sexta-feira, 20 de junho de 2014

...


 
Se fosses vivo hoje era o teu dia.
 
Partiste muito cedo... Afinal, já vivi mais anos do que tu viveste!
 
Quis a vida e as suas incontáveis ironias que não cumprisses dois dos teus sonhos: ver uma filha formada e um(a) neto(a).
 
Mas, estejas onde estiveres (dado que, ao contrário de mim, acreditavas que existia algo para além deste espaço onde se luta contra tudo e contra todos), sabes que fiz questão de cumprir os teus sonhos. Fi-los meus.
 
Parabéns pai. Come uma fatia de bolo, bebe um bom vinho, canta e espalha a tua boa disposição, o teu sentido de humor único, o teu sorriso que aquece...como só tu sabes.
 
 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Oh "Ni Maria"...

Imagem daqui

 
Então tu, que és uma adepta fervorosa do futebol, ainda não colocaste nenhum post sobre o Mundial?
 
Falem comigo depois do jogo de domingo...

Até lá fiquem com o "verdadeiro" (?!) hino da selecção nacional.
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Reflexão do dia...


 
O verdadeiro drama humano não é tanto a necessidade de ter sempre mais, é a sua incapacidade de se  satisfazer com pouco.


Imagem da net

A música de hoje é esta.

terça-feira, 17 de junho de 2014

E depois de mais uma desilusão...


 
(Como se eu já não estivesse habituada...)
 
Só me apetece cantar este tema bem alto. Pode ser que com a minha voz esganiçada as "bruxas e feitiços" fujam para bem longe...
 
Mais um round e desta vez fui ao tapete. Mas o meu "adversário" já me devia conhecer muito bem que depois de uma queda levanto-me ainda com mais vontade de ganhar. Já devia saber que, das duas uma: ou me dá um knockout ou arrisca-se a levar com um uppercut.
 
Tudo isto para dizer que amanhã a minha vida vai dar outra volta...
 
Imagem da net
 

As palavras, a verdade e a mentira...


Imagem da net

"É árdua, sem dúvida, a tarefa de nos construirmos...
Quando fingimos ser o que não somos...
E esse caminho não pode trazer
- nem a nós nem aos outros - nada de bom.
Não é autêntico. Acontece-nos por vezes que temos objectivos
que exigem de nós aquilo que ainda não somos capazes de dar.
Nesses momentos, devíamos compreender, simplesmente,
que aquilo não é para nós;
que ainda temos de crescer;
que nos falta uma determinada porção de esforço e de luta"

Paulo Geraldo


Usamos as palavras para transmitir o que sentimos, o que queremos, o que entendemos.

Usamos as palavras com as nossas verdades mesmo quando estamos a mentir a nós próprios.


Usamos as palavras para fazer de mentiras as nossas verdades.


Mas, no fundo, a verdade e a mentira, quando usadas através das palavras podem ser, apenas, duas faces da mesma moeda. O que para nós é uma verdade irrefutável, para outro é a mentira mais absurda.


E a verdade e mentira que damos a nós próprios através dos sentimentos? Muitas vezes interpretamos as palavras dos outros segundo a verdade que gostaríamos acreditar. Por exemplo, quando pretendemos acreditar que somos verdadeiramente importantes para alguém sem nos preocupamos de ver a verdade nas palavras desse alguém.


Ou mesmo quando acreditamos ser aquilo que, de facto, não somos. Mas é a nossa verdade. Ou será que é mais uma mentira que assumimos como verdade?
 
A música "fétiche" de hoje é esta. Só podia.
-->  

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Delete...




"Viver é desenhar sem borracha"
Millôr Fernandes


Não tenho qualquer dúvida que a vida seria bem mais fácil se pudéssemos apagar com uma simples borracha as desilusões que vamos tendo ao longo da vida. Mas não só.
 
Quantas vezes demos por nós a pensar "porque raio fiz isto", ou, "porque não fiquei caladinho(a)", ou, ainda, devia estar doido(a) para confiar naquela pessoa?O desafio de hoje é este: O que apagavam da vossa vida se pudessem? (Para além dos impostos e dos políticos, claro está...).
 
Quanto a mim há algo que nunca apagaria: os afectos que dei, mesmo quando não correspondidos...
 
E fiquem com um dos meus grupos "fétiche".
 
Tenham uma grande semana e que logo ao final da tarde possamos estar todos com um largo sorriso. Bem precisámos de algo que nos una.
 
 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

As Mães são cá umas chatas ...




Tentar convencer uma adolescente que a lida da casa não é trabalho exclusivo da mãe ou do pai, transforma-se numa maratona de argumentos e contra-argumentos.
 
É verdade que acabo por ganhar a maratona mas, não é menos verdade, que ela fica sempre com a última frase:
 
-"Mãe", tu cansas a minha beleza..."
 
Há já algum tempo que tento encontrar uma estratégia para, finalmente, ficar com a última palavra.
 
Qual quê...já está tudo inventado. 
 
A resposta será esta:
 
Imagem da net
 
 
Sempre quero ver qual vai ser a resposta dela.
 
Vamos recordar um tema do ano em que me casei...ai mi madre...1987!?
 
 
Tenham um grande fim-de-semana!
 
 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Daqueles dias...

 
Imagem da net
 
 
São daqueles dias.

Os tais em que te levantas já cansada e olhas para a cama, te recordas do aconchego do calor de outro corpo e pensas que ela é a melhor cama do mundo.

Os tais em que olhas para o espelho e pensas que a sucessão dos segundos estão a fazer mazelas na tua cara.

Os tais em que olhas para o armário e te questionas onde raio andavam os teus neurónios para comprares aquelas peças.

Os tais em que chegas ao café habitual para tomar o pequeno-almoço e te perguntam o que queres e olhas para a pessoa pensando que está doida. O que eu quero?

Quero voltar para a melhor cama do mundo.

Começaram as insónias ...
 
E por falar em insónias, aqui fica um dos meus temas "fétiche".
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Porque hoje me apetece dizer isto...

 
 
"Sempre que o amor me quiser
Basta fazer-me um sinal
Soprado na brisa do mar
Ou num raio de sol

Sempre que o amor me quiser
Sei que não vou dizer não
Resta-me ir para onde ele for
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim

Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão

Sempre que o amor me quiser
Sei que a razão vai perder
Que me hei de entregar outra vez
Como a primeira vez

Sempre que o amor me quiser
Vou-me banhar nessa luz
Sentir a corrente passar
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim

Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão
Sempre que o amor me quiser"
 
Lena d' Água


 Se quiserem, a música é esta...


Tenham uma grande semana!
 
 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Da escolha...


Imagem da net



"... Pode-se tirar tudo de um homem exceto uma coisa:
a última das liberdades humanas –
escolher a própria atitude em qualquer circunstância,
escolher o próprio caminho.
 
Viktor Frankl



E eu escolho...não ser a 2ª escolha.

Por isso, vou dizer não...com toda a serenidade...
 
Fiquem com os Queen porque estes são os dias da nossa vida. Uns melhores que outros...mas são nossos e podemos fazer deles o que quisermos. Só depende das nossas escolhas e da nossa capacidade de enfrentar as suas consequências...
 
 
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O castelo...e a Profecia...

Imagem da net


No dia 14 de Julho de 2010 escrevi isto:

"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou

Construir um castelo ...

Fernando Pessoa
Nos últimos meses acumulei autênticos pedregulhos.

Curiosamente, alguns deles arremessados por quem merecia toda a minha confiança e lealdade.

 
Fui juntando os pedregulhos, um a um, num canto. A vontade de os arrumar e de lhes dar uma forma tinha desaparecido. Ou seria apenas cansaço...
Mas a verdade é que não aguento estar muito tempo com a "casa desarrumada".

Tinha que começar por algum lado. Comecei com as pedras mais pequenas.
O castelo ainda nem a meio vai mas é capaz de ficar bonito. Diferente? Claro. Mas a beleza reside na diferença.

Ontem dei o sim para um novo desafio. Vou criar um novo serviço.
Se a história se repetir, quando o serviço estiver criado virá alguém para mandar nele.

Deixa-me frustrada? Claro que sim. Mas sabem uma coisa?

Nunca ninguém convidou esses "mandões" para criar...."
 
 
 
Hoje, 05 de Junho de 2014, a profecia cumpriu-se.
 
 
Só não sei qual vai ser o meu futuro...se é que ele existe...
 
 
S. Brown escreveu que "todos os dias recebemos pedras. Mas o que construímos com elas? Uma ponte ou um muro?".


Depende dos dias, acrescento eu.


Hoje, em particular, quero construir um muro intransponível.


Um muro que me proteja do cansaço.
 
 
Mas hoje também "te" queria desse lado. Porque só tu me farias sorrir hoje...
 
 
A música de hoje tem como pano de fundo um castelo: o castelo de Slane na Irlanda. Lisa Kelly das Celtic Woman com o meu tema preferido.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

E porque estamos em maré de memórias...


 
O meu querido SOG, com este post, obrigou-me a fazer uma viagem até 1989...
 
Mais precisamente até ao dia 12 de Dezembro de 1989.
 
Enquanto maldizia as dores do parto ia trauteando a música que passava na rádio onde então eu trabalhava e que, naquele dia, era a estação oficial do serviço de obstetrícia do Hospital de S. João.
 
A música dos Essa Entente é esta e o texto completo da "Dança Nua" é este:
 
 
"Tão perto daquela antiga avenida
Passeiam as moças da noite
Que hão-de chamar ao meio das pernas
Os olhares que passam

Uma quer levar-me mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar

Desço ao cais onde o brilho da ponte
Ilumina um bar tão vazio
Mas sei que tão cheio vai ficar
Por mil tragos, avancem

Uns para o meu lado, outros para a frente
Vamos lá rapazes por mil tragos cantar

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Olhos inchados, descanso no cais
À beira de um barco esquecido
Que tal como eu já foi tão forte
Mas feliz só esta noite

Leva-me contigo, dentro de ti
Para depois voltar ao bar
E por mil tragos cantar

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que..."
 
 
 
Nota - Guardo religiosamente o álbum em vinil "Essa Entente" editado pela Polygram em 1989
 

Porque a memória é curta para alguns...



...e é necessário recordar!
 
 
25 anos depois do massacre da "memória colectiva"...

Foto retirada daqui

terça-feira, 3 de junho de 2014

Reflexão do dia - Vale a pena casar?



Porquê casar? Não será mais simples viver juntos?

Imagem da net
 
"Devia-se estar sempre apaixonado.
É a razão pela qual nunca nos devíamos casar."
Óscar Wilde


Eis uma afirmação que nos obriga a reflectir. É óbvio que para quem nunca casou, ou se casou há pouco tempo, ou, ainda, para quem tem um casamento durante o qual ainda não tenha ocorrido uma “crise”, obviamente responderá que não está de acordo.

Mas a resposta será assim tão linear?

Será que é possível duas pessoas estarem casados 10, 20, 30 anos e mais e manter acesa a paixão? E o amor? E a amizade?

Admitindo que com o tempo a paixão se vai desvanecendo, será que fica o amor? Mas o que é isso do amor?

Será que fica apenas a amizade?

Sinceramente não tenho resposta pela simples razão que um casamento, durante o seu percurso, é envolvido por todos os sentimentos.

Isto é, creio que ao longo do casamento os parceiros sentem um conjunto de sentimentos que podem não ser cumulativos num mesmo período. Numa fase podemos sentir paixão, numa outra amor (seja lá o que isto representa), numa outra podemos sentir apenas amizade ou mesmo enfado e questionarmos se não estamos a perder tempo.

Quiçá, o ser humano é um ser complicado e com tendência para confundir sentimentos.

Mas o tema de hoje não é o amor (pelo menos directamente). Hoje vamos falar de uma instituição que dá pelo nome de casamento.

 

Imagem da net

Em conversa com um colega que é casado há 28 anos, chegámos à conclusão que estar casado mais do que 10-15 anos é um verdadeiro estigma. Penso que não haverá nenhuma família que não tenha passado por um processo de divórcio.

Segundo as estatísticas, a maioria ocorre em casamentos que duram 10-12 anos.

Será que se pode atribuir a “culpa” ao facilitismo? É que, hoje em dia, o divórcio “está à distância de um clic”.

Também, mas não só!

Para mim, mais importante que o facilitismo com que hoje em dia é possível fazer um divórcio, é a forma com que um casal encara o próprio casamento.

Eu explico:

Um casamento, legalmente falando, é um simples contrato. Com direitos e obrigações para ambas as partes. Mas as pessoas casavam a pensar no contrato? Excepcionando aqueles que casavam por interesse, a maioria não estava a imaginar que estava a celebrar um simples contrato civil que depende da livre vontade das partes.

Então, porque casavam?

Até meados dos anos 80 as pessoas apaixonavam-se e casavam-se. Objectivo: construir e partilhar uma vida em comum. Se bem que para a maioria das mulheres subsistisse um ideal romântico no casamento (não esquecendo a parte religiosa que ainda tinha alguma importância na altura), a verdade é que ambos partiam para o casamento com expectativas realistas. Sabiam que tinham que trabalhar para construir um projecto a dois. Mais, ainda, ingressavam cedo no mercado de trabalho. Tornavam-se independentes da família nuclear com 20-25 anos e, consequentemente, casavam-se cedo.

E hoje? Os objectivos são os mesmos? O casamento é encarado da mesma forma? Penso que não.

Vejamos:

Cada vez mais, os jovens têm dificuldades em iniciar uma vida independente. Estudam até tarde, têm dificuldade em ingressar no mercado de trabalho e é perfeitamente “normal” assistirmos a pessoas de 30 anos e mais a viverem dependentes dos pais.

Esta dependência económica tem efeitos nefastos porque os jovens começam a criar, inconscientemente, uma dependência emocional. Quando finalmente casam não estão preparados para as dificuldades que um casamento acarreta. Afinal, sempre que tinham uma dificuldade tinham o “amparo” da família nuclear ou dos amigos também eles com o mesmo tipo de experiência.

Também não será alheio o facto de a mulher hoje em dia ter ocupado na sociedade o lugar a que sempre tinha direito e, verdade seja dita, não aceita com passividade o que outras aceitaram em tempos idos. Porque tem outro tipo de educação e postura e, não menos importante, porque a maioria mantém já uma independência económica em relação ao parceiro.

Tudo isto é verdade. Mas não serão as únicas razões.

Sob pena de me chamarem de cínica, muitos dos jovens não vêem o casamento como um projecto a dois.

Parece-me que, pelo contrário, associam o termo “casamento” não a um contrato, não a um projecto a dois mas….a uma festa de arromba e a uma boa lua-de-mel. Começam a tratar da "festa" com um ano, ano e meio de antecedência. Primeiro marca-se a "quinta", a florista, o fogo de artifício e a banda que vai tocar. E, como os pais geralmente pagam o casamento, é uma boa forma de juntar uma bela maquia para comprar um carro melhor. Nas vésperas pedem ao padre ou ao conservador e ficam aborrecidos quando estes dizem que estão ocupados.

Vamos ser claros. Hoje em dia a maioria das pessoas casa tendo presente que se não der certo existe sempre o divórcio. Assim, à primeira dificuldade, não se luta. Pede-se o divórcio.

E com isso dão a ganhar às inúmeras empresas criadas para fazerem festas de arromba para comemorar o.... divórcio!
 
 
A música de hoje fica a cargo do Senhor Michael Jackson..
 

 
Nota 1 - Post em modo "copy past" de um outro de 2008
 
Nota 2 - Segundo os últimos dados do INE, o número de casamentos e divórcios baixou de forma significativa nos últimos três anos. A culpa, dizem, é da crise...
 
 

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