sábado, 8 de novembro de 2008

Partir? Ou ficar à espera?



Já afirmei aqui neste espaço que, para mim, o amor é algo tranquilo, sereno e ao mesmo tempo forte e sólido, que não depende do humor nem do desejo e não está sujeito a chuvas e trovoadas, que sobrevive à rotina, à convivência, às crises financeiras, aos problemas materiais, físicos, familiares, de trabalho. Afirmei que amar também é admirar, conviver, conhecer, partilhar, participar, dividir e aceitar.


Mas o amor, inevitávelmente, tem que ser vivido a dois e só é possível quando os dois querem e desejam.



O amor é como a valsa. Para se dançar são precisos dois.


Quando um não quer, o que fazer? Partir? Ficar à espera?


Digam de vossa justiça.


23 comentários:

Abobrinha disse...

NI

Já respondeste quando disseste que tem que haver dois. Se só há um, o que se tem é amor, obsessão ou falta de amor próprio? Eu estou sozinha neste momento porque não prescindi do meu amor próprio. Acho que foi uma boa decisão. Dolorosa, mas acertada.

Ou seja, se não há amor porque não é a dois, não há por que partir nem por que ficar, pelo que a tua pergunta não faz sentido. Não há nada! O melhor a fazer é recomeçar a vida no ponto onde se está. E o mais rapidamente possível, porque o relógio não pára e há coisas que não valem a pena. Sempre com a perspectiva de que quem entra de novo na nossa vida não pode pagar pelos erros da anterior.

E não te perdoo por me fazeres pensar isto às 3 da manhã depois de vir da má vida! E não me venhas com a conversa de que eu é que abri o blogue, porque a culpa é tua e é mesmo ;)

Beijinhos, moça!

NI disse...

Abobrinha, sou mesmo mázinha, ahahahahah.

Gosto das pessoas que conseguem ter ideias sólidas sobre sentimentos. Daquelas pessoas que quando questionadas respondem "sim" ou "não".

É que, para mim, quando se fala de sentimentos há muitas "zonas cinzentas". Há muitos "não sei"

É óbvio que o post parte de um princípio: que uma das partes não tem a certeza do que sente.

Nesta indecisão que atitude há-de ter a outra pessoa?


Nota - De resto, concordo contigo que quando temos a certeza de que quem amámos não nos ama o melhor é partir.

Beijos

Abobrinha disse...

NI

Bem, eu respondi ao que perguntaste. E parecia-me não haver dúvida (e concordaste) quanto a essa questão. Mas o problema... é chegar a essa conclusão. Porque é brutal!

É complicado concluir que alguém não nos ama, por atitudes mais que por palavras. Mas por vezes chega-se a momentos em que de facto as coisas ou são boi ou vaca. Posso dar a ideia de ser durona, mas não sou (sou tudo menos isso, acredita): quando dava para claramente ver que as coisas eram boi, eu ainda dei o benefício da dúvida em como poderiam ser vaca. Fiz isso um tempo (tempo a mais, se queres que te diga). Mas à cautela fiz o que me pediram expressamente para não fazer: forcei e tive a resposta que esperava. A resposta que não queria ver, porque não queria mesmo que fosse verdade. Porque não podia ser verdade, porque eu não merecia que fosse aquilo! Eu não queria aquilo: era um dos meus piores pesadelos! E recomendo a todos que tirem a teima quando a dúvida se instala. Porque a nossa confiança não pode ser uma arma para que abusem de nós.

Estes dias, vários amigos têm-me acusado de conhecer histórias de "amor" horríveis. É a mais pura verdade, mas o que posso fazer? Fingir que são mentira? Recusar-me a reconhecer que existem? Não! Isso é ser cego por querer! Encarar a realidade é do mais duro que pode haver, mas é libertador! Doloroso, mas libertador.

Apesar de tudo, acredito no amor e nas tais raízes do amor e da amizade (e de todos os relacionamentos) de que falávamos. E, conhecendo essas histórias pavorosas é que se torna extraordinário que eu acredite no amor. E que lute por ele. Não ao lado de quem não vale a pena, forçando quem não quer ser amado, mas procurando quem queira e retribua.

Desviei-me da tua pergunta? Nem por isso: a dúvida do outro em se ama ou não pode ser autêntica ou só uma maneira de abusar de nós só mais um bocadinho. De testar a nossa paciência e a nossa capacidade de sofrimento. Como se tira isso a limpo? Abrindo os olhos e forçando determinadas atitudes. Há sinais e atitude que não se podem ignorar. E coisas que não se podem fazer. Uma das quais perder o respeito por nós mesmas. Porque ninguém merece isso.

Mas, de novo, é complicado.

COmo é complicado ler este lençol de texto, mas... eu sou um bocado palavrosa... sorry... mas apesar disso sou boa pessoa!

Abobrinha disse...

No primeiro parágrafo no comentário anterior embrulhei: queria dizer que achava que estavas a perguntar o que fazer quando o outro não nos ama.

Sorry, ainda estou meia disléxica. Mas está a passar. Porque não sou de chorar para sempre, e este já levou com mais lágrimas do que possivelmente merecia (embora me custe ainda hoje a aceitar isso). Mas eu sou assim: coração mole e crente nos outros. Apesar de tudo. Até que...

Lança em África disse...

A resposta está no teu coração e não na tua cabeça! Muito menos nas nossas...

*

NI disse...

Abobrinha, concordo contigo.

:-)

Lança, este post pretende saber a opinião dos meus amigos. Não significa que esteja a viver esta situação.

:-)

Beijos

O pensador disse...

Nina, a tua pergunta é deveras complicada de responder.
E é complicada no sentido em que o metabolismo emocional das pessoas não funciona todos com a mesma velocidade.
Sabes que para mim, a ideia de haver "Amores à primeira vista" é um autêntico disparate, näif mesmo!
Tanto um como o outro vão necessitar do seu tempo adequado para descobrir o sentido do Amor.
Um poderá levar 1 ano e o outro poderá levar 5 ou 10, quem saberá?
As mulheres, regra geral, demoram menos tempo do que os homens a compreender/sentir o amor.

Isto para dizer que só por não há naquela hora uma reciprocidade de sentimentos, não quer dizer que não haverá mais tarde. Agora, supôe que a pergunta "amas-me?" seja feita numa altura em ue só uma parte esteja segura do seu amor?
Valerá a pena deitar a perder algo que ainda poderá ser possível?
Confuso, não é?

Vou te citar o meu exemplo.
Eu sempre gostei muito da minha mulher mas precisei de quase 6 anos para descobrir que a amava.
É que gostar e amar está muito longe de ser igual!
Agora, imagina que aos 2 ou 3 anos do nosso relacionamento, ela me perguntasse se eu a amava?
Que iria eu responder?
Mentir? Fugir á questão??
Arrisca-me a perdê-la só porque gostava dela mas não a amava ainda?

As mulheres passam a vida a dizer que não percebem os homens, mas muitas vezes criam-se chatices e aborrecimentos só porque tentamos etiquetar o que não carece ainda de designação.

É preciso dar tempo ao tempo e aprender com a vida.
Todos merecem uma 2ª oportunidade, incluindo o amor...

Bjs

(Ps: O Amor é como uma valsa mas apenas quando for necessário partilha-lho, vivê-lo, distribui-lo por outras pessoas. Porque para se ganhar, basta apenas um. Nós)

NI disse...

Lança, já tive oportunidade de te dar os parabéns no teu cantinho e, agora, dou no meu.

Passa um grande dia e, só para que conste, não acho que sejas um zero emocionalmente. Se isso fosse verdade não farias os post's que fazes.

:-)

Beijo

Sadeek disse...

Ni...quando um não quer, definitivamente não vale a pena. Porque não é amor... :(

Beijo forte...

NI disse...

Pensador, hoje fiquei a saber que a tua mulher, para além de bonita e simpática, tem uma paciência de santa, ahahahahahah.

Seis anos para lhe dizeres que a amavas?

:-)))

Bjs


Sadeek,o problema é quando a pessoa não sabe o que quer. :-)

Bjs

pinxexa disse...

Se é certo que o beneficio da dúvida às vezes produz os seus frutos, também não é menos certo que o fruto cai de podre quando as duvidas passam a certezas...

Para mim, o verbo amar tem de ser conjugado no plural.

beijo

O pensador disse...

Nina, quem disse que precisei de 6 anos para lhe dizer que a amava?
Isso já lhe dizia desde os tempos do namoro, mas nesses tempos - De Paixão - todos nós acreditamos que sentimos amor e só anos mais tarde é que nos apercebemos da diferença...e o nosso "Amo-te" passa a ter mais significado, mais clareza de emoções, mais intensidade.

Nina, quando começamos uma relação, nenhum de nós ama!
Gostamos um do outro, temos paixão um pelo outro, gostamos de estar um com o outro, de fazer coisas juntas, de dar umas cambalhotas, etc...mas "amar"???
Ninguém pode dizer que ama porque isso é mentira.
Amar implica conhecer os defeitos do "partner" e aceita-los.
Ora...no inicio, quem conhece os defeitos do partner?
Nada, nothing, niente, rien du tout!
Só se conhecem os atributos e as virtudes, ou acaso estarei a mentir?
(As vezes sentimos tanta paixão que até um defeito pode nos parecer uma virtude!)
Ninguém revela os seus defeitos, eles só serão revelados mais tarde e nunca pela nossa boca.

O meu "Amo-te" surgiu naturalmente, na altura em que era realmente desejado e não foi uma resposta a nenhuma pergunta!
Não foi preciso ela perguntar-me se eu a amava (Até porque só perguntamos isso quando duvidamos que o amor existe).
Simplesmente senti uma vontade expontânea de lho dizer e disse...

Apenas porque me soube bem..
E porque sabia que também lhe ia saber bem ouvir isso...

Bjs

NI disse...

Ahahahahahah.

Pensador, hoje estás inspirado.

Não me batas...

Não sei se interessa mas concordo contigo. Pelo menos comigo, e há medida que o tempo foi passando, senti-me cada vez mais unida à minha cara-metade. Mais, ainda, acho que as situações difíceis que ambos fomos ultrapassando reforçou a nossa relação. Acho que é nas situações difíceis que se vê o carácter das pessoas e a solidez das relações.

Como uma vez referi, não é por acaso que o meu casamento dura há tantos anos.

:-)

Bjs

Sadeek disse...

Continuo na minha...se a pessoa não sabe o que quer... :S

BEIJOOOOOOOOOOO

NI disse...

Sadeek, e continuas bem, ahahahahahah.

Tinta Permanente disse...

O pensador está mesmo inspirado...

Num mundo cheio de pessoas desorientadas e instáveis, não é fácil encontrar uma metade tranquila e sólida.
Dá muito trabalho. É o que eu penso...

NI disse...

Tinta, vou-te confessar uma coisa: o Pensador sempre que fala comigo no dia seguinte fica inspirado, ahahahahah

Lança em África disse...

A resposta está no nosso coração!

:D

*

Djinn disse...

Não consigo conceber uma relação onde não exista amor, chamem-me os nomes todos que entenderem...mas não consigo.
Existem várias formas de amar, mas ama-se ausência de amor..isso não.

O pensador disse...

Djinn, não há nada de errado em não conceber uma relação onde não exista amor, mas antes da mesma atingir esse estátuto, isto é...até o amor existir na dita relação, de que modo a defines?

Todas as relações de amor - sem excepção - nascem através de uma paixão.
E numa paixão também amamos?
Não, claro que não.
Sentimos paixão mas não amamos, porque caso contrário seria chamado de amor e não paixão.
(Eu sei...parece incrível como é que uma coisa tão simples consegue meter a nossa cabeça em agua..hehehe)

Bjs

Djinn disse...

Pensador acho que o tempo para cada pessoa saber que ama é diferente. Paixão tem que existir é um estádio natural da relação que com o tempo se transforma em amor, alguém dizia que viver em estado de paixão permamente seria extremamente desgastante.
Mas amar, é tão mais do que isso é um misto doce de paixão e desejo permanente, de necessidade de partilha...é a dor incessante da ausência forçada ou a melancolia da ausência temporária, é um misto de eterno carinho, ternura.
É o desejo que seja para sempre, no bem e no mal...
É tudo e nada...

NI disse...

Pensador e Djinn, se analisarem o que escreveram, ambos estão a defender a mesma coisa de forma diferente.

E eu concordo com ambos.

:-)

Sadeek disse...

Continuo bem é como quem diz...AHHAHA

BEIJOOOOOOOOOOOO

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