Este post do Confuskos fez-me recordar uma dúvida existencial que sempre tive.
A grande maioria dos homens gostam de uma mulher bem feita de corpo. Mas isso não chega. Uma mulher até pode ser bem feita de corpo e ser proporcional mas se tiver uma gordurinha a mais.. está fora da equação.
De facto, a mulher até pode ser toda desproporcionada mas se for magra é um ícone da beleza.
Naomi Wolf no seu livro "O Mito da Beleza", escreve a dado passo que a mulher é vista como um troféu, e como uma mulher gorda é considerada um ser desprezível, não será apropriado um homem que visa o sucesso escolher uma mulher gorda.
Mas o que me deixa admirada é que são as próprias mulheres que tudo fazem, (muitas vezes colocando a própria saúde em risco), para terem um corpo de pele e osso e mamas do tamanho que eles gostam. Mas não se contentam em se transformarem nas "mulheres ideais". é que são as próprias mulheres as que mais criticam aquelas que não conseguem atingir a "magreza exigível".
Não querem saber se é por uma questão física, hormonal ou outra qualquer. Os epítetos variam desde "desmazelada", "desleixada", "descuidada", entre outros. Mas o objectivo é sempre o mesmo: denegrir a imagem de outra pessoa.
Eu tenho consciência que sou suspeita porque tenho mais 9 Kg do que devia, mas, mesmo assim, a minha dúvida continua: o objectivo de qualquer ser humano não é ser apreciado e amado por aquilo que é e não por aquilo que tem?
É verdade que o dia de Reis se comemora a 6 de Janeiro.
Mas, não é menos verdade que qualquer altura é boa para reunir os amigos que temos.
E como dia 6 foi dia de trabalho, "alteramos" o calendário e vamos hoje comemorar o dia.
E faço como no Natal.
A mesa decorada (não esquecendo o "miminho" ao lado de cada um dos pratos), os doces de natal, o tradicional bacalhau com batatas cozidas e couve e o molho fervido.
Apenas vai faltar a presença de um amigo que contava ter ao meu lado nesta altura. Mas a vida prega-nos algumas partidas e daquelas tão bem feitas que tudo o que façamos não adianta nada.
Assim sendo, desejo-vos um grande fim-de-semana, com ou sem ouro, incenso e mirra. Eu agora vou andar à "volta dos tachos".
A evolução tecnológica é contínua. Mas há diferenças imutáveis.
Mas há lá maior beleza do que a diferença entre homens e mulheres...
Já imaginaram um mundo que fosse todo preto e branco? Em que todos tivessem a mesma opinião? A mesma crença? Os mesmos valores? Os mesmos gostos?
Se assim fosse, durante a noite em vez de contarmos carneiros estaríamos a contar seres humanos (independentemente das noites correrem bem melhor quando sonhámos com um).
A música? De alguém que eu gosto de ouvir. Infelizmente é mais conhecido por ser marido de quem é quando merecia ser reconhecido pelo seu próprio talento.
Ou a tentativa de fazer do outro a pessoa que queremos e/ou idealizamos.
Ou, ainda, de "transformar" o outro à nossa imagem e semelhança.
Se é verdade que numa relação saudável não nos devemos acomodar pois tal postura acaba por desgastar uma relação, não consigo entender como é que alguém pensa que é possível moldar o(a) companheiro (a) usando, (e abusando), das reclamações/exigências. Muito(a)s chegam mesmo a utilizar a famigerada “chantagem psicológica”.
O(a) nosso (a) companheiro (a) pode ter atitudes e/ou comportamentos que nos incomodam. Sendo que o inverso também é verdadeiro.
Não é menos verdade que todos devemos fazer um esforço no sentido de evitar comportamentos que, sabemos, afectam a outra parte. Mas não tenhamos a veleidade de pensar que todas as mudanças são fáceis. Não são. Mais, ainda, algumas delas podem nunca ocorrer.
Como alguém disse, “não se muda de ideia de um dia para o outro, e nem porque a outra pessoa precisa”.
Numa relação saudável há que conversar dizendo claramente que aquele comportamento nos incomoda e se é possível a outra parte fazer um esforço no sentido de mudar. Pode ser que seja possível a mudança e então há que dar tempo. Não sendo possível apenas duas soluções subsistem: ou aceitamos o(a) outro(a) como é, ou terminámos a relação.
Não existem os “Sir’s Lancelot’s” nem as “Dulcineias”. O mundo da fantasia pode ser doce, romântico, idílico e intemporal. O mundo real é composto por pessoas individuais com gostos e personalidades diferentes e que só mudam quanto acreditam que a mudança pode ser positiva para eles. Ainda não inventaram, (e ainda bem), uma máquina de moldes humanos universal.
Mais a mais,
"Gostamos de alguém porque; amamos alguém apesar de. "
É que desde o início do ano só ouço trintonas a lamentarem-se que aumentaram de peso.
Deve ser mesmo um problema de idade. É que eu não aumentei uma grama.
(Cá entre nós, estou convencida que o motivo é outro. É que, de uma maneira geral, as trintonas gostam de passar o Natal em casa dos pais e pouco ou nada têm que fazer. Já as quarentonas recebem a "famelga" toda em casa e têm que trabalhar que nem umas doidas).
E fiquem com a música que me está a fazer companhia.
Ou como alguém pode pensar que será feliz se esquecer que é um ser único.
Que será feliz se deixar de lado os seus gostos pessoais, os seus amigos, os seus sonhos, só porque o (a) companheiro (a) assim o exige.
Que é capaz de controlar a situação porque se colocou nela de forma consciente, quiçá por algum sentimento de culpa.
Cada um de nós tem sentimentos, emoções, valores. Cada um de nós tem a sua forma de demonstrar e partilhar os seus afectos. É essa a nossa essência. A nossa natureza. A nossa marca. Anularmos a nossa forma de ser e de estar é destruir o nosso equilíbrio emocional. E destruir o nosso equilíbrio emocional é destruir qualquer hipótese de manter uma relação saudável.
É que, das duas uma: ou se anula por completo e deixa de viver para passar a ser uma marioneta nas mãos de alguém, ou se revolta mais tarde ou mais cedo. O problema é que quando se revolta tarde de mais pouco ou nada há que salvar de uma relação que nunca o foi.
E nunca foi porque uma relação saudável sobrevive da reciprocidade, da cumplicidade, da união entre duas pessoas individuais.
Quando assim não é, apenas nos estamos a enganar a nós próprios e a adiar o inevitável.
Deixo-vos com um tema que nos anos 80 foi um hino à luta travada pelas mulheres do Chile. A internet quase que não era utilizada entre nós. Os telemóveis estavam nas nãos de mai dúzia de pessoas. A rádio era a grande mensageira das causas. E eu tive o privilégio de participar nesta causa. E daquele pequeno estúdio com pouco mais de 6 metros quadrados, o movimento iniciado por algumas ONG'S ganhou força entre nós.
Desde há muito tempo que não passava o ano em casa de amigos. Gosto de estar nesta época na "minha ilha".
Mas acabou por ser um bom fim-de-semana. A noitada terminou por volta das 4 da manhã com um passeio na areia mesmo junto ao mar.
Como não consegui adormecer quando todos acordaram já estava tudo preparado para...voltar à mesa. Acreditem, não consigo entender como é que conseguimos ingerir "tamanha" quantidade de comida. Arre...
Não fosse o facto do meu maridinho ter que levar a filha mais velha às Caldas da Rainha e ainda estaríamos a contribuir para a taxa de obesidade mundial.
E não me perguntem como é que amanhã vou conseguir enfrentar o meu primeiro dia de trabalho de 2012.