quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ai os afectos...


É complicado falarmos deles, não é?


É difícil termos uma resposta pronta quando somos confrontados com uma simples pergunta: "porque tomaste esta atitude e não outra?".


Se perguntarmos porque razão o seu sorriso é falso, ele pensará duas vezes antes de responder.



Se perguntarmos a alguém qual é a definição de um qualquer afecto, ele olhará para nós antes de responder e, provavelmente, recorrerá a uma daquelas “frases feitas”, simplesmente porque alguém já pensou nisso antes e ele não tem tempo para pensar em “assuntos menores”.


Porque é tão difícil falarmos de nós, daquilo que somos e a forma como interagimos com os outros, de e para a sociedade?


Porque é bem mais fácil vestir o fato da indiferença e/ou da “pseudo intelectualidade” com que encarámos o mundo diariamente?

Porque é mais fácil magoar os outros, apontando os seus defeitos, do que assumir que cometemos um erro? A nossa consciência fica mais leve se humilharmos os outros? O nosso erro passa despercebido?

A capacidade que temos de gerir os nossos afectos, de assumir os nossos erros, de evitar magoar quem já se encontra fragilizado não é nenhuma capitulação. Não nos faz menores.

Pelo contrário, só demonstra o nosso carácter.

Não é uma escalada fácil. Mas é a única.



4 comentários:

Miguel disse...

Ni,

Se fosse a unica nem fazias este post...

Infelizmente, não é a unica e quem segue outras vive num estado de tranquilidade (tenho bastante dificuldade em escolher a palavra certa para aqui...) bastante melhor que os do caminho que falas... onde acho que me incluo... acho... sei lá!

:|

Eu Mesma! disse...

A vida não é facil mas... sim... ao lomgo desta caminhada vamos dando provas de termos ou nao carácter....

Eu Mesma! disse...

A vida não é facil mas... sim... ao lomgo desta caminhada vamos dando provas de termos ou nao carácter....

só 1 mulher disse...

muitas vezes digo a mim mesma: devias ser diferente! mas não sou.. e o facto é que enquanto outros se estão definitivamente a "borrifar" para tudo e todos, eu pondero e sou cuidadosa, nesta minha escalada.. se sou mais feliz? não! sofro mais que todos eles.. mas, sinto-me em paz comigo, e isso é muito importante

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