domingo, 8 de fevereiro de 2009

Porque hoje me apetece dizer isto...

E alguém o disse melhor que eu...




Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém,
dizer o que ele deseja ouvir.

Difícil é ser amigo para todas as horas
e dizer sempre a verdade quando for preciso.

E com confiança no que diz.


Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Enigma para o fim-de-semana...



Porque será que ultimamente tenho tido a sensação de "déja vu" e leio coisas que já me tinham dito a mim?


"Mulheres gostosas"....



Já sei que a parte do Acórdão do Juíz brasileiro Cláudio Ferreira Rodrigues que está a dar mais celeuma é a parte em que ele chama às participantes do Big Brother "gostosas".


Não sei qual é a vossa opinião mas eu cá acho mais delicioso o pormenor relativo ao futebol "e se o autor (da queixa) fosse torcedor do Fluminense ou do Vasco, não haveria a necessidade de ter televisão, já que para sofrer não é preciso TV". Não sei porquê. fez-me lembrar os adeptos do Sporting e do Benfica.


Mas aqui fica a notícia na íntegra.


"Na vida moderna, não há como negar que um aparelho de televisão, presente na quase totalidade dos lares, é considerado um bem essencial. Sem ele, como o queixoso poderia assistir às gostosas do "Big Brother", afirmou num despacho o juiz Cláudio Ferreira Rodrigues, titular da Vara Cível de Campos dos Gpytacazes, a 278km do Rio de Janeiro.

O magistrado brasileiro de 39 anos justificou, desta forma, a sentença que dá ao queixoso o direito a receber 6 000 mil reais (cerca de 2 000 mil euros) de indemnização, por ter adquirido um televisor defeituoso. Segundo o juiz, o autor da acção de queixa disse ter ficado seis meses sem assistir ao "Big Brother", ao "Jornal Nacional" e a jogos de futebol.

O caso está a provocar polémica no Brasil, em especial no meio jurídico, mas o juiz diz não entender a razão. O magistrado alega que procura "ser sempre directo e o mais informal possível".

Cláudio Rodrigues argumenta : "(As participantes do "Big Brother Brasil") Não são escolhidas pelo padrão de beleza? 90% das mulheres que vão para lá são bonitas realmente. "Talvez eu tenha pecado pela linguagem", admite, acrescentando, com ironia, que poderia ter optado por escrever: 'sem televisão, como o autor (da queixa) poderia observar as meninas com um elevado padrão físico (em substituição a 'gostosas')?'"

Na curiosa sentença, o magistrado -que é adepto confesso do Flamengo - brincou também com dois outros clubes de futebol do Rio de Janeiro, afirmando que "se o autor (da queixa) fosse torcedor do Fluminense ou do Vasco, não haveria a necessidade de ter televisão, já que para sofrer não é preciso TV".

"Eu sou flamenguista, e toda a gente sabe disso. Há um outro processo em que eu sacaneio o meu próprio clube. Mas este não provocou nenhuma celeuma", disse Cláudio Rodrigues."

(In Jornal "Expresso")

Lembram-se do trintão?


Pois muito bem, o dito cujo enviou-me para o mail um poema.
Esta manhã pediu-me para publicar no blogue e dedicar à mãe (para quem não saiba é a Pinxexa).
O pedido foi acompanhado por uma enorme gargalhada o que poderá significar que ele, no fundo, não acreditava que eu publicasse o poema. É sinal que não me conhece...

Trintão, agora amanha-te....


Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se vêem.
Um se beija no outro, refletido.
Dois amantes que são? Dois inimigos.

Amantes são meninos estragados
pelo mimo de amar: e não percebem
quanto se pulverizam no enlaçar-se,
e como o que era mundo volve a nada.

Nada. Ninguém. Amor, puro fantasma
que os passeia de leve, assim a cobra
se imprime na lembrança de seu trilho.

E eles quedam mordidos para sempre.
deixaram de existir, mas o existido
continua a doer eternamente.



E até consegui arranjar uma música à maneira. É claro que ele, como trintão, não se lembra desta música mas que fez sucesso na sua altura, ai se fez......(o que eu dancei ao som desta música)...





Os Amantes - Mara Abrantes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Aviso ao mundo submarino...


Mais concretamente ao peixe que tem a mania de me arrastar para baixo:



O outro peixe é mais forte que tu!



Nota - Eu sei que não entenderam este post mas estou numa de parvalheira e afim...


Recebi por mail este texto e não resisti a colocar no blogue dado que fala dos afectos que os sentidos transmitem.


"Não sei quantas frases poderiam ser necessárias para desvendar os mistérios desses dois encantos. Talvez que todas as palavras não sejam suficientes.

Quando o olhar se acompanha do sorriso, há de se imaginar a atmosfera agradável à beleza e a alegria no contentamento, pois juntos, o olhar e o sorriso, fica plausível se imaginar o desfecho, quando a química se desenvolve, se expandindo em direcção a outro olhar com sorriso.


Nesse caso, as energias se atraem, dando chance ao nascer do sentimento que acalenta a vida.

Sorriso triste acompanhado de olhar que traduza resignação; olhar frio, parado, seguido de mordida nos lábios... O que pode se aperceber por trás dessa cortina cinzenta?! Desamor, aflição,derrota...Ódio - a antítese do primeiro.

É.

Mas olhar e sorriso são fiéis no conteúdo: Um não desmente o outro.
O sorriso nunca pode ser sarcástico quando o olhar disser que ama e nem olhar pode estar apaixonado se não se acompanhar de sorriso franco."
(JMACEDO)


O que eu queria mesmo?




Ir a uma discoteca e dançar até ao limite.



Estou linda, estou....

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Os meus segredos (alguns deles)....

A minha filha virtual, a Cristina, para quem não sabe (eu avisei que não ia variar muito), desafiou-me a expor seis segredos.

Vamos às regras:

1. Tenho de linkar quem me nomeou;
2. Tenho de contar seis factos (aleatórios) sobre mim;
3. Tenho de nomear seis vítimas e intimá-las nos respectivos blogues.


Vamos lá:


- Quando sou amiga, sou. Ponto final. E não perdoo deslealdade.Sempre tive mais amigos do sexo masculino do que feminino.Quando andava no liceu os rapazes vinham todos ter comigo para os ajudar a namorar com a rapariga de quem gostavam. Viam em mim a confidente e, quiçá, uma casamenteira nata. A verdade é que hoje há dois casais que ainda se mantêm e que começaram a namorar nessa altura com a minha "ajudita" (pelo menos é o que eles dizem).

- Dos 9 aos 16 anos fui jogadora federada de basquetebol e de andebol e durante 4 anos joguei...râguebi (era misto e nem vos explico como eram as placagens).

- Durante um bom par de anos fiz teatro amador tendo o meu ponto alto sido uma representação no Teatro S. João no Porto (tinha 14 anos e representei o papel de uma mulher de 65 anos, acho que já era o meu destino).

- Comecei a trabalhar aos 16 anos. Quando entrei para a faculdade comecei a trabalhar num organismo público e, em paralelo, como locutora de uma rádio onde fiquei durante sete anos (até a minha filha mais velha completar o 1º ano de vida). Foi em directo que comecei com o trabalho de parto. Nem vos conto...., mas ainda tive tempo de ir fazer uma permanente antes de ir para o hospital.


- Quando me sinto em baixo ou desiludida, refugio-me no trabalho e na música. Há quem seja dependente do telemóvel. Eu sou dependente do I-pod.


- Assumo: sou complexada mas todos os dias faço um esforço para me superar.

Vamos aos nomeados: Djinn, Lança, Pinxexa, Gugui, Tuli, Abobrinha (se porventura já foram nomeados, melhor para vocês)

Trintões, trintonas, quarentões, quarentonas e afins - II Parte


Como me perdi no meio dos comentários ao post anterior, penso que é preferível elaborar as conclusões a que chegaram os meus Amigos:



1ª A Pinxexa está em alta e recomenda-se;


2ª O trintão não é, definitivamente, filho da Pinxexa;


3ª A dita cuja (a cinquentona), está com graves problemas de visão e necessita de uma consulta da especialidade com urgência;


4ª Eu aparento mais 10 anos que a Pinxexa (apesar de só ter mais 3).


5ª Ai que contente eu estou hoje!...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Trintões, trintonas, quarentões, quarentonas e afins....


Recordam-se de uma quarentona que ontem, vendo-se sem a sua amiga, almoçou com um trintão?



Ora muito bem, hoje o almoço repetiu-se...



Eis, quando uma colega, esta já cinquentona, se vira para ela e apontando para o trintão (o tal que a Abobrinha diz estar subaproveitado), exclama? É seu filho?




Resultado: Meus amigos, nem imaginam, o que tenho estado a aturar!....



ADENDA ÀS 15.12 H.: Para que a Pinxexa fique bem disposta (e não é mentira) - acabaram de me dizer que eu aparentava ter a idade que tenho (43) e a Pinxexa aparentava 35 anos. Considerando que eu sou mais velha que a Pinxexa 3 anos, acho que ela acabou de receber um grande elogio. Quanto a mim....não comento!!!!! Abobrinha, ainda tens a caçadeira?


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Divórcio



É mais uma do "Expresso".

Pelos vistos " uma economista norte-americana desenvolveu uma ferramenta que permite prever - com base em estatísticas norte-americanas -, a probabilidade de divórcio dos cibernautas que a utilizam".


Segundo a mesma notícia, "A 'Calculadora do Casamento' utiliza informações como o tempo de casamento, a idade actual, a idade na altura em que o casamento foi celebrado, o número de filhos e o grau de escolaridade para as comparar com a duração do casamento de pessoas cuja situação era semelhante e que já se divorciaram...

Em 2006, data dos últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), foram decretados 23 935 divórcios, ou seja, 48% dos casamentos em Portugal terminam em separação registada. "


Se quiserem, podem fazer o teste aqui .



Já agora, a probabilidade de me divorciar é de 34%. Nada mau...

Dormir muito faz mal?


Voltámos às notícias do Jornal "Expresso":

Para além de sermos todos uns drogados, ficamos também a saber que dormir de mais pelos vistos faz mal.

Só me resta agradecer às minhas insónias os anos de vida que me vão acumulando.

Duvidam? Leiam só:

"A maior parte dos adultos, principalmente os adolescentes, adoram o pensamento de desligar o alarme e dormir até tarde. Vamos tarde para a cama, acordamos cedo e passamos os nossos dias a beber café, a comer açúcar, a bebericar Coca-Cola e a fumar cigarros atrás uns dos outros, tudo isto num esforço para nos mantermos vivos de modo a trabalhar o dia todo, e depois recomeçar o ciclo todo outra vez algumas horas mais tarde.


Dizem-nos que toda esta privação de sono mais tarde acabará por ter o seu preço. Afecta-nos fisiologicamente, cansando-nos, causando "stress" e excesso de peso. E afecta os que estão à nossa volta, tornando-nos rezingões, letárgicos, irritáveis e aumentando as possibilidades de causarmos acidentes no trabalho e na auto-estrada.


Mas imaginem por segundos que o inverso era verdade. Imaginem que as oito horas de sono que os responsáveis pela saúde há muito recomendam podiam mesmo fazer-nos mal. E se dormir muito fosse pior do que dormir pouco?


Isso é exactamente o que os cientistas suspeitam agora. Esqueça-se das velhas ideias de quanto é demasiado sono ou poucas horas de sono. A pesquisa do mundo do sono virou-se para outro lado em 2002, quando se descobriu num estudo de mais de um milhão de americanos adultos - depois de se verificar a idade, a dieta alimentar, o tabaco e outras importantes variáveis - que dormir mais de sete horas por noite está associado a uma vida mais curta.


Estas descobertas foram chocantes. No período de investigação de seis anos, o risco de morrer aumentou enquanto as pessoas ficavam na cama mais de sete horas a dormir. As pessoas que tinham uma média de oito horas por noite tinham mais 12% de hipóteses de morte antecipada e as pessoas que tomavam comprimidos para dormir também tinham mais probabilidades de morrer mais novos.


Seis a sete horas de sono por noite pareciam ser a dose mágica que leva a uma vida mais dilatada. Um estudo único com descobertas tão inesperadas como estas pode muitas vezes não ser valorizado por um público incrédulo que o considera um acaso. Mas desde a sua publicação, vários outros estudos, incluindo um no Brigham e Women's Hospital, em Boston, chegaram à mesma conclusão.


Também se demonstrou claramente que a esperança de vida diminui quando o sono cai para menos de sete horas, embora não tão abruptamente como acontece com oito horas ou mais. Mas a parte mais interessante disto tudo é que ninguém sabe exactamente porque é que ter mais de sete horas de olhos fechados, a longo prazo, é tão mau para a nossa saúde.


Dormir de mais será como comer de mais. Podemos comer mais comida do que a que precisamos, beber mais líquidos do que os que precisamos, empanturrarmo-nos em doces e álcool e ao mesmo tempo apreciarmos cada segundo em que o fazemos. Mas mais tarde pagamos um preço por estes excessos, sob a forma de aumento de peso, doença e outros problemas de saúde. Possivelmente haverá um aspecto desconhecido do sono que funcione de forma semelhante e que se vire contra nós.


Então, mais uma vez, há a forte possibilidade de sono a mais não ser a causa da doença, mas o resultado dela. As pessoas que dormem mais podem simplesmente ter doenças não diagnosticadas que causam a fadiga - diabetes, apneia do sono, problemas de coração - e a morte prematura.


A maior parte dos especialistas do sono estão relutantes em retirar conclusões firmes para já porque a relação entre dormir muito e uma esperança de vida mais curta ainda é tecnicamente uma correlação. A causa e o efeito ainda têm de ser estabelecidos. Entretanto, talvez seja melhor levar a ligação a sério. Encare-a como a forma de o seu corpo lhe dizer para se deixar de preguiças, sair da cama e apreciar o dia. "

Decididamente...


Não tenho paciência para ser lady.


Estar um dia inteiro sem fazer nada e sem falar com ninguém, não é para mim.



Fim-de-semana prolongado forçado...

Pois é.
Hoje não fui trabalhar.
A minha herdeira mais nova veio das provas de natação do fim-de-semana com uma valente amigdalite.
Quanto a mim, vou aproveitar o dia para me armar em "lady" e não vou fazer nenhum.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Quimica do Amor


Afinal parece que somos todos uns drogados a acreditar nas investigações sobre o Amor e a Química. A culpa é de uma tal dopamina, Mas a serotonina também tem culpas no cartório. E não pensem que a testosterona e o estrogénio se livram de serem suspeitos deste autêntico cocktail de drogas. Confesso que de todos os suspeitos a oxitocina é aquela por quem nutro maior simpatia.

Mas vamos à notícia do Jornal "Expresso":


"Há quem diga que o amor é uma droga: sob a sua acção, o organismo é inundado por uma descarga química que produz efeitos semelhantes aos de um opiáceo.

O que é o amor? Será, como escreveu Stendhal, o "milagre da civilização"? Será mais arte que sentimento, como defendeu Paul Morand? Ou será, afinal, "algo que não se define", antes se sente (Séneca, pensador romano)?

O debate é provavelmente tão antigo quanto as inquietações sobre as origens do Homem. Ao longo da História, vários têm sido os poetas, escritores e artistas que, cantando as virtudes do amor, têm contribuído para a compreensão deste fenómeno transcendente e antagónico: tanto é capaz de iluminar-nos a alma e encher-nos de vida como, num ápice, rasgar-nos o coração e apagar qualquer centelha de esperança. "Nascemos para amar", escreveu o político e autor britânico Benjamin Disraeli. "O amor é o princípio da existência e o seu único fim".

Mas, afinal, o que define o amor? A antropóloga norte-americana Helen Fisher, autora de "Porque Amamos - A Natureza Química do Amor Romântico" (Relógio D'Água, 2008), tem vindo a dedicar a sua carreira a decifrar esse enigma. A resposta, defende na obra, é menos romântica e mais previsível do que se esperava. O amor é... química, sentencia friamente. Uma alquimia complexa que envolve duas hormonas sexuais, a testosterona e o estrogénio, e dois neurotransmissores, a dopamina e a serotonina. A ciência, afinal, apenas confirma o senso comum. Quantos de nós já não nos escudamos na "química" para explicar aquele magnetismo incontrolável, o desejo irrefreável, a vertigem sentimental que nos liga a alguém? Química portanto, não simbólica mas literal.

A visão fica a dever muito ao romantismo, mas Fisher vai mais longe. A professora de Antropologia da Universidade de Rutgers socorre-se de Darwin para explicar que o amor, mais do que um sentimento nobre e transcendental, tem um papel evolutivo: existe para permitir a reprodução da espécie. E ainda que, como animais sexuais que somos, não precisemos de amar para nos envolvermos sexualmente, todos procuramos a pessoa ideal para assentar e constituir família. Mais do que máquinas sexuais, somos máquinas reprodutoras, diz-nos Fisher. O amor é apenas um meio para um fim muito mais nobre: a sobrevivência da raça humana. Esqueça, pois, os chocolates Godiva, as trufas, os diamantes e o champanhe caro.

A poção do amor não pode ser comprada nem mesmo na melhor loja. A primeira boa notícia é que existe dentro de cada um de nós. Basta encontrar a pessoa certa para a activar. A segunda é que a ciência pode ajudar-nos a consegui-lo mais eficazmente. Na sua última obra, "Why Him? Why Her?" (Porquê Ele? Porquê Ela?, numa tradução literal), acabada de publicar nos Estados Unidos, Fisher recorre ao seu conhecimento sobre a acção da testosterona, do estrogénio, da dopamina e da serotonina para traçar quatro tipos de personalidade distintas e explicar a sua influência nas relações românticas. Porque se as relações duradouras dependem mais do estatuto e da história de vida em comum, é a compatibilidade entre personalidades que soltará as faíscas no primeiro encontro.

Associados a elevados níveis de estrogénio, os Negociadores são introspectivos e analíticos, revelando grande habilidade para lidar com as pessoas. Cheios de testosterona, os Directores são bastante competitivos, ambicionando desempenhar papéis de liderança. Sob a influência da serotonina, os Construtores são os pais de família dos subúrbios, populares entre colegas e amigos, e pilares das suas comunidades. Por fim, os Exploradores, afectados por uma elevada acção da dopamina, são criativos e energéticos, não dispensando uma boa aventura.

As características de cada um dos tipos de personalidade ajudam a explicar a sua compatibilidade. Construtores e Exploradores tendem a procurar parceiros com o mesmo tipo de personalidade. Os primeiros porque sendo tão tradicionais - "são os casamentos de 50 anos, com cinco filhos", ilustra a autora - dificilmente conseguem tolerar outro tipo. Mais curiosa, sobretudo de um ponto de visto evolutivo, é a atracção entre Exploradores. Quem vai tomar conta das crianças quando ambos estiverem a subir ao Evereste ou no bar a tomar drogas?, interroga-se Fisher. Já Negociadores e Directores completam-se: precisam das características uns dos outros.

"Tudo o que fazemos tem um componente químico", explica Fisher ao Expresso. Conhecer a receita não destrói, contudo, o romantismo, garante a antropóloga. "Podemos conhecer todos os ingredientes químicos de um bolo de chocolate ou de uma cerveja e ainda assim desfrutar do prazer de consumi-los." Nisto do amor, o melhor é deixar espaço para o acaso. É que o coração tem caminhos que a própria razão desconhece.

As três fases do amor:

Desejo sexual
É a fase da luxúria, do impulso sexual indiscriminado desencadeado pelas nossas hormonas sexuais, a testosterona nos homens e o estrogénio nas mulheres.

Amor Romântico
É a fase da atracção sexual selectiva, do enamoramento e da paixão. É quando perdemos o apetite, a concentração, o sono e a razão. É quando o coração bate mais depressa, as mãos ficam suadas e a respiração parece falhar. A passagem da fase do desejo para a do amor é controlada pela feniletilamina, uma molécula natural semelhante às anfetaminas. Há uma descarga de dopamina e norepinefrina, duas substâncias associadas aos centros de prazer no cérebro. São, na prática, estimulantes naturais do cérebro.

Fase de ligação
É a fase do compromisso, do amor maduro, da estabilidade emocional. Aqui entram em acção sobretudo duas hormonas: a oxitocina, libertada durante o sexo e conhecida como a "hormona do carinho" ou "do abraço"; e a vasopressina, tida como a hormona da fidelidade."

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso