sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Paz

 "Não podemos conseguir a democracia e a paz duradoura no Mundo
 a menos que as mulheres tenham as mesmas oportunidades do que os homens"


Foi com este argumento que o Comité Nobel norueguês justificou a atribuição do Nobel da Paz de 2011 às liberianas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee e à iemenita Tawakkul Karman.


Inteligentes os membros deste Comité. Pena é que estejamos em pleno século XXI e ainda seja necessário falar da igualdade entre homens e mulheres.


19 comentários:

Tinta Permanente disse...

e ainda seria necessária uma justificação? Lamentável.
É melhor não se lembrarem de fazer uma estimativa de prémios nobel por sexo...

NI disse...

Tinta, pelos vistos desconhecem o percurso destas três mulheres absolutamente notáveis.

S* disse...

De facto, lamentável que ainda se tenha de distinguir quem luta pela igualdade.

NI disse...

S*, devia ser um dado adquirido há muitos séculos atrás.

A Minha Essência disse...

Não posso! Mas, afinal o que conta? O feito, ou o acto?! Oh céus!!

A Minha Essência disse...

Risos... desculpa NI, mas acho que este comment que estou a enviar agora é que é o correcto. Pelo menos a minha verdadeira ideia. É o que dá estar a pensar em várias coisas ao mesmo tempo.

Não posso! Mas, afinal o que conta? O feito ou o sexo? ;)

NI disse...

Pois minha querida Essência, coloco os dois comentários só por ter trazido o sexo (ou a falta dele) para este post.

Mas diz lá que não resultou a abstinência forçada dos moçoilos? Foi um "ver se te avias" a tentarem chegar a acordo para chegarem a casa e as mulheres estarem à espera, ahahahahahahah

Miguel disse...

Podiam começar por tirar às mulheres todo o poder que têm sobre os filhos nos casos de divórcio.

Depois falamos do resto... porque injustiças há em todo o lado contra homens, mulheres, crianças e animais.

Se é verdade que já houve em todo o lado grandes injustiças contra as mulheres, como houve contra os pretos (mulheres, homens e crianças), hoje no mundo civilizado, ou dito assim, está bastante mais equilibrado e eu, sinceramente, não vejo essa diferença abismal com que nos enchem os ouvidos quase constantemente (chega a parecer que vivemos na arabia...). Há coisas injustas com as mulheres, como há com os homens, como há coisas em que as mulheres são nitidamente beneficiadas e não as vejo a defender a igualdade...

Quando se defende a Justiça, ou a igualdade, não é em casos pontuais mas sempre, ou limitamos-nos a ser iguais aos que, afinal, estamos a criticar...

E, pronto, aqui tens mais uma dose do meu mau feitio... :)

Petra disse...

Por amor de Deus... e ainda se fala em evolução que já não há desigualdade.... como não há se ainda se tem muito que lutar por ela? Lamentável mesmo

NI disse...

Miguel, em primeiro lugar não tens mau feitio. E sabes que gosto da tua forma de pensar apesar de estarmos em desacordo sobre várias matérias. Mas é por isso mesmo que tenho prazer em "conversar" contigo. E tenho aprendido muito contigo porque me fazes ver as coisas por novas perspectivas.

Em segundo lugar, não há nada na lei que beneficie a mulher em relação aos filhos. O que existe é um "dogma" cultural que são os mais difíceis de ultrapassar. Já sabes qual é a minha opinião sobre este tema.Há pais que nunca deviam ser pais. Há mães que nunca deviam ser mães. Acima de tudo há o interesse da criança pelo que o juiz deve analisar, perante cada caso concreto, o que é melhor para a criança. A custódia partilhada é o melhor mas tal só pode ser aplicada se os pais forem suficientemente "adultos" para encararem a situação com bom senso e não utilizem os filhos como "arma de arremesso". Infelizmente não é o que acontece na maioria dos casos. Enquanto fui advogada tive alguns casos em que lutei para que a custódia das crianças ficasse com o pai. E fiz se qualquer complexo mas porque estava convencida que, naqueles casos em concreto, o bem estar da criança ficava bem assegurado.

Quanto ao demais, bom, injustiças e desigualdades sempre existiram. Mas não negarás que as mulheres foram sempre, e anda são, mais discriminadas que os homens. Hoje vemos mulheres com mais habilitações que os homens a exercerem as mesmas competências e a ganharem menos. E, sinceramente, não me ocorre nenhuma situação em que a mulher seja claramente beneficiada em relação ao homem. A idade da reforma é igual. A maioria das mulheres é profissional, mãe, mulher e amante. Tem mais tempo de licença de maternidade que o pai tem de paternidade mas penso que não será isso que colocas em causa porque os motivos para tal diferença são evidentes e são de índole médica. Já há mulheres a exercerem profissões que há alguns anos atrás eram tipicamente masculinas. Já ninguém dá o lugar às mulheres nos transportes públicos. Dificilmente se vê um homem a abrir a porta para uma mulher (o que faço muitas vezes por uma questão de educação e que não me "tira nenhum bocado"). Em suma, sinceramente não me ocorre nenhuma situação hoje em dia em que as mulheres sejam "nitidamente beneficiadas". E pronto, aqui tens mais um testamento. :)

Beijo

NI disse...

Petra, é verdade. O que acontece é muitas vezes se utilizam as formas erradas para conquistar essa igualdade como, por exemplo, as cotas na política. Sempre fui contra. As pessoas devem ser escolhidas pelas suas capacidades e não em função do sexo.

Psicoses de Sobra disse...

justificação maxista, só ganharam porque são mulheres e a igualdade é necessária. é falacioso achar que a igualdade se mede com números, igualdade seria julgar que a mulher (estas mulheres) preencheram os requisitos para ganharem o prémio e só. O sexo é indiferente.

Miguel disse...

Talvez na lei não esteja nada mas a realidade é essa. A maioria dos homens são prejudicados em relação aos filhos e os filhos são prejudicados porque existe esta prática.
Concordo em absoluto contigo que há pessoas que não deviam ser pais. Vou mais longe e acho que devia haver uma maneira de as pessoas serem autorizadas a ter filhos porque há pessoas completamente incapazes para fazerem o papel de pai/mãe. Enfim, seguindo...

Ni, Ni!!!!
Há mulheres que têm certos cargos só porque são mulheres, sem que isso tenha nada a ver com a competência que têm ou deixam de ter. Eu conheço n casos assim. Homens bem mais competentes foram preteridos porque os cargos/postos/empregos foram dados a mulheres.
Há um estudo qualquer que diz que as mulheres bonitas são beneficiadas nos salários 13% em média, contra 5% nos homens bonitos, enquanto nos feios, são prejudicados de forma semelhante.


Ah! Ah! Ah! A maioria das mulheres são profissionais, mães e amantes? Por favor Ni! A maioria das mulheres são menos profissionais que os homens (basicamente porque são menos competitivas e se dispersam mais facilmente com outras coisas), são mães como os homens são pais (as diferenças hoje são pouco significativas) e, bem, amantes há realmente muitas por aí porque hoje as mulheres traem tanto como os homens!

Dar lugar à mulher num transporte, deixa-la passar à frente nas portas, abrir a porta do carro, apanhar o que elas deixam cair e outras coisas do género são sinónimos de educação e mais nada. Gentileza do homem. Não há nada que diga que devemos proceder assim porque uma dor é igual para um homem como o é para uma mulher.

Não questiono que há casos no mundo ocidental em que a mulher ainda é prejudicada. Há sim senhor. Pontuais. Não porque sim. Há casos pontuais porque gente idiota, estúpida, abusadora, há em todo o lado.
Mas há também casos, igualmente pontuais, em que homens são prejudicados por serem homens. Ou preciso de te falar do que as mulheres conseguem na horizontal? Aliás, já há homens a conseguir empregos assim.

O tempo em que as mulheres tinham inquestionável razão de queixa já lá vai mas a lenga-lenga continua a mesma como se tudo estivesse na mesma e não vos vejo (nem vocês, nem ninguém) a mexer uma palha para mudar o que está mal em vosso beneficio.

E, para que não restem duvidas, eu trabalho e sempre trabalhei maioritariamente com mulheres, tratando todos de forma igual porque, caramba, todos são pessoas.

Explica-me, já agora, porque raio uma mãe que trabalha tem de meter baixa para cuidar do filho se o marido está desempregado?
As mulheres tiram TODOS os benefícios que podem ter, justos ou injustos, não se importando com o resto. Não estão minimamente interessadas em lutar pela igualdade mas em ter cada vez mais direitos.

;)

NI disse...

Psicoses de Sobra, antes de mais bem vinda. E concordo, na íntegra, com o teu comentário.

Miguel, quantos aos aspectos em que estamos em "desacordo". Quanto às mulheres que preferem "andar na horizontal": não concordo contigo. Não considero que se trate de um caso em que as mulheres sejam beneficiadas em detrimento dos homens. Trata-se, isso sim, de um caso em que alguns seres humanos se vendem porque o seu preço é muito baixo e, com tal atitude, prejudicam seres humanos com mais capacidades (sejam homens ou mulheres). Ou será que pensas que eu, como milhares de mulheres como eu, que a mãe natureza não beneficiou, não foram prejudicadas por esse(a)s profissionais? Quantas vezes já fui ultrapassada, apesar de ter mais competência só porque ando na vertical? Portanto, no meu ponto de vista, não é uma questão de discriminação sexual porque atinge homens e mulheres.

Quanto à questão das baixas e restantes benefícios. Bom, tenho duas filhas, uma com 22 e outra com 13 anos. Felizmente as minhas filhas sempre foram saudáveis e poucos foram os dias em que estiveram doentes. Que eu me recorde em 25 anos de serviço apenas tirei 2 dias para dar assistência às minhas filhas. O meu marido, seguramente, faltou mais. Ambos trabalhámos e na altura a decisão resultou de quem tinha reuniões importantes e/ou trabalhos que não podiam ser adiados. O facto de existirem "xicos-espertos" (e aqui incluo as mulheres e os homens ) não é uma questão, uma vez mais, de discriminação sexual. No meu local de trabalho todos os homens aproveitaram os dias que a lei lhes confere em termos de parentalidade.

Vou-te dar um exemplo que se passou comigo. Como sabes (e aproveito para agradecer todo o cuidado que tiveste comigo), tive há pouco tempo que ser sujeita a uma intervenção cirúrgica para retirar um tumor. A operação foi da parte da manhã. Após ter acordado no "recobro", o médico disse-me que se passadas duas horas tudo estivesse bem poderia ir para casa. Antes de vir ele passou-me uma série de declarações. Uma delas era para estar 15 dias de baixa. Disse que me sentia bem e que não precisava de baixa. Nesse mesmo dia fui ao emprego e trouxe para casa trabalho que fiz à noite e no dia seguinte estava a trabalhar normalmente. Em contrapartida, um colega apanhou uma constipação (não gripe)e ficou quatro dias em casa. Portanto, também aqui não penso que tenha a ver com questões de desigualdade de sexo. Tem a ver com a "coluna vertebral" de cada ser humano.

E, já agora, gosto mais de trabalhar com homens. Mas porque são melhores colegas de trabalho. Não por uma questão de discriminação sexual :)


Beijos

Miguel disse...

Bem, Ni, tenho de concordar, pelo menos até certo ponto, com a tua argumentação.

Mulheres que sobem na vertical afectam todos os colegas concorrentes, sejam homens ou mulheres. É um facto. Mas os homens não têm as mesmas armas e as outras mulheres têm. Fraco argumento, talvez, não me custa admitir, mas nós não temos hipótese e na realidade somos prejudicados por uma mulher (e não por um homem) que tira vantagem do facto de ser mulher (o que lhe possibilita fazer certas coisas que os homens não podem).
Mas aceito que o teu argumento é melhor que o meu... Há mulheres que não tiram vantagem disso, é uma verdade.

Quanto às baixas, o teu caso é tão relevante quanto o meu: vale nada para aqui. Não falo de casos particulares mas de generalidades.
Qualquer espirro serve para uma mulher poder faltar ao trabalho e isso não acontece com um homem. Um homem está pressionado a estar sempre presente. Uma mulher aceita-se que falte. E normalmente faltam sempre que podem!
Essa é até uma razão pelo qual os chefes, em caso de igualdade de mérito, ou até em caso de ligeira vantagem da mulher, acabam por escolher o homem pois a consistência com que se apresentam e têm disponibilidade é muito superior à das mulheres (repito, no geral).
Aqui não acho que tenhas razão.

O teu exemplo está muito bem mas é uma particularidade quando eu falo no geral. É um exemplo contra quantos? 20? 50? 100?

Eu trabalho há 20 anos maioritariamente com mulheres, em muitos casos com ambos os elementos do casal, e quem falta em 90% dos casos é sempre a mulher. Vais dizer-me que a tua experiência é ao contrário, com 90% de faltas dos homens? Claro que não... Aposto!

NI disse...

Miguel, trabalho numa empresa com cerca de mil e quinhentos trabalhadores. E há de tudo. Há mulheres que faltam por tudo e por nada. Há homens que faltam por nada e por tudo.

:)

Mas admito que as mulheres faltem mais. O que me parece relevante destacar é a impunidade que continua a existir perante as baixas "falsas". E assumo o termo "falsas".


Beijo

Miguel disse...

É cultural!

Mas porque faltam as mulheres muito mais? Porque podem... Simples!

Isso resolvia-se de maneira simples.
Se alguém fosse apanhado com uma baixa falsa, da primeira vez o medico apanhava 1 ano de suspensão no trabalho, com perda do vencimento e não podia exercer medicina em outro local mas podia trabalhar noutras actividade diferente, e o trabalhador perdia todos os subsídios durante 1 anos. À 2ª vez perdia os subsídios para sempre e o médico perdia a licença.
Garanto-te que em 6 meses acabava com isso!

Mas eu tenho mau feitio, já sabes!

bj (e prometo que não te chateio mais hoje)

NI disse...

Migul, em primeiro lugar: não me chateias. Em segundo lugar: então somos dois a ter mau feitio. Em terceiro lugar: o governo bem que nos podia vir buscar para acabar com os "xicos-espertos" num ápice.

:)

Beijo (e tem um resto de bom fim-de-semana apesar de não ser sexta-feira)

Miguel disse...

:)

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