domingo, 11 de julho de 2010

O futuro...




Sempre fazendo planos para o futuro...
Sempre sendo surpreendida pelo presente

Paulo Coelho




Começamos cedo a planear...


Primeiro, os grandes planos.


No início há um único objectivo: chegar aos 18 anos. A idade que nos dá a tão ansiada "liberdade e independência". Esquecemo-nos, contudo, que a liberdade só se justifica com responsabilidade. Andam sempre da mão dada.


A partir do trinta os planos são mais diversificados. Solidificar a carreira profissional, constituir família, manter os nossos amigos...


Aos quarenta temos consciência que caminhámos para o meio século de vida e parámos para pensar. É a época do "deve e haver". Analisámos o passado. O que ganhámos? O que perdemos? O que ainda podemos fazer? O que temos de mudar?


Depois, temos aqueles pequenos planos.


Combinar um jantar. Uma reunião de amigos. Uma viagem...


Uma lição que tenho retirado desta aventura que é viver é que pouco importa os planos que possamos fazer para o futuro. Viver o dia-a-dia já é uma autêntica aventura.


Quantas vezes planeámos logo que acordámos o que vai o nosso dia-a-dia. Não sei se é uma forma de nos organizarmos ou, apenas e tão só, uma forma de nos precavermos contra os imprevistos.


Mas os imprevistos fazem parte da vida. Não podemos fechá-los numa caixa.


Durante um mês ansiei pelo espectáculo dos Barclay James Harvest. Tudo combinado. A filha mais nova iria dormir a casa de uma amiga. A noite seria para nós...


Até me esqueci que as crises esporádicas da minha querida doença não escolhem dia nem hora e gosta bastante de se manifestar quando não faz falta nenhuma. Mais parece um jogo do gato e do rato. Já tentei fazer um acordo com ela mas ela mandou-me dar uma "volta ao bilhar grande".


Tudo isto para dizer que não assiti ao espectáculo.


Quanto ao futuro? Sigo a máxima de Albert Einstein:


"Nunca me preocupo com o futuro... muito em breve, ele virá"



sexta-feira, 9 de julho de 2010

...




Há muitas coisas que quero, de uma vez por todas, não saber.
A sensatez estabelece limites mesmo ao conhecimento.
Friedrich Nietzsche


Uma das coisas que quero, de uma vez por todas, não saber, é a razão pela qual algumas pessoas são incapazes de fazer uma crítica sem insultar.

Já houve tempo em que tentei entender. Em que tentei descobrir se a incapacidade demonstrada por algumas pessoas em discutir ideias e não pessoas, era uma questão de personalidade, de educação ou de uma imensa frustração.



quinta-feira, 8 de julho de 2010

Escombros...


Hoje, ao aproximar-me do local de trabalho apercebo-me de um enorme bulldozer.

Quando me aproximo mais vejo que não era apenas um mas dois e que parte do prédio estava destruído.


Já sabia que essa parte do prédio vinha abaixo mas foi com alguma nostalgia que vi no chão, pedra sobre pedra, aquele que foi o meu primeiro gabinete. Tinha apenas 4 m2. Recordo-me que apenas cabia uma pequena mesa com uma máquina de escrever e um móvel pequeno.

Estávamos em 1986. Era ainda uma jovem cheia de sonhos.
Lembro-me perfeitamente do primeiro pensamento que tive quando entrei naquele gabinete: "vou ser muito feliz e vou provar que sou uma excelente profissional".

Trabalhar dez, doze e mesmo 24 horas seguidas não constituía qualquer sacrifício. Sempre gostei daquilo que fazia.
E ainda acreditava que as pessoas eram valorizadas pelo trabalho que desenvolviam. As horas corriam e eu sempre atrás das horas...

Literalmente era uma doida crente mas estou de consciência tranquila. Sempre fui uma boa profissional.

Sei que a minha cidade tem na sua evolução o meu contributo apesar de hoje, volvidos 24 anos,
a minha vida em termos profissionais estar como aquele gabinete. Em escombros.


Mas hoje, enquanto os escombros vão ser colocados num contentor do lixo, vou trabalhar para a beira-mar...sem sonhos mas já não sou doida...





quarta-feira, 7 de julho de 2010

E se algum dia...




Alguém vos oferecer a oportunidade de ir trabalhar um dia junto à beira-mar, numa altura em que o calor é insuportável e quando a alternativa é ficar num gabinete em tudo semelhante a um deserto qualquer em que não se vislumbra um oásis, a resposta só pode ser uma: a que horas tenho que estar pronta?


O trabalho é aborrecido mas a companhia é óptima.



Amanhã lá estarei em Vila do Conde, junto à beira-mar...



E como hoje estou assim para o romantismo (como se não fosse o meu estado normal), aqui fica o tema que estou a ouvir no momento em que escrevo.





Ser positivo...






segunda-feira, 5 de julho de 2010

"Chegamos mais depressa... e sem mapas!"




Pelos vistos um estudo que irá ser divulgado na publicação científica “Evolution and Human Behaviour” indica que as mulheres podem ser melhores navegadores que os homens se anteriormente já tiverem visitado o local em causa.


Segundo a mesma notícia "...nós, mulheres, chegamos mais depressa ao destino sem olhar para mapas porque recordamos pontos de referência! ".


Olha a novidade! Todos nós temos consciência deste facto.

E, com o calor que está, mais vale imaginarmos que estamos no final do dia, a caminho do mar, passear com as ondas a beijar os pés descalços, sós ou acompanhados, enquanto ouvimos música.

Para mim pode ser esta. Corria o ano de 1985...



Grande panca...




É a única coisa que se pode dizer quando alguém se lembra de passar o domingo a fazer limpeza ao interior dos armários da cozinha.


Resultado? Estou que nem posso das minhas costas e com uma vontade enorme de dormir...de preferência junto ao mar porque no meu gabinete de trabalho o calor é insuportável.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pequenos grandes ódios!



Há cerca de dois anos o Pensador desafiou-me para indicar 6 coisas que odeio.


Na altura enumerei seis situações. Hoje ao reler esse post constatei que não mudei de opinião.

Tal como na altura referi não sei se o verbo odiar será o apropriado para descrever o sentimento que as situações que vou mencionar me suscita.

De qualquer forma, aqui estão os meus "pequenos grandes ódios"!


1º - Injustiça

Ainda hoje, com 45 anos de experiência em cima, continuo a não saber lidar com a injustiça. Um dos meus maiores desgostos foi saber que, mau grado a profissão escolhida, nunca conseguiria acabar com a injustiça. Foi como deixar de acreditar no Pai Natal. O meu pai era que tinha razão quando dizia que iria derramar muitas lágrimas à custa desta utopia.


2º Hipocrisia

Confesso. Sou uma inepta no que diz respeito à hipocrisia. Nalgumas situações garanto-vos que me tinha dado imenso jeito. Mas não vale a pena. Não consigo ser hipócrita e abomino hipócritas. É daquelas situações em que me dá vontade de pregar dois valentes estalos ao seu autor.


3º - Falta de educação

E não deixo a coisa por menos. Todas as formas em que ausência de educação se manifeste.


4º - Pessoas que "sobem" recorrendo a expedientes que nada têm a ver com a competência e o trabalho e que ainda se fazem passar por inteligentes, com tiques de superioridade

Esta situação é daquelas em que a minha indignação e revolta são imensuráveis. Mas, confesso, demonstro uma certa capacidade para me fazer passar por tola de forma a que a ignorância deles sobressaia. Costumo ser bem sucedida.


5º - Pessoas com barriga de rico e bolsa de podre

Principalmente para fazerem “vistaça” ao vizinho do lado. Realizam-se tentando demonstrar que têm mais que os outros. Gente convencida e com manias de superioridade.


6º Parasitas sociais ou profissionais da “esperteza saloia”

Abomino aquela gentalha que vive à custa dos outros e ainda faz publicidade disso. Mas, o mais grave ainda é o reconhecimento de inteligência que, de uma maneira geral, é dada pela sociedade. Para mim não havia complacência. Pena de Prisão para os chicos-espertos.


E logo hoje que até estou bem disposta apesar de ter que apresentar um espectáculo mais logo.


Digam os vossos "pequenos grandes ódios". É uma forma de "desopilar" para começar bem o fim-de-semana!


O tema musical é o que vai abrir o espectáculo de hoje à noite. Oportunidade para recordar vozes inesquecíveis e um dos temas mais conhecidos graças ao talento de Michael Jackson e Lionel Ritchie como autores, de Quincy Jones que fez os arranjos e de todos os que deram voz.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Obrigatório...

"Esta é a história nunca contada de um menino pobre que percebeu aos 30 anos que estava milionário...",

in
revista Pública de 27 de Junho de 2010



É assim que começa a entrevista a Alfredo Casimiro.



Uma entrevista a não perder. Uma história inspiradora.



Vão ver que vale a pena.


Aqui.


Superar...




"Ninguém gosta mais de falar do que os gagos,
ninguém gosta mais de caminhar que os coxos"
Denis Diderot


Porque será que o ser humano valoriza mais aquilo que não tem ou que perdeu?

Será simples insatisfação ou uma necessidade de nos superarmos?


Mas se for esta última, porquê a dificuldade de ultrapassar uma crise?

Porque é que os nossos problemas são sempre os piores do mundo?




quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ser cortejada ou cortejar?




Presume-se que a mulher deve esperar,
imóvel, até ser cortejada.
Mais ou menos como a aranha espera a mosca.
George Bernard Shaw


É verdade que as fibras da seda da aranha são muito resistentes e elásticas.

Mas será que a mulher se deve limitar a tecer a sua teia até apanhar um incauto?


Será que o jogo da sedução deve ser feito apenas por um?


Não é legítimo à mulher demonstrar o seu interesse antes que ele se manifeste da outra parte?


Ou será que, ao contrário dos homens, faltam qualidades à mulher para cortejar?


Ou, ainda, será que ao homem cabe cortejar e à mulher seduzir?



Será que na sedução ou no cortejar se impõe falar de igualdade?




Traição...


"Fiquei magoado, não por me teres mentido,

mas por não poder voltar a acreditar-te."

Friedrich Nietzsche


A traição tem muitas facetas. Por exemplo, quando traímos os nossos princípios.

Mas isso será tema para outro dia.

Hoje vamos falar da traição que ocorre dentro de uma relação amorosa. Mais propriamente da vossa reacção se soubessem que tinham sido traídos.

A maioria irá dizer que dependia das circunstâncias. Os afectos são assim mesmo.

Mas já pensaram na situação pelo lado mais obscuro que cada um de nós tem?Por exemplo, alguma vez vos passou pela cabeça partir para a violência? Para o "olho por olho, dente por dente"? Para o "pagar com a mesma moeda".

Ou serão hipóteses completamente absurdas e contrárias à vossa maneira de ser?



terça-feira, 29 de junho de 2010

Ai os primeiros amores...


Questão de genética, ou não, a verdade é que toda a minha família sempre teve problemas de visão.

Daí que desde muito cedo que a visita ao oftalmologista era obrigatória para cada uma das minhas filhas.


Felizmente a mais velha sai ao pai.

A mais nova, confiava eu, também sairia.
Engano. Aguentou até aos 12 anos.

Tem exactamente o mesmo problema que eu tive até ser operada e esta semana começará a usar os óculos.


Se para mim foi fácil porque comecei a usar óculos desde os 4 anos, para a minha filha é algo impensável porque, segundo ela, quem é o rapaz que vai olhar para uma "caixa de óculos".


Ainda lhe disse que era pior usar aparelho de dentes mas ela diz que isso é moda e ninguém liga.
Vai daí a tentativa inútil de tentar convencer o médico a usar lentes de contacto.

Neste momento, só pensa que os rapazes vão deixar de olhar para ela.


Ontem à noite foi tempo de sondar os amigos sobre o que achavam de uma rapariga usar óculos. Não me disse a opinião do "amigo" mas pela cara que tinha esta manhã...

Ai os primeiros amores são lixados...


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vírus, Viroses...

O pessoal da informática anda a copiar os médicos.

Os médicos quando têm alguma dificuldade em fazer um diagnóstico vêm com a célebre frase: "deve ser uma virose".


Os técnicos de informática quando não sabem resolver um problema utilizam a frase: "´deve ter sido um vírus no servidor".


Ora, a vida é muito injusta. É que eu quando não me apetece fazer um parecer (daqueles chatos como o raio), não posso dizer ao meu chefe que os meus neurónios tiveram uma virose.


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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso