terça-feira, 29 de abril de 2008

Porque hoje estou para aqui virada....



Ao longo da minha vida tenho tentado seguir uma máxima: nunca chores por aquilo que fizeste mas por aquilo que poderias ter feito e deixaste de o fazer.


Mas, será mesmo assim.


Quando se trata de sentimentos não é tão fácil este exercício. É verdade que as emoções podem ser controladas, se bem que no meu caso é deveras complicado dada a minha impulsividade natural.


Mas será positivo vivermos em permanente controlo emocional?


Não será uma forma de negação? De impedir que o nosso verdadeiro eu se mostre? Não será uma forma de impedir que façamos aquilo que podemos e devemos fazer?


Mas teremos coragem de agarrar o vento, soltar amarras e afastarmo-nos do porto seguro?


Talvez em sonhos pois estes, tal como escrevi um dia, não se podem aprisionar.


Assumo que emocionalmente sou um poço de contradições e, como reacção própria do ser humano, trato logo de arranjar um culpado que não eu. A culpa é do meu signo. Com dois peixes a nadar em direcções diferentes queriam o quê?


Mark Twain afirmou: “ Daqui a alguns anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.”


Seria bom sermos assim, não seria? Ou será que somos e não temos a coragem de assumir?


Quando chegar o dia em que temos a prova da nossa mortalidade vamos poder dizer que vivemos ou que apenas sobrevivemos?


http://www.imeem.com/hugorose/music/qpkmPnmH/sandy_junior_olha_o_que_o_amor_me_faz/

4 comentários:

Anónimo disse...

tenho a certeza que deves fazer o que te vai na cabeça e que não deixas saír cá para fora(mas que transparece);
essas amarras incontidas estão a "matar-te"...

Bjs

NI disse...

E eu tenho a certeza de não devo fazer o que me vai na cabeça neste momento pois as consequências dos actos não afectam apenas quem os pratica.

Tal só será possível para alguém que não tenha sentido de responsabilidade.

Bjs

Nota - Pra que dúvidas não subsistam, quando falo em sentimentos não restrinjo aos sentimentos de amor e afins.

solo disse...

eu cá sou um marinheiro dos quatro costados, e não há maneira de acostar a um porto. Passo a vida no mar.

NI disse...

:-)))

Solo, até aí já eu tinha chegado.

Mas os marinheiros também acabam por encontrar o seu porto de abrigo.

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso