
"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram.
E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa."
Antoine de St. Exupery
Vem este pensamento a propósito do tema de hoje: Infidelidade
Porquê este tema? Devido a uma notícia que li hoje em que uma mulher afirmava não estar minimamente aborrecida pelo facto do marido lhe ser infiel com a vizinha, pelo contrário, afirma a dita cuja, até ficava “livre do aspecto sexual”!!!
O que a senhora já considerava uma falta de respeito para com ela era o facto da amante do marido ter ficado desempregada e o marido a estar a ajudar financeiramente.
Isto é, para a senhora o facto do marido ter a vizinha como amante não indiciava qualquer falta de respeito. Agora, mexer no dinheiro de ambos, isso sim…
Fiquei com sérias dúvidas se a senhora estava a falar de um casamento ou de um contrato económico mas enfim…
A verdade é que aos longos dos tempos temos vindo a assistir a uma alteração dos valores relativos aos afectos.
Hoje em dia é comum defender-se a ideia de que a liberdade sexual é um direito sem restrições.
Assim sendo, conceitos como o da fidelidade conjugal estão completamente fora de moda e vêm sendo substituídos pelas “amizades coloridas”, o swing, entre outros.
Assumo: nesta matéria sou uma”velha do Restelo”.
Não quero com isto dizer que não respeito a opção sexual das outras pessoas. Todas as opções desde que assumidas têm que ser respeitadas.
Contudo, entendo que numa relação a dois o respeito é fundamental e ainda não me conseguiram convencer que a infidelidade, seja qual for a forma que revista, não constitui uma falta de respeito pelo outro mesmo com a anuência deste.
Para mim, se uma das partes da relação, ou ambas, sente a necessidade de ser infiel é porque a relação que tem não é suficiente.
Mas tenho consciência que esta minha postura é partilhada por um número cada vez menor de pessoas.