terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Traição!




Em Julho de 2008 falou-se nesta sala-de-estar de "traição".

Na altura, teve-se como ponto de partida um trabalho realizado pela psicóloga clínica brasileira, Katia Cristina Horpaczky, sobre o tema, e no qual se poderia ler o seguinte:


“ Na maioria das vezes, a traição acontece quando o relacionamento não atinge mais as expectativas. A pessoa trai porque está em busca de algo mais que a relação não esta oferecendo. É nessa fase que o diálogo entre o casal quase não existe....
(...)
Essa atitude pode provocar no parceiro que traiu um sentimento maior de dor e remorso.
É muito difícil suportar a infidelidade, a dor de ser traído, de ser enganado. Por isso, há a dificuldade de perdoar e superar o ocorrido".



Todos concordaremos que a infidelidade, quando descoberta, tem as suas consequências, as quais podem conduzir ao fim de um relacionamento porquanto gera sentimentos de insegurança e desconsidera a pessoa atingida pela traição.

Mas, e porque já decorreu algum tempo sobre a discussão deste tema, será oportuno voltar a reflectir sobre o mesmo.


Assim, o desafio que se coloca é o de saber se, no nosso íntimo, queremos saber que fomos traídos? Ou, pelo contrário, mesmo suspeitando, preferimos pensar que está tudo bem?

Preferimos saber pelo nosso parceiro de que ele nos traiu? Ou, pelo contrário, preferimos saber por terceiros?

E se soubermos? Qual é a nossa reacção?

Conversamos e perdoamos?

Não damos hipóteses a qualquer desculpa e terminamos a relação?


Sem pretender influenciar as vossas respostas, até porque em matéria de afectos cada um de nós tem uma forma muita própria de os gerir, será provavelmente oportuno deixar-vos com mais um extracto do referido trabalho:


"(...)
Diante da constatação da traição, vale a pena, antes de tomar uma medida precipitada, de ter uma crise nervosa, conversar com o parceiro e esclarecer toda a situação. Se a traição aconteceu, é porque algo não vai bem na relação, está faltando alguma coisa.
A pessoa traída não deve nesse momento se sentir culpada e nem vítima da situação. O mais importante agora é descobrir o que levou o seu companheiro a agir dessa maneira. Escute o que ele tem a dizer e faça uma avaliação da situação, se vale à pena continuar ou não.
É muito difícil perdoar uma traição. Perdoar ou não depende de cada pessoa ou do tipo de relação que existe. Caso a decisão seja por perdoar e continuar o namoro, não relembre o assunto a cada discussão. Usar a traição sempre como arma em outras discussões só trará desgaste para a relação. Perdoar é esquecer.
Se não houve esquecimento, não houve perdão. Então, o melhor a fazer é terminar o relacionamento.
(...) "

E aqui fica um dos meus temas favoritos...na voz inconfundível de Luther Vandross



7 comentários:

Eu Mesma! disse...

eu pessoalmente sim...
sim... quero que a pessoa assuma e explique.. mesmo que depois não faça diferença mas sim...

acho que tenho esse direito...

NI disse...

Eu Mesma, e perdoas? Já sei que me vais dizer: "depende das circunstâncias" :)

só uma mulher disse...

Preferia sempre saber pelo próprio, e obviamente saber o que o levou a ter tal atitude.. tenho a certeza que ía ficar de rastos, uma traição é sempre uma traição... (já passei por isso e sei o que é) mas como em tudo na vida, a outra pessoa tem o direito de se justificar... eu ía ter muita dificuldade em perdoar, e parece-me que à primeira chatice, lá ía eu referir a dita.. por isso o melhor mesmo era terminar logo tudo ali... por muito que isso me pudesse custar.. pois não ía ser justo nem para mim, nem para ele...

1 beijinho

NI disse...

só uma mulher, nesta matéria, e porque já passei por essa situação, posso afirmar que a minha opinião aproxima-se um pouco da tua. Apenas diverge na questão do "perdão". É que eu entendo que não é propriamente uma questão de perdoar. Quem sou eu para, ou deixar de, perdoar. Só que eu conheço-me. À primeira oportunidade iria trazer esse assunto à colação. Não por uma questão de rancor mas por uma questão de falta de confiança. Tão simples quanto isto. A confiança ficava para sempre ferida. E quando uma das principais estruturas de uma relação fica ferida...

Beijo

Sadeek disse...

Já sabes a minha resposta Ni. Preferia não saber. Depois de saber...pois não sei que reacção teria. Essa é daquelas qeu só quem passa por elas e como cada um é como cada qual....

BEIJOOOOOOOOOO

só uma mulher disse...

E Ni, só cá para nós... quem faz uma vez, faz uma segunda...

1 beijinho

NI disse...

Sadeek, e compreendo que só quem passa por ela pode dar uma resposta 100% segura. Como eu já passei... :)

só uma mulher, como advogada da área criminal acredito na ressoalização do delinquente. Mas quanto ao adúltero já tenho muitas dúvidas, ahahahahahah

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