terça-feira, 15 de maio de 2012

Do que a vida me ensinou...




Que a própria vida mais parece uma feira da ladra em que colocámos os afectos numa banca e gritámos bem alto "quem dá mais"...



De que tudo se vende. Umas vezes para alimentar egos escondidos, outras vezes por ausência de coragem de assumir os nossos afectos e vencer o medo de nos darmos e, outras vezes ainda, apenas e tão só porque é mais conveniente.
 
 
 
De que nos darmos aos outros é uma brilhante forma de perdermos tempo.
 
 
 
Mas a vida também me ensinou que há pessoas que são teimosas e escolhem o caminho mais longo e mais difícil, mesmo sabendo que a desilusão pode estar escondida numa curva fechada .
 
 
 
Uma delas foi o meu pai e eu, não é para me gabar, sempre fui boa aluna.
 
 
 
E a música pode ser esta que estou a ouvir neste momento.
*

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Estafada...arrasada...ou, simplesmente, já não tenho idade para isto...

Imagem retirada da Net


Se procuras uma mão disposta a ajudar-te...
encontrá-la-ás na extremidade do teu braço.

Anónimo


Post em modo "desabafo" depois de ter estado o raio do fim-de-semana a mudar os móveis da sala de forma a conseguir colocar duas mesas redondas com 1.80 m de diâmetro para que no dia 30 todos possam estar sentados (sim, que o sistema de "buffet" é prático mas desde que não se tenha que comer com o prato na mão).

Passei a maior parte do tempo a maldizer a pessoa que teve a infeliz ideia de comemorar os 25 anos de casados em casa até ao momento em que o meu calmo marido olhou para mim com o ar mais cálido do mundo e disse: "mas foste tu que tiveste tal ideia".

E mais a ideia de fazer os convites personalizados, de criar uma lembrança para oferecer aos presentes como recordação, de encontrar formas de decorar o espaço de forma simples mas bonita, de ...


Fosga-se...


O que vale é que só faço uma vez vinte e cinco anos de casada.



Nota 1 - Como se não bastasse a secretária do meu gabinete de trabalho está repleta de documentos com gráficos, datas e códigos que têm que ser verificados um a um.

Nota 2 - E eis a justificação da ausência de comentários meus nos vossos post's (mas vou lendo).


sexta-feira, 11 de maio de 2012

R.I.P.



Tu...partiste cedo de mais.



Mas porque raio é que uma mulher não pode ser campeã de um torneio de sueca?



Ora vamos lá desvendar as "mentiras".


1 - Já fui locutora numa rádio

Verdade. Durante sete anos fui locutora de rádio e apresentei espectáculos por esse País fora. Experiência única e que teve os seus reflexos até hoje ou não tivesse conhecido, namorado e casado (tudo isto num curto espaço de 5 meses) com aquele que era o técnico de som dos meus programas.



2 - Já apresentei o Marco Paulo num espectáculo

Mentira. Entrevistei-o num programa mas foi dos poucos que nunca apresentei.



3 - Já apanhei um namorado com outra na cama, disse bom dia a ambos, fechei a porta do quarto e vim-me embora....até hoje.

Verdade, verdadinha. O meu pai sempre me disse que perante uma situação que me pudesse levar a tomar atitudes das quais mais tarde me viesse a arrepender, deveria optar pela indiferença. Assim, entre dar uma bofetada a cada um deles e virar as costas optei pela segunda e nunca me arrependi.



4 - Já parti uma perna

Mentira. Mas já fiz uma ruptura de ligamentos num pé que me impediu de ir a uma final de basquetebol e chorei "baba e ranho".



5 - Já fui candidata à Assembleia da República

Verdade. E não fui eleita por uma unha negra. Mas tenho consciência que não aguentava estar lá um ano. Era expulsa ao fim dos poucos dias. Que querem? Sou daquelas pessoas que entende que a política pode ser nobre e sempre gostei de ter as minhas próprias opiniões e decidir por mim própria. Mas valeu a pena no período em que não se estava na política para arranjar um "tacho" (quer acreditem ou não, esse tempo existiu).


6 - Já fui a Veneza

Mentira. Com muita pena minha, acrescente-se. Mas há prioridades na vida.



7 - Já fui campeã de um torneio de sueca

Verdade, verdadinha. E fiquei chocada pela maioria não acreditar nos meus dotes de jogadora de sueca. Mas fui bem ensinada pelo meu pai e valeu-me uma vitória num torneio de sueca em que fiz par com o meu sogro. E, sim, era a única mulher presente. Mas também fui a única mulher numa equipa de râgueby,  portanto...



Confuskos, podes ir tomar um café que quando estivermos juntos eu pago.



 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pensamento do dia...


Imagem recebida por mail





Parabéns minha Amiga...



Esta caminhada pela "blogosfera" permitiu-me ter experiências gratificantes e conhecer pessoas inesquecíveis.

E se a tudo isto juntar o facto de ter visto aumentar o meu círculo restrito de amizades, então posso afirmar que sou uma verdadeira privilegiada.

Tu és uma dessas pessoas e não podia deixar em claro esta data.

Tem um grande dia e estarei contigo em espírito.


A musica? Pode ser esta (porque é uma das minhas preferidas e, porque se pudesse resumir os nossos últimos quatro anos podia ser "... something is lost but somethimg is found").


Beijo enorme.


*

quarta-feira, 9 de maio de 2012

As 3 mentiras sobre mim...



A "Minha Essência" desafiou-me. O curioso é que em 2009 correu pela blogosfera um desafio semelhante. Mas vamos lá a este começando pelas regras:

Regras:
1. Dizer 7 factos sobre ti (dos quais 3 são mentira);
2. Desafiar os seguidores a descobrir quais os 3 que são falsos;
3. Fazer um post a denunciar as tuas mentirinhas uns dias depois;
4. Passar o desafio, bem como o selo, a 5 seguidores que consideres merecedores, e a quem queiras agradecer o carinho que têm tido contigo;

Ora aqui estão 7 factos sobre mim sendo que 3 são falsos. Vocês só vão ter que acertar nos 3 factos que são falsos. Fácil, portanto.
1 - Já fui locutora numa rádio;
2 - Já apresentei o Marco Paulo num espectáculo;
3 - Já apanhei um namorado com outra na cama, disse bom dia a ambos, fechei a porta do quarto e vim-me embora....até hoje;
4 - Já parti uma perna;
5 - Já fui candidata à Assembleia da República;
6 - Já fui a Veneza;
7 - Já fui campeã de um torneio de sueca.


Agora teria que nomear cinco seguidores para cumprir o desafio. Ora aqui está um grande problema. É que os blogues que eu sigo já quase todos responderam (acreditem que desta vez até estava para não quebrar as regras). Assim, este desafio é para todos aqueles que ainda não foram desafiados (o selo vai incluido) porque todos vocês merecem o meu carinho.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Fazer amor após 25 anos de casados é obrigação ou prazer?




No local onde trabalho existe um pequeno jardim interior. Como sou das primeiras a chegar à empresa , gosto de estar sozinha nesse jardim a tomar o meu café e a fumar o meu cigarro.

Ora, estava eu a apreciar meu momento "zen" quando o espaço é invadido por três colegas. Uma delas, sabendo que estou prestes a fazer 25 anos de casada sai-se com esta pergunta: "Confessa lá, ao fim de 25 anos fazer sexo com a mesma pessoa é mais uma obrigação do que prazer, não é"?

Ora muito bem, ela já me conhece há tempo suficiente para saber que nunca me devem colocar questões, ainda por cima desta natureza, antes de eu tomar no mínimo  dois cafés e repor as doses de nicotina. Por breves segundos fiquei indecisa sobre se ela merecia resposta ou não mas não me contive e respondi dizendo que nunca encarei o sexo como uma obrigação e tinha pena de quem o encarasse dessa forma porque devia ser uma pessoa que não conhecia o verdadeiro prazer.

Escusado será dizer que ela não gostou nada da resposta.


*

domingo, 6 de maio de 2012

O que a vida me ensinou...





Vamos ser claros:

Na sociedade actual existe um novo conceito de beleza: uma mulher para ser bonita tem que ser magra. Só assim é aceite socialmente.

Mas se aceitarmos que a magreza é condição “sine qua non” para se ser aceite socialmente, chegamos, inevitavelmente, a uma outra constatação: todas aquelas que não são magras são feias, logo, excluídas.

Joana Novaes, psicóloga do Núcleo de Doenças da Beleza do Centro de Investigação e Atendimento Psicológico da Universidade Católica do Rio de Janeiro, numa reportagem no”Notícias Magazine” de 14.10.2007 sob o título “Ser Mulher, ser feia, ser excluída”, afirmou: "...a gordura é uma das atribuições mais representativas de feiura na cultura actual...ser feia é uma das mais penosas formas de exclusão social. E ser feia é não ter o corpo e a estética socialmente aceites, ou seja, ser magra, jovem e saudável...”. Acrescenta a autora: “É o difícil peso da gordura, a dor da feiura”.

No referido artigo, são apresentados dois grupos de “gordos”: o grupo dos “obesos benignos” e os “obesos malignos”. O primeiro grupo é constituído pelas gordas bem dispostas que “parecem querer desculpar-se da inadequação física através de uma convivência social agradável”, são as denominadas gordas toleradas. No segundo grupo teremos aquelas que não se preocupam em agradar e a consequência é serem imediatamente excluídas.

Devo confessar: tenho 10 quilos acima do peso que é recomendado para a minha altura e para a minha idade. Mas este “acréscimo” sempre me “perseguiu" desde pequena. Cresci acompanhada por esses magníficos epítetos que as crianças (as tais que nunca têm maldade), são peritas em dizer: “lá vem a baleia”, “lá vem a balofa”.

Assumo: sempre tive complexos de inferioridade pelo facto de ser “gorda”. Talvez não os tivesse se vivesse no século XIX pois seria considerada uma mulher formosa.

Com o tempo fui percebendo que apesar de ter outro tipo de atributos os mesmos não eram suficientes para colmatar o “defeito” de ser gorda. E, ainda hoje, é assim. Quer se queira, quer não, o nosso corpo é o nosso cartão de visita.

Mas, interiormente, sempre me recusei a ser excluída. Optei, então, por pertencer ao “grupo das gordas benignas”, começando por gozar com o meu próprio “defeito”. Quando era “brindada com aqueles epítetos, respondia: “não faz mal, o homem tem mais que apalpar”. Umas vezes ganhava a batalha (principalmente quando respondia aos rapazes, dado que na flor da adolescência começavam a pensar se não estariam a perder uma grande oportunidade). Mas com as raparigas (ai essa eterna vontade de sermos as nossas próprias inimigas, sempre prontas a humilhar a mais próxima não vá ser uma oponente forte numa competição estéril), ainda era mais gozada.

Mas a idade também ajuda a lidar com estas situações.

Hoje em dia, já consigo brincar com a empregada de uma loja quando pretendo vestir uma saia que fica entalada na anca, dizendo que a costureira se enganou a cortar o tecido.

Mas em pleno século XXI, e após 47 anos de idade, a vida ensinou-me que Jean Paulhan tinha boas intenções quando escreveu:


"Pode-se amar até a loucura uma mulher feia,
por encantos que superam os encantos da beleza".



Mas o estigma prevalece.


A música pode ser esta.



Porque hoje me apetece dizer isto


 
" As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade "


Jorge Fernando


Palavras cantadas superiormente por Mariza e que podem ser ouvidas aqui.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

O que a vida me ensinou...


Imagem da net


A vida tem-me ensinado a dizer adeus às pessoas mais importantes para mim. Uns partem pelo ciclo natural da vida, outros por opção.

Alguém disse que não há maior prova de amor do que deixar partir aqueles que amámos.

Pode ser uma prova de amor mas magoa. Dói.

E, então, lá estamos nós, numa tentativa desenfreada e sôfrega, a tentar esquecê-las. E tentamos esquecer porque precisámos de fazer de conta que está tudo bem. Porque sabemos que não podemos ficar no mesmo sítio. Porque sabemos e precisámos de acreditar que existe um amanhã. Porque precisámos de acreditar que tudo vai melhorar.

O problema é que tentar tirar alguém do "nosso mundo de afectos" é uma luta inglória. Seria preciso um coração de pedra. E, por vezes, dava cá um jeito...



A música? Vamos recordar os anos 70/80 com esta.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sim, é verdade...


Que ando um pouco fugida dos vossos blogues.

Que ando com a resposta aos vossos comentários bastante atrasada.

Se ainda têm "pachorra" para virem a esta "canto" merecem, no mínimo, uma justificação.

A verdade é que são poucos os minutos de pausa no trabalho e o pouco tempo que me resta é investido a preparar os pormenores da festa do dia 30.

Sim, já está decidido. Algumas da vossas ideias iam ao encontro do que eu gostaria, (definitivamente, a da praia era a melhor), mas os condicionalismos existentes nesta altura levaram à única solução possível.

Assim, será em casa, apenas com a família mais chegada (irmã, cunhado, ex-cunhado, sobrinhos e sogra) e os três amigos de sempre. Só tenho pena que a distância geográfica impeça a presença de dois bons amigos mas sei que estarão comigo.

Os convites foram feitos pela filhota mais velha (ficaram lindos), os anéis estão a ser feitos por um jovem que acabou agora o curso em joalharia (há que incentivar estes jovens que acabam de sair das faculdades sem perspectivas de futuro) e o bolo já está escolhido e será mais ao menos como este:


Imagem da net


Penso que é a melhor forma de reunir num bolo 25 anos de família: pais, filhas, cão, gato e nem os dois peixes vão ficar esquecidos.


Resta escolher a "ementa" e a decoração da mesa. A disposição é que, confesso, é pouca. Ando cansada e precisava da "minha semana".


*

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Por quem não esqueci...


Pedro Oliveira (voz e guitarra)
Rodrigo Leão (baixo e teclas)
Ricardo Camacho teclas)
Nuno Cruz (bateria, percussão)
Francisco Menezes (letras, coros)
Paulo Abelho (percussão, samplers)
Gabriel Gomes (acordeão)
Paulo Marinho (gaita de foles, flautas)


Todos da minha geração.

Em 1982 criaram um dos melhores grupos portugueses: Sétima Legião.

Estão de volta e ainda bem.


esta música vem a propósito.



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Atenção...as Finanças estão a dar 50% de desconto...

Pensavam que era só o "Pingo Doce"?

Então pensavam mal.

As Finanças aderiram à nova moda e até já houve "porrada" ...

"Desconto de 50% a quem declarar hoje mais de 100 euros de IRS causa o caos nas repartições de Finanças

Por Vítor Elias


A decisão do Pingo Doce em dar um desconto de 50% em compras superiores a 100 euros durante o dia de ontem provocou o caos nos vários supermercados da Jerónimo Martins, com automóveis mal estacionados, falta de carrinhos-de-compras, filas intermináveis e pancadaria entre clientes que provocou a intervenção da PSP.
Esta recepção histérica dos portugueses levou Vítor Gaspar a decidir dar um desconto de 50% a quem declarar mais de 100 euros de IRS durante o dia de hoje, o que tem provocado o caos nas repartições de Finanças, com pessoas que auferiram 5000 euros anuais em 2011 a andarem à porrada pela possibilidade de declararem que receberam 10 000, 20 000 ou mesmo 50 000 euros, tudo para aproveitarem a promoção temporária. Daqui a alguns meses as pessoas receberão uma notificação da DGCI a informá-los que estoiraram todos os escalões do IRS e que portanto estão a dever um balúrdio ao Estado. A revolta que se espera nessa altura será colmatada quando a DGCI acrescentar que 50% da dívida é acumulável em Cartão de Contribuinte, o que levará os portugueses a encherem outra vez as repartições das Finanças, exigindo poderem declarar antecipadamente rendimentos exorbitantes no IRS de 2013. VE "

Notícia na íntegra retirada daqui



Ai se não fosse o sentido de humor...



terça-feira, 1 de maio de 2012

Pensamento e dúvida do dia...



"Todas as máximas já foram escritas.
Resta apenas pô-las em prática"
Pascal



E hoje, em que se comemora em todo o mundo o "Dia do Trabalhador" eu, pela primeira vez desde o 25 de Abril de 1974, não vejo motivos para comemorar. É que naquele 1º de Maio em Chicago comemoravam-se as conquistas dos trabalhadores. Se essas conquistas estão a ser retiradas pouco a pouco comemora-se o quê?

Talvez seja hora de começar a colocar em prática as máximas que os políticos tanto gostam de apregoar~.


*

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso