terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Enganando o galo...


Vocês já assistiram, a cinco homens adultos a festejar o facto de um galo cacarejar? Não? Então não percam a oportunidade...

Só para que não caiam de pára-quedas no vídeo a que vão assistir, acrescenta-se que o mesmo documenta uma experiência da empresa holandesa de electrónica Philips, feita com um galo de fazenda chamado Simon.

"O objectivo era testar o produto "Philips Wake-up Light" (lâmpada para acordar) e o desafio era o seguinte: se, dentro do galinheiro, a lâmpada conseguisse fazer o galo cantar antes de alvorecer, então seria o sucesso.

Montaram então toda uma parafernália electrónica de áudio e vídeo perto do galinheiro - o Rooster Control Center (centro de controle de galo).


Interligaram sensores, cabos de rede, caixas de som, câmeras, fotómetros, tripés e células fotoeléctricas. A lâmpada em teste se acenderia às 3h00m da matina, não como uma lâmpada comum, de repente, mas lentamente, aos poucos, como se fosse o sol nascendo, em "fade up".
Generosos, membros da equipa optaram por instalar até um móvel com caixa de música para dar mais conforto a Simon na hora de dormir".

À hora aprazada, a lâmpada acendeu como previsto. E o resultado... bem... o vídeo em anexo vale a pena ser visto.

Com isso, a empresa disparou o seu concurso de ideias criativas: "Quem consegue desafiar a Philips?".


Desafio "Dia dos Namorados"


Todos sabem que uma das minhas frases preferidas é “As mais belas palavras de amor dizem-se no silêncio de um olhar”.


Mas, e se não é possível olhar olhos nos olhos daquele(a) a quem gostaríamos de dizer?


Ora muito bem, não vamos deixar de o dizer... mas de outra forma.


Aproxima-se o dia dos namorados. Não ligo muito a esse dia mas vamos fazer de conta que sim...


Vou convidar-vos para o seguinte desafio:


Até quinta-feira vão escrever uma simples frase onde terão que demonstrar tudo o que sentem pela pessoa que gostam.


Atenção: SÓ UMA FRASE (vão ver que não é nada fácil).


Sexta-feira faz-se uma votação para a melhor frase.


O prémio: todos os participantes terão que publicar no dia dos namorados a frase vencedora.


Até quero ver do que são capazes...



Amor eterno...


Emanuel Wertheimer afirmou:

O amor eterno é de muito breve duração;
podemos odiar eternamente,

porém, amar eternamente, não.


Várias questões se levantam com este pensamento.


Vejamos:

Acreditam no amor eterno entre duas pessoas (e não falámos aqui do amor que deriva de laços de parentesco)?

O ódio é um sentimento mais forte que o amor?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Existo, logo...é divertido!




Hoje, durante o almoço a cinquentona virou-se para mim e disse:

- Sabe o que mais aprecio em si?

- Não. Mas tenho a certeza que me vai dizer.

- É o seu poder de encaixe.

- Presumo que sim. Pelo menos a minha cara-metade nunca se queixou...

- Lá está você com as sua brincadeiras...eu estou a falar muito a sério!

- Mas eu também estou!

- Sabe muito bem que eu me refiro à sua capacidade de ser constantemente prejudicada e, mesmo assim, não desistir.

- Mas com isso posso eu bem. É que eu tenho uma enorme vantagem. Existo. E só isso é divertido. Quanto mais não seja para chatear quem não me grama e me prejudica...

A queda do Pedro Abrunhosa...

Ele bem avisou que seria o vídeo mais visto no youtube durante o dia de hoje.

O Pedro é, para mim, apenas e tão só, um dos melhores músicos/compositores portugueses. Tem melodias lindíssimas e poemas fantásticos. O mais curioso é que ele não tem, de facto, grande voz mas se ouvirmos os temas dele cantados por outros não é a mesma coisa.

Foi um momento televisivo que ficará na memória pela cena hilariante. É a magia dos directos... Quer se queira, quer não, temos sempre tendência para nos rirmos quando alguém dá um valente tropeção.

Mas o que de facto me chamou a atenção na queda que ele deu foi a dignidade com que ele assumiu a situação que era a todos os títulos embaraçosa...


O verniz e o jantar...




- "Mana, já me compraste a prenda?".


- "Não. Porquê?"


- "Se pudesses gostava que me oferecesses um verniz igual ao que usas."


- "Espera aí...um verniz? É isso que queres?".


- "Gosto da cor que usas e é isso que me faz falta.."


Uma hora mais tarde...


- "Mana, já compraste o verniz?"

- "Não. Estava a ver se mudavas de opinião porque acho um pouco ridículo oferecer-te um verniz..."

- "Estive a pensar, preferia que me oferecesses o jantar."

- "Tudo bem."

- "Mas olha que não quero que me dês mais nada."

- "Está bem. Ofereço-te o jantar e mais nada. Entendido..."


Pois é. A minha irmã caçula é assim mesmo.


As pessoas confundem-nos.

Confesso que desse facto ressalta uma enorme injusta. É que ela é bem mais bonita do que eu. Já para não falar no simples facto de que sou 8 anos mais velha do que ela.

Mas fisicamente somos, de facto, muitos parecidas.

O mesmo não se diga do feitio...

Recordo-me dos seus primeiros anos. Por contingências da vida fui eu que tive que fazer de mãe.

Estão a imaginar uma catraia de 8 anos a criar um bebé? Mas os tempos eram outros e tudo era possível...

Tinha nove meses quando disse a primeira palavra: "mãe". E, foi para mim que olhou...

Acho que só teve consciência que eu não era a sua mãe quando tinha três anos.

E, foi nessa altura em que, de um momento para o outro, passei de mãe a irmã mais velha chata como tudo, só porque não deixava fazer o que ela queria... e, verdade seja dita, ela sempre soube o que queria.


E é assim que, 36 anos mais tarde, vou oferecer o jantar à minha irmã caçula, um verniz e outra coisa qualquer que se identifique com ela...


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Resumo do fim-de-semana...





E o fim-de-semana resume-se a duas coisas: Avatar e Biscoitos...


Vejamos:


Após diversos adiamentos lá fui ontem à noite ver o Avatar.

Apesar de gostar deste género de filmes, confesso que não estava muito entusiasmada.

Mas o filme surpreendeu-me pela positiva. Tem imagens magnificas e boas sequências.

Mas, e apesar da nova tecnologia, não me afastou da mente a saga do Senhor dos Anéis.


Hoje:
A imagem foi retirada da Net mas ficam com este aspecto


Aproveitei para fazer uns biscoitos que voam em poucos minutos.

Antes que me perguntem, aqui fica a receita:


Ingredientes:


1 embalagem de massa folhada fresca


Açucar pilé q.b.


Cortam a massa em palitos finos com uma faca. Torcem os palitos e colocam no forno durante cerca de 10 minutos. Quando estiverem tostados retiram e colocam num recipiente e polvilham com açucar pilé.


Experimentem e depois digam quaquer coisa.


E amanhã lá começa mais uma semana...


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

54 ou 45...


Hoje uma das minhas melhores amigas faz 54 anos.

Daqui a pouco mais de um mês farei 45.


Há pouco telefonei para lhe dar os parabéns. Contava que ela estivesse meia "chorona" como sempre costuma estar quando faz anos.

Ao fim de dez minutos ríamos as duas que nem uma doidas com as parvoíces que fomos dizendo a propósito da idade.


A certo momento, exclama ela "Ni, já pensaste que entramos na segunda metade da vida"?
Como resposta dei uma gargalhada mas interiormente pensei que ambas estávamos, de facto, na segunda metade da vida. Aliás, se colocarmos 45 em frente a um espelho dá 54..., e veio à minha memória uma frase de Arthur Schopenhauer cujo sentido era mais ao menos este: na segunda metade da vida o ser humano apenas procura tranquilidade e a maior ausência de dor possível.

Quando cheguei ao gabinete tentei encontrar na net um extracto do livro de
Schopenhauer. E encontrei. Diz assim:

"O que torna infeliz a primeira metade da vida, que apresenta tantas vantagens em relação à segunda, é a busca da felicidade, com base no firme pressuposto de que esta deva ser encontrável na vida: o resultado são esperanças e insatisfações continuamente frustradas. Visualizamos imagens enganosas de uma felicidade sonhada e indeterminada, entre figuras escolhidas por capricho, e procuramos em vão o seu arquétipo.

Na segunda metade da vida, a preocupação com a infelicidade toma o lugar da aspiração sempre insatisfeita à felicidade; no entanto, encontrar um remédio para tal problema é objectivamente possível. De facto, a essa altura já estamos finalmente curados do pressuposto há pouco mencionado e buscamos apenas tranquilidade e a maior ausência de dor possível, o que pode ocasionar um estado consideravelmente mais satisfatório do que o primeiro, visto que ele deseja algo atingível, e que prevalece sobre as privações que caracterizam a segunda metade da vida. "

Arthur Schopenhauer, in "A Arte de Ser Feliz"

Apesar de tudo, penso que a idade está na forma como encarámos os desafios da vida. Nessa perspectiva, não tenho qualquer dúvida que eu e a minha amiga temos à volta de trinta anos com o equilíbrio que a experiência e a serenidade que mais alguns anos em cima nos transmite...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Tripeiro...


Esta recebi por mail, com pedido de publicação. Aqui fica!



Diz o 1º lisboeta:
- Eu tenho muito dinheiro. Vou comprar o BPI!

Diz o 2º lisboeta:
- Eu sou ainda mais rico... vou comprar a Fiat Automóveis!

Diz o 3º lisboeta:
- Eu sou um magnata. Vou comprar todos os supermercados Continente!

O tripeiro dá uma baforada no cigarrito, engole a saliva... faz uma pausa... cospe no chão e diz:
- Num Bendo!...





Porque hoje me apetece dizer isto...


"Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve para longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar"
Mafalda Veiga



Enfim, hoje estou virada para o romantismo, sentimentalismo e tudo terminado em "ismo", como Figueiró dos Vinhos... Tirem-me deste filme!


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Eis uma das minhas armas preferidas...





Por mais violento que seja o argumento contrário,

por mais bem formulado,

eu tenho sempre uma resposta que fecha a boca de qualquer um:

«Vocês têm toda a razão».
Millôr Fernandes


Ou, como diria o meu amigo, "aprendi que prefiro ser feliz a ter razão"!


Mas que às vezes me apetece partir tudo à minha volta, lá isso é verdade...



Por vezes a evolução não arrasta consigo sabedoria...


Ou será que, a pouco e pouco, me estou a transformar numa "velha do restelo"?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quem me quiser...

Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantigas dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.

Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
à saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.

Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.

Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.

Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber a coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.

Rosa Lobato de Faria


Adeus, e obrigado pela companhia que me fizeste com os teus poemas.


Ora muito bem...




Hoje tenho sido o bobo da corte.

Muito bem disposta e a fazer rir os outros.

Isto quer dizer o quê? (Só acerta quem me conhecer muito bem...)


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amo-te...


É uma palavra pequena e fácil de dizer, não é?


A / mo / te. Assim. Tal como aprendemos na primária a juntar as letras.


É tão fácil pronunciar esta palavra com 2/3 anos...


Porque razão à medida que vamos percorrendo o caminho da vida se vai tornando tão difícil pronunciá-la? Porque razão o ser humano se torna um ser complicado a gerir afectos à medida que vai crescendo.


Uns são infelizes se não a ouvirem constantemente.


Outros consideram-na vulgar e sem significado quando repetida vezes sem conta.


Outros, ainda, gostariam de ouvir nem que fosse uma vez. Desde que dita com sentimento.


Outros são demasiado egoístas para assumir que gostam de outra pessoa para além deles próprios.

E há aqueles que acham que os actos são mais importantes que as palavras.

Isto, para não falar naqueles que dizem "amo-te" no silêncio de um simples olhar.


E vocês? Como pronunciam e vivem a palavra amo-te? Têm medo de a pronunciar? Esperam que alguém vos diga para repetirem "eu também"?



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