sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O casamento...


"Se uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão "para sempre". Não tem sentido dizer: - Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um "amo-te" que implica "só por algum tempo" não é um amor verdadeiro. É antes um "gosto de ti, agradas-me , sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida".

Mikel Santamaría Garai

38 comentários:

Sadeek disse...

Alguém pode garantir o "para sempre" Ni? ;)

Já falámos sobre isso aqui há tempos...tudo muda...

BEIJOOOOOOOOOOOO

só uma mulher disse...

Ni e Sadeek,

eu acredito no "para sempre", pois quando amamos no verdadeiro sentido da palavra, não há nada que não façamos em prol desse amor, em prol da outra pessoa, da relação, hoje e sempre.. ficamos completos... passamos a ser 1 só, mas isto vale o que vale... é somente a minha opinião

1 beijinho

NI disse...

Sadeek, eu não acredito. Mas gostava de acreditar :)

só uma mulher, já pensei assim :)

Bjs

só uma mulher disse...

Pois... eu ainda acredito.. bem no fundo do meu coração, ainda que por vezes...

1 beijinho

só uma mulher disse...

Mas Ni, se não acreditarmos, não vale a pena a relação.. não há entrega.

1 beijinho

najla disse...

Começo a achar que a palavra "amo-te" já está tão banalizada e quase a cair em saco sem fundo, que qualquer dia terá de vir no dicionário para as pessoas saberem se estão ou não a utilizar a palavra correctamente.

Apesar de acreditar no "para sempre", também sou tentada a acreditar "enquanto durar"!

Adorei o texto!
Um beijinho

Sadeek disse...

Ni...gostavas? Para? Eu prefiro não viver no mundo das ilusões... ;)

"Só"...tudo isso é verdade, que pela pessoa que amamos fazemos tudo, que somos um só, que nos sentimos completos com ela. Podes afirmar que é para sempre? Eu não. O que não invalida que neste momento não me entregue totalmente. Nem sequer penso "isto um dia acaba", nada disso. Mas que acho que sim, pelo menos o amor tal como o vemos hoje em dia, acho.

BEIJOOOOOOOOOO

NI disse...

Vamos lá ver: o que eu entendo é que a maioria das pessoas confunde paixão com enamoramento e amor.

O que eu defendo é que ao fim de vários anos de vida em comum, a paixão já não existe. A fase de enamoramento esbate-se. O que fica? A cumplicidade, a amizade, o respeito, a companhia, a tranquilidade de sabermos que o "outro" está ao nosso lado. Será isto o amor? Até pode ser. O problema é que muitas vezes numa relação que já passou a fase da paixão e do enamoramento, as pessoas podem sentir a falta da paixão e do enamoramento.

Em todos os casos de divórcio que tratei enquanto profissional e que tive na família (com excepção daqueles que resultaram de maus tratos), o problema residia na infidelidade.

A minha avó costumava dizer que o homem só procurava fora quando não tinha em casa. A minha avó, com toda a sabedoria da vida que tinha, resumia desta forma a questão da infidelidade (masculina, claro está porque nem admitia que a mulher pudesse ser infiel).

Uma relação a dois não é fácil. Exige bom senso e muito diálogo. É como uma casa em construção. Se os alicerces são fortes, talvez aguente umas infiltrações e mesmo um tsunami. Mas basta que um dos pilares dê de si para que não aguente outra partida da mãe-natureza.

Quando eu digo que gostava de acreditar é porque tenho os pés bem assentes na terra. Se não os tivesse, até acreditava piamente. Mas a experiência diz-me que a vida por vezes coloca-nos desafios que só aprendendo a ultrapassá-los é que vamos poder responder como o fizemos.

Mais, ainda, se o amor é para sempre então é impossível amar mais do que uma vez. Então uma pessoa que tenha tido uma relação e que a mesma tenha terminado, seja qual for a razão, não tem hipótese de amar outra vez?

Eu já uma vez afirmei: gosto de pensar que a cumplicidade, a amizade, o respeito, a companhia, a tranquilidade de sabermos que o "outro" está ao nosso lado é aquilo a que se chama amor.

Miguel disse...

Eu devo ter um gene deste Mikel!

Assino por baixo, de olhoe fechados, até no sitio das virgulas!!!!!

Sadeek, eu GARANTO para sempre, acrescentando "em condições normais". E explico-te que "condições normais" são o normal dia-a-dia das pessoas comuns.

Eu amo os meus filhos e amarei-os para sempre. Amei a minha mulher, de certeza durante todo o tempo que estivemos juntos durante o casamento, que foram 14 anos. Já a Amava antes disso e continuei a amá-la depois de nos separarmos, durante algum tempo, mesmo longe dela.
Amei a pessoa com quem tive a ultima relação e, tenho a perfeita noção, porque me conheço muito bem, que a amaria até ao meu ultimo suspiro se ela assim quisesse... Não quis, paciência! Minha porque foi um desgosto muito grande; acho que dela porque acredito que encontrar alguém que se empenhe numa relação e pense como eu não é fácil (compreendo o teu sobrolho levantado mas é mesmo assim que penso... desculpa lá!).

Acrescento a isto que, cá no fundo, terei sempre um cantinho de Amor pela minha ex-mulher, especialmente quando as divergências que ainda existem nos voltarem a ter uma relação normal. Será sempre uma pessoa especial para mim, não por ser mãe dos meus filhos (mas também por isso) mas porque a amei profundamenete (cooco aqui o profundamente só para perceberes melhor porque era absolutamente desnecessário) e isso cria raizes em ti que nunca mais desaparecem. Igualmente, isto acontecerá com esta ultima relação. Um dia, distanciados do que foi esta separação, eu irei continuar a ter um carinho muito especial por ela.

Qualquer destas duas mulheres, se por acaso isso acontecesse (que não acontecerá!), seria possivel voltar a amá-las como amei antes, pela razão que já expus: o Amor verdadeiro cria raizes em ti que nunca desaparecerão. Daí ser para sempre!

Ninguém é obrigado a pensar assim mas congratulo-me de já ter conversado com "meia duzia" de seres humanos comuns, como eu, que pensam assim. É é reconfortante ler as palavras deste Mikel...

Compreendo o teu raciocinio, pois a maioria das pessoas nem percebe bem o que é o Amor. Basta entender que há quem Ama uns sapatos... Depois de ouvir uma barbaridade (para mim é!) destas, nem me dou ao trabalho de tentar explicar-lhes que existe uma diferença daqui até à lua entre o sentimento que podes ter por uma pessoa e por uns sapatos...

E já agora, Ni, vou "copiar-te" este post... porque só fica bem no meu cantinho...

:)

NI disse...

Miguel, concordo e subscrevo este tema de Mikel Garai. Já o li há alguns anos e guardei por reflectir o meu pensamento.

Mas a abordagem que fazes ao "amor para sempre" é diferente da minha. É óbvio que concordo contigo que se amas uma pessoa nunca a esquecerás mesmo que nunca mais a vejas. É óbvio que ficam raízes mas tal não te impediu de amares de novo (como referes). A pergunta que coloco é (e peço desculpa por particularizar mas trata-se apenas de entender o teu comentário): o que sentes relativamente à tua ex-mulher é amor? Então é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Ou, amaste a tua mulher e irás para sempre recordar o amor que sentiste por ela como algo de bom? Será isto amor?

E podes colocar este post à vontade. Mikel Garai foi muito feliz com este texto :)

Miguel disse...

Bem, Ni, levantas aqui questões que já tenho pensado...

O que sinto hoje, pelas duas, obviamente não é amor desse, profundo. É um amor, digamos, superficial, que estando enraizado e vindo bem lá do fundo, não tem o poder para contrariar certas coisas negativas que ainda estão bem presentes. Se tivessemos conseguido manter uma relação cordial, tenho a certeza que a amaria ainda. Aliás, uma e outra.

Isto responde à tua pergunta se é possivel amar duas pessoas ao mesmo tempo. É!

Deixa agora explicar-te uma coisa importante, que explicarei melhor num futuro post sobre o Amor no Ensaios: o amor é um sentimento de uma pessoa para outra. Não tem a ver com sexo, com idade, com cor, com status... Tem a ver com pessoas.

Por isso é, para mim, ridiculo andarem a dizer que amam determinados objectos ou determinados sitios. Gostam muito, ok! Fiquem por aí!

Há amor sem sexo, como há sexo sem amor. Ambos sabemos isso, como toda a gente sabe.

A base do amor, a essencia do sentimento, é sempre a mesma. Há depois componentes externas que juntas a essa base e, com isso, tens tipos de ralacionamentos onde existe amor diferentes.

A base do amor entre o homem e a mulher é a mesma que existe entre um adulto e uma criança. Repara que não digo entre um pai e um filho. Entre homem e mulher tens, claro, a componente sexual que, numa situação normal, não existe entre um adulto e uma crianças.
Isso faz com que determinados comportamentos sejam diferentes mas a base do sentimento é igual. Tens o carinho, o querer proteger, o querer ajudar, o partilhar, etc...

Se podes amar mais que uma pessoa? Podes amar quantas o teu coração comportar!

Sexualmente, já que penso que era nisso que pensavas, dás-te a quantas o teu carácter permitir...

O meu só comporta uma!

NI disse...

Miguel, agora entendo melhor o te ponto de vista.

Há vários tipos de amor mas eu
referia-me ao amor entre duas pessoas adultas.

Quanto ao amor e ao sexo: existe amor sem sexo. Mas não concebo sexo sem amor, por muito redutor que isto possa significar.

:)

Miguel disse...

deixa-me corrigir, do meu ponto de vista, uma detalhe importante, Ni.

Há vários tipos de ralacionamentos; o amor, ou a sua essência, se preferires, é sempre a mesma coisa.

Quanto ao sexo sem amor, claro que sabes que existe. Não o fazes. É outra coisa. Mas existe!

Tal como existe amor sem sexo.

Tal como existem relacionamentos amorosos... sem amor... Concebes isso?

Se queres falar em redutor, é veres quantas pessoas entram na velhice sem realmente saberem o que é amar...

NI disse...

As pessoas que entram na velhice sem nunca terem amado, não viveram. Sobreviveram... :)

Miguel disse...

Exacto...

NI disse...

Chegamos a um consenso.

Eu bem digo que o diálogo é importante :)

Miguel disse...

Ora, Ni, sabes que eu também penso isso, não sabes?

Mas... aqui, neste caso, não será... sono?

:P

NI disse...

No teu caso pode ser. No meu...são insónias, ahahahahah

Miguel disse...

Queres ver que estamos ao contrário?

Tu com insónias a querer ter sono; eu com sono a não querer dormir...

Queres trocar?

NI disse...

Hoje não dá jeito. Tenho que terminar um parecer sobre IMI. Nada agradável mas tem que estar pronto :)

Bons sonhos!

Miguel disse...

Quer dizer...

Não fazes mais nada que falar nas insónias e na falta de dormir... um gajo a tentar ser simpático (que é só tentar mesmo pois se dissesses que sim nunca poderiamos trocar...) e tu, mesmo assim, recusas... por cauda dum IMI?

Epá, está mal!

:P

só uma mulher disse...

Ni

Ao fim de alguns anos em comum, o amor amadurece e tudo o que fazíamos como se não houvesse amanhã, é feito de outra forma, tudo muito mais ponderado, não querendo isso dizer que essas duas pessoas não continuam a amar-se.. cabe a cada um deles, nunca deixar cair a relação na chamada monotonia, mantendo sempre aquela chama acesa.. eu sei que não é fácil..

;)

A infidelidade, pode ser somente o simples acto de fazer da mulher com quem partilha a vida.. somente alguém que ali está para as suas necessidades... ou fazê-la de sua mãe..

.. a casa em construção.. fiz de tudo para que as paredes não caissem, mas catrapus.. veio abaixo.. nada na vida é fácil.. muito menos nas relações...

Eu tenho os pés assentes na terra (acho) ainda assim acredito piamente.. e sabes porquê... porque o dia em que eu deixar de acreditar.. não deixo mais ninguém entrar na minha vida.. muita coisa deixa de valer mesmo a pena.. e olha que a minha experiência.. enfim... acho que preciso de apanhar mais na cabeça, para mudar de ideias...

Quando uma relação termina, existe sempre culpa de ambas as partes, não há santinhos/as.. acontece que uma vez sarada a dôr, é possível amar de novo sim, com toda a alma... não é fácil.. pois por muito que não se queira.. ficam sempre restinhos da anterior relação...

E sim Ni, o amor é: cumplicidade, a amizade, o respeito, a companhia, a tranquilidade, um olhar...

Sadeek
A-partir do momento que eu invisto numa relação, e não é ao fim de namorar uma semana com uma pessoa, obviamente... para mim é para sempre.. não há meio termo, ou é ou não é... eu sei.. sou demasiado naif.. não é o amor que é diferente, eu acho que as pessoas é que não se empenham.. descartam-se umas das outras com uma rapidez que é aflitiva.. e porquê.. porque simplesmente procuram alguém por quem viver, e não alguém que as complete.

1 beijinho

NI disse...

Miguel,tens toda a razão.Mas o que tem que ser...tem muita força.

só uma mulher, li e reli o teu comentário. Sabes porquê? Podia ter sido eu a escrever. Concordo contigo, mesmo com o parágrafo em que defendes o "amor para sempre". E, nesta parte, vou confessar-te um segredo: uma parte bem fechada num baú e encaixada entre uns neurónios chatos como o caraças sente exactamente como tu mas a vida diz-nos que estamos erradas :)

só uma mulher disse...

Eu prefiro pensar que é a vida que está errada, e não nós.. isto é surreal... mas quero acreditar que estamos certas sim.. que o amor é para sempre... preciso acreditar nisso, está-me no sangue..

O dia em que eu tiver a certeza que estou errada... baixo os braços.. e fico como estou.. não fico com alguém só para não estar sozinha, não posso e não quero..

Há medida que o tempo passa, mais me mostra que de fatco eu ainda tive tão pouco.. e afinal pensava que tinha tido muiiitto... mas não tive... talvez uma pontinha.. e isso deixa-me triste, mas com a certeza que o que fiz já foi tarde... perdi demasiado tempo a tentar que a casa não caísse...

1 beijinho grande

Miguel disse...

Este post não tem fim...

Ni, o amor é para sempre ou nãó é amor. É facil verificar isso porque tu amas pessoas para sempre, independentemente das desilusões pontuais que te dão. Não questionas isso, sequer!
Assumes que é assim e nem pensas no assunto.

Podia-te dar exemplos mas acho que chegas onde quero sem dificuldade.

Agora, o que falas, que não é para sempre, e que acredito que seja o que o Sadeek tem em mente também, é que as relações (que se vêem normalmente) não são para sempre.
E porquê?
Para mim, porque muitas não são feitas de Amor nos dois sentidos. São feitas, pelo menos num dos sentidos mas muitas vezes nos dois, de outros sentimentos, como o gostar, como a atracção sexual... Como diz o texto, as pessoas sentem-se bem juntas, agradam uma à outra...

Volto a dizer aquilo que para mim é, hoje em dia, inquestionável: a maioria das pessoas não sabe o que é o Amor.
As pessoas buscam recompensas nas relações. Vês isso a toda a hora, com as queixas que houves. Não me faz não sei o quê, sinto-me sozinho/a, etc...

Claro que se o proposito da relação é receberes alguma coisa, às vezes até coisas irrealistas ou coisas que recebes mas nem vês, pois é mais que certo que um dia a coisa acaba. Ficas lá enquanto a pessoa é "simpática e agradável, ou tu não encontres outra melhor, ou ela não fique feia com a idade".

Gostar não é para sempre.
Amor é.
Quando confundem as coisas... confundem! Não há nada a fazer...

Relativamente ao que disse a "só uma...", uma achega: Quando Amas, nunca há monotonia. É com aquela pessoa que queres fazer amor. Não precisas de estimulos extraordinários de fora. eles aparecem naturalmente porque o Amor está na tua cabeça, está no teu coração, está no teu corpo.

O amor auto alimenta-se. É um circulo vicioso. Tu amas por isso fazes as coisas... e tu fazes as coisas por isso amas... Nunca pára!

O que acontece é que pode haver esse sentimento de um lado mas não do outro, porque só gosta de ti e, aí, as coisas funcionam de outra maneira.

A modos que era isto...

Pedro disse...

Como eu aprendi à bem pouco tempo.
"Pede desculpa e segue em frente" :)

ok, ficou sem nexo. Não me saiu bem. :S

NI disse...

só uma mulher, aqui já discordo contigo. :)

Ficar de braços em baixo e desistir? Vou contar-te uma coisa: se o amor é aquilo que eu penso (e não aquela versão romanceada das epopeias ou dos amores impossíveis "shakesperianos"), então é possível amar mais do que uma vez. A solução a que te propões é fechar-te às emoções e aos afectos. É recusar a viver e passar nesta vida apenas para sobreviver.

Tive uma relação com uma pessoa durante 3 anos. Cerca de um mês antes do casamento encontrei-o na cama com outra mulher.

Um ano depois estava casada com outra pessoa. E assim estou vai fazer em Maio 24 anos. A pensar como tu estava hoje sozinha. É que para me comprometer com alguém teria que estar segura dos meus sentimentos e pensar que era uma relação para sempre. Nunca entraria numa relação a pensar que a mesma poderia ser efémera. Uma pessoa ou se entrega, ou não.

Mas, e apesar daquela primeira relação ter dado mal, dei a mim própria outra oportunidade para viver.

Por isso é que posso dizer que é possível amar mais do que uma vez. Mesmo que não seja para sempre...

Mas a minha relação de 24 anos não é perfeita. Mas o que é perfeito? Todos os dias temos que reparar qualquer coisa na casa. Às vezes é só trocar um fio, outras vezes mudar os móveis mas, uma vez ou outra, precisa de uma intervenção mais séria: reparar infiltrações, lixar paredes e pintar. E porque será que continamos a manter esta casa que já nos levou muitas horas de trabalho? Porque vale a pena investir numa casa com estruturas sólidas, apesar de não ser uma casa paradisíaca. E se vier um tsunami que destrua as estuturas? Bom, a casa pode vir abaixo, eu posso ser levada pela corrente do tsunami para uma parte e o meu companheiro para outra... e, quem sabe, aparecer alguém para nos dar a mão e ajudar-nos a levantar, a tirar a lama, a curar as feridas e dizer-nos: "sobreviveste, agora só tens que aproveitar a oportunidade que a vida te deu"...

Foi assim que eu pense, e actuei, quando a minha primeira relação terminou mal. E posso dizer que não me arrependi...

NI disse...

Ai Miguel...

O teu comentário merece uma resposta mais elaborada, ahahahahah

Vai ter que ficar para mais tarde porque a minha casinha precisa de ficar limpa e hoje estou sozinha para a limpar :) Mas prometo que te dou uma resposta ainda hoje.

Pedro, antes de mais, bem vindo a esta sala de estar. Aprendeste há pouco tempo mas, acredita, ainda vais ter que aprender muito mais. Tenho uma filha da tua idade e eu estou todos os dias aprender :) Mas já aprendeste algo que para muitos é difícil, senão impossível: dizer "desculpa". Saíu-te bem :)

NI disse...

Miguel, o prometido é devido:

"...É facil verificar isso porque tu amas pessoas para sempre, independentemente das desilusões pontuais que te dão. Não questionas isso, sequer!
Assumes que é assim e nem pensas no assunto." Discordo. Acredita, não amo a pessoa com quem estive para casar. Mais, ainda, quando corto com alguém é defintivo. Não há volta a dar. Por isso é só tomo a decisão de cortar relações com alguém após muita ponderação. Quem me onhece, sabe que sou assim. Poderás agora dizer, bom, então não amaste verdadeiramente a pessoa. Não creio. Na altura foi a pessoa com quem quis casar. E não se toma uma decisão dessas de ânimo leve :)

Por isso é que admito a possibilidade de se poder amar mais do que uma vez.


"Volto a dizer aquilo que para mim é, hoje em dia, inquestionável: a maioria das pessoas não sabe o que é o Amor." Concordo. Mas o que é o Amor?

"As pessoas buscam recompensas nas relações". Miguel, as pessoas procuram sempre algo das relações. Quanto mais não seja a cumplicidade, a partilha. Não vejo nenhum mal nisso. Agora repara, se tu amas uma pessoa e ela não te ama ou se ela não se consegue entregar nessa relação, e, por outro lado, tu não consegues viver sem essa partilha e cumplicidade decides terminar a relação, quer dizer que só gostavas? Creio que não. Uma relação não funciona apenas com uma pessoa.


"Quando Amas, nunca há monotonia. É com aquela pessoa que queres fazer amor. Não precisas de estimulos extraordinários de fora." Lá está, mas é preciso que a outra pessoa queira o mesmo.

O amor não pode ser imposto. O amor ou é recíproco, ou não. Estar a lutar por uma relação onde só um quer creio que é uma luta inglória.

"O amor auto alimenta-se. É um circulo vicioso. Tu amas por isso fazes as coisas... e tu fazes as coisas por isso amas... Nunca pára!" Concordo. :)

"O que acontece é que pode haver esse sentimento de um lado mas não do outro, porque só gosta de ti e, aí, as coisas funcionam de outra maneira." Ora aí está o problema, ahahahahahah

Beijos

só uma mulher disse...

Ni e Miguel,

começo pelo Miguel, porque assim não me perco :)...

A monotonia acontece, quando a outra pessoa deixa de se interessar, e aí o outro lado, se realmente ama, tem que fazer qualquer coisa, ou pelo menos tem que tentar... se ambos se amarem, essa monotonia nunca aparece... entem-se com um olhar...

Ni,

Quando falei em desistir, era somente no sentido de estar cansada de tanta desilusão, e de ver muitas das pessoas com quem convivo, casais e pessoas sozinhas como eu, que não querem saber do que é isso de amor... os que namoram, usam-se para passar o tempo, muitos dos que estão casados (e há excepções) ou fazem-no para não estarem sozinhos, ou porque um dos lados tem grandes possibilidades económicas... entre tantas outras coisas.. todas elas más... o desistir, era não conseguir viver com alguém, que não sentisse assim um sentimento por mim... para isso fico só com a criança...

Querida Ni, por enquanto ainda não estou fechada aos sentimentos, no fundo do meu coração existe uma esperança, acredito que vou ter essa possibilidade, nem que seja mais uma vez... eu sei que devemos ultrapassar as más experiências, obviamente, mas as minhas deixaram-me marcas profundas... marcas que me fazem desconfiar de quem se aproxime.. eu sei que não o devo fazer, mas é uma forma de me proteger... se um dia tomar essa postura, de "sobreviver" sei que o resultado não vai ser bom...

Admiro a tua coragem de arriscares... tiveste a atitude correcta... depois de uma primeira má situação, mas é assim que deve ser... eu também arrisquei uma segunda vez, mas o meu resultado, foi desastroso... e antes que a casa me caísse em cima (já tinha estacas a segurar o tecto por todo o lado) tive que por fim ao que para o outro lado, nem sequer tinha começado.. enfim... acho que o problema sou eu... acredito nas pessoas e quando amo, não questiono nada, entrego-me de coração e alma...
Eu sei que uma relação tem as suas dificuldades, é mesmo assim, mas se houver amor Ni, tudo se ultrapassa... tudo...
isto que escreveste:
"aparecer alguém para nos dar a mão e ajudar-nos a levantar, a tirar a lama, a curar as feridas e dizer-nos: "sobreviveste, agora só tens que aproveitar a oportunidade que a vida te deu"...
é o que sinto, que preciso realmente dessa mão.. realmente que não sou tão forte como gostaria, e por muito que me esforce, tenho a consciência que sozinha é dificil, e não é de um salvador que falo, somente de alguém que me segure a mão..

Ainda bem que te deste outra oportunidade e que as coisas correram bem... ainda bem Ni...

1 Beijinho

Sadeek disse...

"Só"...Miguel...vocês devem estar a ficar com uma ideia minha que não corresponde à realidade. Já o disse e reafirmo...não acho que o amor seja sempre igual durante uma relação. O que não invalida que não dê o máximo pela relação e que não me entregue totalmente a ela. Se assim não fosse não me tinha casado e não tinha tido filhos com a minha mulher, certo?

Acho que tenho uma visão mais pragmática da coisa e vocês, talvez, mais romântica! Não acho que alguma delas seja melhor que a outra nem pouco mais ou menos. Apenas diferentes.

Para mim será sempre eterno enquanto durar.

Miguel disse...

Sadeek,

Pela parte que me toca, são só opiniões. Se passares lá no meu cantinho vês logo que eu não possuo verdades universais mas, simplesmente, as minhas ideias, as minhas convicções.

O Amor?
Ou a atracção fisica pela outra pessoa?
É importante saber do que estamos a falar.
Para mim, o Amor nunca dininui a não ser quando entra na fase em que vai acabar, e isso é sempre derivado dum acto extremo, não porque se foi apagando. Não sei se entendes bem o que quero dizer...

Queres então dizer que achas que todas as pessoas que casam e têm filhos com outra pessoa a amam?

Não posso concordar com isto.
Este argumento, que deste, para mim, não tem qualquer validade neste assunto. Desculpa a frontalidade mas não te sei dizer isto de outra maneira.

Se olhares à tua volta, verás "milhentos" casos onde as pessoas casam, têm filhos e, concordarás, será a tua opinião, não se amam!
Aliás, basta ver que há quem case e tenha filhos... por dinheiro, certo?

Portanto, o teu argumento, neste caso concreto, não me diz nada.
Não digo que seja mentira e que não ames a tua mulher. Só que esse argumento não vale, por si só!

"... eterno enquanto durar" é outra daquelas frases que serve para qualquer ocasião e desculpa tudo...

Satisfaz lá a minha curiosidade, já agora.
Amas os teus filhos?
Amas como? Sentes o quê?
Se dizes que Amas, porque Amas? Que sentimento é esse que te leva a dize que os Amas?
E Amas enquanto durar? Até eles serem crescidos? Enquanto precisarem de ti? Ou, neste caso concreto, poderás Amar para sempre?

Espero que não leves a mal fazer-te estas perguntas. Se responderes, depois explico-te porque as fiz, ok?

Abraço

só uma mulher disse...

Sadeek..

Não penso nada disso, eu tenho a minha opinião e tu a tua, temos verdades diferentes, sobre as quais seguimos a nossa vida... quem sou eu para te criticar? Hoje não me sinto com capacidade para dizer muito mais, somente que sejas muitissimo feliz mesmo!

1 beijinho
(deixa que te diga, que romantismo não me falta, e se um dia tiver uma relação que sinta como eterna, será eterna para sempre...)

NI disse...

A todos,

Estamos a falar de que tipo de "Amor"? De todo e qualquer tipo? Não. O tema tem a ver com o amor entre duas pessoas que decidem partilhar a vida em comum.

Trazer à colação o amor paternal ou de qualquer outro tipo não se justifica para fundamentar a nossa opinião. "Penso eu de que", como diria o outro.

Qualquer pessoa que me conheça minimamente sabe que sou uma romântica (e tenho sofrido a minha quota parte por ser assim).

Mas o que a vida me tem ensinado é a ideia que é defendida pelo Sadeek.

Certo é que em termos de afectos não há verdades absolutas e, essencialmente, não se pode nunca dizer as palavras "jamais" e "nunca". Qualquer outra postura na vida é profundamente redutora. Há quem acredite no amor para sempre. Há quem não acredite. Eu não acredito. Respeito quem acredite.

Bjs para todos

Sadeek disse...

Miguel...é exactamente porque nesse aspecto somos iguais (no que apenas expressamos as nossas opiniões e nada mais) que o meu argumento do casar e ter filhos é válido. Porque o é para mim e na minha opinião. O que outros fazem não me interessa. Eu só concebia casar e ter os filhos se achasse que ia (e hei.de ficar, se Deus quiser) com a minha mulher até um de nós ir desta para melhor. O que me parece é que se está a confundir "amores". Eu estava a falar entre um casal, não em amor pelos filhos, pelo cão, por objectos ou situações. Mas só para esclarecer a tua curiosidade, pelos meus filhos tudo. Mesmo. Até que eu me vá. Isto responde? E claro que não levo a mal possas, estamos apenas e só a debater diferentes pontos de vista... ;)

"Só"...pronto...só não quero é que fiques com a ideia que eu sou um qualquer "tiger Woods" que anda para aí a perder a cabeça com qualquer rabo de saia, tá? ;)

De qualquer forma...há sempre excepções que confirmam as regras, certo? Esperemos que essas escepções sejamos nós...

só uma mulher disse...

Não penso nada disso Sadeek, e sim nós somos a excepção à regra.
;)

Fizemos do post da Ni, um "debate" bastante interessante acerca deste tema.. uma partilha de opiniões.. quem está certo? todos nós, à sua maneira, e obviamente discordamos, pois a nossa verdade é quase sempre a válida..

1 beijinho

Miguel disse...

Sadeek,

Em relação ao tema em si, e ao facto de ter perguntado pelo que sentes pelos teus filhos, explicarei da maneira que disse no comentário anterior.
Farei isso com todo o gosto e espero que percebam.

Confundir "amores" é o que se faz normalmente, como verás.
Não se Ama o cão, nem objectos, nem situações. Amam-se pessoas!


Continuo a discordar do teu argumento. Um argumento é um facto que usas para defender uma determinada posição. Tem de servir para ti e para toda a gente.
Não podes usar (no fundo podes porque aqui tudo é possivel... mas não fica bem!) e dizer que serve para ti porque sentes de determinada maneira e não queres saber dos outros.

Enfim, outro tema que demoraria tempo (que não tenho agora) a explicar... Mas talvez já tenhas entendido.

Voltaremos a ambos...

Abraço,

VCosta disse...

Ai, o Amor... Hummm o Sexo!
"Eu amo-te tanto e tu não m'amas nada!"

;)

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