quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cavalgada...


Há uma verdade irrefutável:

Já não tenho idade para cavalgadas (entendam-se estas como trabalhando a noite toda, depois de um dia de trabalho, obviamente).

E, por falar em cavalgadas, lembrei-me de um tema que vai colocar a Abobrinha, e não só, em alerta amarelo.

Mas, na verdade, serão poucos os temas que exortam de maneira admirável o amor erótico dos verdadeiros amantes.


Abobrinha, olha quem vem aí....





Acabei de matar...




A filha da mãe da melga que me deixou o corpo todo empolado.


Ainda por cima estava carregadinha do meu sangue...


Agora, sim, posso trabalhar em paz.


Fosga-se, para melga já basto eu....


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Só a mim...




E o que é que estou a fazer neste momento?

A trabalhar!

A três dias de ir para casa de férias um engraçado lembrou-se de colocar no tribunal um procedimento cautelar que só tem mais 320 artigos e a menina vai ter que fazer a contestação.

Vai ser uma linda noitada acompanhada de café, tabaco, música e muitooooooooooooos papéis...



Quando a cabeça não tem juízo...

Os pés é que pagam...


É o que faz passar o dia sozinha. Começa a pensar em disparates.


Como hoje não tinha fome saí do gabinete e fui ver montras.


Resultado: menos uns euros na carteira e umas sandálias de cunha que me elevam 10 cm.




As minhas, como não podiam deixar de ser, são pretas


Chego a sítios mais altos, é certo.

"Bamboleio" mais as ancas, também é certo.

Mas que estou com os pés todos doridos, isso também é certo...

Estou porreira para dançar o mambo...





Uma eternidade...




Sabem quando se sente a falta de alguém?

Quando as horas parecem dias, os minutos dias e os segundos horas?

E o que fazemos com o tempo que custa a passar?


Paulo Geraldo escreveu:

"Temos muito tempo... Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos... O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos. A verdade é que não temos muito tempo.
Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver... sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um acto de coragem que lhe dê cor e sentido."

E o tempo continua a passar, até que a tesoura o corte subitamente... porque esquecer é difícil quando se tem coração...

E, definitivamente, o meu 5º piso avariou de vez.




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Fim da Amizade



Hoje tive oportunidade de reler um texto de Pedro Lomba publicado em 27 de Dezembro de 2007 sobre o "fim da amizade". não no sentido literal, mas no sentido em que muitos de nós ainda entendem e vivem a amizade.

Escreveu Pedro Lomba:

"De vez em quando vou recebendo mails de amigos a convidarem-me para fazer parte de redes sociais na Internet. Aceito quase sempre, mas depois não pratico. Redes como o Hi5, o Myspace, o Buzznet, o Hoverspot, o Facebook. São tantos os sites vocacionados para a criação de comunidades virtuais que é fácil perdermo-nos. E todos imensamente populares...

Percebo o sucesso destas redes. Milhões de adolescentes e pós-adolescentes sabem que não há assim muita coisa a que pertencer. As formas de pertença tradicionais (à família, à escola, à igreja) exigiam uma disciplina e uma ortodoxia que a espontaneidade subversiva da época corrompe.

Rapazes e raparigas em idade núbil já se satisfazem com pouco e rejeitam fidelidades. Nada de grupos para ficarem sujeitos a testes e deveres. Em vez disso, as redes sociais oferecem um produto mais apetecível: fazer parte de um mundo informal cujo único mandamento é conhecer gente. How people meet people?, perguntava, acho eu, Lou Reed. No Hi5.

Antes, as pessoas tinham os amigos de infância, da universidade, do trabalho. Eram categorias que espelhavam as nossas amizades em diferentes fases da vida. Agora, as novas gerações têm os "amigos" do Hi5. Sem esforço, um bem sucedido utilizador do Hi5 pode acumular 650 pessoas a que passa a chamar seus amigos.

Na sua Ética a Nicomáco, Aristóteles distinguiu três tipos de amizade, conforme a ideia em que cada uma se fundasse. Existiria uma amizade baseada no prazer, outra na utilidade e outra na virtude, para Aristóteles a amizade mais genuína e duradoura, aquela em que os amigos se uniriam para atingir o bem e a sabedoria. A visão elevada que Aristóteles tinha da amizade não desapareceu. Mesmo se nos fomos tornando cínicos, temos esperança de que a amizade possa ser uma espécie de amor moral. Não um amor por dever ou respeito, como o que se tem pelos pais ou pelos filhos, mas um amor que se forma na simples admiração por outra pessoa. Um amor realista e altruísta. Um amor que não depende de nenhuma idealização, de nenhum desejo. Um amor que nasce de uma espécie de consciência. É a nossa maior e mais promissora ambição para a amizade. As redes sociais como o Hi5 prescindem da amizade como uma experiência de dedicação admirativa em favor da obsessão doentia por conhecer e acumular pessoas. É óbvio que alguém que junta 500 "amigos" não acredita na amizade. Encheu a agenda, mostrou a sua agilidade e ficou na mesma. E a amizade só pode ser para levar a sério, senão não vale a pena."


Devo dizer que subscrevo, na íntegra, esta reflexão.

Costumo dizer que a família não se escolhe. Os amigos, sim! Talvez, por isso, os meus amigos cabem todos nos dedos de uma simples mão.

Mas os meus verdadeiros amigos sabem que podem contar comigo em qualquer circunstância.

Provavelmente o meu conceito de amizade está caduco. Mas será este conceito que irei preservar até ao fim...



Fosga-se...

Já não bastava estar uma gaja a trabalhar sozinha;

Já não bastava estar uma gaja a fumar sozinha;

Já não bastava estar uma gaja sem companhia no talk porque lembraram-se todos de ir de férias ao mesmo tempo.

Ainda tenho que ouvir o barulho infernal das obras na rua mesmo ao lado do meu gabinete?

Este ano está a ser uma verdadeira emoção...




Traição...


Só havia três coisas sagradas na vida:

a infância, o amor e a doença.

Tudo se podia atraiçoar no mundo,

menos uma criança,

o ser que nos ama

e um enfermo.

Em todos esses casos a pessoa está indefesa.
Miguel Torga



Disseste bem Miguel Torga: "havia".


Hoje em dia tudo se pode atraiçoar. Até os sonhos...






domingo, 9 de agosto de 2009

Baú das recordações...



Esta musica é dedicada aos quarentões e quarentonas que param nesta sala de estar.


Não haverá um de nós que nunca tenha dançado este tema nos bailes de garagem.

E não me perguntem porque raio me fui lembrar disto...


A importância de não pensar muito...




Assume na minha pessoa uma especial relevância.

Vejamos:

Quando comprei a casa onde moro, desenhei a cozinha que melhor se enquadrava no espaço que tinha. Optei, então, por ter todos os electrodomésticos encastráveis.

Vá-se lá saber porquê mas todos os frigorifícos de encastrar têm um interior pequeno e feio. Mas achava piada entrar na cozinha e não se ver o dito cujo.

Agora que ele foi à vida e precisei de comprar outro, optei por escolher um "agradável à vista".

O que não pensei é que, para isso, tinha que "destruir" parte da cozinha. É que o novo é bastante mais largo.

Conclusão: passei o domingo a "destruir a cozinha" e não faço a mínima ideia de como ela vai ficar...

E já não tenho idade para estas idiotices...


sábado, 8 de agosto de 2009

Resumo...



Sem filhas, as opções são mais que muitas para matar o tempo.

Ontem à noite, ao sair do emprego, eu e a minha cara-metade ligámos para o nosso "cunhado" ( o "aleijadinho"como ele gosta de ser chamado, ) e decidimos ir até ao Festival de Artesanato de Vila do Conde.

Não vos digo o que jantámos porque ainda hoje estou a sofrer os efeitos de termos comido e bebido como se o mundo fosse acabar ontem. E eu que tinha perdido nas últimas duas semanas 4 quilinhos...Tristeza!!! Nem me atrevo a pesar...

Não contentes, e já perto da meia-noite, rumámos até à Póvoa de Varzim.

Objectivo: bar bérbére (sim meninos, aquele mesmo onde fomos no 2º jantar blogueiro), para bebermos uma caipirinha e ouvirmos uma musica.

Completamente a abarrotar.

Optou-se por um passeio pela feira do livro até que completamente estourados, "alapámos" numa esplanada a beber e a conversar.

Hoje, nova tarefa.

Encontrar um novo frigorífico para substituir o que se estragou. Foi o dia inteiro mas lá conseguimos escolher um.


E esta foi uma das músicas que ontem fomos a cantar que nem uns doidos:








Parabéns Mãe!

Se fosses viva farias hoje 69 anos.

Nunca escrevi nada sobre ti.

É-me difícil, sabes.

Se tivesse que nomear um exemplo como mulher, serias tu.

Se tivesse que nomear uma lutador nata, serias tu.

Se tivesse que nomear uma pessoa íntegra, serias tu.

Não tenho qualquer dúvida que gostavas de mim. Mas eramos completamente diferentes.

Não havia dia que não pensasse que era uma desilusão para ti.

Não havia dia que não pensasse que, por mais que fizesse, nunca ficarias satisfeita.

Não havia dia que não desejasse ter a cumplicidade que tinhas com as outras.

Talvez por isso, nunca me abri contigo. Nunca te contei os meus problemas, os meus sonhos, as minhas angústias. Sempre tive receio da crítica que vinha a seguir.

Dizias, muitas vezes, que eu era uma pessoa fria. Sinceramente, não creio. Apenas tinha medo de me expôr.

Mas sabes que estive lá quando precisaste de trocar de papéis. Quando fui a mãe e tu a filha.
No dia em que partiste, olhaste-me nos olhos e pediste-me desculpa.

Nessa altura, no teu olhar soube que me amaste incondicionalmente, tal como eu sempre te amei.

Nessa altura, soube que nunca o demonstramos porque, simplesmente, não havia necessidade.

Porque, no fundo, sempre o soubemos.

Porque, no fundo, sempre nos entendemos na nossa diferença.

Alguns anos após a tua partida, e com a sabedoria que a idade nos vai dando, sei que tiveste que assumir muito cedo o papel de pai e de mãe de três raparigas. E foi em mim que confiaste para partilhar essa responsabilidade.

A mesma responsabilidade que me obrigou a crescer antes do tempo.

A mesma responsabilidade que fez a mulher que sou hoje.

E essa herança devo a ti.

Hoje farias 69 anos. No mesmo dia em que morreu o teu actor de eleição. Raúl Solnado.

Coincidências...


Nota - Peço desculpa por este post não estar aberto a comentários.



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Escolhas...






Em cada escolha
arriscas a vida que poderias ter;
em cada decisão,
perdê-la.

Richard Bach



Mas esta é a verdadeira liberdade...






Bom fim-de-semana!




Mensagem acabada de receber no telemóvel...




"Mãe, estou sem bateria.
Mas não precisas de estar sempre a ligar para a prima a perguntar se está tudo bem.
Já sabes que estou bem.
Se eu precisar de alguma coisa eu ligo."


Pois minha querida, já sei que estás bem e, acima de tudo, a divertir-te pelo que a última coisa que vais pensar é na tua mãe.

Deixa-me só dizer o seguinte: quando fores cota (sabes, aquela gaja velha e acabada), vais ansiar que alguém te ligue só para saber se estás bem. É sinal que és importante para alguém.

Mas, agora, diverte-te!

Nota - A mais velha também não me atendeu o telemóvel. Deve estar a fazer algo bem mais interessante do que falar com a mãe. E é nestas alturas que tenho consciência de que já não faço falta a ninguém...




Claro que não...




Claro que não acredito em bruxas.

Ia lá acreditar numa coisa dessas...

Deve ser por isso que depois de ter pago mil e tal euros a arranjar o carro no mês passado, hoje foi a embraiagem que foi à vida.

A sorte é que, reafirmo uma vez mais, eu não acredito em bruxas.

Já agora, alguém conhece alguma bruxa para eu tentar descobrir quem é o(a) desgraçado(a) que me anda a fazer a vida negra?





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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso