segunda-feira, 30 de abril de 2012

O que a vida me ensinou...



" Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência.
Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão."
Lao Tsé


Na minha profissão deparo-me quase todos os dias com pessoas prepotentes.

Pessoas que pensam que são as detentoras da verdade.

Pessoas que pensam que sabem sempre mais do que as outras.

Pessoas que não têm a capacidade de serem humildes porque escondem a sua maior fraqueza, a insegurança, numa redoma de ilusão.

Perante essas pessoas só tenho uma reacção: um sorriso benevolente, uma palmadinha nas costas e a frase "tem toda a razão, qualquer coisa que eu dissesse seria manifestamente uma pura perda de tempo".

Não gostam muito mas sempre é melhor do que dizer: "fique lá com a batata frita mas tenha cuidado para não se engasgar".


*

É de mim...



Ou a maioria ficou hoje em casa?

Pelo menos no meu trabalho estamos meia dúzia de "gatos pingados".

Não tivesse eu que começar com uma auditoria hoje e teria feito a mesma coisa até porque "estou que nem posso".

Definitivamente já não tenho idade para passar as noites a pensar na "morte da bezerra".



domingo, 29 de abril de 2012

Parabéns...




Pensavas que me ia esquecer? Nunca me esqueceria de alguém que apesar da sucessão dos anos continua a fazer-me companhia.

Muitos parabéns.

Espero que estejas a passar um grande dia e esta música é para ti porque nunca deixas de lutar pelos teus sonhos e de criar o teu próprio céu. Porque das tuas "pequenas decisões" nasce sempre algo que vale a pena.





Campeões...




Imagem da net



Pela 26ª vez.

E, clubismos à parte, se é verdade que não fez uma época brilhante teve o mérito de se levantar e lutar quando tudo indicava que já não conseguiam chegar ao título.




sexta-feira, 27 de abril de 2012

Waiting for a miracle...

"Esquecer é uma necessidade.
A vida é uma lousa, em que o destino,
para escrever um novo caso,
precisa de apagar o caso escrito."

Machado Assis




Ai Machado de Assis, fazes que o impossível pareça fácil. Mas seria um milagre.


E, por falar em milagre, verdade seja dita que este senhor não tem nenhuma música que eu não goste.

Mas, e não me perguntem porquê, sou capaz de estar a ouvir esta vezes sem conta.



*

Basta de palavras e vamos aos actos. Pode ser?



Agradeço as vossas palavras de que eu sou "uma cota querida", que "eu sou romântica", que "sou uma boa amiga", que "sei ouvir", enfim...uma obra-prima da mãe-natureza.

Que gostam muito de mim, etc., etc.,

Vou ser curta e grossa:

- Como a cerimónia do meu casamento foi surrealista (com  a oposição das famílias - forma brilhante de não gastarem um "tusto" com o casamento -, com acidentes de viação, com o roubo do bolo da noiva e afins), prometi a mim própria que se chegasse a fazer 25 anos de casada teria a festa que gostaria de ter tido quando me casei. Levar um vestido bonito, ter os amigos junto a mim numa sala toda enfeitada com flores e música. Muita música.

- Com a sorte que tenho faço 25 anos em plena crise económica, logo, estou sem dinheiro para festanças e, como sempre, não tenho família que me ajude.

- Como se não bastasse o dia 30 de Maio calha a uma quarta-feira (vá lá que desta vez ele disse que faltava às aulas).

- Consequentemente, passem das palavras aos actos. Coloquem essas mentes a trabalhar e comecem a dar ideias para comemorar os meus 25 anos de casada sem gastar muito dinheiro.



Nota 1 - Prescindo da ideia de passar a noite agarradinha ao "mais que tudo", junto à lareira a ouvir José Cid. É que se eu der essa ideia o mais certo é ele ir às aulas, a filhota mais velha alegar entrega de projectos e nem vir a casa e a filhota mais nova ir para o quarto namorar via telemóvel para eu não ouvir, (como se nunca tivesse tido a idade dela - só não tinha era telemóvel - )

Nota 2 - Prescindo de ideias para vestidos e de prendas para dar ao "mais que tudo" e vice-versa. Não tenho dinheiro para essas coisas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O que a vida me ensinou...





Não escolhemos por quem nos apaixonámos e, por vezes, são muitos os obstáculos que nos pode separar da pessoa de quem gostámos. E, quantas vezes a razão não nos deixa apaixonar por aquele(a) que o coração já escolheu...

Mas, se assim não fosse, a vida seria fácil de mais.

O problema é quando a dúvida nos assalta e temos medo de a enfrentar. Quando nos esquecemos de que as dúvidas fazem parte do nosso crescimento enquanto pessoas.  De que o importante é lutar contra o nosso medo de enfrentar a dúvida.

Apesar de difícil, temos de tentar seguir a máxima: Nunca chores por aquilo que fizeste mas por aquilo que pudeste fazer e deixaste de fazer.

Porque a pior dúvida é aquela que começa por: " E se eu... "
A música? É esta.

O amor não escolhe idades?



A propósito de uma conversa que ontem tive com uma amiga, voltamos a um tema que já foi aqui discutido: a diferença de idades entre um casal.

Como é que hoje encarámos esta realidade?
Será, de facto, possível uma relação dar certo se entre o casal existir uma grande diferença de idades? E o que é que se deve considerar “grande diferença”? 5? 10? 20 anos? Mais anos?

Pessoalmente acredito que seja possível uma relação dar certo apesar da existência de uma grande diferença de idades. Dependerá das verdadeiras razões pelas quais o casal se formou e os pontos fortes que dão consistência à relação.

Mas a maior dúvida reside neste aspecto: porque é que somos, enquanto sociedade, menos compreensivos quando o membro do casal mais velho é a mulher?

Relembro o texto que coloquei aqui em 2008 sobre o tema.


“ Ver casais com grande diferença de idade converteu-se em algo até habitual. É uma situação que já não é mais escondida... é um amor exibido igual a qualquer outro.

Os casais com grandes diferenças de idade, apesar dos problemas que enfrentam, são capazes de desfrutar de uma paixão e de uma felicidade incalculável. O par acaba por sair beneficiado e enriquecido com a consciência e a maturidade do membro mais velho, e da força e vitalidade do mais jovem, que actua como motor da relação.

Casais assim sempre foram conhecidos. Antigamente, eram fruto da negociação de casamentos entre famílias tradicionais. No entanto, na actualidade a realidade é outra. Formam-se porque os parceiros assim o desejam...


Quando ele é o mais velho:

Resulta a opção mais comum dentro dos casais com diferença de idade. De facto, começam a ser totalmente aceites pela sociedade. Mas o importante na situação em que o homem é o mais velho, não é sua aceitação, mas descobrir porque razão procura alguém mais novo.

Os homens maduros buscam numa mulher jovem a possibilidade de seguir a vida com plena intensidade. Precisam sentir que ainda podem desfrutar ao máximo de tudo o que lhes rodeia. Ao contrário, as mulheres jovens, geralmente, buscam num homem maduro a protecção que na infância não sentiram pela ausência da figura do pai ou de recursos financeiros.

Quando ela é a mais velha:

Enquanto as relações nas quais o homem é o mais velho são, geralmente, bem aceites, o mesmo não se pode afirmar quando é a mulher que é a mais velha.

De facto, é normal provocar comentários maliciosos que se centram nos possíveis benefícios sexuais que obteria a mulher em troca de seus recursos económicos.

No entanto, um homem jovem pode fazer uma boa escolha focando-se numa mulher madura. Elas sempre são mais cálidas, tolerantes e estáveis que as mulheres jovens.

A mulher madura tem a experiência necessária para saber que não existe e nem espera o homem perfeito. Conhece as sua falhas e aceita-os. Isso contribui para uma maior segurança para os homens, que buscam na mulher madura o calor, o entendimento e amor".

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Foi por existir um 25 de Abril de 1974...



Que hoje podemos conversar do que queremos e da forma que entendemos.


Que hoje podemos ir a uma qualquer livraria e comprar o livro que queremos.


Que hoje temos a opção de poder escolher e é isto que é a verdadeira liberdade.




"A liberdade, ao fim e ao cabo, não é senão

a capacidade de viver com as consequências das próprias decisões"

(James Mullen)
É verdade que não há sistemas políticos perfeitos. É verdade que a democracia, por depender das escolhas/decisões de cada um de nós é a mais difícil de ser gerida.
Mas quem lutou por estes princípios não pode ser responsabilizado pelas más decisões dos demais coincidadãos.
Porque houve homens e mulheres que morreram por defender ideais e princípios. Porque houve homens e mulheres que lutaram simplesmente por acreditar num mundo melhor. Não para eles mas para os restantes coincidadãos e gerações futuras. Porque houve homens e mulheres que não pensaram em como aumentar as suas fortunas à custa dos demais porque a integridade, a coerência e a honestidade intelectual não se vendem.
Uma coisa eu sei: não foi o Pais de hoje que o meu pai, então um simples funcionário de uma livraria, idealizou quando, a par de muitos milhares de anónimos, foi preso por lutar pela liberdade de cada um de nós poder escolher os livros que lia. E se fosse vivo não ia gostar nada...

terça-feira, 24 de abril de 2012

O que a vida me ensinou...

Imagem da net


Há quem afirme que o tempo tudo cura. Mesmo um grande amor.

Não concordo. Muito menos quando se perde alguém que foi (é) importante na nossa vida.

O tempo pode suavizar, mas o vazio fica...para sempre.


A música pode ser esta. 

"Talhações e Benzeduras"...


"Dona Urraca tem um físico
que cura toda maleita.
Quando Dona Urraca geme,
logo o físico se deita.

(...)

Físico prodigioso,
que tudo cura por bem.
Mas doenças de donzela
el'cura como ninguém..."



É desta forma que no próximo sábado irei dar início a mais um Festival de Folclore que este ano terá como tema "Talhações e Benzeduras".


Todos os anos pedem-me para fazer a apresentação do espectáculo e cabe-me elaborar o texto que irá acompanhar a actuação dos ranchos folclóricos convidados.


E fiquei a saber que brincar com a própria sombra pode "trazer doença",  contar estrelas faz nascer verrugas também conhecidas por “cravos” e ter em casa búzios e caramujos ou barcos em miniatura "chamam" males. Já agora, as borboletas pretas, as mariposas, os morcegos e as cobras são animais peçonhentos que representam mau agouro, pois foram criados pelo diabo.


Acredite-se, ou não, o universo das superstições e crendices populares é fascinante.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A responsabilidade dos vizinhos no aumento da natalidade...



Antes de mais, devo confessar que este post nasce depois ter lido o último post do Confuskos e que me fez recordar a "importância dos vizinhos".

Em 1995 eu e o meu marido decidimos comprar um apartamento maior. Era um T3 excelente com um único defeito: os vizinhos do andar de cima. Palavra de honra que ainda hoje não entendo o que o raio do homem fazia para a mulher gritar daquela maneira quando estavam no "bem bom". Muitas vezes me questionei se ela não gritava para se convencer a ela própria que o sexo era do melhor do mundo. Como "acompanhamento musical" lá tínhamos o ritmo constante da cama a bater na parede.

Entretanto, em 1996 decidi fazer uma pós-graduação em Coimbra. Como as aulas eram à sexta-feira à noite e ao sábado de manhã aluguei um quarto numa residencial durante o ano e meio que durou o curso, enquanto o meu marido ficava em casa com a filhota mais velha. Era pois um hábito ligar ao meu marido depois das aulas de sexta-feira para saber se estava tudo bem e a resposta era invariável: "está tudo bem e os nossos vizinhos estão todos satisfeitos e eu sozinho na cama a ouvi-los". 

Quando chegava a casa o meu marido lá me confessava que o que lhe custava mais era chegar de manhã ao café que ficava por baixo da nossa casa e ver a cara de satisfeitos dos "ditos cujos".

Corria o mês de Fevereiro de 1997.  Uma vez mais pego no telemóvel para ligar ao meu marido e o diálogo foi mais ao menos este:

"- Está tudo bem?

- Está, mas vai ficar melhor.

- Vai ficar melhor? Aconteceu alguma coisa?

- Não. Mas vai acontecer. Já estou cansado de ouvir os vizinhos.

- Mas o que vais fazer? É desagradável teres que lhes pedir para fazer menos barulho quando estão no "bem bom".

- Abre a porta do quarto que eu já te digo o que vou fazer. "


Nove meses depois nascia a filhota mais nova.


domingo, 22 de abril de 2012

Baú das Recordações...



Do qual retiro as música que no dia 22 de Abril de 1984 deram início à minha aventura na rádio. O programa chamava-se "Na Rota do Sol" e as músicas foram esta e esta.

Como constatam naquela altura tinha o terrivel defeito de ser romântica.


sábado, 21 de abril de 2012

Um pouco de céu...



" O ‘Conta-me Histórias’ tem como objectivo realizar uma sessão de conversa com os músicos sobre o processo de criação de canções e a importância que eles dão à palavra. Conversas simples sobre o quotidiano, regadas com boa disposição e irreverência q.b. Os músicos fazem-se acompanhar da guitarra, piano ou algo mais simples possível para, informalmente, durante a conversa, explicarem alguns pormenores do processo de criação, cantando seis a oito temas.
Para mediar a conversa teremos em palco o programador cultural e jornalista musical, Artur Silva, o pivot de informação da RTP, Jorge Oliveira, e o jornalista e crítico literário, Tito Couto.
O espaço em que decore a conversa recria uma sala de estar, de forma a criar um ambiente de intimidade e partilha mais profundos. " (in "Notícias de Gaia")

Foi no âmbito desta iniciativa que já trouxe os Clã e a Rita Redshoes  a Gaia que estive ontem no espectáculo da Mafalda Veiga. E valeu a pena. Valeu pelas gargalhadas, (e aqui o Tito Couto e o grande responsável), e pela música da Mafalda Veiga que encaixa na perfeição no espírito intimista do ambiente criado.

Ainda deu para dar "duas de letra" com a Mafalda que, curiosamente, nasceu no mesmo ano que eu.

E deixo-vos com o tema da Mafalda Veiga com o qual mais me identifico pela simples razão que ele resume a principal mensagem, (muitas vezes encriptada), que coloco nos post´s que escrevo porque...

"Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço
pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar...
há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
"


E a música não fica atrás. Aqui.



sexta-feira, 20 de abril de 2012

...



Com o "meu parceiro" em aulas, esta noite vou aproveitar para ir até ao Auditório Municipal ouvir esta menina.

 
Tenham um bom fim-de-semana e não se esqueçam que só não chega quem tem medo de naufragar. Por isso, arrisquem, partam à descoberta e vivam sem medo dos afectos porque só se vive uma vez.

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso