quarta-feira, 15 de abril de 2009

E o maior arrependimento?






Já confessámos as nossas desilusões.


Teremos a mesma coragem para falar do mal que já cometemos?


François Rochefoucauld, afirmou:

O nosso arrependimento não é tanto um remorso
do mal que cometemos,
mas um temor daquilo que nos pode acontecer


Qual foi o maior "mal" que cometeram até hoje?




terça-feira, 14 de abril de 2009

A maior desilusão foi?





Vocês já sabem que quando ando com um humor que não cativa nada nem ninguém, me dá para fazer perguntas tolas.

Mas, considerando que este ano tem sido o ano das desilusões para mim, pergunto:

Qual foi a maior desilusão que tiveram até hoje?

Façam de conta que este blogue é um confessionário colectivo.

Só que aqui não há penitências...quer dizer, descontando os os desabafos que escrevo.

O que escrevi no dia 14 de Abril de 2008?

Foi este texto:


Porquê?

Questionaram-me por e-mail o motivo pelo qual eu privilegiava os pensamentos em detrimento de textos da minha autoria.

A questão colocada fez-me reflectir por duas ordens de razão: a primeira, porque sempre gostei de escrever (aliás, de quando em vez lá me vão acusando de que os meus pareceres são autênticos “testamentos”, tal é a minha dificuldade em parar de escrever quando exponho argumentos/opiniões) e a segunda, não menos importante, porque sempre tive aquela necessidade impulsiva de escrever.

Porquê, então, a opção de colocar pensamentos?

A resposta, afinal, é simples.

Estamos perante um blog pessoal. Desde logo o objecto está restringido. Poderia, simplesmente, escrever textos que fossem um reflexo daquilo que me acontece na vida e que desejava partilhar ou simplesmente recordar. Não o deixo de fazer de quando em vez.

Mas, mais importante para mim do que partilhar experiências pessoais é “conversar”. Tal e qual. Uma conversa virtual, é certo, mas nunca uma conversa hermética. Uma tertúlia onde se discutem ideias, princípios e valores.

Um texto pessoal é sempre hermético porquanto não deixa de ser um reflexo daquilo que nos acontece na vida e que desejamos partilhar ou simplesmente recordar. Mas, a vida, é muito mais do que a nossa vivência pessoal.



E não é que continua actual?

E, já agora, em 2008 a minha família era maior...





Adenda...

É curioso que todos tenham mais ao menos a sensação de que é impossível esquecer algo ou alguém que foi verdadeiramente importante para nós, a não ser por breves momentos (Eu mesma).

Também concordam que o tempo poderá contribuir para nos esquecermos por breves momentos de algo ou alguém que nos marcou.

Mas nenhum de vocês se pronuncia quanto às tentativas de esquecer.

Porque será? Não vale a pena? É, de facto, impossível esquecer algo ou alguém verdadeiramente importante?

Ou, apenas e tão só, não querem esquecer porque precisam dessas memórias?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Esquecer...





Alguém escreveu:


"Não existe o esquecimento total.

As pegadas impressas na alma são indestrutíveis..."



Todos nós, em determinadas alturas da nossa vida, tentamos esquecer algo ou alguém.


Não vou perguntar se o conseguiram.


Pergunto: como tentaram esquecer?

Acabada de regressar do local...




Onde as nuvens beijam os montes...
Onde aqueles que durante o ano labutam nos outros países em busca do pote de ouro se reencontram!
Onde as pessoas ainda se abraçam e se beijam porque,simplesmente, desejam!


Onde se grita "oh de casa" e a porta abre-se para nos receber de braços abertos!

Gosto de ir até à aldeia da minha cara-metade. Sinto-me querida e desejada, sentimentos que estão longe no meu dia-a-dia.


Pela primeira vez não levei amigos para partilhar comigo um ambiente que deixa saudades.


Talvez para a próxima...


Boa semana de trabalho.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

E quando estou sózinha neste emaranhado de gabinetes...




Dou por mim a pensar na minha frase de vida:

Nunca chores por aquilo que fizeste mas por aquilo que poderias ter feito e deixaste de o fazer

E, neste momento, apetecia-me convidar os seguranças que partilham comigo este dia solitário e convidá-los para jogar uma sueca.

Daqui a algumas horas estou de partida para Vidago. E, ao contrário do que contava, não vou descansar porque vou ser obrigada a levar uma pessoa cuja maior apetência é aborrecer.

Para todos uma Boa Páscoa!




Os olhos mais meigos...


Esta semana o local onde trabalho mais parece um deserto.

Meia dúzia de pessoas a trabalhar, os telefones mudos...


São estas alturas em que a solidão bate mais forte.

Até as pausas para fumar são solitárias.
Hoje de tarde serei a única a ficar a trabalhar.

Mas há sempre alguém que nos consegue transmitir aqueles instantes de perplexa felicidade.

Estava a fumar e vejo a aproximar-se um senhor de idade bastante avançada. Depois de o cumprimentar, inconscientemente abri a pesada porta de vidro para que o senhor pudesse entrar.

Esperava um simples obrigado. Mas não...


Vira-se para mim e diz, numa voz doce: "A menina tem os olhos mais meigos que vi até hoje. Nem quero imaginar como olha para a pessoa que ama".


Ora, como ando numa de depressão, escusado será dizer que balbuciei um obrigado fugidio e coloquei-me num canto a chorar.


E escusam de dizer que provavelmente o senhor tinha problemas de visão devido à idade. Soube-me bem ouvir e, acima de tudo, precisava de ouvir uma coisa dessas.




quarta-feira, 8 de abril de 2009

Isto sim...dá cá um slow...

A Eu mesma põe-se a falar de slows e depois não quer que eu me recordo dos bons velhos tempos.


Podem dizer o que vos apetecer. Mas dançar a música que se ouve de fundo, agarradinha(o) a alguém (ou, como se dizia no meu tempo, no "roçanso"), provoca profundas alterações hormonais.


Ora, estando eu na idade da loba e não dançando há mais de 20 anos é no mínimo frustrante.


E para estar a colocar um post desta natureza, tal significa, no mínimo, que estou a precisar de férias URGENTEMENTE!





Je TAime Moi Non Plus - Serge Gainsbourg & Jane Birkin

terça-feira, 7 de abril de 2009

F.C.do Porto versus Manchester

Podem não ganhar os mais de 500 mil euros mensais de Ronaldo, mas que grande lição de unidade e confiança colectiva.
O jogo no Dragão não vai ser fácil mas demonstrámos aos ingleses que não eram favas contadas.

E, como estou inspirada, fala-se disto também: Adultério


Tema complicado? Penso que não. Ou se aceita...ou não. Tão simples quanto isto.

Henry Mencker, afirmou:

"O adultério é a aplicação dos princípios democráticos ao amor"

Até pode ser uma verdade mas, então, toda a minha formação de democrata cai por terra porque não concebo o adultério.

Liberdade para mim tem como significado poder optar, poder escolher.

Se uma pessoa não se sente bem numa relação tem duas opções: luta pela relação ou opta por terminar e viver a vida da forma que entende.

Para mim, a aplicação dos princípios democráticos ao amor reside, apenas e tão só, à individualidade de cada um numa relação e à escolha que podemos e devemos fazer quando a relação pouco ou nada nos diz.

Chamem-me velha do restelo. Eu responderei: sou apenas um ser humano que não concebe qualquer relação com reserva mental.


Mas, e vocês? Qual é a vossa opinião?

E hoje fala-se disto!

Jô Soares afirmou:


"Não há amizade, que por mais profunda que seja,

que resista a uma série de canalhices"



Um dos meus maiores erros foi sempre ter considerado a amizade o sentimento mais importante. Talvez por isso sempre tive poucos amigos.

Não acredito na paixão porque ela é passageira.

Não acredito no amor para sempre porque, na maioria das vezes, não há engenho e arte para alimentar esse amor ao longo dos anos.

Mas acreditava na amizade. Acreditava que, quando verdadeira, os seus laços chegavam a ser mais fortes que as relações familiares. Não é por acaso que escolhemos na maioria das vezes como nosso confidente o nosso maior amigo. Porque sabemos que ele não nos trai.

Mas, na verdade, estou a entrar naquela fase em que nem na verdadeira amizade acredito.

Talvez imbuída daquela cobardia colectiva que nos impede de assumir o que sentimos e o que queremos.

Mas isto são meras divagações de uma doida que não dorme há duas noites.

Portanto, vamos ao essencial:

Vocês já tiveram uma grande amizade que acabou? O motivo foi?....

Eu sei que sou curiosa...

Porque hoje me apetece dizer isto....

Parabéns minha Amiga...


Se o destino mandasse não estaríamos hoje juntas com este elo tão forte como é a verdadeira amizade.


Seríamos as pessoas mais improváveis para nos darmos bem. Somos o oposto uma da outra .


Mas temos algumas coisas em comum: a loucura dos 40; a gargalhada sempre pronta a assustar os menos avisados da nossa tontura e gostarmos das obras-primas da mãe-natureza (homens, claro está).


Acima de tudo, sei que estarás comigo quando eu precisar sem ter que te dizer.


E hoje vamos esquecer o que nos tem acontecido nos últimos tempos.
Parabéns Pinxexa.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Afinal ser gorda tem as suas vantagens...



Quando um belo dia cheguei a casa a chorar no alto dos meus 14 anos porque me tinham chamado gorda na escola, a minha irmã mais nova na sapiência dos seus seis anos declarou com toda a convicção "deixa lá mana, os rapazes preferem as mais gordas porque têm mais que apalpar".

Quem não gostou muito da frase foi a minha mãe que logo tratou de me criticar dizendo que eu andava a ensinar coisas erradas à minha irmã caçula.

Ainda hoje continuo por saber onde ela aprendeu tal frase...

A verdade é que ela estava errada. Os homens não preferem as mais gordas!

Mas hoje, finalmente, descobri uma vantagem de ser gorda.

É que no caso de sermos atropelados por um carro em plena passadeira por alguém que deveria estar a pensar em gajas magras, o máximo que nos pode acontecer é uma dor na perna e, com toda a certeza, uma valente negra amanhã.

Só tenho pena que o carro não tenha ficado pior que eu...


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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso