Não escolhemos por quem nos apaixonámos e, por vezes, são muitos os obstáculos que nos pode separar da pessoa
de quem gostámos. E, quantas vezes a razão não nos deixa apaixonar por aquele(a) que o coração já escolheu...
Mas, se assim não fosse, a vida seria fácil de mais.
O problema é quando a dúvida nos assalta e temos medo de a enfrentar. Quando nos esquecemos de que as dúvidas fazem parte do nosso crescimento enquanto pessoas. De que o importante é lutar contra o nosso medo de enfrentar a dúvida.
Apesar de difícil, temos de tentar seguir a máxima: Nunca chores por aquilo que fizeste mas por aquilo que pudeste fazer e deixaste de fazer.
Porque a pior dúvida é aquela que começa por: " E se eu... "
"Quem inventou o amor esqueceu de excluir o amor proibido
da lista dos amores possíveis.
Enganamos a nós mesmos e quando percebemos
estamos na lista dos impossíveis,
improváveis e não isentos de sofrimentos..."
Cristiane Martins Galvão
Será que é possível um amor impossível? Mas porquê impossível? Por medo de preconceitos? Por medo do desconhecido? Por medo de sairmos da nossa zona de conforto? Para não magoar terceiros? Será que a maior prova de amor é deixarmos partir quem amámos e, com isso, não vivermos o amor?
Já viveram um amor proibido/impossível?
Ou será que é impossível existir um amor impossível porque quando se trata de amor mão existem barreiras?
... numa relação saudável ninguém manda em ninguém. Respeitam-se.
Certo dia um amigo, a propósito deste mesmo tema, disse-me que não queria ter razão. Queria ser feliz.
Questiono-me como é possível alguém ser feliz anulando a sua própria personalidade.
É claro que existem situações em que não vale a pena mantermos uma discussão, mesmo sabendo que temos razão.
Mas tal não significa que deixemos de ser quem somos. Trata-se, apenas e tão só, de uma questão de puro bom senso que deve estar presente em todos os nossos comportamentos e não o deixarmos de ser quem somos numa relação que é tudo menos saudável.
Vamos lá confessar. Que "pecado" seriam capazes de praticar para viver uma grande paixão. Ou, em alternativa, qual foi a maior "loucura" que fizeram por alguém?
A música deste post, (que foi a que me fez e faz companhia ao longo do dia de hoje), faz parte de uma das melhores bandas sonoras de sempre e de um filme que é impossível não gostar (ok, confesso, é mais uma história de amor impossível) : ""Lendas de Paixão". Para quem não viu o filme pode ter uma boa ideia a partir do vídeo. (Aqui).
Segundo um estudo encomendado pelo produtor teatral britânico David King, a segunda música mais deprimente pertence a Elton Jonh: "Candle im the Wind" . Na lista estão ainda temas de Whitney Houston, de Prince e Sinead O'Connor, de Celine Dion e dos Coldplay.
Mas o mais interessante deste estudo é que 70 por cento dos homens e 90 por cento das mulheres admitem já ter chorado ao ouvir uma música triste.
"Com o estudo, David King queria entender «o poder da música», avança a BBC. «A música é uma ferramenta tão emocional. Ela vai direitinha ao seu coração», disse King." (notícia daqui ).
E eu fico muito mais descansada com este estudo porque fico a saber que não é a minha glândula lacrimal que está com problemas. O problema é mesmo da música.
Fiquem lá com a música mais deprimente de sempre (que logo por azar ouço com frequência).
Está certo. Confesso. Foram só duas pessoas que pediram. Mas isso agora não importa nada.
Desde 2007 que o desafio é lançado. No ano passado deu-me a neura e, em vez de colocar o habitual desafio, coloquei um post sobre "separações".
Este ano, para não ser chamada de cínica e/ou "desmancha-prazeres", o desafio é retomado. Quiçá, e apesar de não comemorar a data por razões que agora não interessam nada, façam regressar o meu romantismo bacoco.
Vamos, pois, às regras:
Até ao dia 10 de Fevereiro têm que enviar para o mail deste canto uma frase bem romântica e o nome da música que gostavam de ouvir. À medida que forem chegando, vão sendo publicadas.
De 11 a 13 de Fevereiro as frases serão colocadas à votação.
Dia 14 de Fevereiro a frase vencedora será colocada em forma de post, acompanhada da música escolhida.
Mas, para já, levam com a música do ano passado e que é uma das minha "top ten".
E do baú retirei hoje algumas latas e caixas antigas.
A música também é antiga e é interpretada pela "doida da altura", Suzy Quatro, e pelo Chris Norman (e pensar que tive uma paixão assolapada por ele, bem visível pelas fotos que povoavam os meus cadernos). A minha mãe é que não achava piada nenhuma e dizia que eu só gostava de "drogados" e "gadelhudos" (e ela nem imaginava que eu gostava dos Kiss e dos AC/DC).
Se a minha minha avó fosse viva olharia para mim com cara de "poucos amigos", levantaria o dedo indicador em riste e chamar-me-ia "pita chorona".
É verdade que desde pequena que sou de "lágrima fácil". Vejo um filme ou estou a ler um livro que me comovem e lá abrem as cataratas de Niagara...
Mas nos últimos tempos até me estava a portar bem. Aliás, para quem me conhece há muito tempo, passei de "pita chorona" para "cínica". E. confesso, não estava nada preocupada. Penso que ser realista e não esperar nada dos outros não é ser cínica. É ser realista. Mas, passando à frente....
O problema é que nos últimos dias parece ter rebentado um dique qualquer numa glándula conhecida por lacrimal.
Ontem, ao rever "Sensibilidade e Bom Senso", foi uma inundação completa. Durante a madrugada, e ao ler uma frase do livro que estava a ler, foi uma "desgraça franciscana". Como se não bastasse, esta manhã ao começar a arquivar documentos começam a cair umas "pingas".
Fosga-se... se a "máquina" não estivesse fechada dizia que estava grávida... Apesar de haver quem defenda que “chorar é dizer em lágrimas o que o coração sente, e que a boca, por um orgulho ou outro, se recusa a dizer.”
A música é repetida mas é aquela que me está a fazer companhia...
Completam-se hoje três anos sobre a publicação de um post que deu muita discussão neste blogue. No dia em que o JN publica uma notícia sobre a "mulher mais feia do mundo". Nessa notícia pode ler-se: "...Julia media 1,37 metros, tinha barba e um queixo muito saliente, o que a assemelhava a um macaco. Tinha pelos por todo o corpo, em especial nas costas, tinha gengivas salientes e uma dupla fila de dentes... As investigações publicadas falam de uma mulher doce, educada e extremamente inteligente, que amava ler e falava três idiomas."
A falta de tempo (e de imaginação para criar), leva-me a repetir esse mesmo post e colocá-lo, uma vez mais, à discussão.
O post de então surgiu na sequência de um inquérito feito neste espaço e a questão então colocada tinha por base um pensamento de Jan Paulhan:
"Pode-se amar até à loucura uma mulher feia,
por encantos que superam os encantos da beleza? "
Na altura, o “sim” ganhou com 45% mas, na verdade, se juntássemos os votos do “talvez” (daqueles que não quiseram dizer não mas que, no fundo, acreditam ser impossível) aos votos “não”, teríamos esta realidade:
Não se pode amar uma mulher que,
aos olhos dos estereótipos de uma sociedade,
é “feia”.
Eis o post que escrevi na altura e cuja fundamentação mantenho na íntegra (para não dizer reforçada).
Devo dizer que votei, convictamente, NÂO. É um “não” sem qualquer outro significado que não seja o de ser realista.
Bruno Freitas, num texto que escreveu, dizia a certa altura: “Quem ama o feio é cego".
Por seu turno, Vinícius de Moraes afirmou: "as feias que me desculpem, mas a beleza é fundamental".
Dizem que o amor é cego, mas deve ser também surdo, mudo, imbecil e paralítico, ou como diriam os politicamente correctos, "deficiente físico". Outros dizem que o verdadeiro amor não existe, ainda mais pelo feio. O feio nunca pode ser amado, no máximo, compreendido e respeitado. O feio não tem vez nem lugar num mundo de regras ditadas pelas super-modelos...
Quem disser que ama o feio, é porque é cego, míope, ou vesgo dos olhos. Nem mesmo adianta dizer que para o amor não existe feio ou bonito. Para amar uma pessoa é preciso conhecê-la. Quem é que vai querer conhecer o feio?”
É precisamente na frase de Bruno Morais que assenta a minha convicção. É que, conforme diz Jonathan Swift, "no homem, o desejo gera o amor”.
Vejamos:
Eu até admitiria que seria possível amar uma mulher feia até à loucura, pela sua própria personalidade, pela tão falada “beleza interior”. Mas, para isso, seria necessário que o homem parasse e se dispusesse a conhecer o interior dessa mulher.
E, meus queridos amigos, todos nós sabemos que o homem não está disponível para tal.
O homem pára para apreciar a beleza exterior. É essa beleza que o levará a querer conhecer interiormente essa mulher. Nunca o contrário. O homem não pára para olhar duas vezes para uma mulher feia...
Ainda me recordo de uma frase que a minha mãe dizia frequentemente (e não era por mal) sobre mim: "ela não é bonita mas é muito inteligente". Como se a inteligência funcionasse como compensação para o facto da mãe natureza ter adormecido quando fui concebida. Mas os complexos que tive foram aos poucos desaparecendo. Talvez porque gostei sempre de ver o que está por trás das aparências.
A discussão está reaberta...
E, bem a propósito, fiquem com o tema dos Roquivarios...
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a actuação de um caçador evitou uma tragédia"
JORNAL DA NOITE - SIC
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"
JORNAL NACIONAL - TVI
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual governação portuguesa."
Entretanto manifeste a sua opinião e ligue para:
707696901 se acha que a culpa é do lobo
707696902 se acha que a culpa é do capuchinho
707696903 se acha que a culpa é do governo
CORREIO DA MANHÃ
"Governo envolvido no escândalo do Lobo"
JORNAL DE NOTICIAS
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"
Revista MARIA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"
A BOLA
"Lobo será reforço de inverno na Luz"
JOGO
"Mourinho quer Caçador no Real"
LUX
"Na cama com o lobo e a avó"
EXPRESSO
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador". Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
PÚBLICO
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"
O PRIMEIRO DE JANEIRO
"Sangue e tragédia na casa da avozinha"
CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte: Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa."
MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte:
"Veja o que só o lobo viu"
SOL
"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência""
Em vez de uma música dedicada ao capuchinho, fiquem com uma dedicada a uma mulher de vermelho...