Mostrar mensagens com a etiqueta Traição. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Traição. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tiro fatal...




"O preço da fidelidade é a eterna vigilância."
Millôr Fernandes


Olha Millôr, não sei o que queres da vida mas eu sei o que quero. E, definitivamente, não passa por perder tempo a controlar seja quem for. Seja por amor, amizade ou qualquer outro tipo de sentimento.

Nunca me impus a ninguém nem nunca me fiz de auto-convidada. Quem quiser a minha companhia tem exactamente a mesma liberdade daqueles que optam por não estar.

Abomino qualquer tipo de controlo em termos de afectos.

Estou casada há quase 24 anos e nunca abri uma carta dirigida ao meu marido. Nunca vasculhei os bolsos ou a carteira. Não se trata de uma confiança cega. Trata-se de respeito. No dia que me deparar com uma infidelidade farei o que bem entender mas daí a vigiar...era só o que me faltava!


O mesmo se aplica em termos de amizade.

Pierre Simon tem uma frase curiosa:

" Não podemos pretender a total transparência dos seres;
é necessário aceitar que os outros tenham segredos,
regiões de solidão.

A maior prova de amor será colocar-se à distância
e não querer aí penetrar."


Por vezes podemos confundir a necessidade que cada ser humano tem para o seu próprio "eu" com a suspeita de uma eventual infidelidade. Muitas vezes a falta de percepção para uma realidade que é intrínseca a todo o ser humano leva-nos a tomar atitudes irreflectidas e a criar situações que culminam muitas vezes em rupturas.


A dar o tiro fatal numa relação sem existir qualquer motivo.


A ponderação, o respeito, a confiança e, acima de tudo, o diálogo são mais do que suficientes para termos a certeza de que em caso de infidelidade seremos os primeiros a saber, por quem de direito, em vez de nos armarmos em Poirot´s sem bigode...



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Traição!




Em Julho de 2008 falou-se nesta sala-de-estar de "traição".

Na altura, teve-se como ponto de partida um trabalho realizado pela psicóloga clínica brasileira, Katia Cristina Horpaczky, sobre o tema, e no qual se poderia ler o seguinte:


“ Na maioria das vezes, a traição acontece quando o relacionamento não atinge mais as expectativas. A pessoa trai porque está em busca de algo mais que a relação não esta oferecendo. É nessa fase que o diálogo entre o casal quase não existe....
(...)
Essa atitude pode provocar no parceiro que traiu um sentimento maior de dor e remorso.
É muito difícil suportar a infidelidade, a dor de ser traído, de ser enganado. Por isso, há a dificuldade de perdoar e superar o ocorrido".



Todos concordaremos que a infidelidade, quando descoberta, tem as suas consequências, as quais podem conduzir ao fim de um relacionamento porquanto gera sentimentos de insegurança e desconsidera a pessoa atingida pela traição.

Mas, e porque já decorreu algum tempo sobre a discussão deste tema, será oportuno voltar a reflectir sobre o mesmo.


Assim, o desafio que se coloca é o de saber se, no nosso íntimo, queremos saber que fomos traídos? Ou, pelo contrário, mesmo suspeitando, preferimos pensar que está tudo bem?

Preferimos saber pelo nosso parceiro de que ele nos traiu? Ou, pelo contrário, preferimos saber por terceiros?

E se soubermos? Qual é a nossa reacção?

Conversamos e perdoamos?

Não damos hipóteses a qualquer desculpa e terminamos a relação?


Sem pretender influenciar as vossas respostas, até porque em matéria de afectos cada um de nós tem uma forma muita própria de os gerir, será provavelmente oportuno deixar-vos com mais um extracto do referido trabalho:


"(...)
Diante da constatação da traição, vale a pena, antes de tomar uma medida precipitada, de ter uma crise nervosa, conversar com o parceiro e esclarecer toda a situação. Se a traição aconteceu, é porque algo não vai bem na relação, está faltando alguma coisa.
A pessoa traída não deve nesse momento se sentir culpada e nem vítima da situação. O mais importante agora é descobrir o que levou o seu companheiro a agir dessa maneira. Escute o que ele tem a dizer e faça uma avaliação da situação, se vale à pena continuar ou não.
É muito difícil perdoar uma traição. Perdoar ou não depende de cada pessoa ou do tipo de relação que existe. Caso a decisão seja por perdoar e continuar o namoro, não relembre o assunto a cada discussão. Usar a traição sempre como arma em outras discussões só trará desgaste para a relação. Perdoar é esquecer.
Se não houve esquecimento, não houve perdão. Então, o melhor a fazer é terminar o relacionamento.
(...) "

E aqui fica um dos meus temas favoritos...na voz inconfundível de Luther Vandross



segunda-feira, 21 de julho de 2008

Infidelidade...



A maioria decidiu:

Prefere saber pela (o) companheira (o) que foi traída (o) e não perdoam a traição independentemente das circunstâncias.

A maioria decidiu, está decidido (confesso que, desta vez, faço parte da maioria).

Deixo-vos para simples reflexão um extracto de um trabalho realizado pela psicóloga clínica brasileira, Katia Cristina Horpaczky, sobre a traição.

“ Na maioria das vezes, a traição acontece quando o relacionamento não atinge mais as expectativas. A pessoa trai porque está em busca de algo mais que a relação não esta oferecendo. É nessa fase que o diálogo entre o casal quase não existe....

(...)

Essa atitude pode provocar no parceiro que traiu um sentimento maior de dor e remorso.

É muito difícil suportar a infidelidade, a dor de ser traído, de ser enganado. Por isso, há a dificuldade de perdoar e superar o ocorrido.

(...)

Vale a pena continuar o namoro após uma traição?

Diante da constatação da traição, vale a pena, antes de tomar uma medida precipitada, de ter uma crise nervosa, conversar com o parceiro e esclarecer toda a situação. Se a traição aconteceu, é porque algo não vai bem na relação, está faltando alguma coisa.

A pessoa traída não deve nesse momento se sentir culpada e nem vítima da situação. O mais importante agora é descobrir o que levou o seu companheiro a agir dessa maneira. Escute o que ele tem a dizer e faça uma avaliação da situação, se vale à pena continuar ou não.

É muito difícil perdoar uma traição. Perdoar ou não depende de cada pessoa ou do tipo de relação que existe. Caso a decisão seja por perdoar e continuar o namoro, não relembre o assunto a cada discussão. Usar a traição sempre como arma em outras discussões só trará desgaste para a relação. Perdoar é esquecer.

Se não houve esquecimento, não houve perdão. Então, o melhor a fazer é terminar o relacionamento.

Homem trai mais que mulher? Por quê?

O que acontece é que os homens idealizam a mulher perfeita em todos os aspectos, e as mulheres desejam um homem que as ame, apoie e as ajude, colocando assim muita expectativa na relação o que pode gerar muita frustração e decepção, facilitando a traição. Homens e mulheres lidam com a questão da traição de formas distintas.

De uma forma geral o homem trai mais. Pode ser por questões ligadas ao sexo, por uma forte atracção física, uma oportunidade inesperada e imperdível ou até mesmo por puro exercício de masculinidade.

(...) podemos dizer que geralmente a traição masculina não está ligada ao amor, raramente tem relação com questões afectivas e emocionais. No entanto a mulher quando trai, é por que de alguma forma a relação não vai bem, não a satisfaz, a motivação para a traição está mais ligada ao amor e ao afecto. Pode também haver a traição por vingança, por sentir que está sendo passada para trás.

(...) "

Mensagens

Arquivo do blogue


Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso