Hoje tem sido um dia bastante movimentado bem perto do meu estaminé.
As televisões conseguem esta proeza. Arrastam multidões ávidas de aparecerem na abertura dos noticiários.
Então quando os protagonistas são Pinto da Costa e Carolina Salgado...
Mas, pelos vistos, houve alguém que decidiu ter mais protagonismo que os outros e, vai daí, lembra-se de espetar uma valente bofetada, é o que dizem, na pobre Carolina Salgado.
Essa vai ser a notícia do dia. Qual crise, qual quê...
O processo? Também não interessa nada mas diz respeito a um caso de corrupção desportiva e reporta-se ao encontro Beira Mar-FC Porto, da 31ª jornada da Superliga de 2003/2004, que foi realizado em 18 de Abril de 2004, o qual terminou com um empate sem golos.
O processo até pode não dar em nada mas não fica a branco:
Anónimo prestes a saltar para a ribalta 1 - Carolina Salgado 0
Segui o exemplo da Abobrinha, fiz o teste e, pelos vistos, em matéria de identificação com a personagem do Sexo e da Cidade somos parecidas.
"Você até é muito descontraída e divertida, mas no que diz respeito às relações gosta de sentir compromisso e seriedade. Ainda pensa muito no passado e isso impede-a de andar para a frente. É inteligente mas deixa-se levar pelo coração."
Relativamente ao teste devo dizer que só não acertou em cheio porque não sou pessoa de ficar presa no passado. É verdade que o passado é responsável por aquilo que hoje sou mas tal nunca me impediu de andar para a frente. Aliás, é o meu passado que me impele a andar para a frente apesar de estar sempre a cair...
"E o que me mata é olhar no fundo dos seus olhos e ver neles o mesmo brilho, a mesma leveza, e sentir o seu sorriso me dizendo, entrelinhas, pra esperar, que a nossa história louca e mal escrita não acabou.
É o que me mata e me dá vida. E a ternura que eu sinto a cada vez que você me olha e sorri, o seu carinho, a importância que eu tenho na sua vida, esse sentimento maluco que você tem por mim e não sabe nem o que é, isso tudo se confunde com o amor que eu preciso tanto que você sinta. Mas eu sei, eu sei que não é amor. E você também sabe. Talvez seja por isso que você me mantém sempre por perto, porque você precisa do meu carinho para alimentar o seu vazio e te trazer paz por algum tempo, mas não me mantém do seu lado, porque para caminhar junto é preciso amor demais. E é nessa que a gente vai seguindo. E mesmo distante você precisa sentir que eu estou por perto e te acompanho de longe, que eu ainda te espero, porque você se sente seguro, porque você sabe que eu vou estar lá quando você cair, com o meu carinho e a minha paz."
Mas, desta vez, o caso parece sério. Não é o meu. Que eu cá não tenho caso nenhum. Mas de um colega que confessava a outro andar a enganar a mulher com uma mulher "toda giraça".
Dizia ele todo vaidoso: "Eh pá, eu até amo a minha mulher, mas sabes como é, a gaja é boa...".
Ainda bem, pensei eu para os meus botões (ou melhor, para o fecho porque hoje venho de vestido mas isso agora não interessa nada), que a gaja é boa porque o "fala-barato" de bom não tem nada.
Tenho a minha forma de estar na vida, os meus valores e os meus princípios. Mas tenho, sobretudo, duas máximas: não julgar os outros pelos meus próprios padrões e nunca afirmar que "desta água não beberei". Como consequência desta postura, não sou pessoa de criticar as opções da vida íntima de cada um.
Mas não gosto de "fanfarrões" que se vangloriam das conquistas. Mais a mais porque metade do que dizem quase sempre cai no exagero.
Mas este episódio fez-me recordar a frase de Marcel Proust:
" A mulher que amamos só poucas vezes satisfaz as nossas necessidades, pelo que lhe somos infiéis com a mulher que não amamos."
Dirigiu-se a mim a passos firmes e confiantes, apesar do peso que carregava na mão.
Recordo-me, sobretudo, dos seus enormes e expressivos olhos verdes e da sua cabeça alva.
Mas, sobretudo, recordo-me daquele sorriso...
Era um sorriso que iluminava aquele corredor frio e escuro enquanto aguardava notícias.
Olhou para mim e perguntou-me porque estava triste. Não me deixou responder na sua traquinice habitual.
- Vou-te contar uma história, disse ele. Aqui, continuou, quando alguém está triste contámos histórias.
Durante largos minutos, vagueámos num país longínquo onde um pequeno dragão gostava de andar às escondidas e de saltar à corda com os meninos de uma pequena aldeia e que um belo dia encontrou um pote de ouro por baixo do arco-íris.
Durante aqueles minutos era eu e ele. Unidos numa cumplicidade estranha que me fez esquecer a angústia da espera e me fez partilhar gargalhadas felizes.
Entretanto, vieram buscá-lo. Estava na hora da medicação.
Virou-se para mim e perguntou: Estás feliz agora?
Respondi que sim. Então, rodeou-me o pescoço com o braço que tinha livre e deu-me um beijo na cara, segredando-me ao ouvido - Ainda bem.
No dia seguinte, depois de visitar o meu pai, fui até à ala de pediatria do IPO procurá-lo. Levava um livro para colorir e lápis com as cores do arco-íris.
Não o vi e perguntei por ele a uma das enfermeiras. Respondeu-me que tinha falecido durante a noite.
Foi há 22 anos mas nunca me esqueci daquela criança de seis anos que teve a magia de me fazer feliz.
O seu nome? João.
Nota - Quem puder, ajude a "Acreditar", associação de pais e amigos de crianças com cancro.
1. Tudo indica que vamos ter um português na Casa Branca. É um cão, é certo, mas é de raça portuguesa. Já estou a imaginar o novo negócio para os portugueses...
A propósito do aniversário da minha querida amiga Cristina, fiz referência a um dos pensamentos de Jacson Heiderscheidt .
Disse, então, que existem aqueles momentos que, por mais breves e singelos que sejam, não queremos mudar, pelo contrário, queremos manter eternos e inalteráveis.
O desafio que coloco é este: enunciem 3 momentos que guardem como sendo daqueles instantes que, por qualquer motivo, vos fez viver a felicidade.
Uma vez mais passei a noite a ver a entrega dos Óscares.
É um hábito que tenho há muitos anos ou não fosse uma apaixonada pelo cinema.
Mas, e ao contrário dos outros anos, não vou falar da distribuição dos prémios até porque, com excepção da atribuição do Óscar de melhor actriz secundária a Penelope Cruz, as previsões cumpriram-se e o filme de Danny Boyle, "Quem quer ser bilionário", arrebatando oito dos dez prémios (incluindo melhor filme e realizador) para que estava nomeado, levou a melhor sobre o filme que levava maior número de nomeações:"O Estranho Caso de Benjamin Button " .
Este ano vou destacar o espectáculo em si.
Hugh Jackman provou que não é apenas o actor "mais sexy do mundo", mas, e acima de tudo, um dos poucos actores da actualidade verdadeiramente completos. Ele interpreta, dança, canta e tem um sentido de humor delicioso.
O espectáculo teve ritmo, humor e emoção. A forma encontrada para apresentar os nomeados para a melhor interpretação nas diferentes categorias foi fantástica.
Finalmente, a entrega a título póstumo do prémio de melhor interpretação secundária a Heath Ledger foi o responsável pelo momento quiçá mais emotivo da noite.
Desta vez valeu a pena estar a assistir à entrega dos Óscares até às cinco horas da manhã.
Jacson Fernando Heiderscheidt afirmou que “ os momentos são como fotos que podem ser guardados, mas não podem ser mudados”.
Quantos momentos nós vivemos que gostaríamos de mudar…
Mas há aqueles momentos que, por mais breves e singelos que sejam, não queremos mudar, pelo contrário, queremos manter eternos e inalteráveis.
Penso que a felicidade é isso mesmo. Esses momentos que vivemos e dos quais fazemos parte.
Recordo-me de estar sentada num local calmo, a deixar que o sol me beijasse a pele. Senti uma presença e olhei. Era pequena. Mais parecia daquelas crianças traquinas que está sempre a fazer disparates mas não conhece o mal. Era, acima de tudo, aquele sorriso doce de menina/mulher.
Revi-me naquela idade, com alguma saudade…
Instintivamente, adoptei-a. Não sei se é o meu instinto maternal. Não interessa. O importante é que foi daqueles momentos e, por isso mesmo, o guardo.
Cristina, apenas desejo que independentemente das “pancadas” que a vida te dê, e vais levar, mantenhas esse sorriso que nos mostra o que és.
Ora bem, só o Francisco Pensador acertou nas 3 mentiras da minha lista.
Vamos aos esclarecimentos:
- Já fui magra – MENTIRA – sempre tive mais peso do que era recomendável para a minha idade e para a minha altura, mesmo quando praticava 3 desportos profissionalmente;
- Já usei óculos – VERDADE – usei óculos dos 8 aos 40 anos. Quando fiz 40 anos decidi fazer a operação. Chorei no dia em que olhei o mar sem necessitar de óculos;
- Já fui locutora numa rádio – VERDADE – a minha verdadeira paixão. Fui jornalista e tive diversos programas durante os sete anos que exerci a profissão. Abandonei para exercer uma actividade que me desse mais garantias de futuro por causa da minha filha que, na altura, tinha um ano. Ainda hoje tenho saudades;
- Já apresentei o Marco Paulo num espectáculo – MENTIRA – durante os sete anos que estive na rádio entrevistei dezenas de artistas nacionais e internacionais e apresentei diversos espectáculos. Marco Paulo, curiosamente, foi o único que não entrevistei/apresentei;
- Já apanhei um namorado com outra na cama, disse bom dia a ambos, fechei a porta do quarto e vim-me embora....até hoje – VERDADE – namorávamos há 3 anos e estávamos noivos. Nunca me arrependi da minha decisão. Quatro meses depois conheci aquele que seria 5 meses mais tarde o meu marido. Este anos fazemos 22 anos de casados. Quanto ao “noivo”, nunca mais o vi apesar das diversas insistências dele;
- Já namorei com um jogador de futebol – VERDADE – Tinha 18 anos e foi o meu primeiro namorado. Era jogador do F.C.do Porto (só podia). Durou 3 meses até ele se apaixonar por uma irmã minha, ahahahahah;
- Já fui candidata à Assembleia da República – VERDADE – Em 26º lugar pela lista do Porto de um determinado partido. Estava na denominada zona cinzenta. Entraram os 24 primeiros. Mais tarde poderia ter ido substituir um deputado. Não aceitei;
- Já falei na televisão – MENTIRA – Já dei uma entrevista à televisão (sobre a problemática do trabalho infantil) e participei como convidada em dois debates políticos mas nunca falei na televisão (eu sei, esta foi um pouco traiçoeira);
- Já fui campeã de um torneio de sueca – VERDADE – sempre gostei de jogar a sueca. Com o meu falecido sogro éramos uma dupla imbatível. As nossas férias de Verão eram passadas na aldeia dele a participar en tudo o que era torneio de sueca e….ganhávamos, ahahahahah
Este post é resultado da minha teimosia ou, simplesmente, uma forma de cumprir com o desejo de colocar um post por dia e não fazer a mínima ideia do que hei-de falar porque continuar sem dormir uma boa noite de sono começa seriamente a surtir os seus efeitos.
Mas vamos lá que de insónias não reza a hisória:
Fui convidada para uma festa de carnaval para a próxima segunda-feira. Pela 1ª vez sou capaz de perder a vergonha e vou vestida de qualquer coisa que não a "NI".
Ora, serão vocês que irão escolher o meu traje entre duas alternativas: muçulmana (só para contrariar o D. José Policarpo) ou "Anos 20" (apenas porque tenho umas pernas jeitosas e o que é bom é para se ver).
Nota - Eu sei que todos os que aceitaram o desafio "9" já revelaram as 3 afirmações falsas.
Mas eu sou uma gaja teimosa. E tenho a certeza que algum de vós acaba por acertar.
Adenda às 22.44 horas - Acabo de ver que o Francisco o Pensador acertou nas 3. Amanhã explico tudo direitinho