os funcionários que trabalham em open space podem ter:
 
- altos níveis de stress e menos motivação
- níveis mais altos de adrenalina, que é uma resposta do corpo ao stress
- maior susceptibilidade a ficar doente devido à facilidade de transmissão e da qualidade do ar que respira
 
É comum dizer-se que um dos maiores problemas do nosso País é ter uma fraca produtividade.
 
Eu digo, um dos maiores problemas do País é ter entidades patronais que não sabem adequar os locais de trabalho às funções específicas que os trabalhadores exercem.
 
 
Ver artigo completo aqui


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