Motivo de “castigo exemplar” (?!) à conta do princípio saloio bem português de “quem se lixa é a arraia-miúda”.
Mas, pergunto eu, (desculpem lá mas estar de férias dá-me para fazer perguntas tolas): porque raio é que ao fim de quatro dias já temos duas medalhas, vários 4ºs e 5ºs lugares e não se fazem as parangonas na comunicação social.
Porque razão estes atletas, que sabem como ninguém ultrapassar barreiras e que encarnam o verdadeiro espírito olímpico, não merecem a mesma atenção da comunicação social (salvo honrosas excepções)?
De facto, ao pé daqueles atletas, somos mesmo pequeninos….
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
O silêncio dos montes interrompido pelo sussurrar do rio que corre sem olhar a obstáculos.
Eis a minha companhia nos últimos dias. As saudades de casa são muitas mas precisava de descansar.
Assim ficarei por mais alguns dias, a recuperar a força anímica que, aos poucos, foi desaparecendo.
Aos amigos que se têm preocupado comigo e com a minha ausência, e que não deixam de falar comigo diariamente, obrigado.
A minha querida Amiga Cristina colocou um post a propósito das relações que se criam através da Internet e que "acabam por unir pessoas que, de outro modo, nunca se encontrariam".
Não poderia estar mais de acordo com ela.
E, por isso,
Sou daquelas pessoas que não consigo estar sem estar. Quero com isto dizer que quando me envolvo em algo é por inteiro. Como consequência, quando tenho que cortar com algo tem que ser um corte total e definitivo.
Vem tudo isto a propósito da necessidade que sinto em me afastar. Penso que já não tenho mais nada para dar.
Mas, e voltando ao post da Cristina, como cortar com pessoas que já são tão importantes para nós? Não sei. Tão simples quanto isto. Já tentei uma série de vezes e volto sempre.
Se me perguntarem, neste momento, o que vou fazer não sei responder. Se me perguntarem qual é a minha intenção direi que vou fazer uma pausa sabática. Quanto tempo vou aguentar? Um ano? Um mês? Uma semana? Um dia? Também eu gostaria de saber...
Não são os teus olhos, a tua boca, as linhas do teu rosto, nem o teu corpo sedutor. É mais do que a tua imagem. São os teus pequenos gestos, os teus silêncios, as tuas palavras sábias, a tua partilha, o teu olhar que me acaricia, os teus sonhos, a tua entrega, o teu ser. é a tua alma que tão bem toca na minha. Para além do Homem, do Amigo, do Amante... o meu cúmplice.
Gostava de ter sido eu a escrever. Por vezes, as palavras que queremos dizer escapam por entre o turbilhão de sentimentos...
Obrigado Amiga por me deixares publicar algo tão pessoal.
Tenho que confessar que muitas vezes os temas que abordo são a sequência lógica dos comentários que os meus amigos vão deixando neste cantinho.
A propósito do pensamento para o fim-de-semana, o Pensador focou um ponto interessante. Afirmou ele que, e cito: “Muitas vezes pedimos alguém que nos entenda mas no fundo não queremos nada ser entendidos”. Será mesmo assim?
Vejamos:
Em tom de brincadeira, mas que assume uma verdade insofismável, eu costumo dizer que ninguém procura os advogados para evitar problemas. Nem, sendo um pouco mais radical, para resolver os problemas. Pelo menos não no sentido comum.
De facto, em quase 20 anos na área do direito criminal, posso com alguma legitimidade afirmar que mais de 80% das pessoas que defendi apenas queriam alguém com quem “partilhar” os seus problemas. No subconsciente dessas pessoas passará, quiçá, a ideia de que partilhando os problemas deixarão de existir, ou, no mínimo, serão mais fáceis de enfrentar.
Mas na partilha que ansiosamente procuram eles também querem ser entendidos.
Querem que alguém entenda porque fizeram algo que está errado. Ou, quando eles próprios não conseguem encontrar uma justificação plausível para um acto e procuram desculpabilizarem-se com razões incoerentes e ilógicas, querem que alguém partilhe dessa irracionalidade.
Desde aquele que praticou um mero ilícito contra-ordenacional, até aquele que roubou, violou ou matou, todos eles acabam por partilhar quase toda a sua vida. Mesmo que não tenha nada a ver com o caso. É como uma expiação que os fazem sentir mais humanos. Mas, para isso, têm que partilhar. Para isso, têm que saber que a outra parte os entende (mesmo que aparentemente).
Tudo isto para dizer o seguinte:
Quando pedimos a alguém para nos entender, o que queremos é partilhar. E, quando do outro lado está alguém disposto a partilhar, estamos, de facto, a ser entendidos porque era isso que desejávamos nesse momento.
O que a experiência da minha vida me tem demonstrado é que sou muito boa a partilhar.
Uma das minhas paixões era a dança. Digo era porque desde que casei nunca mais dancei. A minha cara-metade não gosta. Mas voltemos aos bons velhos tempos. Os meus amigos já sabiam que não valia a pena marcar comigo qualquer outra saída ao fim-de-semana que não fosse para discotecas. Ora, um dos temas que fez furor naquele tempo tinha como intérprete Paul Mazzolini. Provavelmente pelo nome ninguém conhece. Mas se eu disser que ele adoptou o nome artístico de Gazebo, os cotas como eu de certeza que já sabem de quem estou a falar. Era a loucura dos anos 80.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Cristina, minha Amiga, só para que conste, acabaste de ser a minha 14.000 visita.
Como todos os ditados populares, este encerra em si mesmo a sabedoria popular. Mas, na realidade, como é que hoje encarámos esta realidade?
Há poucos dias, no meio de uma conversa, surgiu este tema.
Será, de facto, possível uma relação dar certo se entre o casal existir uma grande diferença de idades? E o que é que se deve considerar “grande diferença”? 5? 10? 20 anos? Mais anos?
E será que somos mais, ou menos, compreensivos quando o membro do casal mais velho é a mulher?
A este propósito li há poucos dias um texto que dizia, o seguinte:
“ Ver casais com grande diferença de idade converteu-se em algo até habitual. É uma situação que já não é mais escondida... é um amor exibido igual a qualquer outro.
Os casais com grandes diferenças de idade, apesar dos problemas que enfrentam, são capazes de desfrutar de uma paixão e de uma felicidade incalculável. O par acaba por sair beneficiado e enriquecido com a consciência e a maturidade do membro mais velho, e da força e vitalidade do mais jovem, que actua como motor da relação.
Casais assim sempre foram conhecidos. Antigamente, eram fruto da negociação de casamentos entre famílias tradicionais. No entanto, na actualidade a realidade é outra. Formam-se porque os parceiros assim o desejam...
Quando ele é o mais velho:
Resulta a opção mais comum dentro dos casais com diferença de idade. De facto, começam a ser totalmente aceites pela sociedade. Mas o importante na situação em que o homem é o mais velho, não é sua aceitação, mas descobrir porque razão procura alguém mais novo.
Os homens maduros buscam numa mulher jovem a possibilidade de seguir a vida com plena intensidade. Precisam sentir que ainda podem desfrutar ao máximo de tudo o que lhes rodeia. Ao contrário, as mulheres jovens, geralmente, buscam num homem maduro a protecção que na infância não sentiram pela ausência da figura do pai ou de recursos financeiros.
Quando ela é a mais velha:
Enquanto as relações nas quais o homem é o mais velho são, geralmente, bem aceites, o mesmo não se pode afirmar quando é a mulher que é a mais velha.
De facto, é normal provocar comentários maliciosos que se centram nos possíveis benefícios sexuais que obteria a mulher em troca de seus recursos económicos.
No entanto, um homem jovem pode fazer uma boa escolha focando-se numa mulher madura. Elas sempre são mais cálidas, tolerantes e estáveis que as mulheres jovens.
A mulher madura tem a experiência necessária para saber que não existe e nem espera o homem perfeito. Conhece suas falhas e aceita-os. Não espera que seu parceiro se vá converter num príncipe dos contos de fadas. Isto contribui para uma maior segurança para os homens, que buscam na mulher madura o calor, entendimento e amor”.
Confesso que não tenho uma ideia sólida sobre o assunto. Porquê? Porque o mundo dos afectos, das relações, não tem regras, normas ou dogmas.
Acredito que seja possível uma relação dar certo, apesar da existência de uma grande diferença de idades entre os membros do casal. Dependerá das verdadeiras razões pelas quais o casal se formou e os pontos fortes que dão consistência à relação. Mas, na mesma proporção, tenho sérias reservas.