domingo, 27 de junho de 2010

Dormir só, ou acompanhado?






"As premissas poderão não ser controversas, mas a conclusão não deve agradar à maioria dos casais: partilhar a cama pode levar a disputas sobre os cobertores ou a discussões a propósito do ressonar, o que implica a perda de horas de sono. A conclusão de um especialista britânico de que mais vale dormir sozinho chega depois de estabelecida uma ligação entre dormir mal e depressão, doenças cardíacas, derrames, distúrbios pulmonares, acidentes de trânsito e industriais e divórcio.

Neil Stanley, criador de um dosprincipais laboratórios para o estudo do sono na Grã-Bretanha, que dorme separado da mulher, argumenta que a moda de partilhar o leito só começou com a Revolução Industrial, por uma questão de espaço em cidades sobrelotadas, e que, antes disso, era raro os casais dormirem juntos..."



Fonte: visao.pt


Ora aqui está o primeiro tema da semana que começa daqui a pouco.


Será que o "aconchego" de um corpo, uma carícia subtil, um simples olhar, conseguem superar os inconvenientes de um corpo quente no Verão ou de um ressonar que abruptamente nos retira dos braços do Deus Hipnos?

O que preferem?




sexta-feira, 25 de junho de 2010

E lá consegui...



Chegar ao final de mais uma semana de trabalho.

Agora é tempo de relaxar e como tenho esta noite só para mim vou aproveitar para colocar a leitura em dia enquanto ouço um dos meus artistas favoritos.

Divirtam-se e um bom fim-de-semana.




E lá consegui...

Estamos lá...

Crescer...



Aprendi uma coisa:
só se conhece realmente uma pessoa depois de uma discussão.

Só nessa altura se pode avaliar o seu verdadeiro carácter.

Anne Frank




No nosso dia-a-dia partilhámos a nossa vida com um conjunto de pessoas. Nesse conjunto temos aquelas de quem gostámos e aquelas que ou nada nos dizem ou não gostámos.

Convivo muito bem com quem nada me diz ou de quem não gosto. É que basta a indiferença para prosseguirmos o nosso caminho.


O problema é quando gostámos de alguém. Aí é que se pode tornar complicado. É que, o que nos leva a gostar de alguém é essencialmente o carácter porque este revela a nossa verdadeira essência. É aquilo que somos.

É certo que quando gostámos de alguém tendemos a valorizar as suas virtudes. Até nos esquecemos que a pessoa é como nós: um ser humano com defeitos e virtudes. Mas queremos lá saber dos defeitos. Este "filtro" leva-nos a idealizar um carácter que assumimos como certo e imutável.

Já aqui afirmei de que um dos meus maiores defeitos é evitar confrontos. Mesmo que fique a perder prefiro dizer alto e bom senso "tens razão" e virar as costas.

Faço-o de forma consciente. É uma das defesas que utilizo para evitar desilusões. É que no meio de um confronto fazem-se afirmações que colocam em causa tudo aquilo que idealizámos sobre essa pessoa. E ninguém gosta de perder alguém de quem gosta.

A ocorrer, é uma das formas mais desagradáveis de crescermos enquanto seres humanos.







quinta-feira, 24 de junho de 2010

O anzol...





Primeiro, informe-se dos fatos;

depois, pode distorcê-los quanto quiser.
Mark Twain


Costumo dizer que mais do que as palavras, os actos demonstram a verdadeira intenção das pessoas.


Já vos aconteceu encontrar alguém que mais do que distorcer os factos, aproveita alegados factos para justificar uma posição que não teve coragem de assumir?


Mais parecem aqueles pescadores que atiram um isco para ver se apanham um peixe.


A diferença é que o anzol não pretende apanhar um peixe...



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sombra...

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre

Iguais a nós próprios.


Suave é viver só
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.

Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Ricardo Reis

Nunca entendi porque a maioria das pessoas têm medo das sombras.

Muitas vezes da sua própria sombra. Lá terão as suas razões.

Nunca tive medo das sombras.


Por falar em sombras, aqui ficam algumas dicas sobre sombras chinesas.











Ai meu rico S. João...


Conta a história que João terá nascido a 24 de Junho.

Mas o que pouca gente sabe é que, "...segundo os registos do Cancioneiro Português, dos três santos: Santo António, S. João e S. Pedro, São João é o santo menos confiável, por causa da fama de sedutor.

São João fora bom santo
se não fora tão gaiato
levava as moças para a fonte
iam três e vinham quatro."

Sedutor? Está encontrada a razão de ser comemorado à grande no Norte...

Mas, na verdade, "...São João é o Santo mais festejado em todo o país. Pelo menos é o que nos diz o Cancioneiro Popular:

"Até os mouros na Mourama
festejam o São João.
Quando os mouros o festejam
que fará quem é cristão."

Deixo-vos, como não podia deixar de ser, com uma quadras:

"Meu querido São João
És um Santo popular
Traz teu arco e teu balão
Vem com o povo dançar!

Aproveitem bem esta noite...
Fica fresco quem se afoita e regala o coração
Quem se banhe à meia-noite
Da noite de São João.

Delicados pés pisaram
Rosmaninhos pelo chão
Muitos corações amaram
Na noite de São João. "


Um Bom S. João para todos...que esta noite as ruas sejam um rio de afectos e de boa disposição...







Fonte: http://pititi.com/festas/festaspop/sjoao/sjoao.htm

terça-feira, 22 de junho de 2010

Teste...

Uma colega enviou-me um teste com trinta questões de forma a aferir os meus conhecimentos da língua materna.

O resultado foi este.

Quem quiser pode fazer mas, atenção, não vale procurar os significados. O que interessa mesmo é termos consciência do que não sabemos.

Depois, é só publicar o resultado.


Resultado: 25 pontos

Eu tenho um excelente vocabulário.

Teste Seu Vocabulário.

InterNey.Net

Ser forte ou ficar exausta?


Nâo, não vou falar de programas de emagrecimento que ocupam a mente da maioria das pessoas mal os primeiros raios de sol começam a despontar.

O tema é outro.


Uma das minhas séries preferidas dá à segunda-feira no AXN. "

Mentes criminosas" fascina-me pelo argumento, que vai muito além da descrição de crimes e da forma como o perfil dos criminosos é elaborado por um conjunto de especialistas.

Fascinam-me os diálogos que, muitas vezes, passam despercebidos.


Penélope, uma das personagens, representa a inocência. Aquela que não entende, nem quer entender, porque razão um ser humano mata outro. Aquela que acredita na essência do ser humano. Aquela que recusa pensar que há pessoas más por natureza. Talvez por essa razão prefere "esconder-se" atrás de um computador não gostando do trabalho de campo. O computador assume aqui o papel de arma de defesa. Muitas vezes o ser humano prefere fugir a enfrentar o mal de frente, ou, simplesmente, porque se recusa a ser "contaminada" pela maldade.
..

No episódio de ontem ela é confrontada de frente com o lado negro do ser humano e com a morte e é elogiada por um dos colegas pela força que demonstrou. Ela, depois de dizer que não gosta de violência, que é contra a sua maneira de ser, acrescenta mais ao menos isto: "será que foi força ou simples exaustão"? E questiona: "Será que para exercermos a nossa profissão, fazermos aquilo que gostámos de fazer temos de mudar a nossa personalidade? Tenho medo de estar a transformar-me numa pessoa que não sou".

Essa é a dúvida que tenho tido nas últimas semanas. Será que para vermos o nosso trabalho valorizado temos que mudar a nossa personalidade? Temos que usar formas de "nos fazermos notar" sem ser pelo trabalho que desenvolvemos?

Há uns dias atrás alguém me dizia que a sociedade de hoje nos obriga a ser hipócritas e a fazer "jogos de cintura". Mas a sociedade não somos nós? Não somos nós que exigimos a hipocrisia e os "jogos de cintura"? A verdade é que sou uma lírica quando penso que devemos ser, apenas e tão só, nós mesmos e valorizar aquilo que somos.

Pelo que, por opção, é preferível fazer uma longa travessia no deserto ou, simplesmente, deixar-me ficar quietinha, a contemplar como meio mundo "lixa" meio mundo. Ainda não me conseguiram convencer que a "troca" vale a pena...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Não há fome que não dê fartura...mesmo sem Ketchup!!!

7 - 0 ?


Game Over...



Convenhamos, se o homem já ia com aquela cara para o casamento estava à espera de quê?



Mas será que o casamento é um jogo?




Se o entendermos enquanto tal, e se o jogo chegar ao fim sem prolongamentos sucessivos, há vencedores e vencidos? Ou será que termina tudo num simples empate?

domingo, 20 de junho de 2010

Poetas Andaluces...



"Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos conduzem ao mesmo ponto: à comunicação do que somos. E é necessário atravessar a solidão e aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico em que podemos dançar com hesitação ou cantar com melancolia, mas nessa dança ou nessa canção acham-se consumados os mais antigos ritos da consciência; da consciência de serem homens e de acreditarem num destino comum.

Pablo Neruda, in 'Nasci para Nascer' (Discurso na entrega do Prémio Nobel)



Um dos textos que tive que preparar para o espectáculo de folclore dizia respeito a um grupo que vinha de Aller em representação das Astúrias.

Desconhecia o grupo pelo que me limitei, como sempre, a fazer uma pequena introdução histórica das Astúrias e terminar com o historial do próprio grupo.

No final do espectáculo é comum haver um pequeno convívio entre o rancho anfitrião e o grupo que vem do estrangeiro. Ontem não fugiu à regra.

O curioso é que entre as gargalhadas que provocaram as tentativas de ambos os grupos ensinarem as suas próprias danças, e enquanto um dos tocadores lançava os sons da gaita de foles, dei por mim a pensar que todo o esforço do ser humano se resume a não estar só. A partilhar um destino que, quer se queira ou não, é comum: o de viver.

Recordei-me então de um tema que era presença obrigatória num dos programas que tinha na rádio.

O tema é de 1975 mas continuo a gostar dele porque...

"Cantan con voz de hombre, pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, pero donde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.
...
Cantad alto, oireis que oyen otros oidos
Mirad alto, vereis que miran otros ojos
Latid alto, sabreis que palpita otra sangre

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo encerrado
Su canto asciende a más profundo,
Cuando abierto en el aire ya es de todos los hombres."

Rafael Alberti









sexta-feira, 18 de junho de 2010



"Saber não ter ilusões é absolutamente necessário
para se poder ter sonhos"

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'




Em termos de trabalho nunca tive ilusões mas já tive sonhos.


Hoje nem sonhos imperfeitos. Apenas a vontade férrea de aguentar um dia de cada vez e, dessa forma, sobreviver no final de cada semana.


Mas hoje o que interessa é que entrámos no fim-de-semana. Amanhã já tenho o dia reservado. Uma vez mais estarei a apresentar o Festival de Folclore.


Quer estejam a trabalhar ou a descansar, um bom fim-de-semana.



Saramago...


Começo por dizer que não gosto da escrita de Saramago mas enquanto portuguesa é óbvio que sinto orgulho de um homem das letras do nosso País ter recebido o Prémio Nobel da Literatura.



Mas também o mereceriam António Lobo Antunes (o Auto dos Danados continua a ser um dos meus livros predilectos), Sofia de Melo Breyner ou Miguel Torga. E se o prémio já existisse em tempos mais longínquos o "meu" Eça de Queirós ou Aquilino Ribeiro, ou, ainda, o incontornável Fernando Pessoa.




A língua portuguesa é das mais ricas do mundo. Felizmente temos autores que a prestigiam.




Saramago, independentemente de gostar dele, ou não, enquanto escritor foi um autor que prestigiou a língua portuguesa. Bastaria isso para a oportunidade deste post.

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