sexta-feira, 30 de maio de 2014

Fosga-se...


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Lembrei-me agora que faço hoje 27 anos de casada.
 
Para os entendidos são as "Bodas de Crisoprásio".
 
E, assim, paulatinamente, vou-me sentido uma ave rara... 
 
 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Divagação do dia...


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Norman Brown afirmou que toda a história do homem é um esforço para destruir a sua própria solidão.

Concordo com esta ideia.

Restringindo o sentido da frase às relações interpessoais eu diria que toda a história do ser humano é um esforço para encontrar “aquele(a)”.

Nessa busca incessante há aqueles que pensam ter encontrado na primeira tentativa.
Geralmente chegam à conclusão que afinal não era o(a) tal mas desistem de procurar.

Outros, pelo contrário, passam uma vida de opção em opção sem nunca encontrarem, mas sem nunca perderem a esperança de vir a encontrar.

Mas, pergunto: será que existe mesmo “aquele(a)”. Ou estaremos perante uma quimera que nos vai alimentando os sonhos?

Será que, para cada um de nós, existe algures o ser que nos completa?

Será que esta procura incessante é a responsável pelas nossas desilusões?

Será que esta procura incessante é a responsável por muitas vezes acabarmos sós?

Valerá a pena desistir de procurar?
 
 
E fiquem com uma das minhas músicas "fétiche". Os senhores "Housemartins".
 
 
* Post em modo "copy past" de um escrito em 2008
 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Maya Angelou



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"O preconceito é um fardo que confunde o passado,
ameaça o futuro e torna o presente inacessível"
Maya Angelou


Tive o prazer de "conhecer" Maya Angelou através do seu livro "Carta à Minha Filha", onde se pode ler:
 
 
"Dei à luz uma criança, um rapaz, mas tenho milhares de filhas.
Sois brancas e negras, judias e muçulmanas, asiáticas, hispânicas, ameríndias e esquimós.
Sois gordas e magras e bonitas e feias, homossexuais e heterossexuais, instruídas e iletradas, e estou a falar para todas vós.
Isto é o que tenho para vos oferecer."
 
 
Maya Angelou, militante activa dos direitos cívicos e com uma história de vida incrível e fascinante, morreu hoje aos 86 anos. 

Fica o exemplo notável de mulher e ser humano.
 

Reflexão do dia...



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Começo a entender porque razão anda muito boa gente a praticar a posição horizontal... andar na vertical dá muito trabalho...

terça-feira, 27 de maio de 2014

A propósito das eleições europeias...


 
 
... um simples comentário: temos os políticos que merecemos.
 
 
 
Nota - Para não ser mazinha, porque estou mais inclinada para afirmar que os nossos políticos ainda conseguem ser um pouquinho melhor do que os eleitores. Pelo menos defendem a "dama" deles...
 
 
 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nudez...



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"É muito mais honesto estar nu
do que usar roupas transparentes"
Erasmo

O despirmos a nossa alma e os nossos segredos mais profundos a uma determinada pessoa é, acima de tudo, um acto de confiança e de coragem.

Confiança porque acreditámos que essa pessoa merece que sejamos um todo e não pequenas partes.

Coragem, porque lhe estamos a confessar como nos pode destruir através dos afectos.

 
Mas a vida é um constante risco.
 
 
E estas últimas semanas provaram, uma vez mais, que sou totalmente incapaz de usar roupas transparentes...
 
 
E a música de hoje é esta porque a vida deve ser vivida com paixão...
 
 
Tenham uma grande semana.
 
 
 
Nota - Eis uma forma de justificar a minha ausência sem nada dizer 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Reflexão do dia...



Recebida por e-mail
 
 
 
 
Porque será que quando adultos há sempre um "e se..." e um "será..."?
 
É que se fica com a terrível sensação que quando adultos as emoções e os sentimentos são sempre condicionados.
 
Quanto à música, fiquem com outro dos meus temas "fétiche". É um tema de 1999 e o seu autor/intérprete faleceu prematuramente.
 

 

terça-feira, 6 de maio de 2014

O que a vida me ensinou...

 
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"Quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos,
ou melhor, além deles."
 
Clarice Lispector
 
Que gosto mais dos silêncios porque as palavras saem conforme as idealizamos e os silêncios conforme sentimos.
Que os silêncios não mentem, não criam expectativas, nem defraudam. E, acima de tudo, significam sempre algo.
Que gosto mais do "olhar".
Alguém disse que era o "espelho da alma", eu diria que que é o verdadeiro sentir que nos envolve.
No olhar não há mentiras nem subterfúgios. Não há fugas ou desculpas. Não há pretextos ou justificações.
No olhar há a verdade. Seja ela boa ou má.
No olhar há a inocência do sentir. A amargura da experiência.
No olhar há a serenidade da idade. A paixão da descoberta.
No olhar há o terminar de um sonho. O triunfo de uma conquista.
No olhar há o amor que queremos dar. A dor da invisibilidade.
No olhar há o carinho que nos desperta. A indiferença de quem magoa.
No olhar há o simples abraçar. A saudade infinita.
No olhar há o sol que nos aquece. O frio da ausência do calor humano.
No olhar há o verdadeiro "eu". O verdadeiro "sentir".
 
 
Esta semana servirá para recordar algumas das minhas músicas "fétiches". Aquelas em que "pára tudo que se vai ouvir...". Hoje é esta.
 
Tenham uma grande semana.
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Casota da Cadela...



Recordam-se de vos ter dito que a famelga tinha adoptado uma cadela que foi encontrada abandonada na rua com dois meses? Não? Não faz mal. Passemos à frente...
 
Pelos vistos a cadela é de raça pequena, tem medo de tudo e de todos, e só quer colo. Resumindo, com quatro meses é uma mimalha e já aprendeu a lição toda. De tal forma que conseguiu convencer o pessoal a dormir à noite no quarto da filhota mais nova.
 
O problema é que eu gosto de ter a casa arrumada e já me estou a passar com a quantidade de acessórios que passaram a existir no quarto da filhota.
 
Assim, chamem-me doida, mas a minha próxima empreitada vai ser esta:
 
 

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É claro que os meus conhecimentos sobre bricolage não me levarão à perfeição visível nas fotos mas que vou tentar fazer algo parecido, ai isso vou.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Quénia, verdadeiro paraíso para os homens...


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A decisão do Presidente do Quénia de aprovar a lei que permite a poligamia gerou uma onda de protestos de muitos sectores femininos o que obrigou o dito cujo Presidente, Uhuru Kenyatta de seu nome, a defender "  ... que o casamento «é a união voluntária de um homem e uma mulher, seja monógama ou polígama».
Pelos vistos a proposta inicial da lei previa que a primeira esposa pudesse vetar a escolha do homem, mas "... os membros masculinos do parlamento de vários partidos uniram-se para deixar cair essa alínea, conta a France Press". (notícia daqui)
 
Lendo as notícias nos órgãos de comunicação social, o destaque vai para o facto da presente lei só beneficiar os homens. Obviamente, digo eu. A lei regulamenta a poligamia e não a poliandria. Eu se fosse às mulheres quenianas mudava-me para os Himalaias, sei lá...
 
 
 
Nota - Devo confessar que até entendo os membros masculinos do parlamento queniano. É que se as suas mulheres decidissem ter vários homens teríamos muitos egos destruídos!
 
 
 

Sabem o que é mesmo frustrante?


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É não sermos reconhecidos na entidade onde exercemos funções há décadas, (pois, para mim são quase três), e vermos o nosso trabalho valorizado por outras entidades que quase diariamente pedem a nossa opinião.
 
A vida é cheia de possibilidades frustrantes...
 
 
 
 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quando o local de trabalho dá cabo da nossa saúde...

 
  
Sou daquelas pessoas que gosta de trabalhar em equipa e de reuniões de trabalho. Talvez, quem sabe, por ter uma profissão algo solitária.
 
Mas sempre lutei por ter o "meu espaço". Sempre defendi que se passo 8 a 10 horas a trabalhar,(cheguei a trabalhar 14-15 horas e sem ganhar mais por isso), e se a minha função é elaborar pareceres, tenho que estar concentrada e atenta, para além de ter que me sentir bem e estar rodeada de objectos que me façam sentir em "casa".
 
E, na verdade, com mais ou menos dificuldades, sempre consegui ter o meu espaço. Um local onde colocava uma ou duas plantas, um local onde colocava nas paredes os quadros que as minhas filhas iam pintando, um local onde me conseguia concentrar, um local onde me sentia bem por chegar.
 
Até que, em 2009, o meu anterior chefe decidiu que eu ficava melhor com outro colega. Um óptimo colega, excepcional a todos os níveis diga-se, mas que tinha uma função bem diferente da minha. Enquanto eu tinha que fazer pareceres intermináveis ele tinha que passar meio dia ao telefone e a receber pessoas. Escusado será dizer que a dificuldade de me concentrar era imensa. Chegava no final do dia completamente exausta.
 
Um ano depois, por razões que agora não interessam, pedi para sair. No novo departamento o sistema é de open space com cubículos. Durante dois anos lutei para que alterassem o sistema porque as funções que exercemos não é compatível com aquela opção.
 
Valha-nos os santinhos... , mas um serviço que tem como missão fazer auditorias, inquéritos e processos disciplinares e que obriga aos seus funcionários um dever de sigilo rigoroso, é incompatível com a existência  de cubículos em open space onde se confundem os serviços administrativos com os serviços técnicos. Já para não falar dos problemas de desconcentração o que gera, inevitavelmente, problemas de produtividade.
 
Há que saber adequar os locais de trabalho às funções que são exercidas (porque em determinadas funções o sistema de open space até poderá ser o mais adequado)
 
Vem agora um estudo publicado  na revista "Visão" dizer o que defendo há muitos anos:
 
" Os escritórios em open space, ou seja, com estruturas abertas, ou subdivididos em cubículos, podem ser os piores quando se trata do bem-estar e produtividade dos funcionários... O pensamento comum é que os funcionários serão mais felizes e mais produtivos se trabalharem juntos, em vez de separados por paredes de escritório reais. Só que não são!" esclarece um membro da Fast Company, uma imprensa que  inspira a nova geração de líderes, inovadores e criativos, que estão a reinventar ativamente o futuro dos negócios. " A grande maioria dos trabalhadores, presos em cubículos e espaços de escritórios abertos, estão insatisfeitos com os seus ambientes de trabalho; muito mais do que as pessoas que trabalham diariamente em escritórios privados fechados."
 
O mesmo artigo elenca de que forma o trabalho num escritório pode prejudicar a saúde e a felicidade dos funcionários:
 
Assim, os funcionários que trabalham em open space podem ter:
 
- altos níveis de stress e menos motivação
- níveis mais altos de adrenalina, que é uma resposta do corpo ao stress
- maior susceptibilidade a ficar doente devido à facilidade de transmissão e da qualidade do ar que respira
 
É comum dizer-se que um dos maiores problemas do nosso País é ter uma fraca produtividade.
 
Eu digo, um dos maiores problemas do País é ter entidades patronais que não sabem adequar os locais de trabalho às funções específicas que os trabalhadores exercem.
 
 
Ver artigo completo aqui


domingo, 27 de abril de 2014

Porque hoje me apetece dizer isto...


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Há grandes homens que fazem todos os demais
sentirem-se pequenos.

Mas a verdadeira grandeza consiste em fazer
com que todos se sintam grandes.

Charles Dickens

No dia em que terminei a quarta classe os meus pais levaram-me ao Palácio de Cristal no Porto para jantar. Naqueles tempos só se jantava fora em casamentos, baptizados e afins. O dinheiro não dava para "luxos" como jantar fora.

Recordo-me que eu e a minha irmã do meio até tivemos direito a sobremesa. Isso, sim, um verdadeiro luxo só ao alcance de alguns.

No final, imaginem, ainda tive direito a uma prenda.

Agarrei com ansiedade o embrulho castanho com um laço vermelho. Demorei séculos a desembrulhar...como se estivesse a saborear cada pequeno rasgão que ia dando no papel. Afinal, só recebia uma prenda no dia de anos e outra no Natal.

Era um livro. "Grandes Esperanças" de Charles Dickens que guardo religiosamente.

O meu pai olhou para mim e disse:

- "Hoje, quero que retenhas duas coisas: a primeira é que nos orgulhámos de ti. A segunda é um valor que te gostava de transmitir e que está reflectido no livro que te damos. A nobreza de um homem vê-se em duas situações: na maneira como se levanta após uma queda e na forma como trata quem está fragilizado."

Este episódio da minha infância permitiu-me enfrentar o dia de amanhã.

E a música é esta. Gosto de acreditar que o meu pai é o meu Sunshine  que aparece quando as nuvens estão negras...


Nota - Post em modo "copy past"

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril...sempre!



Imagem daqui



Tinha nove anos.

 
Estava nas aulas quando vieram avisar a professora de que tínhamos todos de ir para casa. Tínhamos que ir rápidos e sem falar com ninguém.

 
A imagem que retenho é de me estar a aproximar de casa e ver a minha mãe na janela do quarto a dizer para ir mais depressa.

 
Cheguei a casa. A minha mãe olhou para mim e disse-me: "Filha, se tudo correr bem, o pai vem para casa."

 
Não retirámos os olhos da televisão sempre à espera de ver a cara dele à saída daqueles portões.

 
Só o veríamos no dia seguinte.

 
Hoje, com 49 anos de idade posso dizer:

Nasci antes de ser implementada a democracia.

 
Vi nascer a democracia.

 
Vibrei com os sorrisos das pessoas no primeiro acto eleitoral pós 25 de Abril.

 
Assisti à união dos portugueses para manter a democracia.

 
Trabalho desde os 16 anos de idade.

 
 Partilhei os sacrifícios quando da intervenção do FMI em 1977 e em 1983.

 
Convivi, nos últimos anos, com o egoísmo, o individualismo, a ausência de ética profissional, a falta de "coluna vertebral", a ignomínia, a corrupção, a cunha, a protecção e a elevação de "boys e girl´s" em detrimento da qualidade profissional.

 
Hoje, vejo a ausência de esperança no olhar das pessoas.

 
Hoje, este não é o País pelo qual o meu pai e milhares de portugueses lutaram.

 
Hoje, como antes do 25 de Abril, este tema é apropriado.
 
 

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso