quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Segredo!



Há tempos escrevi que gostava de ser alguém sem sentimentos. Seria uma forma de não sofrer.


Esta ideia, utópica eu sei, vai ganhando uma força imensurável dentro de mim.


Parece-me uma excelente capa. Nem que seja só a fingir. E eu, sou óptima a fingir.



Já Fernando Pessoa dizia:



O mundo é de quem não sente.

A condição essencial para se ser um homem prático

é a ausência de sensibilidade.


Qual é, para mim, a cena mais romântica?

Esta:

Pequenos recados!

Djinn, obrigado pelas fotografias do jantar da Póvoa.

Paulo Lontro, obrigado pelo almoço.

Abobrinha, obrigado!!!

Eu no final lambia!!!



Não me perguntem quem foi a autora desta frase fantástica, proferida por volta das 8.45 horas da manhã. Uma coisa vos garanto, não fui eu.


Por sorte, já tinha tomado o café, caso contrário ...


Constatação: não há nada pior que três quarentonas juntas!!!


Adenda:

Uma música de acordo com o estado de espírito de três quarentonas:







Ela é demais - Rick & Renner

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hoje é daqueles dias...



Daqueles dias em que não aguentei olhar para o computador.


Daqueles dias em que o meu dedo acariciava a tecla de "delete" no blogue e no talk.


Sou uma covarde! Essa é que é a verdade! já não tenho como desmentir esta constatação.


Decidi sair cedo do emprego.Tinha que desaparecer de mim própria.


Esvaziar a minha mente dos porquês que me têm assolado nas últimas semanas. Detesto, melhor, odeio ser assim.


Mas porque raio não tenho que assumir os actos das outras pessoas como sendo apenas "porque sim"?


Coloquei os headphones nos ouvidos e fui caminhar sem rumo definido, no meio do trânsito e da confusão.


Respostas? Continuo sem elas e continuo a querer saber porquê.


Já agora, fiquem com uma das músicas que me acompanharam no final da tarde.





LOVE OF MY LIFE - QUEEN

Obrigado!

À Storyteller e ao Lança pelos mimos que me ofereceram, a saber:




Reencaminho estes mimos para todos os amigos que convivem nesta sala de estar.


E, ainda, um obrigado muito especial à Djinn, à Cristina, ao Requiem e ao October que, e apesar de há cerca de dois meses a esta parte se depararem com o aviso "Desculpem mas não consigo falar", não desistem e todos os dias fazem questão de me fazer companhia no talk.

Pensamento da semana





É inútil obter por piedade aquilo que desejamos por amor.

Victor Hugo


Eu não denominaria de inutilidade mas de pura imbecilidade.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ai os decotes!!!



Passo a generalidade dos dias encerrada no meu gabinete e contacto com poucas pessoas. Pelo que, de uma forma geral, visto-me de forma descontraída.



Contudo, sempre que tenho reuniões preocupo-me um pouco mais com a minha apresentação.



Ora muito bem, como tivemos um fim-de-semana prolongado nunca mais me recordei que hoje era um dia repleto de reuniões.


Vai daí:


- Como foi uma noite de insónias lembrei-me de lavar a cabeça por volta das 3 horas da manhã e deitei-me a ler um livro.


Resultado: o meu cabelo de manhã mais parecia uma juba de leão.


- Não contente com isso, visto uma saia à anos 60 e uma blusa digamos que para o decotado.


Resultado: os meninos presentes nas reuniões pareciam mais interessados na vista do que em tratar dos assuntos que deram origem às reuniões.


Algo constrangida, perguntei à Pinxexa quando estávamos a almoçar se meu decote era muito pronunciado ao que ela me respondeu que não, pelo que fiquei um pouco mais descansada.
Eis senão quando, acabo de jantar e a minha filhota mais nova dá-me um abraço e diz-me: "Mãe tu hoje foste trabalhar toda bonita e sexy".



Fosga-se!!!


Mistério


Por vezes somos capazes de tomar atitudes que não imaginávamos poder assumir, levando-nos a questionar se, na verdade, somos assim ou se foi fruto do acaso.

Clarice Linspector escreveu:

"Eu sou um mistério para mim"


Já se surpreenderam com algum pensamento/acto vosso?

Será que, de facto, nos conhecemos bem? Ou haverá para além do nosso "eu" visível um outro que nos surpreende de vez em quando?


domingo, 3 de maio de 2009

Porquê casar? Não será mais simples viver juntos?



"Devia-se estar sempre apaixonado. É a razão pela qual nunca nos devíamos casar."
Óscar Wilde

Eis uma afirmação que nos obriga a reflectir. É óbvio que para quem nunca casou, ou se casou há pouco tempo, ou, ainda, para quem tem um casamento durante o qual ainda não tenha ocorrido uma “crise”, obviamente responderá que não está de acordo.

Mas a resposta será assim tão linear?

Será que é possível duas pessoas estarem casados 10, 20, 30 anos e mais e manter acesa a paixão? E o amor? E a amizade?

Admitindo que com o tempo a paixão se vai desvanecendo, será que fica o amor? Mas o que é isso do amor?

Será que fica apenas a amizade?

Sinceramente não tenho resposta pela simples razão que um casamento, durante o seu percurso, é envolvido por todos os sentimentos.

Isto é, creio que ao longo do casamento os parceiros sentem um conjunto de sentimentos que podem não ser cumulativos num mesmo período. Numa fase podemos sentir paixão, numa outra amor (seja lá o que isto representa), numa outra podemos sentir apenas amizade ou mesmo enfado e questionarmos se não estamos a perder tempo.

Quiçá, o ser humano é um ser complicado e com tendência para confundir sentimentos.

Mas o tema de hoje não é o amor (pelo menos directamente). Hoje vamos falar de uma instituição que dá pelo nome de casamento.



Em conversa com um colega que é casado há 28 anos, chegámos à conclusão que estar casado mais do que 10-15 anos é um verdadeiro estigma. Penso que não haverá nenhuma família que não tenha passado por um processo de divórcio. Ao longo de quase 20 anos desencadeei mais de uma centena de divórcios. Eu própria estou a “conviver” com um processo de divórcio algo complicado na minha família directa.

Mas, a verdade, é que os divórcios tiveram um aumento exponencial nos últimos cinco anos. E, segundo as estatísticas, a maioria ocorre em casamentos que duram 10-12 anos.

Será que se pode atribuir a “culpa” ao facilitismo? É que, hoje em dia, o divórcio “está à distância de um clic”.

Também, mas não só!

Para mim, mais importante que o facilitismo com que hoje em dia é possível fazer um divórcio, é a forma com que um casal encara o próprio casamento.

Eu explico:

Um casamento, legalmente falando, é um simples contrato. Com direitos e obrigações para ambas as partes. Mas as pessoas casavam a pensar no contrato? Excepcionando aqueles que casavam por interesse, a maioria não estava a imaginar que estava a celebrar um simples contrato civil que depende da livre vontade das partes.

Então, porque casavam?

Até meados dos anos 80 as pessoas apaixonavam-se e casavam-se. Objectivo: construir e partilhar uma vida em comum. Se bem que para a maioria das mulheres subsistisse um ideal romântico no casamento (não esquecendo a parte religiosa que ainda tinha alguma importância na altura), a verdade é que ambos partiam para o casamento com expectativas realistas. Sabiam que tinham que trabalhar para construir um projecto a dois. Mais, ainda, ingressavam cedo no mercado de trabalho. Tornavam-se independentes da família nuclear com 20-25 anos e, consequentemente, casavam-se cedo.

E hoje? Os objectivos são os mesmos? O casamento é encarado da mesma forma? Penso que não.

Vejamos:

Cada vez mais, os jovens têm dificuldades em iniciar uma vida independente. Estudam até tarde, têm dificuldade em ingressar no mercado de trabalho e é perfeitamente “normal” assistirmos a pessoas de 30 anos e mais a viverem dependentes dos pais.

Esta dependência económica tem efeitos nefastos porque os jovens começam a criar, inconscientemente, uma dependência emocional. Quando finalmente casam não estão preparados para as dificuldades que um casamento acarreta. Afinal, sempre que tinham uma dificuldade tinham o “amparo” da família nuclear ou dos amigos também eles com o mesmo tipo de experiência.

Também não será alheio o facto de a mulher hoje em dia ter ocupado na sociedade o lugar a que sempre tinha direito e, verdade seja dita, não aceita com passividade o que outras aceitaram em tempos idos. Porque tem outro tipo de educação e postura e, não menos importante, porque a maioria mantém já uma independência económica em relação ao parceiro.

Tudo isto é verdade. Mas não serão as únicas razões.

Sob pena de me chamarem de cínica, muitos dos jovens não vêem o casamento como um projecto a dois.

Parece-me que, pelo contrário, associam o termo “casamento” não a um contrato, não a um projecto a dois mas….a uma festa de arromba e a uma boa lua-de-mel. Começam a tratar da "festa" com um ano, ano e meio de antecedência. Primeiro marca-se a "quinta", a florista, o fogo de artifício e a banda que vai tocar. E, como os pais geralmente pagam o casamento, é uma boa forma de juntar uma bela maquia para comprar um carro melhor. Nas vésperas pedem ao padre ou ao conservador e ficam aborrecidos quando estes dizem que estão ocupados.

Vamos ser claros. Hoje em dia a maioria das pessoas casa tendo presente que se não der certo existe sempre o divórcio. Assim, à primeira dificuldade, não se luta. Pede-se o divórcio.
E com isso dão a ganhar às inúmeras empresas criadas para fazerem festas de arromba para comemorar o.... divórcio!

Queriam mais uma prova?




Eu bem digo que estou a ficar velha, mas ninguém acredita.

Uma prova? Aqui vai ela:

Tenho vindo a dizer que este mês o blogue completa dois anos. Certo? Certo!

Que para comemorar quero alterar algumas coisas. Certo? Certo!

Ora muito bem. Fiquem com esta:

O Blogue foi criado no dia 16 de Abril de 2007, com o seguinte post:




Este é, essencialmente, um blog de amigos.

Um espaço para trocar ideias e sentimentos.

Partilhar alegrias e tristezas.

Afinal, é para isso que servem os amigos.




Portanto, o blogue já ccompletou dois anos de existência.

Podem-me dizer que raio vou fazer agora?


Cá para mim vou estar dois anos ausente até me recuperar...


sábado, 2 de maio de 2009

Vocês decidem!

Como sabem este mês o blogue completa dois anos.



A par da mudança que decidi encetar, pretendo alterar o meu "logotipo" (rosa).







Assim, os amigos que frequentam este estaminé é que irão escolher a minha nova imagem de marca.



Aguardam-se as sugestões...

E agora isto...




Na maioria das vezes, uma boa conversa com uma amiga e uma longa noite de insónias fazem milagres.




Não serão os outros os únicos a ter a capacidade de ser indiferente. Eu também tenho... Não sei muito bem onde, porque a indiferença não faz parte do meu vocabulário. Mas todos os seres humanos que conheci conseguiram aprimorar essa faceta.



A conclusão lógica é que eu apenas tenho um atraso na minha educação afectiva. Mas não se trata de uma doença incurável...Basta colocar em prática o que aprendi com os outros.



Divirtam-se e bom fim-de-semana.



sexta-feira, 1 de maio de 2009

Só vos digo isto:

Estou cá com uma vontade de desaparecer...
Acho que cheguei ao limite!
Alguém me ensina o truque de fazer de conta que não estamos cá?
Agradecida...




"Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido."
Pablo Neruda


Hoje acordei com aquela sensação que detesto: a saudade!


Saudade que mais não é do que o nosso verdadeiro a eu a querer voltar.


Voltar às conversas sem nexo mas divertidas.


Às conversas longas mas verdadeiras.


Às conversas duras mas sentidas.




Mensagens

Arquivo do blogue


Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso