quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sobrevivi...

A mais um exame e já sei o diagnóstico, (FINALMENTE). Não é nada que provoque o meu desaparecimento precoce (já estava preparada pelo médico para o pior) mas que me vai dar algumas "chatices" no futuro. Mas agora é lidar com o problema de frente, como sempre.

Mas, e como tristezas não pagam dívidas, o mais importante é que terminei a tarde da melhor forma: numa esplanada de Espinho a ver o mar, ouvir a minha música e a ler aqueles meus livros de fazer chorar as pedras da calçada. Só faltou mesmo uma boa companhia. Mas tinha a minha que não é má de todo...

A música de hoje? Tem tudo a ver ( e nada a ver) com este post mas que ouvi, mais do que uma vez, (e cantei bem baixinho), enquanto vi as ondas a beijar a areia.



It's amazing how you can speak right to my heart
Without saying a word, you can light up the dark
Try as I may I can never explain
What I hear when you don't say a thing

CHORUS:
The smile on your face
Lets me know that you need me
There's a truth in your eyes
Saying you'll never leave me
The touch of your hand
Says you'll catch me wherever I fall
You say it best when you say nothing at all

All day long I can hear people talking out loud
But when you hold me near,
You drown out the crowd (drown out the crowd)
Try as they may they could never define
What's been said between your heart and mine

CHORUS TWICE:
The smile on your face
Lets me know that you need me
There's a truth in your eyes
Saying you'll never leave me
The touch of your hand
Says you'll catch me wherever I fall
You say it best when you say nothing at all

(You say it best when you say nothing at all
You say it best when you say nothing at all...)

The smile on your face,
The truth in your eyes,
The touch of your hand,
Let's me know that you need me







Let's twist...


Sinceramente estou na dúvida se o médico se apaixonou por mim ou pelos meus pulmões. E quando falo em pulmões falo daqueles orgãos que estão envolvidos pela pleura e que servem para abastecer o nosso sangue de oxigênio para além de tirar do sangue o dióxido de carbono (gás carbônico) e vapor de água, eliminando-os do corpo através do processo de expiração (para que não restem quaisquer dúvidas sobre que parte da anatonia estou a falar).

Mas, dizia eu, estou na dúvida (e enquanto escrevo estas palavras ainda não cheguei a qualquer conclusão) se o médico se apaixonou por mim ou pelos meus pulmões dado os exames que marca para ver aquelas duas metades negras (o que é normal face ao fumo que vai para lá).

Pensava eu que estava tudo decidido e eis que me marca para esta tarde mais um "batalhão de exames" aos ditos cujos. E, pelos vistos, vai ser toda a tarde.

E o pior é que quando lhe pergunto se vai ser doloroso ele responde: "nada que uma mulher como a senhora não aguente". Mau...mas que sabe ele sobre o que eu aguento ou deixo de aguentar. Respondi logo que se o exame meter agulhas e afins bem pode chamar a pessoa que se segue na lista.

E agora que estou a acabar de escrever já me convenci que ele se apaixonou pelos meus pulmões pelo que vou propôr um contrato de comodato e gracioso que é para despachar.

Ele que fique com os meus pulmões pelo tempo que entender e devolve-mos quando não precisar...ou se cansar...





Nota - Qem consegue dançar esta música que diga (mesmo que esteja no emprego pode tentar abanar as ancas que eu não digo nada ao chefe)


terça-feira, 10 de maio de 2011

Ou me engano muito...


Ou os "Homens da Luta" vêm para casa mais cedo.Não vejo grande hipótese de conseguir um lugar na final.

Enquanto adianto um trabalho para uma formação que vou dar vou-me entretendo a ouvir a 1ª semi-final do Festival da Eurovisão.

As votações vão começar dentro de pouco minutos e avanço já com 4 finalistas: Noruega, Suíça, Finlândia e Azerbaijão. Não me admira que a Hungria chegue à final  apesar da má sósia da Celine Dion que arranjaram.

Adenda:

E aqui estão os finalistas


Sérvia
Lituânia
Grécia (vá-se lá saber como)
Azerbaijão
Geórgia (os meus gostos devem andar pela hora da morte)
Suiça
Hungria (eu avisei)
Finlândia
Rússia
Islândia

E a melhor para mim, a da Noruega, ficou de fora.

O que vale é que o Festival de Eurovisão já não é o que era...




O corpinho "ocupa mais espaço do que o normal"... ou a arte de tentar convencer o espelho...




A mulher que se preocupa em evidenciar a sua beleza
anuncia ela própria que não tem outro maior mérito.

Julie Lespinasse




No que diz respeito ao corpinho "ocupa mais espaço do que o normal"... e em plena contradição com os "corpinhos danone" que não têm nada onde agarrar, e em resposta ao post da minha filha virtual , direi o seguinte:

Ponto 1 – Não tenho celulite. É verdade. Apesar deste corpinho “ocupa mais espaço do que o normal”, a celulite entendeu que não valia perder tempo comigo. Teve a esperteza suficiente para saber que eu não lhe ia ligar nenhuma pelo que foi chatear outra...

Ponto 2 – Há muito tempo que estou a ficar enferrujada mas só para aquilo que não gosto, como, por exemplo, andar a pé. Agora, para aquilo que realmente interessa garanto que não me canso nada.

Mas falando de "gordura a mais":

Qual é o problema de uma pessoa ter umas gorduras a mais?

Tem um pouco de barriga? Mas não é suposto termos barriga? Quem é que disse que ela tinha que ser plana? Onde está escrito?

As mamas têm gordura a mais? Mas até há quem pague para colocar mais gordura (via silicone porque a gordurinha boa e jeitosa ou se tem, ou não se tem).

"Ah, e tal, mas estes pneus são tão inestéticos... "- exclamam chorosas algumas meninas. Esperem lá...mas desde quando é que um ser humano tem rodas?

As meninas que aparecem na foto acima têm uma gorduritas a mais. Algumas não têm a barriga plana. Algumas têm bastante gordura nas mamas. Pergunto: deixam de ser bonitas? Deixam de ser sensuais?

Uma pessoa quando acaricia outra gosta de sentir uma pela sedosa, não um monte de ossos.

Sem entrar nos extremos de "gordura é formosura" (quando nos deparámos com alguém de 1.60 m e com peso superior a 80 Kg* porque entrámos no capítulo da saúde), chegou a hora de quem tem peso a mais se deixar de culpabilizar.

O menino não gosta? Paciência. Que vá dar uma volta que a fila é grande...


* Toda a gente compreenderá que como meço 1.62 e peso 73 Kg, tinha que fazer um post à minha medida.

Nota - E considerem este post como um raspanete de uma mãe para uma filha (mesmo que virtual). É que se há menina com "corpo danone" é ela. Se se põe com dietas e exercícios ainda desaparece...

Pensamento do dia...dedicado à Djinn


Um dia desses, eu separo um tempinho
e ponho em dia todos os choros
que não tenho tido tempo de chorar.

Carlos Drummond de Andrade


E o pensamento de hoje é dedicado a uma mulher forte.

Que não tem medo de enfrentar os desafios.

Que não pára para chorar porque o tempo que tem é mais útil para lutar ou para dar a mão a uma amiga que tenha caído no chão.

Quis o destino que nos conhecessemos.

E nos últimos meses foi muitas vezes a mão que me ajudou.

Parabéns Djinn. Passa um grande dia.

E sei que davas tudo para...mas só tens que esperar dois ou três dias...



  E quantos não gostariam de ter quem amam bem perto...


"Sim é por amor.. que eu me dou sempre mais.. quando me olhas nos olhos.. como quem chama por mim.. Sim é por amor.. que eu me dou sem pensar na tua doce loucura.. de procurar a paixão.. hahaha.. quero sempre mais.. hahaha.. quero sempre mais.. Mas tu nem sempre vens.. outra paixão talvez... eu sei esperar e entender.. mas dói demais.. Eu dava tudo para te ter aqui.. Ao pé de mim outra vez...Sim é por amor.. que eu não sei dizer não quando me olhas nos olhos como quem chama por mim"





segunda-feira, 9 de maio de 2011

A melhor definição de amor?




Foi a pergunta que me fizeram por mail.

A minha resposta é simples: toda e qualquer frase que não defina o amor.

Como esta:

Amo como ama o amor. 
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. 
Que queres que te diga, além de que te amo, 
se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

E quanto à música, lá continua o romantismo bacoco...




Mas vocês sabem o que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo?

É de ter estado na última semana até cerca das duas horas da manhã a preparar uma acção de formação e ontem à noite, quando apenas faltavam meia dúzia artigos para comentar, tento abrir o ficheiro e aparece uma linda mensagem a dizer que tal não é possível por estar "danificado".

E nem a ajuda on-line de um menino querido que percebe da "poda" me ajudou.

Obviamente que estou muito bem disposta...

Fosga-se...


Nota 1 - Mas continuo numa de romantismo bacoco. Deve ser da menopausa. Só pode!!!

Nota 2 - Fiquem com uma cantora com quem me identificava quando era mais nova por duas ordens de razão: em primeiro lugar porque  tinha um corpinho como o meu (assim para o "ocupa espaço"), em segundo lugar porque tinha sempre um sorriso mesmo quando estava num mau dia.


domingo, 8 de maio de 2011

Amor é...



O amor é uma tentativa de penetrar no íntimo de outro ser humano, 
mas só pode ter sucesso se a rendição for mútua.Octavio Paz 


Não me perguntem porquê mas juntar palavras como "sucesso" e "rendição" numa frase que pretende definir o amor não me seduz.

E como hoje estou numa de romantismo bacoco (deve ser um dos meus "peixes" que está com as hormonas avariadas), fiquem com uma música bem antiga e que é propícia a quem está em boa companhia.




 

sábado, 7 de maio de 2011





Pouco ama aquele que pode dizer quanto ama.
Francesco Petrarca



Então, a contrario, aqueles que não conseguem quantificar o quanto amam, amam muito.

Mas existe alguém que quantifique o quanto ama?


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pensamento para o fim-de-semana



Atender a quem te chama é belo. 
Lutar por quem te rejeita é quase chegar à perfeição.

Charles Chaplin



Um bom fim-de-semana e fiquem com uma das minhas músicas preferidas e que fui retirar do "baú das recordações"... e que recordações...

If tommorow never comes
Would ya still belong to me
Guess i've always known it was meant to be
We took a second chance on love and it carried us away
Now it's gettin' stronger day by day
The closer it gets the further it seems
It's always one step out of reach
On the edge of a dream
You know you are
On the edge of a dream
You know you are
We've been waitin' for this chance to be free
On the edge of a dream
You know you are
And if nothing ever changed
Would you feel the same way too
You know i'll always be there for you
Cos they say the strong survive
And we've nearly made it thru
Now we'll soon be seein our dreams come true
The harder it gets the harder you fall
It never turns out like it seems
On the edge of a dream
You know you are
On the edge of a dream
You know you are
We've been waitin' for this chance to be free
On the edge of a dream
You know you are
Movin' in and out of lov
Ya can't say we never tried
I knew that you believed in me
I can see it in your eyes
On the edge of a dream
On the edge of a dream
On the edge of a dream
Dream on lover



Querido, mudei a casa...

E não venham alegar que têm falta de espaço.

Quanto muito, falta de dinheiro...





Tenho a certeza que o Cupido é português...



Olha lá Cupido,

Há já algum tempo que ando para ter um tête-a-tête contigo mas, para além de andar bastante ocupada, és um gajo algo fugidio.

Devo-te dizer que não concordo nada com isso de te armares que sabes muito de amor e paixão. Pensas que é só atirar uma seta e já está.

Mas olha que isto de uma pessoa gostar de outra tem muito que se diga...

E tu, ainda por cima, queres obrigar.

Já pensaste que podemos não querer a pessoa que escolheste?

Até podemos gostar de outra certo? Mesmo que não sejamos correspondidos.

Ou, sei lá, até podemos gostar de alguém de quem não devemos mas..enfim, foi para "ali" que nos deu.

E, mais a mais, que autoridade tens tu na matéria se até hoje se desconhece uma paixão tua?

Só gostava de saber quem te arranjou esse "tacho" sabendo da tua inexperiência.


Definitivamente, só podes ser português...



quinta-feira, 5 de maio de 2011

F.C do Porto - Sporting de Braga





Eis a final que eu gostava.




Nota - O que vale é que a minha "cara-metade" é desportista acima de tudo. Porque ser o único benfiquista cá de casa não é nada fácil. 

Não sei como é lamber uma parede, mas deve ser qualquer coisa parecido...



Com a sensação com que fico quando tiro umas "passas" no cigarro electrónico que comprei numa tentativa, mais uma, de deixar de fumar...

Mas dá jeito quando as reuniões de trabalho duram mais tempo do que deviam.

A concha...




“Era uma vez um diamante que vivia no mundo a brilhar intensamente. Brilhava muito, mas não desejava com isso ofuscar o brilho dos outros seres... Dizem, no entanto, que luz demais cega aqueles que estão acostumados à escuridão. E foi isso que aconteceu: as pessoas ficaram cegas e pisaram tanto no diamante, que ele se reduziu a pó. Porém, restou dele um pedacinho maior, do tamanho de um grão de areia. Esse grãozinho de areia resolveu, então, esconder-se dentro de uma concha, a fim de proteger-se. Ficou ali durante anos, séculos talvez. Até perdeu a noção de tempo! Mas não perdeu a noção de si mesmo. Cresceu e transformou-se! Já não brilhava tanto. E não desejava mostrar seu brilho ao mundo. Quem desejasse vê-lo teria que esforçar-se para abrir a sua concha...”.


Textos extraídos do livro "PROVÉRBIOS - A SABEDORIA DO POVO" - Salvador, Bahia, Brazil


De há um ano a esta parte que almoço sozinha. Hoje, enquanto tomava um café, uma colega aproximou-se e perguntou-me quando é que eu saía da "concha". Respondi prontamente que estou muito bem como estou.

Há uns tempos atrás escrevi que a minha preocupação face ao que aconteceu em Março de 2010 era saber até que ponto eu era responsável por tudo o que me aconteceu.

Disse, então, que vida demonstra-nos que muitas coisas acontecem só porque têm de acontecer. Independentemente de contribuirmos, ou não, para um determinado resultado, sendo certo que contra mim militava o facto de me entregar por inteira a tudo o que fazia, vivia e sentia.

Apesar de não me envergonhar do facto de viver de forma intensa os meus afectos e as minhas emoções, por ser a essência daquilo que sou e por ser o que me individualiza enquanto ser humano, não é menos verdade que se impunha uma mudança. Viver os afectos e as emoções de forma intensa não pode ser sinónimo de "masoquismo".

Assim, alterei a minha forma de estar no local de trabalho. Continuo a dar o meu profissionalismo e a experiência acumulada ao longo de mais de 25 anos de actividade. Estou sempre disponível para colaborar com todos e para apoiar um colega que necessite. Mas a minha relação com eles termina onde as relações pessoais começam.

Foi mais ao menos isto que tentei explicar a essa colega. Ela respondeu-me que mais tarde ou mais cedo voltaria a ser a pessoa que todos eles sempre conheceram. Que voltariam a ver os meus olhos a brilhar. Respondi, uma vez mais, que não.

Fiz uma opção consciente. A minha concha está fechada e protege-me bem das marés.



E, por falar em concha, deixo-vos com um dos temas que mais gosto de ouvir...



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