segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eu sei que é pedir muito...



Mas gostava, nem que fosse por breves instantes, fazer aquilo que, de facto, me apetece.

E a semana começa muito bem...

Dá-me vontade de perguntar aos santinhos lá de cima que raio é que eles querem. Bem podiam ir chatear para outra banda.

Fiquem com um dos temas que mais se ouviu no ano em que me casei.

Naquele tempo ainda acreditava que com muito trabalho, vontade e empenho tudo era possível...era uma ingénua feliz...


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pensamento do dia ...



"Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que às vezes fico pensando,
se a burrice não será uma ciência. ''
António Aleixo




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Portugueses beberam menos 20 milhões de litros de cerveja... Taditos, só beberam 590 milhões de litros ?!?!?!?!


"Os portugueses consumiram em 2010 menos 20 milhões de litros de cerveja nacional, do que em 2009, mas em contrapartida os estrangeiros, especialmente angolanos, beberam mais 60 milhões de litros, anunciou esta quinta-feira a associação do sector." (Aqui)

Os portugueses não consumiram menos 20 milhões de litros. Os portugueses só se limitaram a mudar para Angola à procura de emprego.

Conclusão: Os portugueses bebem cerveja como o raio (e eu dou a minha pouca, mas sentida, contribuição).

Baú de Recordações...

O dinheiro escasseava (ou não vivessemos nós ainda no tempo da "velha senhora" - agora o dinheiro continua a escassear mas a diferença é que se continua a gastar o que não se tem -).

O meu primeiro fogão de brincar era muito parecido com este:


Era um pouco difícil "fazer de conta" que estava a cozinhar para a Liz (nome que dei à minha boneca de trapos), dado que os meus dedos gordos acabavam por, invariavelmente, derrubar os tachos minúsculos. Todos os anos aguardava com ansiedade a festa do Sr. de Matosinhos  para pedir aos meus pais uns pratinhos de plástico e uns copos para ir completando a colecção (mas tenho a sensação de que me divirtia bem mais do que as minhas filhas com os seus computadores).

Recordo o cheiro da salsa que ia roubar ao jardim da vizinha para "temperar" a comida da Liz (ainda hoje a salsa é o condimento indispensável na minha cozinha).

Há cerca de três anos consegui encontrar numa casa do Luso um fogão igual ao meu. O preço? Um verdadeiro absurdo para um bocadinho de latão.

Mas está na minha vitrine em lugar de eleição.


A música é mais recente. Data de 1986 e fazia parte de "Please", o primeiro álbum  de um dos meus grupos favoritos.






Nota 1 - Esta vai ser a minha próxima compra (se chegar a receber alguma coisa do subsídio de Natal depois de pagar os impostos, os seguros, os carros dos administradores, as avenças milionárias, os...)




Nota 2 (e a mais importante)- Não fico nada aborrecida se alguém se lembrar de me oferecer este brinquedo. Não se preocupem ... eu aceito!!!


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Moment...


Que me desculpem as meninas, (particularmente a "histérica" que se sentou ontem ao meu lado), que têm como um dos seus cantores favoritos o Michael Bolton. Gosto de alguns temas dele e tem uma voz sui generis mas nada de outro mundo.

Agora, Kenny G......

Ainda bem que não desisti de ir quando soube que tinha que ir sozinha porque o meu par tinha outro compromisso. É que teria perdido oportunidade de assistir a um grande espectáculo.

Kenny G. não desiludiu, pelo contrário. Excelente músico, perfeito na ligação com o público (num português surpreendente) e acompanhado por bons músicos (aquele menino na percurssão...).

E foi impossível reter as lágrimas, (mas aqui posso dar como desculpa o 5º piso), a ouvir alguns dos temas, como estes:




terça-feira, 12 de julho de 2011

A ESCOLHA...



"(...) Morre lentamente...quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços...Morre lentamente... quem não vira mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho. Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos...(...)"
Pablo Neruda


A vida é feita de escolhas. A liberdade é isso mesmo.

Escolher o caminho que queremos seguir.

Os sonhos que queremos alcançar.

O trabalho que queremos fazer.

Os lugares que queremos visitar.

Os livros que queremos ler e riscar.

As recordações que queremos guardar.

Os amigos que queremos amar.

A marca que queremos deixar.

Até a hora em que devemos partir...

A verdadeira liberdade é, pois, dificil de alcançar.

Não só porque a nossa liberdade termina quando começa a liberdade dos outros mas, sobretudo, porque impomos a nós próprios regras, princípios e objectivos que colidem com a própria liberdade. Um verdadeiro contra-senso. Utilizámos a liberdade para a retirar das nossas vidas.

Ao longo destes meus 46 anos de vida nunca desisti de lutar por aquilo em que acreditava.

De escolher o caminho e de me fazer acompanhar na longa caminhada da vida das pessoas que eu quis amar.

Uma caminhada com tantas desilusões...tantas injustiças...mas que nunca esmoreceram a minha vontade e o meu querer. Que me derrubaram vezes sem conta e que eu enfrentei de frente, sem medo da derrota. Porque a minha escolha era viver.






Nunca escolhi o caminho mais fácil. Foram sempre caminhos íngremes e duros. Com muitas pedras espalhadas. E utilizei essas mesmas pedras para me ajudar a ultrapassar os obstáculos.

Resignação não fazia parte do meu dicionário de vida. Mesmo quando só me restava um sonho.






Mas 2010 "matou" o último sonho.

Os últimos acontecimentos na minha vida profissional, familiar e pessoal, fizeram-me parar e questionar sobre se valeu a pena tantos anos de luta constante.

É inevitável... mais tarde ou mais cedo (por vezes cedo de mais), questionámo-nos se não é hora de parar de lutar. De simplesmente nos acomodarmos e assistir com um sorriso sereno à sucessão dos dias. Um sorriso de quem deu o seu melhor mesmo que a vida demonstre que não foi o suficiente. Hora de acomodar e deixar de sentir. Porque sentir magoa. E porque há um limite para a dor.

Porque não tem sentido lutar quando os sonhos deixam de existir.

Quando sentimos que já fizemos tudo o que tínhamos que fazer vamos reinventar os sonhos? Valerá a pena?

E pergunto-me se esta não será a verdadeira escolha.






sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dão-se alvíssaras...



A quem der as melhores dicas para entender os homens.

Palavra de honra que quanto mais velha fico menos os entendo. E, verdade seja dita, a vontade e o esforço que tento fazer para os entender são cada vez menores. São uma causa perdida e não vale a pena perder muito tempo com causas perdidas.

A minha avó, - que não fazia a mínima ideia do que eram neurónios e que se estava a borrifar para as lutas feministas -, dizia muitas vezes que os homens só serviam para fazer filhos, apanhar bebedeiras e carregar com sacos de cimento, porque dentro da cabeça só tinham teias de aranha. Para ela quem verdadeiramente mandava era a mulher e o homem nem dava conta.

Ao recordar as palavras da minha avó  chego à conclusão de que ela foi demasiado branda...


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fosga-se...


Uma mulher não morre da doença, mas bem pode morrer da cura.

Se a "máquina" não estivesse fechada há já alguns anos até poderia pensar que estava grávida atendendo aos sintomas que tenho.

Estava preparada para os inconvenientes do tratamento que tenho que fazer mas o "cocktail de drogas" que estou a tomar não é fácil de aguentar.

Bastou-me ler numa das bulas as indicações terapêuticas para ficar "consoladinha": "indicado para tratamento de envenamento por antrax". 

E ainda vou no início...

Fosga-se!!!




terça-feira, 5 de julho de 2011

...



Filha mais velha em Londres.

Filha mais nova na Universidade Júnior.

Marido em exames na faculdade.

Mulher em casa numa de relax.
Vai ser assim esta semana.

E cá para nós que ninguém nos ouve, sabe bem estar sozinha de vez em quando.

Técnicas infalíveis para dar prazer a uma mulher - 1ª Lição

Mãos molhadas:

"Faça sua parceira sentar-se numa cadeira confortável na cozinha. Certifique-se que ela consiga ver tudo o que você faz.

Encha o lava-loiça da cozinha com água e adicione algumas gotas de detergente para louça com aroma. Segurando uma esponja macia, coloque suas mãos na água e sinta sua pele ser envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada.

Agora, movendo-se devagar e gentilmente, pegue um prato sujo do jantar, coloque-o no lava-louça e esfregue a esponja em toda a superfície do prato.

Vá esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja limpo. Enxagúe o prato com água limpa e coloque-o para secar. Repita com toda a louça do jantar até que sua parceira esteja gemendo de prazer. "

A dica foi recebida por mail.

A verdadeira lição é esta:

Substituam a cadeira pela mesa, ou pelo chão, ou pela cama, ou...sei lá...até onde a vossa imaginação vos levar.

Substituam o detergente por um creme corporal.

Substituam o prato pelo corpo da dita cuja.

A música pode ser esta...




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu e a minha mania de ver os aspectos positivos mesmo na pior situação...





A verdade é que em duas semanas consegui o impensável: perder 4 quilos. 

Tal facto deve deixar muito boa gente com uma grande dor de cotovelo ou não fosse a época em que a maioria perde a noção da realidade para apresentar um corpo escultural.

Mas descansem os "invejosos". É que, pelo andar da carruagem, vou demorar menos tempo a ganhar de novo os "quilitos" perdidos. Pelo menos a avaliar pelos convites para almoçar e jantar que recebi entre ontem e hoje.

E hoje recebi uma prenda. Os bilhetes para ir no dia 12 ver estes dois meninos:

Porque hoje me apetece dizer isto...


"Descobri hoje um grande poder oculto;
Um dom de fênix para renascer das minhas próprias cinzas,
Descobri que a estrada não acabou, ela só tomou um desvio...
“No meio do caminho tinha uma pedra”
Como em todo caminho tem uma perda
Eu dei o melhor de mim, lutei com as armas que sabia lutar
Fui derrotado, eu assumo.
Apenas FUI. Não sou. Não serei.
E agora?
Levantarei de novo, quantas vezes for preciso..."

Jeffeson Cavalcante


Desta vez ganhei eu.

domingo, 3 de julho de 2011

...

Foram duas semanas bastante duras.

E, acreditem, foi difícil fazer-me de forte, manter o sorriso no rosto e "fazer de conta" que estava tudo bem.

Agora sim. Está tudo bem.




Fiquem com o tema que me acompanhou, com a devida autorização médica, enquanto fui cedendo à anestesia. Foi  a forma que encontrei para sentir a "presença" de todos aqueles que estavam a torcer por mim.




domingo, 26 de junho de 2011

Se não for pedir muito...

E se não forem esquecidos como alguém que eu conheço, amanhã, por volta das dez horas, tentem pensar em mim.

Bem vou precisar.

E ao fim de 12 dias de ausência só me dá para escrever isto (mas também é a única coisa que para já consigo escrever).

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso