quinta-feira, 22 de julho de 2010

O noivado...





Sou contra os noivados muito prolongados.

Dão tempo às pessoas para se conhecerem melhor,

o que não me parece aconselhável antes do casamento.

Oscar Wilde


Oscar, eu conheci, namorei e casei em 5 meses. Este ano fiz 23 anos de casada. Como vês, segui o teu "conselho".


Será este o segredo para um casamento longo? Penso que não. O casamento é, de facto, um longo caminho de descobertas e partilha a dois mas para trilhar tal caminho é necessário muito mais do que o conhecimento do outro.

E vocês? Acham que um casamento, e esqueçamos aqui o "papel" que oficializa a relação, é mais longo de o período de "noivado" for menor?

Ou será que não há qualquer nexo causal entre ambos?



9 comentários:

Miguel disse...

O teu caso é uma excepção!

São coisas dessas que (também) ajudam a provar que a sorte existe!
Felizmente para ti (assumindo que sim!) juntaram-se duas pessoas que se mostraram compativeis e que tinham (têm!) bom senso.

Mas que probabilidade há em isto resultar? Muito poucas, digo eu.

Se uma filha tua (ou filho! mas seguindo o facto de seres mulher...) chegasse ao pé de ti e disse que se ia casar para a semana ao fim de ter conhecido o namorado há 5 meses, que dirias tu?

Eu até acho que 5 meses são suficientes para conhecer minimamente alguém. Não para se perceber se vai funcionar casando mas, pelo menos comigo, se aquela pessoa "carrega nos teus botões todos ou não" e se consegues imaginar que há a possibilidade de uma vida em comum...

Se depois há ou não, já depende... Muitas vezes fazemos escolhas que são obvias que não vão resultar... Mas havendo vontade, muitas vezes não vemos o obvio!

Sabes o que te digo?
Se ao fim destes anos todos continuas a ver o teu marido como o teu namorado, e especialmente se ele também te vê como a namorada dele, aceita tudo o resto porque tens algo que poucas pessoas podem dizer que têm... ainda que seja o desejo de muitas delas!

Beijinho

;)

NI disse...

Miguel, penso que no meu caso o segredo residiu em dois aspectos fundamentais:

O primeiro com a tenacidade de ambos. É que casámos contra tudo e contra todos. Acho que tínhamos que provar a nós próprios de que a nossa opção não tinha sido errada.

O segundo, e talvez a mais importante, o respeito. É a base de toda e qualquer relação. O respeito arrasta consigo a lealdade, a solidariedade.Confesso que um dos meus maiores defeitos é ser intransigente quanto a este princípio. Manifesto uma total incapacidade para conseguir perdoar traições ou deslealdades.


Tem sido um caminho fácil? Não. Nem de longe nem de perto. Pertencemos àquele pequeno grupo que não pode contar com a ajuda de ninguém da família. Tivemos que enfrentar as dificuldades juntos. Mas tal só nos fortaleceu porque não desistimos à primeira contrariedade.

E sabes o que é mais curioso? Somos completamente diferentes. Mas basta um olhar para sabermos o que o outro está a pensar.

Não sei o que o futuro me reserva. Mas face aos condicionalismos da minha vida nunca pensei muito no futuro e talvez por isso prefira viver intensamente o dia-a-dia.

Não gosto de adiar um jantar de amigos. Um encontro para um café. Uma conversa. Uma leitura.

:)

Beijo

Rui da Bica disse...

Eu acho que não é determinante, que não há um factor de causa / efeito !
Conheci um casal que viveu em união de facto durante 7 anos ! ... resolveu casar, com papel passado.
Ao fim de um mes, divorciaram-se ! :))
Agora, Ni, esse factor de respeito (seja lá o que isso for, mas com a máxima abrangência) e de admiração mútuos pelos "valores" de cada um, é absolutamente fundamental !
.

Chocolate disse...

temos historias iguais seremos excepçoes?

nao sei ... mas cá estamos com os meus valores ou "segredos" de saber manter a relação acima de tudo com muito respeito pelo outro.

ainda vou para os 11 anos!

BJS

NI disse...

Rui da Bica, totalmente de acordo.

Chocolate, não somos excepções mas uma coisa é certa: até finais dos anos 80 era um estigma ser-se divorciado. Para algumas pessoas aparecer no bilhete de identidade o termo "divorciado/a" era equiparado ao termo "bastardo" (um termo ridículo e, no meu ponto de vista, ofensivo porque a língua portuguesa é suficientemente rica para se evitar estigmas desta espécie).

Hoje, penso que manter um casamento mais de 10/13 anos é que é um estigma.

Ainda no outro dia quando afirmei no meio de uma conversa que estava casada há 23 anos, algumas pessoas olharam para mim com a mesma expressão que me recordo de ter visto há cerca de 30 aos atrás no semblante de alguns familiares meus quando um tio meu comunicou à família que se ia divorciar, ahahahahahah

Beijos

JP disse...

Ni,
São tantas as variáveis... não creio que tenha qualquer nexo causal entre ambos.
Digo-te já que o teu caso não me surpreendeu.
O noivado dos meus Pais não chegou a 2 meses e antes não se conheciam de todo... e resultou. Para uns pura sorte, para outros puro amor. Por outro lado, tive um caso na família cujo noivado durou perto de 50 anos e só depois casaram. E quando falo de noivado falo mesmo de noivado, com tudo o que implicava antigamente... mas é uma longa história.
Beijitos

TM disse...

Não sei se o Sr Oscar tinha ou não razão, mas é verdade é que conheço vários casos de namoros longos que deram em separação pouco tempo depois do casamento...
E como quem não quer a coisa, até não me importo que o Sr tenha razão, afinal eu e o meu gaijo fomos viver juntos 5 meses depois de nos conhecermos.... :D

NI disse...

JP, concordo que são muitas as variáveis a ter em atenção. Mas qualquer dia tens que me contar a história do noivado de 50 anos, ahahahahahah

TM, e ainda estás junta. É o que eu digo,ver, apaixonar e juntar". Resulta sempre. :)

Beijos

Eu Mesma! disse...

Gostava de facto de saber qual o segredo...

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