segunda-feira, 12 de outubro de 2015

As fases da "prateleira"...

 O que mais me impressiona nos fracos, é que eles precisam de humilhar os outros
Imagem daqui
 
 
 
Isto de gerir "prateleiras" tem muito que se diga. Quem pensa que basta colocar algo (ou alguém) na prateleira está profundamente errado. 
 
Pois fiquem a saber que existem pessoas "doutoradas" na matéria tal é a arte com que "manipulam" as mudanças dos "bens".
 
Até eu, com trinta anos de experiência na empresa onde estou, rendo-me às competências dos novos "doutores".
 
Mas já consegui aprender algumas fases:
 
1ª - Mandar o "bem" para o canto mais inacessível da prateleira. Mas numa prateleira que se consiga chegar porque podemos precisar dele em caso de urgência.
 
2ª - Colocar outros "bens" à frente e de lado para que fique o mais possível invisível.
 
3ª Não o remover, em caso algum.
 
4º Deixar ganhar pó.
 
5º Esperar, pacientemente, que ultrapasse o prazo de validade.
 
Perguntam-me, e se, por qualquer razão, o "bem" cai? Bom, aí, retira-se dessa prateleira e coloca-se na prateleira mais inacessível, no canto mais invisível, e sem qualquer hipótese de contacto com os restantes bens.
 
 
Regra de ouro: Em todos os procedimentos tratar o "bem" como se fosse algo que não se deita fora porque é imprescindível.


 E os outros bens? Bom, esta música dá a resposta.

domingo, 11 de outubro de 2015

RIP...




Jim, obrigado pela companhia que me fizeste, fazes e continuarás a fazer. Principalmente com esta música.



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As cinquentonas e o amor...

 

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Quando ainda pertencia ao clã dos quarenta escrevi neste espaço que é nos quarenta que alcançamos a plenitude da nossa inteligência emocional face às relações amorosas.

Atingido que está o meio século da minha vida e assumindo que estou mais descrente e, mais cínica ( demorei mais tempo do que seria razoável a deixar de acreditar em Genoveva e Lancelot, ou então, quem sabe, a culpa é do D. Quixote que me fez acreditar que os sonhos comandam a vida), o que muda?
 
 
Nada.
 
 
Continuamos a viver um dia de cada vez. A sentir um dia de cada vez. Sem dependências ou falsas quimeras. Sem julgar. Sem criar expectativas imensuráveis.

Sem pretender que nos amem...porque sim.

Mas que nos amem por aquilo que somos. Porque se identificam connosco. Porque somos "aquela".

Porque vemos o amor como algo sereno.

Porque temos consciência de que a vida pode terminar de repente e que não vale de nada adiar os afectos.

Sabemos, apenas e tão só, que devemos encarar aquilo que sentimos com toda a serenidade e viver as emoções, intensamente, um dia de cada vez.
 
 
A música é esta.
 
 
 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

E a minha maior virtude é...


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Atingido que está o meio século da minha querida vida consegui, finalmente, descobrir qual a minha maior virtude. A resiliência.
 
Oh Ni, só agora? É verdade, mas mais vale tarde que nunca.
 
Que querem? Eu cá nunca imaginei que o stress, as perdas e a desilusão iam marcar consulta em simultâneo. Ainda por cima são uns pacientes quezilentos, inoportunos e chatos como o raio que os partam....
 
Azar o deles. "Taditos"...pensavam que iam ter com a médica de serviço e deparam-se com a coveira cá do sítio...

E a música...só podia ser esta!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Decisão...


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"Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos."
  René Descartes

 
No mundo dos afetos temos sempre o poder de decidir?
Quantas vezes as nossas decisões se limitam a aderir àquelas que outros tomaram por nós?
Quando deixamos partir quem amamos de quem é a verdadeira decisão? Nossa ou de quem pediu para partir?
Será que a nossa verdadeira decisão é decidirmos pensar que a sua presença foi uma simples ilusão? Porque é mais fácil enfrentar? Ou porque deixamos que vida passe por nós?
 
Fiquem com a música que estou a ouvir... no máximo!


"Decisions as I go, to anywhere I flow
Sometimes I believe, a time where we should know
I can't fly high, I can't go long
Today I got a million, Tomorrow, I don't know
 
Make me feel the warm, make me feel the cold
It's written in our story, it's written on the walls
This is our call, we rise and we fall
Dancin' in the moonlight, don't we have it all?"
(De Laet Félix - Lost Frequencies)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A propósito das eleições... e a responsabilidade de ser livre

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- Ni, nestas eleições vamos apreciar os últimos quatro anos, não é?
 
- Se o relógio do tempo não parou, penso que sim.
 
- Então, acreditas que o resultado de domingo seja o que as sondagens indicam?
 
- Não me admirava...
 
- Mas como é possível? A dívida aumentou, o desemprego aumentou, o fosso entre ricos e pobres aumento, o desemprego jovem aumentou...
 
- Os impostos aumentaram...
 
- Pois! Tudo aumentou ....
 
- Errado. Os salários diminuíram. Quer dizer, diminuíram para a maioria.
 
- Então, as sondagens têm que estar erradas, não é? Não posso acreditar.
 
- Olha que é melhor acreditares. Um povo sem esperança é um povo resignado. Porque um povo sem esperança perde a capacidade de dizer não. Perde a capacidade de lutar.
 
 
Bom fim-de-semana e votem. O voto não é só um direito. É um dever. Muitos perderam a vida para que tivessem esse dever. Não acreditam nos políticos? Então não acreditam em vocês próprios. Os políticos são e serão sempre o reflexo da sociedade. A abstenção não é uma forma de protesto. A abstenção é uma forma de dizer: continuem...
 
 
A música é esta porque "Now We Are Free".
 
 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O que eu muitas vezes gostaria de fazer...

 
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É aquilo que, na maioria das vezes, não consigo fazer...
 
Serei sempre livre no pensamento mas presa nas ações? Sim.
 
Por medo das consequências? Não.
 
Porque me ensinaram a ser "boa menina"? Não.
 
Por testar os limites e ultrapassá-los, sem certo nem errado e sem regras? Sim.
 
Porque haverá sempre o "meu" certo e errado. E a minha liberdade reside no poder escolher o "meu certo e o errado". De poder escolher o certo, mesmo sabendo que o errado é o caminho mais curto e eficaz para alcançar o que desejo. Mesmo sabendo que o "meu certo" é um profundo erro.
 
 
Essa é a minha liberdade e "...não me importa o que eles vão dizer... O frio nunca me incomodou mesmo...". Mesmo quando não há ninguém para me acompanhar na viagem...
 
 
 
 
E a música, claro, é esta:

 
 
Deixa pra lá (Idina Menzel)
“…O vento está uivando como este turbilhão tempestuoso dentro de mim
Não consegui mantê-lo lá, o céu sabe que eu tentei
Não os deixe entrar, não os deixe ver
Seja a boa menina que você sempre deve ser
Oculte, não sinta, não deixe que eles saibam
Bem, agora eles sabem
Deixa pra lá, deixa pra lá
Não posso esconder mais
Deixa pra lá, deixa pra lá
Afaste-se e bata a porta
Não me importa o que eles vão dizer
Deixe a tempestade se alastrar
O frio nunca me incomodou mesmo
É engraçado como alguma distância faz tudo parecer pequeno
E os medos que um dia me controlaram não podem me alcançar mais
É hora de ver o que posso fazer
Para testar os limites e ultrapassá-los
Sem certo nem errado, sem regras para mim
Estou livre
Eu nunca vou voltar, o passado está no passado
Deixa pra lá, deixa pra lá
E eu nascerei como o amanhecer
Deixa pra lá, deixa pra lá
A garota perfeita se foi
Aqui estou à luz do dia
Deixe a tempestade se alastrar
O frio nunca me incomodou mesmo
(tradução do tema Let It Go do filme Frozen)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

...



As saudades e a vontade de abraçar a filhota mais velha que continua a percorrer a vida no "País de Sua Majestade" é apaziguada com a certeza de que o seu amigo está sempre com ela.
 
 
 
O "Trash" algures num jardim de Bristol
 
 
 
E, pela primeira vez em três anos, vou poder ter a filhota no Natal comigo. Há dois anos que não tinha Natal.
 
 
E, apesar das saudades a dobrar pois agora só vejo a filhota mais nova aos fins-de-semana pois também ela iniciou uma nova etapa ao entrar para a faculdade, até me apetece cantar a minha música preferida da época natalícia, da autoria de Mr. Chris Rea. 
 
 
Fosga-se...acho que ´começo a sentir o peso dos meus queridos 50 anos...
 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Cá se fazem, cá se pagam...

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"Antes de sair em busca de vingança, cave duas covas."
Confúcio

 
Não sou uma pessoa vingativa. É que, para além de não viver melhor com o mal dos outros, considero uma verdadeira perda de tempo tentar encontrar formas de prejudicar alguém que me prejudicou.
 
A minha avó não se cansava de me dizer: "Minha querida, nunca te esqueças: cá se fazem, cá se pagam".
 
A frase era dita com tal convicção que cresci com aquele medo feroz de cometer algum erro contra alguém mas com o conforto de que ninguém me faria mal pois a paga não demorava a chegar.
 
Ora, o que a vida me tem demonstrado até hoje é que quem prejudica os demais tem-se saído muito bem.
 
Se eu acreditasse na vida após a morte a minha avó estaria em maus lençóis porque eu iria cobrar os anos em que vivi numa verdadeira ilusão.


A música, só podia ser esta. Tenham um grande dia.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Desafio: Um sentimento, uma palavra...



Do que me fui lembrar?

Encontrar apenas uma palavra para cada sentimento e nunca repetir a mesma palavra.

Cheguei à conclusão que não é nada fácil. Em três situações deixei-me vencer e acabei por colocar mais do que uma palavra.

Acreditem, não é fácil. Mas o desafio está lançado...

E podem fazer enquanto ouvem esta música. Hoje estou numa de romântica bacoca, que querem (para além de ter o desejo secreto de dançar esta música da mesma forma que aparece no vídeo - agora estou definitivamente doida - )…
 
Aborrecimento – Sabichão
Culpa - Consciência
Orgulho – Perder
Afeição – Carinho
Desejo - Querer
Paixão - Desejar
Aflição – Filhas
Desespero – Desnorte
Piedade - Soberba
Agressividade – Fraqueza
Desilusão - Hábito
Remorso – Magoar
Alegria – Momento
Egoísmo – Em crescendo
Resignação - Sobreviver
Ambição – De crescer
Esperança – Essência da vida
Riso - Alento
Amizade – Sempre
Felicidade - Momento
Rotina - Cansaço
Amor – Indefinido
Fidelidade – Valor
Saudade - Memória
Angústia - Doença
Generosidade – Humanidade
Sentimento - Viver
Ansiedade - Espera
Glória - Triunfo
Sofrimento - Medo
Antipatia – Perda de tempo
Gratidão - Virtude
Solidão - Encontro
Avareza - Pobre
Infidelidade - Dissolução
Temeridade - Ousadia
Bondade - Rico
Inveja – Inútil
Tentação - Resistir
Ciúmes - Insegurança
Medo - Sofrimento
Tristeza - Indiferença
Compaixão - Ajuda
Mentira – Enganar
Tédio – Tempo
Coragem – Vencer
Misericórdia - Benevolência
Verdade - Consequência
Covardia – Pactuar
Necessidade - Querer
Vingança - Infeliz
 
 
Ódio - Veneno

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A Linha do Tempo...



 
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"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver".
in Diário da tua Ausência, Margarida Rebelo Pinto


É verdade. É bem mais fácil sonhar do que enfrentar a realidade. Mesmo sabendo que esperamos por aquilo que sabemos que não virá. Mesmo sabendo que estamos sós porque libertamos quem não quis ficar connosco.
O problema é que esta espera traça-se na linha do tempo.
E o tempo não pára. Não espera por nós. E se o tempo não para, a vida escapa sem a conseguirmos agarrar, sem a conseguir viver.
Mas quantas vezes nos vemos tentados a mergulhar na linha do tempo…
A música é esta.

Rubrica: Doenças que até dão jeito...



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Conjuntivite. Podemos chorar à vontade e colocar a culpa numa membrana que nem se vê.
 
Tal como aqueles que olham para nós e só veem aquilo que querem ver.
 
E nós fazemos a vontade. Não porque não tenhamos coragem de assumir as nossas fragilidades. Longe disso. Apenas demonstrámos aquilo que nos protege.
 
O cantor que hoje me está a fazer companhia é o Pedro e o tema que ouço neste momento ... ai, ai!!
 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ai não ...



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... que não vem! Para alguns até vem com mordomo!
 
 
 
Fiquem com o cantor que estou a ouvir hoje. Já me acompanha há muitos anos...
 
 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Choca?


Espero bem que sim.

Numa altura em que se elevam as vozes contra os maus tratos a animais, espero que ninguém fique indiferente a esta imagem.

Que fique bem claro: gosto imenso de animais. Tenho um cão e um gato. Não são de raça. Fui ao canil municipal adoptar o que outros abandonaram.

                                                                                    
                                                                                                                             Imagem daqui


Mas não consigo entender que campanhas contra maus tratos animais consigam envolver mais pessoas do que a questão dos refugiados que fogem da guerra.

Alguém disse que uma sociedade evoluída é aquela que sabe respeitar e proteger os animais. Mas parte-se do princípio que respeita e protege os seres humanos, principalmente os mais frágeis. Ou não?

De Munique chega-nos uma lufada de humanidade. Pode ser o início da luta contra a indiferença a uma tragédia como a que vive em pleno século XXI.


A música é esta. Estamos a precisar de recordar a sua letra.


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