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quinta-feira, 26 de abril de 2012

O amor não escolhe idades?



A propósito de uma conversa que ontem tive com uma amiga, voltamos a um tema que já foi aqui discutido: a diferença de idades entre um casal.

Como é que hoje encarámos esta realidade?
Será, de facto, possível uma relação dar certo se entre o casal existir uma grande diferença de idades? E o que é que se deve considerar “grande diferença”? 5? 10? 20 anos? Mais anos?

Pessoalmente acredito que seja possível uma relação dar certo apesar da existência de uma grande diferença de idades. Dependerá das verdadeiras razões pelas quais o casal se formou e os pontos fortes que dão consistência à relação.

Mas a maior dúvida reside neste aspecto: porque é que somos, enquanto sociedade, menos compreensivos quando o membro do casal mais velho é a mulher?

Relembro o texto que coloquei aqui em 2008 sobre o tema.


“ Ver casais com grande diferença de idade converteu-se em algo até habitual. É uma situação que já não é mais escondida... é um amor exibido igual a qualquer outro.

Os casais com grandes diferenças de idade, apesar dos problemas que enfrentam, são capazes de desfrutar de uma paixão e de uma felicidade incalculável. O par acaba por sair beneficiado e enriquecido com a consciência e a maturidade do membro mais velho, e da força e vitalidade do mais jovem, que actua como motor da relação.

Casais assim sempre foram conhecidos. Antigamente, eram fruto da negociação de casamentos entre famílias tradicionais. No entanto, na actualidade a realidade é outra. Formam-se porque os parceiros assim o desejam...


Quando ele é o mais velho:

Resulta a opção mais comum dentro dos casais com diferença de idade. De facto, começam a ser totalmente aceites pela sociedade. Mas o importante na situação em que o homem é o mais velho, não é sua aceitação, mas descobrir porque razão procura alguém mais novo.

Os homens maduros buscam numa mulher jovem a possibilidade de seguir a vida com plena intensidade. Precisam sentir que ainda podem desfrutar ao máximo de tudo o que lhes rodeia. Ao contrário, as mulheres jovens, geralmente, buscam num homem maduro a protecção que na infância não sentiram pela ausência da figura do pai ou de recursos financeiros.

Quando ela é a mais velha:

Enquanto as relações nas quais o homem é o mais velho são, geralmente, bem aceites, o mesmo não se pode afirmar quando é a mulher que é a mais velha.

De facto, é normal provocar comentários maliciosos que se centram nos possíveis benefícios sexuais que obteria a mulher em troca de seus recursos económicos.

No entanto, um homem jovem pode fazer uma boa escolha focando-se numa mulher madura. Elas sempre são mais cálidas, tolerantes e estáveis que as mulheres jovens.

A mulher madura tem a experiência necessária para saber que não existe e nem espera o homem perfeito. Conhece as sua falhas e aceita-os. Isso contribui para uma maior segurança para os homens, que buscam na mulher madura o calor, o entendimento e amor".

quinta-feira, 29 de março de 2012

O que é o Amor?



Antes que fiquem entusiasmados com a perspectiva de, finalmente, conseguirem encontrar uma definição de amor aviso-vos para tirarem o "cavalinho da chuva" pela simples razão de que não faço a mínima ideia do que é isso de "amor" (no aspecto romântico, estão a ver? Estilo Sir Lancelot e Guinevére, D. Quixote e Dulcineia, Romeu e Julieta, Ulisses e Penélope, Pedro e Inês. Por outras palavras, o "amor" que não ata nem desata e que quase sempre acaba mal).


Já trocamos imensas ideias sobre o Amor, a Amizade, a Paixão. Uma delas foi que o Amor e a Amizade são sentimentos com alguma similitude de tal forma que muitas vezes chegam a ser confundidos.
 
 
De facto, quantas vezes gostamos tanto de uma pessoa que julgamos estar perante o amor e nada mais é do que uma profunda amizade?
 
 
Alguém escreveu: “quando gostamos realmente de alguém, simplesmente gostamos e não esperamos conseguir qualquer vantagem com isso. Isso se aplica principalmente com a mais pura expressão de amor, que é a amizade”.
 
 
Por seu turno, Antoine du Saint Exupery, no seu livro “ O Pequeno Príncipe”, escreveu que o “O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca”.
 
 
Na amizade apenas gostamos de alguém de forma desinteressada. Independentemente do seu aspecto físico, da sua posição social, dos seus conhecimentos. Gostamos. Apenas e só. Quando gostamos de alguém, gostamos da sua companhia, de partilhar alegrias e tristezas. Partilhar os risos e os silêncios.
 
 
Mas, a ser assim, o que é, afinal, o amor? Que sentimento é este que ainda ninguém conseguiu definir? Penso que na sua génese estará a amizade, acrescida de algo que não ocorre na amizade: a compatibilidade física.
 
 
Mas será assim? Tão linear? Como é possível que qualquer um de nós consiga distinguir estes dois sentimentos e tenha dificuldades em defini-los?
 
 
A música tem que ser a mesma que coloquei em 2008. Esta.
 
*

quinta-feira, 22 de março de 2012

Diálogos Improváveis II



- Não sei o que fazer para o esquecer...

- Esquecer quem?

- O meu grande amor?

- Ahahahahah. Amor? Mas não sabes que o amor é um sonho e que tu és apenas uma sonhadora? Deita-te, dorme um belo sono e de manhã não te vais lembrar de nada...


Digam lá que não era mais fácil. Claro que era mas temos esta eterna mania de complicar.


E por falar em amor, sonho e sonhador fiquem com este tema que foi lançado no longínquo ano de 1985.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Diálogos improváveis...



-Amas-me?

- Não.

- Que alívio!


Improvável? Talvez sim, talvez não. Mais simples? Claro que sim.

E fiquem com uma voz do Norte e que é dona de uma voz fantástica. Há cerca de um mês assisti a um espectáculo que ela, na companhia de outra intérprete, dá todos os dias num espaço em Espinho e só tenho pena que ela não tenha o reconhecimento que merece.

Diana Bastos, porque hoje me apetece gritar e sentir...



" O tempo vai, o tempo vem
Como a verdade e o mar
O mundo dá o que o mundo tem
A liberdade e o luar
E um dia
O céu não nasce azul
Mãos que um pássaro voou
Deixem que esta mão se bata por ti
Já não há razão pra que nada seja assim
Não é a dor que é cruel
É o amor que rasga a pele
Grita, sente, o meu corpo junto ao teu até morrer
Prende, quente, o meu rosto de guerreira e de mulher
Grita, sente, o meu corpo junto ao teu amanhecer
Prende, quente, o meu corpo junto ao teu até morrer
(Grita, sente) de guerreira e de mulher
(Prende, quente) junto ao teu até morrer
(Grita, sente) de guerreira e de mulher
(Prende, quente) junto ao teu até morrer
(Grita, sente) "



ADENDA: O autor do tema interpretado por Diana Bastos é, obviamente, Pedro Abrunhosa


 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Não é fácil amar. Mas mais difícil é deixarmos partir quem amámos. Mas será, porventura, a maior prova de amor.

Porque estas simples frases dizem aquilo que muitas vezes não temos a coragem de assumir:


" Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci

Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti

E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim

Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...

Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...

Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só"


E fiquem com esta versão. Há músicas assim...soberbas.






quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quem tem coragem?



Porque é preciso coragem para expressar os nossos sentimentos.

Porque é preciso coragem para enfrentar o que sentimos.

Porque é preciso coragem para dar o primeiro passo.

Porque a história não se lembra dos fracos.

E depois?

Bom, depois há aquela música que retrata exactamente o que sentimos num determinado momento.

Aquela música que diz o que queremos dizer sem necessidade de criar palavras.

E ficámos a ouvir vezes sem conta com a secreta esperança que a nossa mensagem seja ouvida por quem queremos, mesmo quando sabemos que não ouvirá.


Assim sendo, e porque o que tem que ser tem muita força, não percam tempo com parvoíces que não interessam a ninguém.

Amam alguém*?

Então parem um bocadinho e mandem um sms, um mail, o que seja, a dizer isso mesmo. Pode ser que a pessoa que está "do outro lado" esteja a precisar de ouvir isso.


E, sim, admito. Estou na minha fase de romantismo agudo pisciano. Terrível, meus caros. Terrível....até porque já não tenho idade para estas coisas.

E podem ouvir esta música.

 
* E não se esqueçam que a amizade é uma forma de amar


(E com este post mando um abraço enorme a ti. Sinto a tua falta. Todos os dias.)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Em que gosto de acreditar?




Como sou crente doutorada, "gosto de acreditar" que o amor encontra sempre um caminho.

O problema é que os meus 47 anos, (ok, ainda não os tenho mas faltam apenas dois meses), impedem-me de acreditar no Pai Natal, na Fada dos Dentes, no Princípe Encantado, no Tesouro do Arco-Íris, na Ilha Encantada....

Em que acredito?

Que as pessoas, de uma maneira geral, se aproveitam umas das outras e se estão a "borrifar" se com as suas atitudes magoam alguém. Que o egoísmo é, definitivamente, a atitude mais em voga no último século e que a palavra "amor" é a mais banalizada e que mais facilmente se vende por meia dúzia de tostões.


Entre o "acreditar" e que "gostaria de acreditar" vai um grande passo.


Mas vamos lá acreditar que... "Love Always finds a way... ", apesar do tema musical dos Reamonn não ser esse porque hoje apetece-me dizer "milion miles from you "




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Oração para os incautos em matéria de amizade e amor... (versão copy past da autora)

Já há bastante tempo que não trazia aqui a rubrica "consultório sentimental". 

Mais eis que esta tarde, em "conversa virtual" com a "P", (vamos designá-la assim), acabou-se por falar de amores e desamores (olha a novidade).

É claro que quando duas amigas falam deste tema só se dizem asneiras. Mas depois lembrei-me de um post que fiz no longínquo ano de 2009 sobre este tema.

E como nos últimos tempos o meu humor anda de rastos, (mas eu disfarço muito bem), aqui fica o texto que então fiz quando alguém me perguntou sobre a melhor forma de esquecer uma pessoa e que começava assim:



Como sou solidária, criei uma pequena oração que ele deve dizer, em sinal de penitência, durante um bom par de anos...






Peço a alguém

que afaste os males de amor

para o pólo norte e aí fiquem congelados


Sou forte e sei que vou esquecer

a dor que agora sinto

e que as feridas vão sarar...


Prometo nunca mais cair em tentação

e gostar de quem não merece




Se acredito na oração? Não.

O mais certo é caíres na mesma esparrela...

Mas sonhar que é possível esquecer uma dor ainda é de borla...

Vocês que são todos optimistas vão já dizer que é possível esquecer alguém enquanto se toma um duche frio...
 
Mas experimentem esquecer alguém enquanto ouvem esta música do Pedro. Ah...pois...


 
 
 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Do que não entendo nas relações - Parte II - A moldagem



Ou a tentativa de fazer do outro a pessoa que queremos e/ou idealizamos.

Ou, ainda, de "transformar" o outro à nossa imagem e semelhança.

Se é verdade que numa relação saudável não nos devemos acomodar pois tal postura acaba por desgastar uma relação, não consigo entender como é que alguém pensa que é possível moldar o(a) companheiro (a) usando, (e abusando), das reclamações/exigências. Muito(a)s chegam mesmo a utilizar a famigerada “chantagem psicológica”.

O(a) nosso (a) companheiro (a) pode ter atitudes e/ou comportamentos que nos incomodam. Sendo que o inverso também é verdadeiro.

Não é menos verdade que todos devemos fazer um esforço no sentido de evitar comportamentos que, sabemos, afectam a outra parte. Mas não tenhamos a veleidade de pensar que todas as mudanças são fáceis. Não são. Mais, ainda, algumas delas podem nunca ocorrer.

Como alguém disse, “não se muda de ideia de um dia para o outro, e nem porque a outra pessoa precisa”.

Numa relação saudável há que conversar dizendo claramente que aquele comportamento nos incomoda e se é possível a outra parte fazer um esforço no sentido de mudar. Pode ser que seja possível a mudança e então há que dar tempo. Não sendo possível apenas duas soluções subsistem: ou aceitamos o(a) outro(a) como é, ou terminámos a relação.

Não existem os “Sir’s Lancelot’s” nem as “Dulcineias”. O mundo da fantasia pode ser doce, romântico, idílico e intemporal. O mundo real é composto por pessoas individuais com gostos e personalidades diferentes e que só mudam quanto acreditam que a mudança pode ser positiva para eles. Ainda não inventaram, (e ainda bem), uma máquina de moldes humanos universal.


Mais a mais,

"Gostamos de alguém porque; amamos alguém apesar de. "
(Henri de Montherland)

 
 


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Do que não entendo nas relações - Parte I - A anulação





Ou subserviência.

Ou como alguém pode pensar que será feliz se esquecer que é um ser único.

Que será feliz se deixar de lado os seus gostos pessoais, os seus amigos, os seus sonhos, só porque o (a) companheiro (a) assim o exige.

Que é capaz de controlar a situação porque se colocou nela de forma consciente, quiçá por algum sentimento de culpa.


Cada um de nós tem sentimentos, emoções, valores. Cada um de nós tem a sua forma de demonstrar e partilhar os seus afectos. É essa a nossa essência. A nossa natureza. A nossa marca. Anularmos a nossa forma de ser e de estar é destruir o nosso equilíbrio emocional. E destruir o nosso equilíbrio emocional é destruir qualquer hipótese de manter uma relação saudável.

É que, das duas uma: ou se anula por completo e deixa de viver para passar a ser uma marioneta nas mãos de alguém, ou se revolta mais tarde ou mais cedo. O problema é que quando se revolta tarde de mais pouco ou nada há que salvar de uma relação que nunca o foi.

E nunca foi porque uma relação saudável sobrevive da reciprocidade, da cumplicidade, da união entre duas pessoas individuais.

Quando assim não é, apenas nos estamos a enganar a nós próprios e a adiar o inevitável.

 
Deixo-vos com um tema que nos anos 80 foi um hino à luta travada pelas mulheres do Chile. A internet quase que não era utilizada entre nós. Os telemóveis estavam nas nãos de mai dúzia de pessoas. A rádio era a grande mensageira das causas. E eu tive o privilégio de participar nesta causa. E daquele pequeno estúdio com pouco mais de 6 metros quadrados, o movimento iniciado por algumas ONG'S ganhou força entre nós.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

As melhores coisas da vida...

Já pensaram que as melhores coisas da vida são aquelas que não precisámos de pagar?

E em época de crise, há que as incentivar. Tenham uma grande semana.




Imagem recebida por mail




quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

We all stand together...

É, provavelmente, uma das frases que afirmamos de forma mais convicta. Porque quando a proferimos queremos que seja uma realidade.

E quando a dizemos nem queremos imaginar que a vida faz o que bem lhe apetece sem nos dar satisfação. Mas a vida manda. Podemos tentar contrariar mas se ela quer de uma determinada maneira, não há nada a fazer.

Mas há algo que a vida não consegue. Definitivamente.

É que, o verdadeiro amor, a verdadeira amizade, mesmo quando racionalmente parecem ter desaparecido, deixam sempre aquela "marquinha". Nem damos pela presença dela. Mas ela está lá....para sempre.





* Obrigado P*


O amor é cego?




Ou será que o amor apenas faz realçar as virtudes e a minorizar os defeitos?

Ou, como dizem os "Clã", o amor tem o condão de descobrir o lado melhor do que parece defeito?

Mas será apenas cego? Nâo será cego, surdo e mudo?

E quando amámos quem não devemos? Então será que é cego, surdo, mudo e doido?

Eu gosto de pensar que o amor nos dá uma capacidade extraordinária: o de vermos para além do que o "embrulho" mostra.


"Ela tem boca torta, nariz grande, cabelo mal cortado, rói as unhas, usa cunhas, mas eu estou apaixonado.

Ele tem espinhas, sardas, pontos negros, e uma boca exagerada, desafina e desatina mas eu estou apaixonada.

Ela é ciumenta, rabugenta, embirrenta e tagarela, intriguista e moralista mas eu estou louco por ela.

Ele faz cenas gagas, altas fitas, não tem confiança em mim, faz-se caro, faz-me trombas, mas eu gosto dele assim.

Diz-se que o amor é cego, deforma tudo a seu jeito, mas eu acho que o amor descobre o lado melhor do que parece defeito

Diz-se que o amor é cego...

Diz-se que o amor é cego...

Porque eu gosto, gosto dele

E ela gosta, gosta de gostar de mim!"



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Desafio...




Como tempo para escrever é escasso, deixo-vos com um desafio que há dois anos coloquei neste "estaminé".


Será que as opiniões mudaram desde então? Vejamos:


George Sand afirmou:

"Há cem mil maneiras
de perder o amor de uma mulher
e a única que não se previu
é, precisamente, a que se realiza"




Não fazendo distinção do género, já vos aconteceu perder o amor de alguém por algo que tenham feito? Em caso afirmativo, previram esse desfecho?

Numa perspectiva diferente:

O meu melhor amigo confessou-me um dia que a sua máxima era: "Não quero ter razão. Quero ser feliz".

Mas pergunto: o que nunca perdoariam à pessoa que amam?

O confessionário está aberto.


E fiquem com esta música. É a que me está a fazer companhia na longa noite que me espera...



domingo, 9 de outubro de 2011

Será que vida nos trama quando se ama?

 
Para quem acredita no amor, seja qual for a definição que lhe pretendam dar, há uma questão que se levanta: afinal, no amor existe dor, ou não? Será que, para alguns, a vida "é tramada" e só existe dor?

Algum de vocês já  se viu "tramado"? Já amou alguém sem nunca a(o) poder tocar?



Ou o amor só pode trazer "felicidade"?



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cartas de amor...



"Todas as cartas de amor
são ridículas.
Não seriam cartas de amor
se não fossem ridículas.
Também escrevi, no meu tempo,
cartas de amor como as outras,
ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
têm de ser ridículas .
Quem me dera o tempo,
em que eu escrevia
sem dar por isso, cartas de amor ,
ridículas.
Afinal,só as criaturas
que nunca escreveram Cartas de amor
É que são ridículas…"

Fernando Pessoa


Vamos lá confessar...
Hoje em dia está na moda a mensagem por SMS, o mail, ou as simples trocas de palavras num sistema de conversação on line qualquer.

Mas as velhinhas cartas de amor. Sim, aquelas que se escrevem numa folha seja ela banca, amarela ou verde. Seja a tinta azul ou preta. Seja acompanhada com uma simples gota de perfume ou da marca de uma lágrima que teimou cair...

Sim, as velhinhas cartas de amor, as tais ridículas que só são escritas por quem não é ridículo. 

As que são escritas por quem tem a coragem de abrir a "caixa de pandora" com os "pedaços de alma". Já escreveram alguma? Já receberam alguma?


 
 



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Amor impossível...


“Tomei consciência de que a força invencível
que impulsionou o mundo não foram os amores felizes,
mas os contrariados.”

Gabriel Garcia Márquez, em “Memórias de Minhas Putas”



Histórias de amor arrebatados ou platónicos. Jovens perdidamente apaixonados impedidos de concretizarem o seu amor. Separação, partida, ou mesmo morte como destino final e previsível…

Desde sempre a literatura criou personagens ou deu a conhecer histórias verdadeiras que trouxeram até aos nossos dias casos de amor impossível.

A mitologia grega deixou-nos a história de amor de Páris e Helena de Tróia.

Os celtas presentearam-nos com uma lenda que remonta ao séc. XIl: Tristão e Isolda.

De Paris do século XII chega-nos a história verdadeira de Abelardo e Heloísa.

Camões no seu Canto III dos Lusíadas dava a conhecer ao mundo uma história verídica e trágica do mundo medieval português: o amor único e verdadeiro de Pedro e Inês de Castro.

E o que dizer do amor trágico de Romeu e Julieta criado por William Shakespeare?

Ou do amor utópico de D. Quixote pela sua Dulcinéia descrita por Miguel de Cervantes?

E não foi só a literatura.

Quem não conhece a história do amor impossível de Ilsa e Rick levado à tela em 1942 por Michael Curtiz? Dito assim poucos reconhecerão os olhares únicos trocados por Humphrey Bogart e lngrid Bergman em “Casablanca”.

Ou o amor que não vinga pelos preconceitos de uma sociedade hipócrita retratada por Scorsese no filme “A Época da Inocência” com o “único” Daniel Day-Lewis e Michelle Pfeiffer?

E quem não se emocionou com o amor intenso e impossível de Seth que “…abriria mão de toda a eternidade nem que fosse para tocá-la uma única vez”.(Maggie)? Nicolas Cage e Meg Ryan deram corpo à “Cidade dos Anjos. O argumento e a música de Sarah McLachlan e Goo Goo Dolls, fizeram o resto.

Mas tudo isto para lançar uma questão? Por que motivo são as histórias de amor impossíveis que perduram no tempo e vão preenchendo o imaginário das pessoas?

Será que não há histórias de amor que acabem bem? Será que cada um de nós, no seu íntimo, se identifica com uma história de amor impossível?

Se vos perguntarem para dar o exemplo de uma história de amor impossível vocês conseguem responder. E de um amor que parecia impossível e se concretizou? Recordam-se com a mesma facilidade?

Será pelo motivo invocado por Eça de Queiroz: “O amor eterno é o amor impossível./ Os amores possíveis começam a morrer no dia em que se concretizam.” ?


Fiquem com uma música que faz parte da banda sonora de um filme que retrata mais um amor impossível. Para mim, uma das mais bonitas histórias que os séculos não apagaram…

 
 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Onde andas?

Eu ando por aqui. O problema é a falta de tempo para "marcar o ponto".

Mas para isto não ficar em "banho-maria" deixo-vos uma questão: como se faz para esquecer uma pessoa?

Ou melhor, é assim tão fácil colocarmos de lado alguém de um dia para o outro sem dar qualquer justificação? O ser humano passou a ser algo descartável? Ou será que é aplicação dos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar) aos afectos?

Perguntam vocês: Mas Ni, aconteceu alguma coisa? Não. Nada de especial. Apenas me deu para pensar nisto. Nisto e na jogada fabulosa do "puto" do meu FCP.

Quanto à música, e porque é o oposto do tema em cima da mesa, fiquem com esta.



terça-feira, 6 de setembro de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ciúme...



Sempre afirmei que não sou ciumenta. E não sou. Talvez porque nunca assumi o sentimento de posse a um ser humano. Entre duas pessoas há partilha e cumplicidade mas respeito pelo espaço de cada um.

Mas há quem argumente que o ciúme está ligado ao medo de perder quem amámos. Será mesmo assim? Será que eu não tenho medo de perder quem amo? Claro que tenho. Mas não penso nem condiciono a minha vida por esse sentimento. Por exemplo, nunca ninguém me disse as famigeradas palavras mágicas "amo-te". Mas tal nunca me impediu de amar ou de me sentir amada.

Será que a ausência de ciúme é uma incapacidade minha? Talvez. Ou apenas seja reflexo de eu só conceber uma relação em que a confiança e o respeito são as pedras basilares. Se não confio, não há relação. Parece fácil, não parece? E é. Muito simples. Porque as relações são fáceis. 

Mas como a minha imaginação e inspiração andam pelas ruas da amargura, vou recuperar um post de 2009 e ver o que é que mudou...

Marcel Proust afirmou:

"É espantoso como o ciúme,
que passa o tempo a fazer
pequenas suposições em falso,
tem pouca imaginação
quando se trata de descobrir a verdade."


O desafio está lançado:

1. Já manifestaram cúme?

2. Se sim, qual o acto menos racional que fizeram por ciúme?






ADENDA:


A conversa está interessante mas quem assume que é ciumento afirma isso porque.... vá lá...respondam ao desafio.


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