segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dormir muito faz mal?


Voltámos às notícias do Jornal "Expresso":

Para além de sermos todos uns drogados, ficamos também a saber que dormir de mais pelos vistos faz mal.

Só me resta agradecer às minhas insónias os anos de vida que me vão acumulando.

Duvidam? Leiam só:

"A maior parte dos adultos, principalmente os adolescentes, adoram o pensamento de desligar o alarme e dormir até tarde. Vamos tarde para a cama, acordamos cedo e passamos os nossos dias a beber café, a comer açúcar, a bebericar Coca-Cola e a fumar cigarros atrás uns dos outros, tudo isto num esforço para nos mantermos vivos de modo a trabalhar o dia todo, e depois recomeçar o ciclo todo outra vez algumas horas mais tarde.


Dizem-nos que toda esta privação de sono mais tarde acabará por ter o seu preço. Afecta-nos fisiologicamente, cansando-nos, causando "stress" e excesso de peso. E afecta os que estão à nossa volta, tornando-nos rezingões, letárgicos, irritáveis e aumentando as possibilidades de causarmos acidentes no trabalho e na auto-estrada.


Mas imaginem por segundos que o inverso era verdade. Imaginem que as oito horas de sono que os responsáveis pela saúde há muito recomendam podiam mesmo fazer-nos mal. E se dormir muito fosse pior do que dormir pouco?


Isso é exactamente o que os cientistas suspeitam agora. Esqueça-se das velhas ideias de quanto é demasiado sono ou poucas horas de sono. A pesquisa do mundo do sono virou-se para outro lado em 2002, quando se descobriu num estudo de mais de um milhão de americanos adultos - depois de se verificar a idade, a dieta alimentar, o tabaco e outras importantes variáveis - que dormir mais de sete horas por noite está associado a uma vida mais curta.


Estas descobertas foram chocantes. No período de investigação de seis anos, o risco de morrer aumentou enquanto as pessoas ficavam na cama mais de sete horas a dormir. As pessoas que tinham uma média de oito horas por noite tinham mais 12% de hipóteses de morte antecipada e as pessoas que tomavam comprimidos para dormir também tinham mais probabilidades de morrer mais novos.


Seis a sete horas de sono por noite pareciam ser a dose mágica que leva a uma vida mais dilatada. Um estudo único com descobertas tão inesperadas como estas pode muitas vezes não ser valorizado por um público incrédulo que o considera um acaso. Mas desde a sua publicação, vários outros estudos, incluindo um no Brigham e Women's Hospital, em Boston, chegaram à mesma conclusão.


Também se demonstrou claramente que a esperança de vida diminui quando o sono cai para menos de sete horas, embora não tão abruptamente como acontece com oito horas ou mais. Mas a parte mais interessante disto tudo é que ninguém sabe exactamente porque é que ter mais de sete horas de olhos fechados, a longo prazo, é tão mau para a nossa saúde.


Dormir de mais será como comer de mais. Podemos comer mais comida do que a que precisamos, beber mais líquidos do que os que precisamos, empanturrarmo-nos em doces e álcool e ao mesmo tempo apreciarmos cada segundo em que o fazemos. Mas mais tarde pagamos um preço por estes excessos, sob a forma de aumento de peso, doença e outros problemas de saúde. Possivelmente haverá um aspecto desconhecido do sono que funcione de forma semelhante e que se vire contra nós.


Então, mais uma vez, há a forte possibilidade de sono a mais não ser a causa da doença, mas o resultado dela. As pessoas que dormem mais podem simplesmente ter doenças não diagnosticadas que causam a fadiga - diabetes, apneia do sono, problemas de coração - e a morte prematura.


A maior parte dos especialistas do sono estão relutantes em retirar conclusões firmes para já porque a relação entre dormir muito e uma esperança de vida mais curta ainda é tecnicamente uma correlação. A causa e o efeito ainda têm de ser estabelecidos. Entretanto, talvez seja melhor levar a ligação a sério. Encare-a como a forma de o seu corpo lhe dizer para se deixar de preguiças, sair da cama e apreciar o dia. "

Decididamente...


Não tenho paciência para ser lady.


Estar um dia inteiro sem fazer nada e sem falar com ninguém, não é para mim.



Fim-de-semana prolongado forçado...

Pois é.
Hoje não fui trabalhar.
A minha herdeira mais nova veio das provas de natação do fim-de-semana com uma valente amigdalite.
Quanto a mim, vou aproveitar o dia para me armar em "lady" e não vou fazer nenhum.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Quimica do Amor


Afinal parece que somos todos uns drogados a acreditar nas investigações sobre o Amor e a Química. A culpa é de uma tal dopamina, Mas a serotonina também tem culpas no cartório. E não pensem que a testosterona e o estrogénio se livram de serem suspeitos deste autêntico cocktail de drogas. Confesso que de todos os suspeitos a oxitocina é aquela por quem nutro maior simpatia.

Mas vamos à notícia do Jornal "Expresso":


"Há quem diga que o amor é uma droga: sob a sua acção, o organismo é inundado por uma descarga química que produz efeitos semelhantes aos de um opiáceo.

O que é o amor? Será, como escreveu Stendhal, o "milagre da civilização"? Será mais arte que sentimento, como defendeu Paul Morand? Ou será, afinal, "algo que não se define", antes se sente (Séneca, pensador romano)?

O debate é provavelmente tão antigo quanto as inquietações sobre as origens do Homem. Ao longo da História, vários têm sido os poetas, escritores e artistas que, cantando as virtudes do amor, têm contribuído para a compreensão deste fenómeno transcendente e antagónico: tanto é capaz de iluminar-nos a alma e encher-nos de vida como, num ápice, rasgar-nos o coração e apagar qualquer centelha de esperança. "Nascemos para amar", escreveu o político e autor britânico Benjamin Disraeli. "O amor é o princípio da existência e o seu único fim".

Mas, afinal, o que define o amor? A antropóloga norte-americana Helen Fisher, autora de "Porque Amamos - A Natureza Química do Amor Romântico" (Relógio D'Água, 2008), tem vindo a dedicar a sua carreira a decifrar esse enigma. A resposta, defende na obra, é menos romântica e mais previsível do que se esperava. O amor é... química, sentencia friamente. Uma alquimia complexa que envolve duas hormonas sexuais, a testosterona e o estrogénio, e dois neurotransmissores, a dopamina e a serotonina. A ciência, afinal, apenas confirma o senso comum. Quantos de nós já não nos escudamos na "química" para explicar aquele magnetismo incontrolável, o desejo irrefreável, a vertigem sentimental que nos liga a alguém? Química portanto, não simbólica mas literal.

A visão fica a dever muito ao romantismo, mas Fisher vai mais longe. A professora de Antropologia da Universidade de Rutgers socorre-se de Darwin para explicar que o amor, mais do que um sentimento nobre e transcendental, tem um papel evolutivo: existe para permitir a reprodução da espécie. E ainda que, como animais sexuais que somos, não precisemos de amar para nos envolvermos sexualmente, todos procuramos a pessoa ideal para assentar e constituir família. Mais do que máquinas sexuais, somos máquinas reprodutoras, diz-nos Fisher. O amor é apenas um meio para um fim muito mais nobre: a sobrevivência da raça humana. Esqueça, pois, os chocolates Godiva, as trufas, os diamantes e o champanhe caro.

A poção do amor não pode ser comprada nem mesmo na melhor loja. A primeira boa notícia é que existe dentro de cada um de nós. Basta encontrar a pessoa certa para a activar. A segunda é que a ciência pode ajudar-nos a consegui-lo mais eficazmente. Na sua última obra, "Why Him? Why Her?" (Porquê Ele? Porquê Ela?, numa tradução literal), acabada de publicar nos Estados Unidos, Fisher recorre ao seu conhecimento sobre a acção da testosterona, do estrogénio, da dopamina e da serotonina para traçar quatro tipos de personalidade distintas e explicar a sua influência nas relações românticas. Porque se as relações duradouras dependem mais do estatuto e da história de vida em comum, é a compatibilidade entre personalidades que soltará as faíscas no primeiro encontro.

Associados a elevados níveis de estrogénio, os Negociadores são introspectivos e analíticos, revelando grande habilidade para lidar com as pessoas. Cheios de testosterona, os Directores são bastante competitivos, ambicionando desempenhar papéis de liderança. Sob a influência da serotonina, os Construtores são os pais de família dos subúrbios, populares entre colegas e amigos, e pilares das suas comunidades. Por fim, os Exploradores, afectados por uma elevada acção da dopamina, são criativos e energéticos, não dispensando uma boa aventura.

As características de cada um dos tipos de personalidade ajudam a explicar a sua compatibilidade. Construtores e Exploradores tendem a procurar parceiros com o mesmo tipo de personalidade. Os primeiros porque sendo tão tradicionais - "são os casamentos de 50 anos, com cinco filhos", ilustra a autora - dificilmente conseguem tolerar outro tipo. Mais curiosa, sobretudo de um ponto de visto evolutivo, é a atracção entre Exploradores. Quem vai tomar conta das crianças quando ambos estiverem a subir ao Evereste ou no bar a tomar drogas?, interroga-se Fisher. Já Negociadores e Directores completam-se: precisam das características uns dos outros.

"Tudo o que fazemos tem um componente químico", explica Fisher ao Expresso. Conhecer a receita não destrói, contudo, o romantismo, garante a antropóloga. "Podemos conhecer todos os ingredientes químicos de um bolo de chocolate ou de uma cerveja e ainda assim desfrutar do prazer de consumi-los." Nisto do amor, o melhor é deixar espaço para o acaso. É que o coração tem caminhos que a própria razão desconhece.

As três fases do amor:

Desejo sexual
É a fase da luxúria, do impulso sexual indiscriminado desencadeado pelas nossas hormonas sexuais, a testosterona nos homens e o estrogénio nas mulheres.

Amor Romântico
É a fase da atracção sexual selectiva, do enamoramento e da paixão. É quando perdemos o apetite, a concentração, o sono e a razão. É quando o coração bate mais depressa, as mãos ficam suadas e a respiração parece falhar. A passagem da fase do desejo para a do amor é controlada pela feniletilamina, uma molécula natural semelhante às anfetaminas. Há uma descarga de dopamina e norepinefrina, duas substâncias associadas aos centros de prazer no cérebro. São, na prática, estimulantes naturais do cérebro.

Fase de ligação
É a fase do compromisso, do amor maduro, da estabilidade emocional. Aqui entram em acção sobretudo duas hormonas: a oxitocina, libertada durante o sexo e conhecida como a "hormona do carinho" ou "do abraço"; e a vasopressina, tida como a hormona da fidelidade."

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Pensamento para o fim-de-semana


Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar

E eu não vou me resignar nunca

Darcy Ribeiro

Não é por nada...






Mas acho que eu e a Pinxexa não devemos beber vinho à hora de almoço. É que dá cá um sono....

Vou começar a levar dinheiro...


Por estas consultas.

É que os astrólogos ganham muito dinheiro e isto de dar consultas de graça com a crise que anda para aí, não é nada.
Mas, enfim, cá vai para o Senhor que me pediu como conquistar uma mulher do signo de Touro os meus conselhos de borla:

As mulheres do signo do Touro ganharam ao longo dos anos a reputação de serem as mais atraentes do Zodíaco. O planeta que influencia Touro é Vénus e, embora também influencie a Balança, a sua influência sobre as pessoas daquele signo é mais directa.


As mulheres do signo do Touro são muito determinadas, pensam cuidadosamente e não se deixam atemorizar ou apressar quando tomam decisões.


Essencialmente, estas pessoas preferem viver no campo, embora as suas carreiras profissionais os mantenham na cidade a maior parte das vezes. Gostam de cultivar flores.


Não é boa ideia dizer piropos assim como sugerir-lhes ligações despreocupadas. Isto não acordará pura e simplesmente as suas paixões. Na verdade são muito convencionais e facilmente se desinteressam. Em vez disso é preferível não apressar as coisas, usar a lisonja, admirar as suas roupas e, se visitar a casa delas, comente favoravelmente o seu bom gosto e admire os seus objectos que são muito importantes para elas.


As mulheres de Touro são quase sempre conservadoras, mas não considerem o seu formalismo artificial. É simplesmente uma maneira de tornar a vida mais civilizada e elegante. Os seus modos calmos ajudam os que os rodeiam a acalmar.


O seu magnífico sentido de humor e o facto de aceitarem bem uma piada torna-os muito populares.


Também gostam muito de luxo e das coisas boas da vida.

Se precisar de escolher uma prenda para uma mulher de Touro, escolha discos, flores, um lenço ou uma mala de maquilhagem.


Mas, sem dúvida, a melhor forma de chegar ao coração de uma mulher de Touro é através de uma caixa de chocolates. É que a gula é o seu maior pecado...


Para primeiro encontro sugira um bom restaurante. É meio caminho para agradar a uma mulher Touro...



Nota final: Meu amigo, esquece tudo o que escrevi. O mais fácil é convidares a mulher de quem gostas para um café e dizeres isso mesmo olhos nos olhos. O máximo que te pode acontecer é ela dizer que não interessada numa relação contigo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Hoje estou sem palavras...



Mas há imagens que valem por mil palavras...

Confiança. Sim ou não?



Joyce Brothers afirmou: "A maior prova de amor é a confiança".


O desafio que lanço hoje é este: é possível uma relação onde não há confiança?


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

E porque venho com uma força desgraçada...


Aqui fica o pensamento da semana:


Ser mulher é algo difícil,
já que consiste basicamente em lidar com homens.

Joseph Conrad

Falta muito para 2010? Ou então mudem-me o signo...


A astrologia está para mim como as bruxas.

Eu explico: acreditar, não acredito mas que existem, existem.

Recordam-se de eu ter dito que o ano de 2009 ia ser negro para os nativos de peixes? Pelo menos foi a ideia que os astrólogos venderam.

Verdade ou não é que este ano começa bem para os meus lados e ainda só passaram 27 dias:

Ora vamos lá ver:

Uma separação na família;

Uma familiar internada com doença grave;

Estagnação na carreira por mais 10 anos, enquanto vejo alguns a ultrapassar-me a uma velocidade mais rápida que a do som;

E, finalmente, mais um evento do qual não me apetece falar mas que releva para a contagem final.

Ora, eu já não tenho vinte aninhos, nem trinta. Em Março já vou ter 22 anos em cada perna. Um bocadinho de folga dava jeito.

Agora digam lá que não apetece fazer uma travessia no deserto. Melhor ainda, ficar na sornice sem fazer nenhum. Pelos vistos os que nada fazem é que são recompensados.

Não há dúvida: o ano começa muito bem...

De Regresso...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso