Que faz um frio desgraçado e que só me apetecia estar enroladinha numa manta bem macia, em frente à lareira (o que neste momento não dá muito jeito porque já fiz lá o presépio), a beber uma bela chávena de café e a ouvir música bem calma, como esta:
Mas como tal não é possível, resta-me ligar o aquecedor no gabinete e tentar terminar um relatório que já vai na sua 32ª página...
O P. que tem um sentido de humor negro, decidiu alegrar-me o dia e enviar-me um mail com uma provocação.
Começando por dizer que estava descansado porque eu não teria coragem de fazer um post sobre o assunto (vê-se logo que não me conheces), e tendo o cuidado de realçar que apenas queria que eu desse uma boa gargalhada (aí sim, conseguiste o teu objectivo), mandou-me a seguinte "pérola":
"As mulheres são como as batatas:
As novas... só DESCASCADAS!
As velhas... só a MURRO!"
Meu querido P., e aqui fala a experiência que a velhice me proporciona, as batatas a murro, quando bem confeccionadas, são bem mais saborosas. Aproveita-se tudo.
Afinal, tudo reside na arte e engenho de quem cozinha as batatas.
PS - Já agora, se tiveres mais pérolas destas podes enviar. Estou a precisar de dar uma boa gargalhada.
Fiquem com um velhinho tema da Senhora Diana Ross na voz de Beyoncé, para agradar a novas e velhas...
"Suponho que entender-me não é uma questão de inteligência
mas, isso sim, de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."
Clarice Lispector
Hoje tive oportunidade de almoçar com aquela que é minha amiga há mais de 20 anos.
É daquelas pessoas que às 3 horas da manhã se mete dentro do carro e faz dezenas de quilómetros quando sabe que a amiga deu entrada no hospital.
É daquelas pessoas que chega junto de uma amiga e lhe diz umas boas verdades doa o que doer.
É daquelas pessoas que é capaz de estar numa tarde de sábado junto ao mar, encostada a uma amiga durante duas horas e onde o único som que se ouve é o bater suave das ondas na areia deslizante.
É daquelas pessoas que não se aproveita das fraquezas dos outros mas ajuda a transformar as fraquezas em forças.
Será uma das três pessoas que me conhece bem. Pertence àquele número restrito de pessoas que lê nos meus olhos. Que consegue entender e partilhar os meus silêncios.
Apesar de trabalharmos na mesma empresa, os nossos locais de trabalho são distantes pelo que praticamente só nos vimos quando ela tem alguma reunião na "casa-mãe" ou quando nos encontrámos num fim-de-semana.
Curioso foi o diálogo que se iniciou já no final do almoço, quando ela se virou para mim e disse:
- "Ni, és impossível. Conheço-te há mais de vinte anos. Estive todo o almoço a olhar para ti para saber o que se passa e ainda não consegui descobrir. Apenas sei que precisas de falar porque os teus olhos não brilham. Mas essa tua característica de conseguires ir para um mundo só teu, onde ninguém te descobre, é absolutamente irritante. Não existe ninguém que te consiga conhecer. A tua sorte é que te adoro".
Respondi com um sorriso.
Sei que sou assim. Mas, o que eu não lhe disse é que para ela saber essa minha característica, entende-me muito bem...
Ainda não entendi a relutância que as pessoas têm em falar da morte.
Ao contrário do que se possa pensar, falar da morte pode ajudar algumas pessoas a valorizar a vida.
É que, sinceramente, anda muito boa gente a perder tempo com coisas inúteis, com discussões fúteis, com afectos desgarrados.
Estão vivos e com uma saúde que vos permita viver com o mínimo de dignidade? Óptimo. Nem sabem a sorte que têem.
Têm amigos que se preocupam convosco? Que de quando em vez vos ligam só para ouvir a vossa voz? Preservem. É o tesouro escondido no arco-íris da vida.
Então aproveitem . Não desperdicem tempo.
Acima de tudo não deixem de dar afecto a quem vos é importante. Entreguem-se sem reservas. Os pequenos instantes de felicidade ocorrem quando nos entregámos.
Depois de uma noite de insónias e após ter estado quase duas horas numa fila de trânsito...
É preferível ouvir música bem alto, fazer de conta que estou sozinha numa pista de dança a dançar e a cantar que nem uma louca e não falar nas próximas horas!
Pois é...talvez alguns dos meninos desconheçam que também têm o seu dia e desde 1999 graças a Jerome Teelucksingh que na sua cruzada por ver o sexo masculino a ter o seu dia foi apoiado pelas Nações Unidas e por grupos de defesa dos direitos masculinos da Europa, América do Norte, África e Ásia.
Nas minhas "viagens virtuais" consegui descobrir que "...segundo a Mens Activism News Network (Rede de Notícias Activistas Masculinas), o Dia Internacional do Homem está directamente ligado com o "Movember", um evento mundial realizado todos os anos, exactamente em Novembro, no qual os homens deixam crescer a barba, para alertar a sociedade para os problemas de saúde masculinos, como por exemplo o cancro da próstata, entre outros problemas silenciosos de saúde, que eles teimam em negar."
Portanto, meus amigos do sexo masculino, não precisavam de estar com ciúmes bacocos pois também já têm o vosso dia.
E, acrescento eu, ainda bem. Ou não fossem vocês o verdadeiro sexo fraco.
Mas, sabem que mais, passem um grande dia, não façam hoje a barba e "let it be"...
Hoje vamos fazer uma pequena viagem aos filmes e música que fizeram furor naquela altura.
A música dos Abba regressaram em força em 2009, mas naquele tempo estava sempre no top...
E dos Bee Gees, nem se fala. Se não tenho todos os álbuns editados em Portugal, não ando longe...
E foram grandes responsáveis pelo sucesso do filme que se segue e do nascimento da nova estrela: John Travolta
E quem não viu
estes dois filmes?
Eu não vi o filme mas li o livro Christiane F. que, na altura, foi uma autêntica "pedrada no charco"
Só vi este filme quando me casei. Mas recordo-me de ter estado meses com lotação esgotada quando foi autorizada a comercialização deste filme no nosso País. O último tango em Paris, era como se chamava.
E fiquem com um dos temas que mais gosto dos Abba e que talvez seja a menos conhecida.