É um dos filmes portugueses menos conhecidos mas que retrata a vida difícil dos pescadores e a angústia das mulheres enquanto aguardam sentadas que o último homem coloque o pé em terra firme...
Os diálogos são de Alves Redol, autor de "Gaibéus".
é que se consola uma jovem de 13 anos que chega a casa e vê o seu animal de estimação a morrer?
A minha filhota mais nova tinha um gato que ia com ela para todo o lado. À noite, dormia aos pés da cama dela.
Hoje, ao chegarmos a casa, o gato lembrou-se de atravessar a rampa no preciso momento em que o meu marido estacionava o carro para nos deixar em casa antes de ir para as aulas.
Sinceramente não sei quem ficou pior...
Eu cá vou ver aquela imagem horrível durante muito tempo...
Quando no vosso emprego vos disserem que vão mudar de serviço logo que chegue a ordem de serviço, não se precipitem a empacotar as vossas coisas.
É que a ordem de serviço pode demorar e depois é o bom e bonito...
Há duas semanas que aguardo a "guia de marcha" e desde essa altura que tenho tudo empacotado.
Imaginem o trabalho quando preciso de algum processo para trabalhar.
Já agora, falta muito tempo para o ano acabar? É que estou farta de 2010.
Eu sei que o ano que vem aí é bem capaz de ser pior mas há sempre a esperança que possa ser melhor que este.
E, apesar de eu saber que nesta sala de estar costumam estar refastelados alguns amigos de caminhada que não gostam do Natal, a verdade é que eu estou a precisar de algum espírito natalício para ver se animo. E nada melhor que a música.
E nos tempos de crise a letra até que é apropriada. Vamos lá viajar até ao ano de 1984 e ver se conseguem identificar quem aparece. A maioria continua a cantar e a vender mihões...
Como é que eu passo de caixotes para espírito natalício é que eu gostava de saber. Devo estar mesmo mal...
Que faz um frio desgraçado e que só me apetecia estar enroladinha numa manta bem macia, em frente à lareira (o que neste momento não dá muito jeito porque já fiz lá o presépio), a beber uma bela chávena de café e a ouvir música bem calma, como esta:
Mas como tal não é possível, resta-me ligar o aquecedor no gabinete e tentar terminar um relatório que já vai na sua 32ª página...
O P. que tem um sentido de humor negro, decidiu alegrar-me o dia e enviar-me um mail com uma provocação.
Começando por dizer que estava descansado porque eu não teria coragem de fazer um post sobre o assunto (vê-se logo que não me conheces), e tendo o cuidado de realçar que apenas queria que eu desse uma boa gargalhada (aí sim, conseguiste o teu objectivo), mandou-me a seguinte "pérola":
"As mulheres são como as batatas:
As novas... só DESCASCADAS!
As velhas... só a MURRO!"
Meu querido P., e aqui fala a experiência que a velhice me proporciona, as batatas a murro, quando bem confeccionadas, são bem mais saborosas. Aproveita-se tudo.
Afinal, tudo reside na arte e engenho de quem cozinha as batatas.
PS - Já agora, se tiveres mais pérolas destas podes enviar. Estou a precisar de dar uma boa gargalhada.
Fiquem com um velhinho tema da Senhora Diana Ross na voz de Beyoncé, para agradar a novas e velhas...
"Suponho que entender-me não é uma questão de inteligência
mas, isso sim, de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."
Clarice Lispector
Hoje tive oportunidade de almoçar com aquela que é minha amiga há mais de 20 anos.
É daquelas pessoas que às 3 horas da manhã se mete dentro do carro e faz dezenas de quilómetros quando sabe que a amiga deu entrada no hospital.
É daquelas pessoas que chega junto de uma amiga e lhe diz umas boas verdades doa o que doer.
É daquelas pessoas que é capaz de estar numa tarde de sábado junto ao mar, encostada a uma amiga durante duas horas e onde o único som que se ouve é o bater suave das ondas na areia deslizante.
É daquelas pessoas que não se aproveita das fraquezas dos outros mas ajuda a transformar as fraquezas em forças.
Será uma das três pessoas que me conhece bem. Pertence àquele número restrito de pessoas que lê nos meus olhos. Que consegue entender e partilhar os meus silêncios.
Apesar de trabalharmos na mesma empresa, os nossos locais de trabalho são distantes pelo que praticamente só nos vimos quando ela tem alguma reunião na "casa-mãe" ou quando nos encontrámos num fim-de-semana.
Curioso foi o diálogo que se iniciou já no final do almoço, quando ela se virou para mim e disse:
- "Ni, és impossível. Conheço-te há mais de vinte anos. Estive todo o almoço a olhar para ti para saber o que se passa e ainda não consegui descobrir. Apenas sei que precisas de falar porque os teus olhos não brilham. Mas essa tua característica de conseguires ir para um mundo só teu, onde ninguém te descobre, é absolutamente irritante. Não existe ninguém que te consiga conhecer. A tua sorte é que te adoro".
Respondi com um sorriso.
Sei que sou assim. Mas, o que eu não lhe disse é que para ela saber essa minha característica, entende-me muito bem...
Ainda não entendi a relutância que as pessoas têm em falar da morte.
Ao contrário do que se possa pensar, falar da morte pode ajudar algumas pessoas a valorizar a vida.
É que, sinceramente, anda muito boa gente a perder tempo com coisas inúteis, com discussões fúteis, com afectos desgarrados.
Estão vivos e com uma saúde que vos permita viver com o mínimo de dignidade? Óptimo. Nem sabem a sorte que têem.
Têm amigos que se preocupam convosco? Que de quando em vez vos ligam só para ouvir a vossa voz? Preservem. É o tesouro escondido no arco-íris da vida.
Então aproveitem . Não desperdicem tempo.
Acima de tudo não deixem de dar afecto a quem vos é importante. Entreguem-se sem reservas. Os pequenos instantes de felicidade ocorrem quando nos entregámos.
Depois de uma noite de insónias e após ter estado quase duas horas numa fila de trânsito...
É preferível ouvir música bem alto, fazer de conta que estou sozinha numa pista de dança a dançar e a cantar que nem uma louca e não falar nas próximas horas!