segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Acreditar ...


"Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes,
e então saberás que eu me feri e também me curei"
(Tagore)

Aproveitei a hora de almoço para falar com uma amiga por talk.

A certa altura do desenrolar das nossas aventuras e desventuras, referi que a melhor forma de evitar as desilusões é a solidão.

Ela, assertiva como sempre, exclamou que a esperança é a única coisa que ainda a segura. Que, apesar de tudo, anda acredita que pode ser feliz.

É curioso como as pessoas reagem de forma diferente às desilusões da vida. Mas, mais curioso ainda, é que há um ano atrás, as nossas conversas eram de um optimismo infinito. Ambas acreditávamos.

Talvez, por isso, os ferimentos sejam mais profundos e a cura mais complicada.

Mas a minha amiga ainda acredita.

Quem sou eu para dizer que ela está errada.


Mas se acredito? Não acredito em milagres...

Let it be...






13 comentários:

Eu Mesma! disse...

Ni...
no fundo todos ainda acreditamos... acabamos inconscientemente por acreditar...

senão eramos indiferentes e nem do assunto falariamos... somos é cobardes em aceitar que ainda acreditamos em algo...

e achamos que a tua amiga é sonhadora... não... ela não é sonhadora... ela apenas assume os sonhos que nós constantemente tentamos ocultar...

PAULO LONTRO disse...

“quem sou eu para dizer que ela esta errada”

Define "errado"..., se faz favor!

Abobrinha disse...

A solidão não é solução para nada. Mesmo porque é relativa, como o é a felicidade. Sei que é batido, mas pode-se estar sozinha no meio de uma multidão. Batido que seja, é a mais pura verdade!

Eu não acredito nem deixo de acreditar: eu sigo em frente e tento. Não me podem acusar de me escudar por detrás de nada e não tentar. Onde isso me leva? De volta a mim. E já não é pouca coisa!

NI disse...

Eu Mesma, um dos legados que recebi na minha herança "genética" foi o de sempre assumir os meus pensamentos e os meus actos. Como tal, não teria qualquer problema em assumir que acreditava em algo.

Havia algumas coisas em que acreditava e que defendia intransigentemente: a amizade, a família e de que só é possível subirmos na carreira com trabalho honesto.

Devo confessar que com cerca de trinta anos deixei de acreditar na possibilidade de subir na carreira com trabalho honesto e profícuo.

Quanto à amizade e à família, os últimos meses comprovaram-me que também estava errada ao acreditar.

Paulo, nesta altura do campeonato penso que ela está errada. Não acredito. As pessoas são egoístas para se darem. Não basta dizer "és a(o) minha (meu) melhor amiga (o)", ou "és a pessoa que eu amo", ou "adoro a(o) minha (meu) irmã(o)", "nunca te deixarei", etc, etc...,quando os actos demonstram o contrário.

Se o futuro me comprovar que quem está errada sou eu, serei a primeira a assumir. Mais, ainda, gostaria de estar errada. Mas temo, sinceramente, estar certa.

Abobrinha, penso que a minha maior virtude foi a capacidade de me levantar depois de quedas valentes. E, na verdade, nunca fui piegas. Desinfecto as feridas e para a frente que é o caminho. Ninguém me acusará de me escudar atrás de algo. Mas tentar? Penso que não. Estou cansada :)


Beijos a todos

Sadeek disse...

Agarrem-se à vontade de viver senhoras!!! Que isto é muito bom (mesmo com todas as desilusões e "bordoadas" que levamos ao longo da dita...)

BEIJOOOOOOOOOOOOOOS

NI disse...

Sadeek, onde estão os lençóis? Ahahahahahah

A alegria nunca se perde. Nem a boa disposição. Não é por termos um azar do caraças que vamos agora deixar de dar uma boa gargalhada.

Beijo

Missanguita disse...

Eu deixei de acreditar.

Gugui disse...

Quando algo de mau nos acontece (seja de que tema for), há que seguir em frente.
Se para seguir em frente, precisamos de dar um nome a algo só para nos dar alento, chamem-lhe esperança, chamem-lhe acreditar, chamem-lhe fé, chamem-lhe teimosia, chamem-lhe pura parvoice... mas o importante mesmo é seguir sm frente.
E sim, não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe, mas a isso chama-se vida e ela é feita de altos e baixos.
Aproveitem as coisas boas enquanto duram... e o resto?... quem disse que de um grande mal, não pode vir a nascer uma coisa muito boa?
Um dia de cada vez ;-)
Bjs

NI disse...

Missanguita, afinal não estou só. :)

Gugui, Acho que no meu caso é porque não consigo ficar parada, ahahahahah

Agora, eu cansei de esperar algo bom. Passado tanto tempo...não acredito.

Djinn disse...

NI: A esperança é a última a morrer, e no dia em que deixar de acreditar, estarei morta...É como diz a Gugui há males que vêm por bem...

Há um ano acreditava em algo que nunca existiu...Há um ano matei o «e se» que durava há quatro anos e enterrei alguém que nunca existiu nem nunca me mereceu...é simples...no regrets..

E sim continuo a acreditar...e quando estou prestes a desistir tenho um anjo muito teimoso que não deixa uma maninha que me mima e amigas como tu...é mais do que muita gente tem...:)

NI disse...

Djinn, acho que me faz falta o irmão :)

Fico contente que penses assim mas ainda não consegui atingir o patamar que atingiste.

Djinn disse...

Não atingi nenhum patamar minha amiga, só não quero é ser infeliz o resto dos dias da minha vida...mereço mais não achas? :)

NI disse...

Sim, mereces.

:)

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