terça-feira, 14 de dezembro de 2010

É só para dizer ...





Que a dita cuja (a ordem de serviço) ...NÃO CHEGOU!!!

Se eu acreditasse em bruxas...

Amanhã é um novo dia.

Mas, independentemente de ainda não estar formalmente no meu novo serviço, fui confrontada com uma atitude bonita da parte dos meus futuros Colegas e que, de alguma forma, me dá algum conforto dado que vou trabalhar numa área completamente nova e que ainda nem sequer está implementada na minha empresa.

Vieram convidar-me para o jantar de Natal que vão organizar. E quando eu disse que ainda não estava formalmente no novo serviço, a resposta que me deram é que eu já faço parte do grupo e que me conhecem há muitos anos para saber que vou ser uma boa companhia.

Haja alguém...




Já vos disse...

Que quando estou MUITO BEM DISPOSTA, É MAU SINAL?

Mas hoje ninguém me pára...

Às 10.26 horas, já arranquei gargalhadas a meia dúzia de colegas.

O meu "colega de quarto" já me perguntou se está tudo bem. Pudera, está a ouvir-me a cantar desde manhã o tema de Pedro e os Apóstolos...

Já lhe tentei explicar que após três dias de insónias e quantidades de cafeína a preceito fico sempre bem disposta.

Está para acontecer alguma coisa... 

...

E não é que consegui dormir meia hora?

Bendito trânsito que permitiu o "pára e arranca" que me fez adormecer. O meu parceiro é que se viu aflito para me acordar.

Mas o importante é que me sinto rejuvenescida!


Nota - Continuem a fazer figas para ver se é hoje...





segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Será?

Que amanhã já há novidades e, finalmente, surge a minha guia de marcha?

Seria a minha primeira prenda de Natal...

É que cada dia que passo no meu actual posto de trabalho envelheço um ano... Mais uns dias chego aos setenta.




Mais a mais, só sou verdadeiramente "eu" quando estou a lutar contra os desafios que a vida me coloca.





Façam figas por mim! Até para que não me sinta tão só...



Os aduladores e a Miss Piggy...




Todos nós, ao longo da vida, encontrámos os aduladores (cá no Norte gostámos de chamar "engraxadores").

No meu primeiro ano do liceu calhou-me na rifa ter na turma um "engraxador" diplomado.

Chamava-se Aranda mas devido a essa particularidade deliciosa de "engraxar" os professores demos-lhe o cognome de "Aranha" por ser um dos bichos menos preferidos das miúdas naquela altura.

Ora,

Aqui a "je", graças ao seu porte atlético (que não era devido à gordura mas à actividade física intensa dos treinos de basquetebol), e à sua forma de estar (ninguém ficava sem resposta a uma provocação), tinha o cognome de "Miss Piggy".

O que o "Aranha" desconhecia era que eu também treinava râguebi e sabia placar como ninguém.

A professora preferida do "Aranha" era uma ruiva que dava matemática (vá-se lá saber porquê mas eu não podia com aquela professora) que, num acto pouco inteligente, decide colocar-me ao lado dele na carteira quando o que eu queria mesmo era ficar ao lado do "Tó de caracóis" que era o meu melhor amigo.

A primeira aula ainda correu bem (mais ao menos).

A segunda aula é que já foi um caso sério....

 Em primeiro lugar, começar com matemática às 8.30 da manhã é um atentado. Em segundo lugar, saber que tinha como companhia logo pela manhã um "engraxador" ao meu lado tirava-me logo a boa disposição. A agravar a situação, o "Aranha" decide estar parte da aula a sussurar-me ao ouvido essas palavra lindas e amorosas: "Miss Piggy".

A certa altura, já cansada de sentir o bafo dele no meu ouvido sensível, com um sorriso de orelha a orelha, olhei para ele e, calmamente, avisei que à próxima vez que ele me chamasse "Miss Piggy" iria sentir a verdadeira força do meu braço direito.

Ora, como a "inteligência" do "Aranha" era proporcional à sua capacidade de se dar bem com os colegas decide aproximar ainda mais a sua boquinha do meu ouvido e chamar-me, docilmente, "Miss Piggy".

Este seu aproximar meloso mereceu a minha primeira falta disciplinar a vermelho e ao "Aranha" dois dentes partidos quando caiu da cadeira pelo murro que lhe mandei.

Será que este episódio é responsável por ele ter passado por mim hoje e ter atravessado para o outro passeio?

Hummm....





domingo, 12 de dezembro de 2010

Melhor que lixívia...



Que eu saiba, apenas uma das visitantes habituais desta sala de estar é ouvinte assídua das músicas que constam do I-Pod virtual que se encontra na coluna do lado direito. O mais provável é que seja a única.

Hoje deu-me para clicar no play e tem sido a minha companhia musical de hoje.

Algumas horas volvidas, sinto que a selecção que na altura fiz é imprópria para quem está com o 5º piso a necessitar de obras de remodelação...

Mas, por outro lado, a minha avó sempre me disse que lágrimas sentidas lavam melhor que lixívia...


Apesar do espírito estar muito em baixo...




Vou aproveitar o facto de estar sozinha e acabar de embrulhar os presentes.

Mas o que eu queria mesmo era estar na minha "ilha" a retemperar forças para o ano que vem aí...

Mas conto os 16 dias que faltam para o reencontro...



Há 21 anos...

Estava a ser mãe pela primeira vez...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Adeus...





"A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo,
sem tirá-las do meu coração;

Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem
quando isso não é verdade,
para que eu possa acreditar que tudo vai mudar..."

Charles Chaplin


Mais um capítulo encerrado.

Bom fim-de-semana!




Porque hoje me apetece dizer isto...



Mais uns dias sem me darem trabalho e fico uma verdadeira "expert" em como ocupar o tempo a pensar "na morte da bezerra"...

Para quem é viciada no trabalho é óptimo estar há mais de 10 dias sem trabalho...

Enquanto isso lá vou tendo como companheira a música e esta manhã estou com uma das minhas cantoras de eleição. Anne Murray. O tema que escolhi para hoje foi sempre um dos meus favoritos mas encerra em si mesmo uma verdadeira contradição...


"I cried a tear, you wiped it dry

I was confused, you cleared my mind

I sold my soul, you bought it back for me

And held me up and gave me dignity

Somehow you needed me

 
You gave me strength to stand alone again

To face the world out on my own again

You put me high upon a pedestal

So high that I could almost see eternity

You needed me, you needed me


And I can't believe it's you

I can't believe it's true

I needed you and you were there

And I'll never leave, why should I leave?

I'd be a fool 'cause I finally found someone who really cares


You held my hand when it was cold

When I was lost you took me home

You gave me hope when I was at the end

And turned my lies back into truth again

You even called me "friend"


You gave me strength to stand alone again

To face the world out on my own again

You put me high upon a pedestal

So high that I could almost see eternity

You needed me, you needed me

You needed me, you needed me"



 


 

O que mais custa?


Há pouco, numa breve troca de palavras com uma colega, falava-se do que mais nos custava.

O que mais me custa? Fácil de responder.

Ter estado sempre disponível para os outros e quando preciso...

O que vale é que já aprendi esta lição há muito!

Mas há quem ainda não tenha aprendido, e não vou gostar de estar perto...


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inevitabilidade....



"E eis que de repente eles param e
mudos, graves, espantados se olham nos olhos:
é que eles sabiam que um dia iriam amar."

Um Sopro de Vida

Clarice Lispector
 
 
 
 

Esqueçam os olhos e a boca. O importante mesmo é o nariz...






Os especialistas em fisiognomonia - arte de avaliar o carácter de uma pessoa pelos seus traços faciais -, afirmam que é pelo nariz que se pode ter uma percepção clara sobre a personalidade do homem.

O desafio está lançado.

Depois de lerem o texto que se segue e que foi retirado daqui, queremos saber se as meninas concordam e em que categoria é que os meninos acham que se enquadram.

Já agora, aproveitem para analisar o primeiro nariz masculino que vos apareça pela frente...

Pela parte que me toca direi, desde já, que nada tira o silêncio de um olhar...


" ... o nariz é a zona do rosto onde se lê a relação da pessoa com a riqueza, consigo mesma e, sobretudo com a sensualidade, a sensibilidade e o amor.

Intelectual

- Nariz longo, estreito, abas finas

Perfil: Vai encontrá-lo nos ciclos de cinema polaco, nas galerias de arte e nos concertos de música de câmara. Costuma ser um tipo de homem inteligente, culto, que acha que a cultura é o único alimento do espírito. As emoções ocupam um lugar secundário.

Sexo: As coisas entre vocês não serão propriamente um remake do ‘Nove Semanas e Meia', porque ele é muito cerebral e pouco inventivo entre os lençóis. Mas não o julgue o Rochedo de Gibraltar: o rapaz tem desgostos intensos, de amor e não só.

Como conquistá-lo: Poses sexy não levarão a água ao seu moinho. Gosta de mulheres seguras de si ou até um pouco snob. Se as tertúlias sobre a vida e obra de Kafka fazem o seu estilo, e se lhe der sete boas razões para ouvir Monteverdi, vai colocá-la num pedestal. Já os comentários brincalhões em frente aos amigos dele, ou o facto de vestir um vestido rosa-shock decotado para um encontro na Gulbenkian, será a melhor maneira dele achar que se enganou a seu respeito.

Sensível

- nariz longo, estreito, abas carnudas

Perfil: Chora nos filmes da Lassie, mas às escondidas, claro, porque um homem não chora. Ou seja: deixa-se contagiar muito depressa pelas emoções mas não o demonstra.

Sexo: Gosta de decidir os pormenores: na sua casa ou na dele, a que horas e que posições, mas é um bom amante.

Como conquistá-lo: Fale da sua infância difícil, de como os seus escritos são a única maneira de pôr os sentimentos cá para fora. O rapaz odeia críticas e precisa de sentir que tem em si uma aliada, que o defende em qualquer ocasião. É incapaz de lidar com a concorrência, por isso, se falar muito no seu ex-namorado ou num bom amigo, se o comparar com alguém interessante, pode enfurecer-se.

Apaixonado

- nariz longo, largo, abas finas

Perfil: Está sempre entusiasmado com qualquer coisa e vive intensamente. Mas desinteressa-se quando consegue o que ambicionava. Gosta de exclusividade e pode ser muito ciumento.

Sexo: É o campeão das maratonas de amor. Pode repetir a dose facilmente. Mas passa pelos preliminares de fugida. No entanto, é um bom parceiro. Não aguenta muito tempo até que você se decida a fazerem amor. Mas nada de ceder aos caprichos do menino só para não o perder!

Como conquistá-lo: Não gosta de mulheres muito complicadas ou pessimistas, daquelas para quem a vida é um eterno "cá vamos andando". A mulher ideal é terna e está sempre disponível. Se quer despachá-lo de vez, basta dizer que não a tudo que ele lhe peça e ignorá-lo.

Narcisista

- nariz curto, estreito, abas finas

Perfil: acha-se a maior dádiva de Deus às mulheres, e ama-se a cima de tudo. Não se preocupa muito com os sentimentos alheios e acha que a poligamia é a melhor invenção a seguir à roda.

Sexo: não julgue que tem o exclusivo neste departamento. Ele adora o jogo da sedução, mas quando chega à hora ‘H', é tudo muito rápido.

Como conquistá-lo: Seja a Marlene Dietrich moderna. Ele adora mulheres misteriosas e cheias de glamour. Uma boa discussão, em que contra-argumenta com ele, geralmente deixa-o apanhado. Jamais se mostre disponível quando ele quer. No entanto, cenas de ciúme, interrogatórios do estilo "onde foste?", "a que horas chegaste?", vão afastá-lo de vez.

Companheiro

- nariz curto, estreito, abas carnudas

Perfil: é tímido, meigo, sensível, adora as mais pequenas demonstrações de carinho, dá muita atenção às pessoas de quem gosta. Enfim... pode encontrá-lo no lote dos príncipes perfeitos.

Sexo: Os preliminares para ele são o mais importante numa relação sexual É muito terno e suave. Mas às vezes consegue ser superfícial no amor.

Como conquistá-lo: Faça-o rir, conversem muito; ele adora pessoas com sentido de humor. Evite uma aproximação demasiado directa e brutal. O rapaz gosta de ser conquistado devagar. Os sentimentos são muito importantes e para ele, a mulher ideal, é doce como o mel. Ofereça-lhe pequenos presentes, demonstre que pensa nele quando não estão juntos. Que tal mandar-lhe flores?

Macho Latino

- nariz curto, largo, abas carnudas

Perfil: Mostrar emoções não é coisa de homem, pensa ele. Gosta de ter sempre a última palavra e de falar mais alto. É franco e honesto, chegando por vezes a raiar a crueldade. Jura fidelidade e até é bem intencionado mas, geralmente, as promessas são sol de pouca dura.

Sexo: não prima pela ternura nem por gostar de preliminares. É um amante vigoroso mas esquece-se frequentemente que o amor é um jogo a dois.

Como conquistá-lo: Como gosta de ser o herói, adora salvar donzelas em apuros. Vai se autopropor para dar uma sova naquele colega de emprego que a assedia. Quando a relação já é mais estável, os olhos dele brilham quando lhe chama "o meu homem". Se está disposta a deixa-lo reinar e decidir, ele é o tipo perfeito.

Sedutor

- nariz curto, largo, abas finas

Perfil: Outro polígamo em potencial. Não consegue encontrar uma mulher que o preencha por inteiro. Todas têm qualquer coisa especial. Precisa de seduzir toda a gente, mesmo os homens. Adora o prazer da conquista.

Sexo: Não é nem muito meigo, nem muito romântico e não se perde em horas na cama. Ele vibra mesmo é com o jogo de sedução que leva as mulheres até à sua alcova. Grande fetiche sexual? Ménage a trois.

Como conquistá-lo: Não é que ele goste de mulheres fáceis lá por ser um Dom Juan. Prefere as raparigas que lhe resistam um pouco. Gosta de mulheres inventivas e ousadas, que sejam tão sedutoras como ele e pouco dadas a relações exclusivas. Detesta as ciumentas e possessivas e descarta-as logo. Portanto, se estava a pensar nele para marido, vai ser um pouco difícil."



Há músicas que não deviam existir...


Pelo simples facto de não as conseguir ouvir sem que me ponha a chorar como uma parva.

E, sim, hoje estou assim...

Era bom que tivessemos a capacidade de desaparecer!



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os bailes de garagem...





São inúmeras as músicas que me transportam para aquelas tardes e noites de sábado na garagem de um dos amigos.

Juntos tínhamos decorado a garagem como "mandava a lei"...

Panos pretos a revestir as paredes enegrecidas pelo tubo de escape do Ford Capri do pai, a bola de cristal que girava graças a uma engenhoca elaborada pelo meu melhor amigo de então.

Dois gira-discos e umas colunas espalhadas pelos quatro cantos daqueles 50 m2, e muita vontade de conviver, de conversar, de dançar...

Trocavam-se entradas por uma multa que ia desde levar um disco importado até uma bebida.


Uma das músicas obrigatórias para dançar bem agarradinhos?

Esta:




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