quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Desculpem lá o mau jeito mas hoje preciso dizer isto...


Apesar de estarmos ainda a três meses do "balanço" anual.




"...Uma mulher com mais de 40 conhece-se o suficiente para estar segura de si mesma, para saber o que quer, para saber quem quer...São poucas as mulheres com mais de 40 que se importam com o que você pensa delas.Uma mulher com mais de 40 já tem completa a sua quota de relações "importantes" e "compromissos"...Elas sabem - por já terem vivido isso nas relações "importantes" e "compromissos" - como é desagradável que a pessoa de quem gostamos não seja carinhosa e atenciosa... As mulheres com mais de 40 têm segurança suficiente para o apresentar às suas amigas. Uma mulher mais jovem, quando está consigo, pode ignorar a existência da sua melhor amiga... As mulheres com mais de 40, independentemente da sua área de actuação, acabam tornando-se meio psicólogas: você não precisa confessar os seus pecados, porque elas sabem sempre... Uma mulher com mais de 40 é honesta e directa: dir-lhe-á que você é um completo imbecil, se pensar mesmo isso de si...Haveria muito mais para dizer das mulheres com mais de 40 e pelas razões mais diferentes. Mas, lamentavelmente, isso não é recíproco: porque, para cada mulher com mais de 40, inteligente, bem sucedida,atraente, charmosa, bonita e sexy há um homem com mais de 40, gordo, abandonado, que se acha o máximo e com uma mulher de 20 ao lado dele. A sua capacidade de discernimento, não vai além disto!!!Não sabe o que perde... " - Confesso que não resisti a colocar esta última frase -.

(texto mais do que uma vez aqui repetido e cujo autor desconheço)


Não sei se será como este texto pretende retratar. Mas sei que os 40 anos não são uma barreira.

Sei que não é o fim nem o início de coisa alguma.

É uma renovação. Uma renovação de ideias, de valores, de postura, de entendimento, de pensar, de querer...

Uma forma diferente de encarar e resolver os desafios.


Uma forma diferente de estar e viver a vida.....


Apenas sei que consegui ultrapassar os desafios que este último ano tive que enfrentar: um cancro, a morte de um dos meus melhores colegas de trabalho, o fim das expectativas de progressão na minha carreira, a perda da melhor amiga; o desaparecimento de um amigo.


E tudo isto com uma serenidade…e com um sorriso nos lábios que, muitas vezes, não se reflectia no olhar.

Mas temos que andar em frente porque quando olhámos para trás apenas vemos uma névoa que afaga as memórias...

Benditos "entas".







6 comentários:

Ana disse...

E eu que estou a pouco mais de 1 mês de entrar nesses "entas" já me sinto muito como o texto descreve. Também não me parece o fim de nada nem o início de coisa alguma, mas que a nossa postura perante a vida muda e muito, não tenho qualquer dúvida. É a tal paz, a tal segurança e serenidade que eu não trocava por nada. E que assim continue.

Confuskos disse...

A nossa idade é aquela que o nosso espírito sente ter.

Já tive mais de 80 anos e depois abracei a vida e voltei aos "vintes"!
Outras vezes andei com ilusões adolescentes fora de horas...

Mas sabes amiga, já tive amigos de ambos os sexos, das mais variadas idades, profissões, actividade legais e menos legais, homens grandes e poderosos, mulheres decadentes e com pouco amor próprio e pessoal dito normal (ninguém o é realmente, ou no fundo somos todos)!!
E sabes qual a faixa etária com que me dou melhor?
-Aquela que me chama pró pé dela quando me vê triste;
-Que me atende o telemóvel e me liga;
-Que me manda emails;
-Com quem me habituei a trocar prendas no Natal sem sermos família;
-Aqueles com que me encontro sem conhecer para um jantar...

E conto com todos para a vida!:)

Beijinho *

Tinta Permanente disse...

Ainda me faltam 2 aninhos e uns meses para lá chegar. Se os "entas" ainda me vão oferecer mais serenidade e paz que sinto hoje, então que cheguem depressa.
Ano difícil para ti...
Bjs

S* disse...

Tenho a certeza de que é uma fase em que as mulheres são bem mais interessantes.

NI disse...

A todos,

A idade está na nossa mente. Na forma como nos vimos. Na forma como comunicamos com os outros.

Mas não dúvida que à medida que os anos se vão juntando, um a um, a serenidade que nos é dada pelas experiências da vida, pelos ganhos e pelas perdas, reflecte-se na nossa postura e na nossa forma de interagir com os outros. Acima de tudo, aprendemos a relativizar as coisas e a dar valor ao que realmente interessa.

Beijos

Miguel disse...

Uma mulher de 40 vale mais do dobro de 1 de 20... Só perde na "rigidez da carne" mas mesmo isso não é um dado adquirido.
Não tem sequer comparação.

Nunca entenderei um homem que troca uma fantástica de 40 por uma fantástica de 20 e poucos... Ou entendo, e não abona muito a seu favor...

É o que acho!

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