terça-feira, 29 de julho de 2008


S. Brown escreveu que "todos os dias recebemos pedras. Mas o que construímos com elas? Uma ponte ou um muro?".



Depende dos dias, acrescento eu.



Hoje, em particular, quero construir um muro intransponível.



Um muro que me proteja do cansaço.


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Oh sua besta, mas alguém se esquece de entrar de férias?

Conhecem alguém que se tenha esquecido que entrava de férias?

Pois passaram a conhecer.

Não é que entrava hoje de férias? E não é que me esqueci?!?!?!?!?

Consequências? Bom, por conveniência de serviço terei que ficar até sexta-feira a trabalhar. Das 3 semanas de férias que tinha, fico com duas. Nada mal...

Não ando mesmo bem...


Adenda às 17.14 :

Como se não bastasse a minha bestialidade, começo a semana a fazer um parecer sobre exumação de cadáveres.

Sozinha neste gabinete, com a minha pinxexa de férias, o talk abandonado, bom, se não der em doida desta vez garanto-vos que não há doença psiquiátrica que me pegue.


Adenda às 19.05:

A esta hora o parecer ainda vai a meio. Conclusão: levo trabalho pela noite dentro.




domingo, 27 de julho de 2008

Inconstâncias..


Um dia alguém me disse que estava há muito tempo na solidão.


Sinceramente, não penso que seja uma pessoa solitária. Pelo contrário, gosto de estar com o "outro". Estar com o outro entendido como convívio com as pessoas que gostamos, com as pessoas com quem nos sentimos bem. Por mim teria a casa sempre cheia de "outros". Gosto de ver os sorrisos. Gosto de ouvir as gargalhadas. Gosto de partilhar as lágrimas das tristezas dos "outros". Gosto de ser a confidente, a amiga.


Mas gosto da solidão...


Tal como o Solo disse, a solidão dá-me a liberdade para pensar, para reflectir.


Mas, essa mesma solidão dá-me liberdade para sonhar, para fugir.


Essa mesma solidão dá-me as forças para lutar contra o inevitável.


Tal como Clarice Lispector escreveu: " A minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite".


Daí, talvez, as minhas inconstâncias (eu disse que iria falar nisto).


Daí, talvez, a dificuldade que as pessoas têm para compreender as minhas "fugas".


Daí, talvez, a dificuldade de viver comigo. Não é fácil, admito.


Há poucos dias alguém me disse que não aguentaria por muito mais tempo as minhas "inconstâncias".


O que responder a isto? Não tenho resposta.
Tão simples quanto isto.
Apenas sei que, por muito que tente, sou assim, nem mais nem menos.





Build - Housemartins

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Infidelidade II



O que se passa? Pensavam que o inquérito terminava ali? Nem pensem nisso.

É que é fácil dizer o que queremos do outro. Mas, e nós?

Qual é a nossa postura?

Seguimos a máxima: "Não olhes para o que faço, faz o que digo"?

Ou, pelo contrário, apenas exigimos ao outro o comportamento que temos para com ele?

Vamos ver....


Nota - Convém responder às duas questões que são colocadas



Daqueles dias...



Que tema vou falar hoje?

Sei lá.

São daqueles dias.

Os tais em que te levantas já cansada e olhas para a cama, te recordas do aconchego do calor de outro corpo e pensas que ela é a melhor cama do mundo.

Os tais em que olhas para o espelho e pensas que a sucessão dos segundos estão a fazer mazelas na tua cara.

Os tais em que olhas para o armário e te questionas onde raio andavam os teus neurónios para comprares aquelas peças.

Os tais em que chegas ao bar para tomar o pequeno-almoço e te perguntam o que queres e olhas para a pessoa pensando que está doida. O que eu quero?

Quero voltar para a melhor cama do mundo.

E ainda falta uma semana...





Midnight Blue - Electric Light Orchestra



A música, essa, é uma das minhas top ten (experimentem dançar esta música com a vossa cara-metade e depois digam qualquer coisa)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

Obrigado Amigo

Há tempos referi que existem pessoas e atitudes que nos marcam para sempre, pela positiva.

Mesmo que um dia decida deixar o mundo dos blogues, levarei comigo duas certezas: a primeira é que me permitiu conhecer pessoas absolutamente extraordinárias e únicas, a segunda é que nunca me arrependerei de ter entrado neste mundo.

O meu post anterior foi simplesmente um desabafo mas, pelos vistos, deixou uma pessoa preocupada. Não pretendia isso.

A única coisa que te posso prometer é que vou tentar sempre como as Primaveras (recordando aquele pensamento da Cecília Meireles). Deixarei que me cortem para poder voltar sempre inteira.


Sadeek, nunca esquecerei a tua atitude.

Obrigado.

Um beijo

À Senhora Auto-Imune


Vou-te dar uma novidade.

Sei que és mais forte do que eu.

Sei que a minha probabilidade de ganhar é ínfima.

Sei que, faça o que fizer, não me vais deixar em paz.

Mas não penses que é mais uma infecção e mais uma noite de insónias que me vai fazer perder tempo a pensar em ti.

Não penses que me derrotas sem luta. Mais, ainda, não penses que te valorizo. A minha indiferença é a melhor arma que tenho e não prescindo dela.


Nota - Peço desculpa mas este post trata-se de um mero desabafo pelo que não abri a comentários.




Wonderful Tonight - Eric Clapton

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Infidelidade...



A maioria decidiu:

Prefere saber pela (o) companheira (o) que foi traída (o) e não perdoam a traição independentemente das circunstâncias.

A maioria decidiu, está decidido (confesso que, desta vez, faço parte da maioria).

Deixo-vos para simples reflexão um extracto de um trabalho realizado pela psicóloga clínica brasileira, Katia Cristina Horpaczky, sobre a traição.

“ Na maioria das vezes, a traição acontece quando o relacionamento não atinge mais as expectativas. A pessoa trai porque está em busca de algo mais que a relação não esta oferecendo. É nessa fase que o diálogo entre o casal quase não existe....

(...)

Essa atitude pode provocar no parceiro que traiu um sentimento maior de dor e remorso.

É muito difícil suportar a infidelidade, a dor de ser traído, de ser enganado. Por isso, há a dificuldade de perdoar e superar o ocorrido.

(...)

Vale a pena continuar o namoro após uma traição?

Diante da constatação da traição, vale a pena, antes de tomar uma medida precipitada, de ter uma crise nervosa, conversar com o parceiro e esclarecer toda a situação. Se a traição aconteceu, é porque algo não vai bem na relação, está faltando alguma coisa.

A pessoa traída não deve nesse momento se sentir culpada e nem vítima da situação. O mais importante agora é descobrir o que levou o seu companheiro a agir dessa maneira. Escute o que ele tem a dizer e faça uma avaliação da situação, se vale à pena continuar ou não.

É muito difícil perdoar uma traição. Perdoar ou não depende de cada pessoa ou do tipo de relação que existe. Caso a decisão seja por perdoar e continuar o namoro, não relembre o assunto a cada discussão. Usar a traição sempre como arma em outras discussões só trará desgaste para a relação. Perdoar é esquecer.

Se não houve esquecimento, não houve perdão. Então, o melhor a fazer é terminar o relacionamento.

Homem trai mais que mulher? Por quê?

O que acontece é que os homens idealizam a mulher perfeita em todos os aspectos, e as mulheres desejam um homem que as ame, apoie e as ajude, colocando assim muita expectativa na relação o que pode gerar muita frustração e decepção, facilitando a traição. Homens e mulheres lidam com a questão da traição de formas distintas.

De uma forma geral o homem trai mais. Pode ser por questões ligadas ao sexo, por uma forte atracção física, uma oportunidade inesperada e imperdível ou até mesmo por puro exercício de masculinidade.

(...) podemos dizer que geralmente a traição masculina não está ligada ao amor, raramente tem relação com questões afectivas e emocionais. No entanto a mulher quando trai, é por que de alguma forma a relação não vai bem, não a satisfaz, a motivação para a traição está mais ligada ao amor e ao afecto. Pode também haver a traição por vingança, por sentir que está sendo passada para trás.

(...) "

domingo, 20 de julho de 2008

Afónica? A minha cara-metade agradece



Imaginem estar a apresentar um Festival de Folclore ao ar livre. Até aqui, tudo bem.

Imaginem agora estar a apresentar o historial de um rancho folclórico (é o normal, certo? Antes de entrarem fazem-se as apresentações).


Agora, imaginem que os membros desse grupo, sem mais nem porquê, decidem avançar, antes da altura devida, com os adufos, as concertinas, os ferrinhos, os cavaquinhos e afins, a acompanhar aquelas vozes femininas bem preenchidas de agudos elevados ao máximo.

O que acontece? A apresentadora tem que elevar a voz para se fazer ouvir (ela está lá precisamente para isso. Ou não ?!).

Consequências?

Consequência n.º 1 - a apresentadora fica afónica.

Consequência n.º 2 - no próximo sábado a apresentadora não sabe se vai ter voz para apresentar a 2ª parte do espectáculo.

Consequência n.º 3 - a cara metade da apresentadora agradece o súbito silêncio. Até porque, está a ficar cansado das inconstâncias (esta das inconstâncias dará para um post mas ainda tenho que recuperar).



quinta-feira, 17 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008


Este ano não tem sido fácil (e ainda só vamos a meio).

Para além do cansaço natural resultante de um trabalho que me ocupa uma média de 12/14 horas diárias, este ano tem sido pródigo em desafios e obstáculos constantes.

Da ansiedade de saber o veredicto de uma biopsia, passando por decisões profissionais que alteram 20 anos de carreira e conflitos existenciais, tudo tenho tido que enfrentar. Carga pesada para seis meses.

Confesso que ontem, por algo insignificante é certo, pensei seriamente em terminar com o blogue. Como diria o anúncio esteve na distância de um "clic".

Quando, emocionalmente, o ser humano se encontra fragilizado mesmo a emoção mais insignificante é exponencialmente valorizada.

Prestes a concretizar a decisão que já se estava a formar, dei por mim a percorrer alguns comentários que neste e noutros blogues alguns dos meus amigos trocaram comigo.

Tive que parar para reflectir.

Cheguei à conclusão que só aguentei estes seis meses muito por "culpa" daqueles amigos.

Cheguei à conclusão que, de facto, “o melhor da vida é quando encontramos pessoas que saibam fazer de pequenos instantes grandes momentos.”

Eu tive grandes momentos à vossa custa.

Obrigado



When You Kiss Me - Shania Twain

terça-feira, 15 de julho de 2008




Há poucos minutos confessei à minha Amiga Djinn que precisava de uma lavagem cerebral.


E tenho que começar por algum lado.

Talvez se imponha uma paragem.





Quantas vezes questionámos o que queremos.


Quantas vezes perdemos o que queremos porque, apenas, chega tarde de mais...


Era preferível que nunca chegasse.


Victor Hugo dizia que passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos.


Será mesmo assim?









Every Breath You Take - Sting

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso