Ainda andava no liceu quando a vida, definitivamente, me deu a sua grande lição.
Aprendi que o pessimismo é a melhor forma de nos protegermos das desilusões.
Interiorizei que ao sermos pessimistas as desilusões não deixam de constituir meros contratempos com os quais já contávamos. Se, pelo contrário, conseguirmos aquilo que desejámos mas com o qual não contámos, a alegria é a redobrar...
Mas sou humana (para mal dos meus pecados), e, aqui e ali, deixo-me cair na tentação e acordar alguns dias com aquele sensação de que, finalmente, a vida vai deixar de ser madrasta para mim. Quanto mais não seja porque não tenho perfil de gata borralheira...
Nos últimos tempos esqueci-me da lição e caí em tentação. Fui optimista.
Não posso dizer que não caia novamente em tentação, mas que vida vai ter que passar a fazer um grande esforço para me apanhar com as defesas em baixo, ai isso vai!
Alguém afirmou que "Casamento é o sacrifício que o homem faz pelo sexo e sexo é o sacrifício que a mulher faz pelo casamento".
Nunca encarei o sexo como sacrifício. Já o casamento... às vezes mais parece uma tortura, outras vezes o paraíso!
Mas este post não é para falar do casamento. Vamos falar do sexo. Mais precisamente, porque razão as mulheres fazem sexo.
Eu disse razão? Esqueçam...
Pelos vistos existem 237 razões (?!?!?!) para as mulheres fazerem sexo.
Pelo menos é o resultado surpreendente de um estudo, (mais um), sobre este tema e que chegou a conclusões absolutamente fantásticas.
Vejamos:
Segundo o estudo (que podem ver aqui),e que foi publicado na Revista Única da edição do Expresso de 6 de Março de 2010, ao contrário do que se lê nos romances e nos filmes românticos, a grande maioria das mulheres faz sexo por todas as razões menos aquela que vocês estão a pensar. Isso mesmo. A maioria das mulheres não quer saber do amor para nada quando faz sexo. Ou fazem por obrigação, ou por pena, ou por motivos fisiológicos, ou por vingança, ou....
Fiquem com um pequeno extracto da notícia:
"Ao todo, são mais de 300 páginas com histórias íntimas contadas na primeira pessoa. Embora fascinantes na sua diversidade, revelam também um lado cru e sincero das mulheres onde a sexualidade é relatada sem pudores. Por exemplo, há quem confesse: "Seduzi um homem e trai o meu namorado só para provar a mim mesma que, se ele me deixasse, eu teria facilidade em encontrar outro parceiro". Surpreendido? Não esteja: 31% das mulheres entrevistadas afirmam já ter tido sexo ocasional só para provocar ciúmes, 53% admitem ter seduzido o namorado de uma amiga por uma questão de competição e 84% optaram por ter relações sexuais sem vontade, apenas para evitar discussões com o parceiro.
"O estereótipo tende a ser que as mulheres fazem sexo por amor e os homens fazem-no por prazer", explicam Meston e Buss. "Na realidade, as motivações sexuais das mulheres são muito mais complexas". Esqueçam os eternos amores bem ao género do filme "Casablanca" e compreendam a mensagem do livro: "As mulheres nem sempre são emocionais. Muito menos puras, ou transparentes, no que diz respeito ao sexo".
Divididas entre as motivações emocionais, físicas ou materiais, o livro revela razões para todos gostos: as altruístas ("dormi com ele porque sentia pena"), as terapêuticas ("tirava-me as dores de cabeça"), as espirituais ("queria tentar chegar mais próximo de deus"), as ambiciosas ("precisava de um aumento no ordenado"). Há mulheres que têm relações para se sentirem mais poderosas ou sensuais. Outras pretendem apenas impressionar as amigas com a quantidade de parceiros que conseguem ter. A maioria fala de romance... embora sejam comuns os relatos de compensação emocional através do sexo. "
Será mesmo assim? Adivinharam. É o tema em debate, ou não estivessemos em vésperas do dia internacional da mulher.
Durante este mês os meus sábados vão ser diferentes.
Pensarão vocês que, finalmente, arranjei uma tótó como eu que passe a arrumar-me a casa enquanto aqui a menina vai aproveitar os dias para viajar, ir ao cinema, ia a um SPA fazer umas massagens...
Ora bem quem pensou em massagens não andou muito longe.
Este mês, aos sábados, vou levar uma autêntica massagem..., mas cerebral. É que tenho que dar formação a 30 pessoas sobre uma matéria que a maioria detesta. Vai daí, é ver os formandos a colocar todas as questões e mais algumas, menos aquelas que se enquadram na matéria.
E dirão vocês: "Ni, vê as coisas pelo lado positivo rapariga. Pelo menos livras-te de arrumar a casa".
Talvez por influência do meu pai desde muito cedo que encarei a leitura como a "luz dos ignorantes". Lia como se o mundo fosse acabar no dia seguinte.
Com 10 anos tinha uma biblioteca invejável que ainda hoje mantenho. Obras de Aquilino (as que não estavam proibidas pelo poder instalado), Miguel Torga, o eterno Eça, Victor Hugo (com as suas "Grandes Esperanças")...
Mas também li Enid Blyton e Odete Saint Maurice.
Mas da minha biblioteca ainda faz parte a colecção desta menina,
Desde ontem ao final da tarde que na cidade de Gondomar e arrabaldes corre o boato(?) de que o Major Valentim Loureiro morreu.
Confirmações? Nenhumas.
Passadas que estão 24 horas já começam a nascer as habituais teorias da conspiração: uma delas é que ele só está a ser mantido vivo enquanto a família descobre onde está o dinheiro todo...
Por incrível que pareça no tempo dos cotas também existiam cromos.
Não do género dos que existem hoje e que vendem a alma ao diabo para se tornarem "figuras públicas" (seja lá o que isto quer dizer).
Só éramos "figura pública" no pátio da escola quando tirávamos do bolso os cromos repetidos para tentar trocar por aqueles que nos faltavam.
É claro que o futebol já marcava pontos nessa altura mas, verdade seja dita, só o Sporting, Benfica e Belenenses (são todos da zona sul, não são?), é que tinham o verdadeiro estatuto de "heróis dos cromos" mas o Porto e a Académica (com o Gervásio), lá apareciam de quando em vez...
Continuando,
As meninas, que não "maria-rapazes" como eu, optavam pela Heidi ou pela Pipi das Meias Altas (atenção que apesar de gostar de futebol fiz estas duas colecções).
Mas as meninas crescem mais depressa que os meninos. Isso é um facto. Que fazer quando ainda não existiam os meninos vampiros ou dos Tokio Hotel para de deleitarem?
Só havia uma hipótese. Quem era o dono dos olhos mais belos da televisão? O Sandokan, claro está... (quando me lembro do dinheiro que gastei para acabar esta colecção!!!).
Continuando com a viagem através dos tempos da minha infância, recordo hoje os meus brinquedos.
Naquele tempo não havia playstation, jogos virtuais e afins.
Os rapazes entretinham-se com o pião ou com o carro de rolamentos (hoje objecto de campeonatos para os mais destemidos como o que acontece bem perto de minha casa todos os anos).
Havia também o famoso "rapa" que se jogava nas noites de natal.
A minha irmã mais nova que tem a capacidade incrível de partir ou estragar tudo o que lhe venha parar às mãos, deu cabo dos meus brinquedos.
No ano passado na feira de artesanato de Vila do Conde perdi o amor a algumas dezenas de euros e comprei a "minha cozinha" que guardo em local de destaque numa vitrine (a minha é bem mais bonita que a da imagem, mas não consegui encontrar uma igual).
Este ano vou tentar comprar a "minha máquina de costura".
A poucos dias de fazer 45 aninhos, e porque mantenho o meu lado infantil bastante activo, decidi iniciar a comemoração partilhando algumas memórias da minha infância.
Fiquem descansados que não vou escrever as minhas memórias. Seria demasiado fastidioso...
Irei, apenas, partilhar as imagens que retenho no baú da memória. As boas. Porque são essas que vale a pena recordar.
E vamos começar com aquilo que eu costumava beber. Ora nem mais.
Naquele tempo ainda não tinha chegado a este belo cantinho (ou não fosse o Salazar avesso a modernices), as "Coca-Cola"; "7 Up" e afins. Tínhamos a água "del cano" (bem mais acessível) ou limonada feita pela mãe ou pela avó.
Mas, em dias de festa, era uma alegria. Tínhamos direito a um sumo especial:
Já andava no liceu quando, finalmente, aparece o salvador de todos aqueles que, como eu, detestavam leite simples. Até aparecer o milagre que a imagem abaixo representa, era a canela que disfarçava o sabor do leite.
Sinceramente, se sou peixes vou culpar quem? O ar? A terra?
Conhecem aquelas pessoas que fazem tudo direitinho e o resultado é sempre asneira? Pois. Eu devo ter algum gene dessas pessoas.
É claro que o facto de ter nascido com as minhas queridas nádegas ( é mais bonito que dizer cu) viradas para a lua, em vez de estarem viradas para o sol, não ajuda muito.
Já agora, quando algo vos corre mal (depois de terem feito tudo bem)vocês culpam quem? O vizinho do lado?
Um homem que aspira a coisas grandes considera todo aquele que encontra no seu caminho, ou como meio, ou como retardamento e impedimento, - ou como um leito de repouso passageiro. A sua bondade para com os outros, que o caracteriza e que é superior, só é possível quando ele atinge o seu máximo e domina. A impaciência e a sua consciência de, até aqui, estar sempre condenado à comédia – pois mesmo a guerra é uma comédia e encobre, como qualquer meio encobre o fim -, estraga-lhe todo o convívio: esta espécie de homem conhece a solidão e o que ela tem de mais venenoso. Friedrich Nietzsche, in "Para Além de Bem e Mal"
Em matéria de afectos (sentimentos), tudo o que é levado ao extremo é pernicioso. O segredo está em encontrar o ponto de equilíbrio. Em termos de ambição, qual será o ponto de equilíbrio?
Será que para atingirmos os nossos objectivos (a maioria legítimos), temos que lançar mão de todos os meios que temos sem limites? E que limites são esses que nos impedem muitas vezes de atingir objectivos que pretendíamos?