Como tem vindo a ser habitual desde que a minha vida deu uma enorme volta, os meus fins-de-semana resumem-se a ir trabalhar, a ficar em casa ou ir para casa dos poucos amigos que ficaram.
Esta semana é em casa desses amigos. Mas como gostamos pouco de trabalhar... é isso mesmo que estamos a fazer.
Vou ouvindo a música do post anterior (em modo repeat), enquanto faço um relatório de um processo disciplinar (que rica sorte)!
Pausa para um café e para viajar até aos vossos blogues.
A música? A do post anterior (acabei de confessar à minha amiga que quero esta música a tocar quando for desta para melhor).
Imagem de Avinash Lodhi (fotógrafo indiano) - retirado da net - notícia aqui
A música de hoje? Um dos meus grupos "fétiche" desde o momento em que a minha primeira paixão assolapada me ofereceu o disco quando fiz 14 anos (e não gozem, foi uma paixão que durou até aos 18 anos...fosga-se...)
I see the lonely road that leads so far away,
I see the distant lights that left behind the day But what I see is so much more than I can say And I see you in midnight blue.
I see you cryin' now you've found a lot of pain, And what you're searchin' for can never be the same, But what's the difference cos' they say what's in a name. And I see you in midnight blue.
I will love you tonight,and I will stay By your side, lovin' you, I'm feelin' midnight blue.
I see you standing there far out along tha way, I want to touch you but the night becomes the day, I count the words that I am never gonna say And I see you in midnight blue.
Can't you feel the love that I'm offering you, Can't you see how it's meant to be, Can't you hear the words that I'm saying to you, Can't you believe like I believe, It's only one and one it's true Still I see you in midnight blue.
I see beautiful days and I feel beautiful ways Of loving you,everything's in midnight blue.
Adenda às 22 e qualquer coisa: A cantar esta música aos berros porque estou com um tau do caraças....pior do que o temporal que está lá fora...
Às 8.10 h, mais ao menos, chego ao meu "estaminé". Saio por volta das 19.30 h (quem não tem mais nada que fazer, trabalha). São muitas horas mas aguento bem.
Agora, o que já não aguento tão bem é, de um lado, estar todo o dia a ouvir máquinas a perfurar terreno que me fazem questionar quando a minha rica secretária vai parar a cerca de 10 metros de profundidade, e, do outro lado, vou ouvindo esta música que acompanha uma aula de zumba no meio da rua. Uma festança portanto.
As insónias não ajudam... e quando dou por mim lá estou a dizer
"Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor, Eu só quero amar você, E quando amanhecer eu quero acordar... Do seu lado."
Se ainda falássemos, nem imaginas o que tinha para te dizer.
Parece que nos últimos quatro anos alguém se lembrou de trabalhar exclusivamente na minha estrada da vida, tantas foram as mudanças, as dúvidas, as frustrações, as desilusões e os medos...
Se ainda falássemos, provavelmente não chegaria uma vida para colocar a conversa em dia.
Na verdade, nunca chegávamos a acabar uma conversa porque um de nós lembrava-se de dizer uma tolice qualquer que acabava tudo numa gargalhada.
Se ainda falássemos, provavelmente não tínhamos nada para falar.
Os silêncios bastavam...
A música de hoje? A que mais dancei na minha juventude, nos famosos bailes de garagem...
Poucas, ou ele não estivesse rodeado por 5 portistas fervorosas (mulher, filhas, cadela e gata - sim, que no ato da adopção das meninas de quatro patas foram alertadas que a fidelidade ao FCP não se questiona).
Portanto, posso bem com um "mouro" em casa mesmo depois das filhotas terem já saído de casa (sempre tenho a cadela e a gata para fazer maioria).
Mas o caso muda de figura quando no dia dos namorados, sim, aquele dia ao qual ele não liga nenhuma e eu pouco ligo, ele se lembra de dar um pulinho até Lisboa para se juntar a outros "mouros" deixando a namorada a comemorar o dia vendo o Rosewood.
E não vale de nada vir a RTP pedir desculpa à Maria e afins. Devia era pedir desculpa por hoje não dar o FCP. Em sinal de protesto vou ver o Fox Life... ou a Fox...ou o AXN...ou...
Dançar esta música...sozinha... mas o que é não podemos fazer sozinhas?
"Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar... Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado.Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre..."
Bob Marley
As pessoas da minha geração, (não estou a falar dos "velhos do Restelo" mas dos que nasceram antes do 25 de Abril mas que tiveram a sorte de viver o final da infância em liberdade), viveram numa altura em que a música portuguesa era aquela que mais passava na rádio.
Um tempo onde não existia "youtube", MTV e afins.
Um tempo onde apenas existia um canal de televisão (RTP) que tinha inúmeros programas de variedade com artistas portugueses.
Um tempo em que a principal companhia era a rádio porque a maioria ainda não tinha televisão em casa.
Um tempo em que não existia a FNAC ( pelo que a música importada era por encomenda - a minha sorte é que me dava bem com o gerente da extinta Philcolândia e lá arranjava em primeira mão alguns discos vindos de fora).
E foi desta forma que, pela primeira vez, ouvi este senhor. Ainda me lembro da letra... e bem que podia sero tema da minha vida, porque apesar de estar cada vez mais "velha", continuo a correr contra o vento... apesar do desalento e do cansaço. Há algo dentro de mim que apesar de tudo não me deixa desistir. Deve ser a minha famosa mania da contradição...