Questionaram-me por e-mail o motivo pelo qual eu privilegiava os pensamentos em detrimento de textos da minha autoria.
A questão colocada fez-me reflectir por duas ordens de razão: a primeira, porque sempre gostei de escrever (aliás, de quando em vez lá me vão acusando de que os meus pareceres são autênticos “testamentos”, tal é a minha dificuldade em parar de escrever quando exponho argumentos/opiniões) e a segunda, não menos importante, porque sempre tive aquela necessidade impulsiva de escrever.
Porquê, então, a opção de colocar pensamentos?
A resposta, afinal, é simples.
Estamos perante um blog pessoal. Desde logo o objecto está restringido. Poderia, simplesmente, escrever textos que fossem um reflexo daquilo que me acontece na vida e que desejava partilhar ou simplesmente recordar. Não o deixo de fazer de quando em vez.
Mas, mais importante para mim do que partilhar experiências pessoais é “conversar”. Tal e qual. Uma conversa virtual, é certo, mas nunca uma conversa hermética. Uma tertúlia onde se discutem ideias, princípios e valores.
Um texto pessoal é sempre hermético porquanto não deixa de ser um reflexo daquilo que nos acontece na vida e que desejamos partilhar ou simplesmente recordar. Mas, a vida, é muito mais do que a nossa vivência pessoal.