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domingo, 22 de novembro de 2009

Perspectivas até aos 56 anos...


Na minha empresa vai haver uma reestruturação de serviços e consequente novo organograma.

Como sabem, o organograma de uma empresa não é mais do que um esquema representativo da organização de uma empresa onde se identificam as ligações horizontais de comunicação/informação e as verticais de chefia.

Mas na minha empresa o organograma assumiu uma nova vertente pelo que o poderíamos denominar como "organograma de taxos" porquanto não é elaborado a pensar na empresa e nos objectivos que pretende alcançar mas, isso sim, nas pessoas que têm de ocupar os lugares de chefia.

Apesar de algumas expectativas de que, finalmente, ao fim de quase 25 anos de serviço, o meu trabalho seria reconhecido, ainda não é desta que me vão dar uma "pancadinha" nas costas e dizer: " - Parabéns, os seus esforços e trabalho foram reconhecidos".

Considerando que na minha empresa ocorre uma reestruturação de serviços de 12 em 12 anos, poderei afirmar com toda a certeza que até perfazer 56 anos as minhas perspectivas de subir na carreira e, concomitantemente, de ver os meus bolsos reforçados com mais alguns euros, são nulas.

Só me resta que até lá tenha direito aos aumentos de 1 e 1.5% por cento que, uma vez por outra, lá se lembram de atribuir....



E agora vou terminar de fazer o presépio para não pensar em coisas tristes...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O amor no trabalho...




Se pensarmos um pouco chegamos à conclusão que passamos mais tempo com quem trabalhámos do que com as nossas famílias.


Por exemplo, no meu caso, passo cerca de 12 horas no meu local de trabalho. Se tirarmos as horas normais de sono, estarei cerca de 3 horas por dia com a minha família.


Não será, pois, de estranhar que se criem afectos entre as pessoas.


Mas deixemo-nos de retóricas até porque estou com 3 horas de sono...


Vamos lá desbobinar...


Alguma vez apaixonaram-se por algum(a) colega de trabalho?


Quem tomou a iniciativa?


Antes que me perguntem, eu antecipo-me:


Nunca me apaixonei por um colega de trabalho mas havia um em particular que conseguia arrancar de mim o que de pior eu tenho. Enervava-me só de olhar para ele. Vá-se lá saber como, cinco meses depois de mais uma célebre discussão...estava casada com ele. E, 22 anos depois, continuo.








segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Petição:NÃO!à cedência dos Direitos de Propriedade Intelectual dos Artistas através de Contrato de Trabalho ou Instrumento de Regulamentação Colectiva

Enviaram-me um e-mail a solicitar a assinatura e a divulgação:



"To: Assembleia da República Portuguesa

Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República,
Todos nos congratulamos com as iniciativas legislativas, quer da Oposição, quer do Governo e da maioria, que visam solucionar as questões emergentes da especificidade da actividade laboral das profissões artísticas. Elogiamos Governo pelo sinal de coragem política para, ao fim de décadas de desregulação do sector, vir agora confrontar a magnitude dos problemas de insegurança e precariedade, desemprego e falta de protecção social que afectam os Profissionais do Espectáculo.
No entanto, a total despropósito num diploma que procura melhorar as condições de protecção dos Artistas, Profissionais do Espectáculo, a Assembleia da República, por opção legislativa do Governo, e concretamente no Artº17 da Proposta de Lei 132/X, vem impor a regulação, através de Contrato de Trabalho ou Instrumento de Regulamentação Colectiva, dos Direitos de Propriedade Intelectual decorrentes da actividade artística, a coberto de uma alegada, e não provada, limitação ao princípio constitucional da liberdade de exercício individual de Direitos.
Esta solução apenas interessa aos Empregadores, nomeadamente as Televisões, e prejudica objectivamente os Artistas e duas décadas da sua luta pela consolidação das normas que regulam os Direitos de Propriedade Intelectual dos Intérpretes ou Executantes, culminando com a aprovação no Parlamento, por unanimidade, da Lei 50/2004, que consagra nomeadamente a Gestão Colectiva Necessária como a única forma de garantir o livre, equilibrado e efectivo exercício dos seus Direitos individuais.
Com efeito, longe de recatarem a pureza do preceito constitucional e salvaguardarem o interesse do Titular de Direitos, os ataques à Gestão Colectiva agora propiciados viriam reinstalar a situação de vergonhosa iniquidade anterior a 2004, em que os Artistas se viam forçados e coagidos, por estado de necessidade, a cederem a titularidade e remuneração dos seus Direitos, sob pena de verem coarctado, esse sim um preceito constitucional fundamental, o seu Direito a exercer uma profissão, situação a que a Lei 50/2004 veio também pôr cobro com manifesto enfado das Indústrias de Edição, de Radiodifusão e de Exploração de Conteúdos.
Assim, os Peticionários abaixo assinados requerem à Assembleia da República e demais Órgãos de Soberania:
1. A eliminação do Artº.17 da Proposta de Lei 132/X, assim como de qualquer outra forma de regulação dos Direitos de Propriedade Intelectual decorrentes da actividade artística à margem do disposto no Código do Direito de Autor e Direitos Conexos.
2. A manutenção, em todas as instâncias legislativas, no presente e no futuro, das formas de Exercício Colectivo previstas no Artº.178 do Código do Direito de Autor e Direitos Conexos.

Sincerely,


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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso