A propósito de uma conversa que ontem tive com uma amiga, voltamos a um tema que já foi aqui discutido: a diferença de idades entre um casal.
Como é que hoje encarámos esta
realidade?
Será, de facto, possível uma
relação dar certo se entre o casal existir uma grande diferença de idades? E o
que é que se deve considerar “grande diferença”? 5? 10? 20 anos? Mais anos?
Pessoalmente acredito que seja possível uma relação dar certo apesar da existência de uma grande diferença de idades. Dependerá das verdadeiras razões pelas quais o casal se formou e os pontos fortes que dão consistência à relação.
Mas a maior dúvida reside neste aspecto: porque é que somos, enquanto sociedade, menos compreensivos quando o membro do casal mais velho é a mulher?
Relembro o texto que coloquei aqui em 2008 sobre o tema.
“ Ver casais com grande diferença de idade
converteu-se em algo até habitual. É uma situação que já não é mais escondida...
é um amor exibido igual a qualquer outro.
Os casais com grandes diferenças de idade, apesar
dos problemas que enfrentam, são capazes de desfrutar de uma paixão e de uma
felicidade incalculável. O par acaba por sair beneficiado e enriquecido com a
consciência e a maturidade do membro mais velho, e da força e vitalidade do mais
jovem, que actua como motor da relação.
Casais assim sempre foram conhecidos. Antigamente,
eram fruto da negociação de casamentos entre famílias tradicionais. No entanto,
na actualidade a realidade é outra. Formam-se porque os parceiros assim o
desejam...
Quando ele é o mais
velho:
Resulta a opção mais comum dentro dos casais com
diferença de idade. De facto, começam a ser totalmente aceites pela sociedade.
Mas o importante na situação em que o homem é o mais velho, não é sua aceitação,
mas descobrir porque razão procura alguém mais novo.
Os homens maduros buscam numa mulher jovem a
possibilidade de seguir a vida com plena intensidade. Precisam sentir que ainda
podem desfrutar ao máximo de tudo o que lhes rodeia. Ao contrário, as mulheres
jovens, geralmente, buscam num homem maduro a protecção que na infância não
sentiram pela ausência da figura do pai ou de recursos
financeiros.
Quando ela é a mais
velha:
Enquanto as relações nas quais o homem é o mais
velho são, geralmente, bem aceites, o mesmo não se pode afirmar quando é a
mulher que é a mais velha.
De facto, é normal provocar comentários maliciosos
que se centram nos possíveis benefícios sexuais que obteria a mulher em troca de
seus recursos económicos.
No entanto, um homem jovem pode fazer uma boa
escolha focando-se numa mulher madura. Elas sempre são mais cálidas, tolerantes
e estáveis que as mulheres jovens.
A mulher madura tem a experiência necessária para saber que não existe e nem espera o homem perfeito. Conhece as sua falhas e aceita-os. Isso contribui para uma maior segurança para os homens, que buscam na mulher madura o calor, o entendimento e amor".