sexta-feira, 30 de julho de 2010

...

Aproveitem o sol, juntem os amigos e tentem ter um grande fim-de-semana.


Eu daqui a pouco vou ter um encontro com D. Afonso Henriques e D. Teresa, que estão acantonados no castelo de Santa Maria da Feira.





Recado a António Feio...




"Dou tudo...se quiser"
Toni (Conversa da Treta)




Acho que estás enganado "Toni". Tu dás tudo mesmo que não queiras.

Não
podes ir contra a tua forma de ser.


Nota - O tempo do verbo, no presente, está correcto.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

O que as mulheres pensam mas não dizem e que os homens não se esforçam em descobrir - 1º Episódio





As mulheres coram por ouvirem falar daquilo

que não receiam de modo algum fazer.
Michel de Montaigne



Será verdade?

Deusa Tauret



Ora muito bem, segundo o Horóscopo Egípcio, a Deusa que me protege (só porque nasci entre 16 de Fevereiro e 15 de Março), é a Deusa Tauret, ou deusa da felicidade, protectora das mulheres grávidas, do nascimento e do renascimento no reino dos mortos, o Duad.


Pelos vistos, as "...pessoas que nasceram sob sua protecção têm grande sensibilidade e intuição...possuem uma enorme bondade e capacidade de entendimento e um olhar profundo e doce..." e "...devem desenvolver-se em prol do bem ao próximo"


Nada mau...


Mas a parte que eu mais gosto é esta:


"Mas devem evitar o desperdício de energia."


Ora aí está um bom conselho.


Com o calor que se faz mais vale não gastar muita energia. Muito menos a entender aquilo que não tem justificação...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Há multas... e multas!



Acho muito bem que o dito cujo esteja a ser multado por não saber o que está a fazer.

Mas será que ele
está à espera que alguma carteira coma o isco?

Não sei que título colocar. Talvez "Obrigado"



Há grandes homens que fazem todos os demais
sentirem-se pequenos.

Mas a verdadeira grandeza consiste em fazer
com que todos se sintam grandes.

Charles Dickens





No dia em que terminei a quarta classe os meus pais levaram-me ao Palácio de Cristal no Porto para jantar. Naqueles tempos só se jantava fora em casamentos, baptizados e afins. O dinheiro não dava para "luxos" como jantar fora.

Recordo-me que eu e a minha irmã do meio até tivemos direito a sobremesa. Isso, sim, um verdadeiro luxo só ao alcance de alguns.

No final, imaginem, ainda tive direito a uma prenda.

Agarrei com ansiedade o embrulho castanho com um laço vermelho. Demorei séculos a desembrulhar...como se estivesse a saborear cada pequeno rasgão que ia dando no papel. Afinal, só recebia uma prenda no dia de anos e outra no Natal.

Era um livro. "Grandes Esperanças" de Charles Dickens que guardo religiosamente.

O meu pai olhou para mim e disse:

- "Hoje, quero que retenhas duas coisas: a primeira é que nos orgulhámos de ti. A segunda é um valor que te gostava de transmitir e que está reflectido no livro que te damos. A nobreza de um homem vê-se em duas situações: na maneira como se levanta após uma queda e na forma como trata quem está fragilizado."

Este episódio da minha infância permitiu-me enfrentar o dia de ontem.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Aliança comercial?




"O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança,
uma conciliação de interesses recíprocos,
uma troca de favores.

Na realidade, é um sistema comercial,

no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem."
La Rochefoucauld

Quando assisto a pessoas a afirmarem alto e bom som que estão cansadas de fazer sacrifícios por uma amizade ou, quando me deparo com pessoas a fazer juízos de valor e/ou a tomar atitudes indelicadas com alguém só porque ficou de um dos lados da barricada sem se preocupar em ouvir as duas versões...

Será que a amizade nos permite ser injustos? Ser parciais? Será que a amizade é estar sempre de acordo. E quando discordámos? Deixámos de ser amigos?

É que se a amizade é isso..então nunca fui amiga de ninguém. Porque nunca fiz sacrifícios por um(a) amigo(a). Tudo o que fiz foi pelo simples prazer de me dar. Discordo quando...não concordo. Óbvio, não? Ou será que deixo de ter neurónios por ser amiga de alguém. E se um(a) amigo(a) meu corta relações com alguém que conheça eu deixo de falar com essa pessoa? Depende. Depois de ouvir as duas versões. É que posso chegar à conclusão que o(a) meu (inha) amigo(a) é que está errado(a) e estarei a ser amiga se o disser claramente e até poderei contribuir para uma reaproximação.

Questiono-me se o meu conceito de amizade está ultrapassado e se, afinal, o Senhor Rochefoucauld é que está carregadinho de razão.

É das tais situações em que gostaria de estar certa...

Mais a mais porque nunca gostei de ir com a maré...



Era bom...


Se não estivesse a trabalhar...

Fosga-se, não se pode com o calor!!!

Até quando?



O sol não se via.


Uma nuvem negra tapava o céu.


O ar...irrespirável.

Dezenas de pequenos pedaços negros transformou a pedra branca num corredor preto e branco.


Tem sido assim desde o dia de ontem e vivo a mais de 5 Kms do incêndio que há quase 24 horas vai avançando em Santa Maria da Feira...

segunda-feira, 26 de julho de 2010




"Pode-se prescindir de tudo. Desde que não se deva"
R. Gervaso


Esta manhã, numa das pausas de café, falava-se de crise, insolvências, dívidas..., enfim, só temas fantásticas para uma segunda-feira.


Todos foram unânimes em considerar que gastavam mais do que deviam. A frase mais ouvida foi: "chapa ganha, chapa gasta".


Confrontados com o que seriam capazes de prescindir para que no final do mês sobrasse algum dinheiro, todos se calaram.


- TVCabo? Arriscou um.


- Nem pensar - resposta pronta de outro -. Como é que eu via o futebol? E a net? Ficava sem net? Estás doido?


- Telemóvel? - Avança outro.


- Mas eu não consigo viver sem o telemóvel - queixou-se outro -.


Não sei como é que a conversa acabou. Mas fiquei com a sensação que todos eles preferem ficar a dever dinheiro do que terem que prescindir de alguma coisa.


O desafio está lançado. Imaginem que precisam de colocar de lado parte do vosso vencimento. Vão prescindir do quê?





O exercício faz mal...

Pelo menos esta é a conclusão que retiro após ter passado um fim-de-semana a trabalhar.

Sábado, numa de solidária para com a minha irmã mais nova, vejo-me no meio de um pátio enoooooooooorme, cheio de entulho, árvores decadentes e bichos que nunca tinha visto na minha vida.

Havia que limpar aquilo tudo, tratar dos inúmeros canteiros (de sachola e ancinho na mão). Mãos cheias de bolhas e dores horríveis nas pernas foi o resultado da "brincadeira". Mas ficou limpo!

Domingo, e quando o corpo pedia um belo descanso na minha caminha de rede a ler um bom livro e a beber uma cairpirinha, o que é que a menina
faz? Limpezas em casa.


Hoje dava jeito ter um guindaste para me tirar da cama. É que vocês não estão mesmo a ver as dores que tenho nestes músculos quarentões...


E eu que até nunca desgostei das segundas-feiras, apenas me apetece dizer o mesmo que Garfiled...


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mulher...



Nada é tão flexível como a língua da mulher,

nada é tão pérfido como os seus remorsos,

nada é mais terrível do que a sua maldade,

nada é mais sensível do que as suas lágrimas.
Plutarco



Ai Plutarco, deves ter tido cá um azar com as mulheres...


Mas, verdade seja dita, pode ser perigoso enfrentar uma mulher apaixonada que tenha sido desprezada...ou, talvez não....


Depende da mulher!






O pedido...

Já aqui falámos do noivado mas não do pedido.

Muitos com um pedido romântico. Muitos, pensando que esse é o desejo da sua cara-metade, empenham-se em criar um ambiente de sonho, de magia, de romantismo...



Outros optam por demonstrar a meio mundo que est
ão apaixonados (ou será apenas uma forma de tentar demonstrar que faz tudo "à grande").



A minha história é engra
çada. Não houve qualquer pedido. Não houve anel de noivado...


Tinha acabado de sair do médico e ele estava à minha espera. Não tinha corrido muito bem e disse porquê. Na altura não tínhamos carro e a
panhámos um autocarro. Eu nem falei. Limitei-me a olhar em frente enquanto a minha mente tentava viajar pelo futuro... Ele, calmo como sempre, deu-me a mão e apenas disse: "Não sei qual é o problema, casámos já. Fala com os teus pais e eu falo com os meus. Quanto tempo demora a tratar dos papéis? " Nessa mesma noite ele enfrentava a minha mãe (e olhem que não foi nada fácil). Dois meses depois estávamos casados.


Mas voltemos ao pedido.




Pertencem ao grupo daqueles que ainda ligam ao pedido de casamento? As meninas como é que gostariam que o pedido fosse feito?


E, já agora, os meninos até onde estão dispostos a ir para fazer o pedido?


quinta-feira, 22 de julho de 2010

O noivado...





Sou contra os noivados muito prolongados.

Dão tempo às pessoas para se conhecerem melhor,

o que não me parece aconselhável antes do casamento.

Oscar Wilde


Oscar, eu conheci, namorei e casei em 5 meses. Este ano fiz 23 anos de casada. Como vês, segui o teu "conselho".


Será este o segredo para um casamento longo? Penso que não. O casamento é, de facto, um longo caminho de descobertas e partilha a dois mas para trilhar tal caminho é necessário muito mais do que o conhecimento do outro.

E vocês? Acham que um casamento, e esqueçamos aqui o "papel" que oficializa a relação, é mais longo de o período de "noivado" for menor?

Ou será que não há qualquer nexo causal entre ambos?



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Feira Medieval




“Do Condado ao Reino” é o tema desta edição e o período histórico recriado abrange os séculos XI e XII. O cartaz de promoção do evento deixa transparecer essa passagem temporal: por um lado, evidencia o papel de D. Teresa enquanto jovem; por outro, focaliza a afirmação do filho, Afonso Henriques, na idade adulta. Dois protagonistas de um capítulo importante da nossa História, que será recriado com grande espectacularidade, durante onze dias consecutivos." (ver aqui)


Faltam poucos dias para começar um dos eventos imperdíveis. O Prémio de “Melhor Evento Cultural” de 2009, não foi atribuido por favor.


Todos os anos marco presença.

Este ano, tudo indica, vou puder contar com a companhia de alguns amigos que param neste cantinho.

Alguns vão fazer umas centenas de quilómetros mas tenho a certeza que não se irão arrepender. Aqui fica um "cheirinho" dos anos anteriores.




Fosga-se...

Alguém me explica como é que uma mulher consegue andar um dia inteiro com estas brincadeiras?




É certo que sapatos nunca foram relevantes para mim (se pudesse, andava descalça). Mas que raio...


terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia Internacional da Amizade...






Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito

e, mesmo assim, ainda gosta de você.

Kim Hubbard



Mau seria se este espaço deixasse passar em claro o dia de hoje. É que não foi por acaso que escolhi como nome deste espaço "Entre Amigos".



Não utilizo o termo amigo(a) frequentemente. Costumo dizer que tenho muitos conhecidos mas amigos..., bom, os dedos de uma mão são mais do que suficientes.



A amizade é algo que deve ser exercida diariamente. Há umas semanas atrás alguém me perguntou se eu estava à espera que uma amiga continuasse a fazer sacrifícios por mim. Respondi que não concebo a amizade como um sacrifício.Quando sou amiga, sou. Ponto final. E nunca me arrependi da entrega a uma amizade.



O tema da amizade, como não podia deixar de ser, é recorrente neste espaço, mas hoje iremos recordar o que reza a história...

Apesar de ninguém saber ao certo como foi que surgiu a ideia de se criar um dia especialmente dedicado aos amigos, há quem defenda que tudo se deve a um argentino: Enrique Ernesto Febbraro.



" Segundo histórias contadas, esse dentista, entusiasmado com a corrida espacial que estava a todo vapor na década de 60, decidiu prestar uma homenagem a toda a humanidade pelos seus esforços em estabelecer vínculos para além do planeta Terra.

Durante um ano, Febbaro teria divulgado o seguinte lema: Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".

Algum tempo depois, com a chegada do homem à Lua, em 20 de Julho de 1969, ele escolheu esta data para fazer uma festa dedicada à amizade.

A história diz ainda que a comemoração tornou-se oficial em Buenos Aires, capital da Argentina, em 1979, e, com o tempo, acabou sendo adoptada em outras partes do mundo.

A célebre frase do astronauta norte-americano Neil Armstrong: "um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade", foi interpretada, assim como a busca por um mundo sem fronteiras, onde a união dos povos, independente de raças, ideologias ou religiões, seria fundamental para a conquista dos objectivos.

Com muita insistência, Febbraro conseguiu que, primeiro a Argentina (em 1979) e depois a ONU (em 1985), reconhecessem a data em seus respectivos calendários. A conquista do professor argentino lhe rendeu indicações ao Prêmio Nobel da Paz.

No mundo, porém, mais 100 países já abraçaram a ideia e seus povos comemoram o Dia Internacional da Amizade na mesma data, 20 de Julho. " (retirado
daqui)

Digo o que sempre disse relativamente aos restantes "dias internacionais de...". Quanto mais não seja obriga-nos a perder uns minutos a pensar naquilo que é verdadeiramente importante e que, no dia-a-dia, tendemos a desvalorizar.

Ainda têm algum tempo para ligar a um amigo e dizer olá. É bom saber que alguém pensa em nós...


O Beijo...




"O seu coração disse para a sua cabeça, vá,

e sua cabeça disse para a sua coragem, vou,

e a sua coragem respondeu, vou nada,

mas a sua boca não ouviu e beijou"
Adriana Falcão




Recordam-de do vosso primeiro beijo?



Já beijaram alguém apenas por impulso?



E já beijaram alguém que "não deviam", (seja lá o que isto signifique), porque o coração foi mais forte que a razão?



Há alguém que gostariam de ter beijado mas a razão foi mais forte?



Arrependeram-se de algum beijo que deram?



"Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo."







segunda-feira, 19 de julho de 2010

O divórcio é contagioso?



A resposta é afirmativa se dermos crédito aos resultados de uma investigação "...realizada ao longo de 32 anos a 12 mil pessoas do estado de Machassussets... assistir ao divórcio de amigos aumenta em 75 por cento a probabilidade de o casal se separar...... Se a separação for entre amigos de amigos, o efeito de "contágio" desce para 33 por cento.

Para os três investigadores das universidades de Brown, California e Harvard, "... a vida amorosa de familiares e colegas de trabalho também influencia a longevidade do casamento: quanto mais divorciados uma pessoa conhece, mais hipóteses tem de seguir o mesmo caminho..."


"Os investigadores seguiram pessoas que tinham abandonado Machassussets e perceberam que o divórcio de um amigo que vive longe tem mais impacto que a separação de um vizinho."


Haverá algum antídoto ou vacina para evitar o contágio?


"Segundo o mesmo estudo a existência de crianças pequenas reduz as probabilidades de dissolução da união, revela ainda a investigação norte-americana... Karin Wall corrobora esta ideia lembrando outros estudos que indicam que "há menos divórcios quando existem crianças pequenas": "Há uma tentativa para tentar manter o casal parental para poder dar uma vida familiar à criança". Mas, quando as crianças atingem os 13 anos, o fator "filhos" parece deixar de ter força. "


Mas para Rose McDermott o segredo pode estar na amizade: "... encorajar as pessoas a apoiar as relações dos amigos, pode ajudá-los a salvar as suas próprias relações".


Depois dos resultados desta investigação e sabendo que segundo os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) a taxa de divórcio em Portugal em 2008 foi de 60%, qual é a vossa opinião? O divórcio é contagioso?

domingo, 18 de julho de 2010

Sinceridade...





"Os homens são sempre sinceros.
Mudam de sinceridade, nada mais"

Tristan Bernard




Será que os homens são mais sinceros que as mulheres?

Ou a sinceridade é daquelas características que marcam a diferença no ser humano?

Será que só somos sinceros quando falámos sem "processar" o que dizemos?



sexta-feira, 16 de julho de 2010

A verdade pode ser uma arma de arremesso...


Principalmente quando não temos cuidado com a forma como a dizemos.

Não defendo que a verdade deve ser sempre dita de forma "fria e crua".

Sempre defendi que a verdade deve ser dita respeitando o interlocutor. De ter em conta a sua sensibilidade. Não se trata de rodear a verdade ou dar uma tonalidade "rosa" à verdade. Mas dizer a verdade não nos legitima a magoar o outro.


É que, muitas vezes, o conteúdo da mensagem é por si só suficiente para magoar o outro.


Mas, quantos têm um prazer imensurável de tornar uma verdade num veículo de dor...




Mudando de assunto...


Ontem fui ao Marés Vivas.

Tive a sorte de chegar por volta das 19.30 e assistir a um pôr-do-sol fantástico. O local do evento é privilegiado a todos os níveis mas o número crescente de pessoas obriga a repensar noutro local.

Morcheeba não desiludiu. Excelentes músicos e o vozeirão da Sky contribuíram para um início de noite bem calmo e refrescante.





Já passava da uma da manhã quando entraram os GNR.

Os críticos musicais nunca apreciaram esta banda mas digam o que disserem a verdade é que os "velhinho" Rui Reininho e companhia colocaram as mais de 15 mil pessoas a dançar e a cantar.

E nem a chuva impediu que eles voltassem ao palco por duas vezes.




quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vamos ser Tio Patinhas...




"O Governo britânico decidiu pedir ajuda ao Facebook para reduzir os custos do país. Downing Street quer aproveitar os 26 milhões de utilizadores desta rede social no Reino Unido para conseguir ideias de poupança.

A Democracy UK , assim se chama o espaço do Governo na rede social, foi criada na altura das eleições e tornou-se bastante popular. A página tem um link que redireciona os membros do Facebook para o site Treasury's Spending Challenge, onde os utilizadores podem deixar um texto com as suas ideias de poupança. " (Ler notícia completa aqui)

Ora muito bem. Democracia participativa. Vamos lá contribuir com ideias mas para o nosso "paraíso".

Eram ministros 24 horas.
Quais as 3 medidas que tomavam para reduzir os custos?

Eu digo, desde já, as minhas:

1 - Acabar com assessores e adjuntos e afins. A Administração Pública tem técnicos excelentes que muitas vezes estão encostados. É aproveitar essa gente. Afinal já recebem vencimento, certo?

2 - Cortar com os carros de alta cilindrada. Tenho consciência que o Presidente da República, Presidente da Assembleia da República e Membros do Governo representam o Estado Português. Mas porque raio é que qualquer badameco, só porque está num instituto público que até dá prejuízo porque a gestão é uma desgraça, tem que ter um carro de 70 mil euros e mais?


3 - Remodelar gabinetes de ano a ano? Isso é que era bom. Eu também gostava de remodelar a minha casinha. Estou a precisar de comprar uma mobília de sala nova que já tem 15 anos e de mudar o chão dos quartos que está feio como o "caraças". Contenção meus queridos. Contenção... Remodelações? Proibidas até ao dia em que os impostos baixem e o PIB, e tudo terminado em IB, estejam bem melhores.


A brincar, a brincar, já se pouparam alguns milhões de euros. Duvidam? Basta consultar a Central de Compras do Estado. Só a implementação deste portal permitiu poupar cerca de 100 milhões de euros. Imaginem agora o que não se pouparia com uma gestão cuidada nas aquisições...



E mais logo, lá para a uma da manhã, irei estar a ouvir estes meninos...



Parabéns...





"Aspecto jovial, interessante, charmoso e porque não dizê-lo, gostoso".

Assim se define o
menino que hoje faz mais um aninho o que o levou a confessar que já não aguentava grandes noitadas.

Mas com, ou sem, grandes noitadas, continua com o seu bom humor e a criar empatia na blogosfera.

Parabéns Sadeek. Passa um grande dia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ainda a propósito do aumento do IRS...

Quem me dera poder fazer como o meu Snoopy.


É que os gajos conseguiram a proeza de fazer com que que ganhe menos do que ganhava há dois anos atrás.



O castelo...





Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou

Construir um castelo ...


Fernando Pessoa


Nos últimos meses acumulei autênticos pedregulhos.

Curiosamente, alguns deles arremessados por quem considerava, apenas e tão só, a minha melhor amiga.


Fui juntando os pedregulhos, um a um, num canto. A vontade de os arrumar e de lhes dar uma forma tinha desaparecido. Ou seria apenas cansaço...


Mas a verdade é que não aguento estar muito tempo com a "casa desarrumada".

Tinha que começar por algum lado. Comecei com as pedras mais pequenas.

O castelo ainda nem a meio vai mas é capaz de ficar bonito. Diferente? Claro. Mas a beleza reside na diferença.

Ontem dei o sim para um novo desafio. Vou criar um novo serviço.
Se a história se repetir, quando o serviço estiver criado virá alguém para mandar nele.

Deixa-me frustrada? Claro que sim. Mas sabem uma coisa?

Nunca ninguém convidou esses "mandões" para criar....

terça-feira, 13 de julho de 2010

Marés Vivas...

A 48 horas do Marés Vivas ainda não sei se vou.



Recuso-me a planear para evitar os imprevistos, sendo certo que me arrisco ao pior imprevisto: não arranjar bilhetes.


É que este ano só consegui dois convites e esses estão reservados para as minhas filhas.
..

O ciúme não escolhe idades...



domingo, 11 de julho de 2010

O futuro...




Sempre fazendo planos para o futuro...
Sempre sendo surpreendida pelo presente

Paulo Coelho




Começamos cedo a planear...


Primeiro, os grandes planos.


No início há um único objectivo: chegar aos 18 anos. A idade que nos dá a tão ansiada "liberdade e independência". Esquecemo-nos, contudo, que a liberdade só se justifica com responsabilidade. Andam sempre da mão dada.


A partir do trinta os planos são mais diversificados. Solidificar a carreira profissional, constituir família, manter os nossos amigos...


Aos quarenta temos consciência que caminhámos para o meio século de vida e parámos para pensar. É a época do "deve e haver". Analisámos o passado. O que ganhámos? O que perdemos? O que ainda podemos fazer? O que temos de mudar?


Depois, temos aqueles pequenos planos.


Combinar um jantar. Uma reunião de amigos. Uma viagem...


Uma lição que tenho retirado desta aventura que é viver é que pouco importa os planos que possamos fazer para o futuro. Viver o dia-a-dia já é uma autêntica aventura.


Quantas vezes planeámos logo que acordámos o que vai o nosso dia-a-dia. Não sei se é uma forma de nos organizarmos ou, apenas e tão só, uma forma de nos precavermos contra os imprevistos.


Mas os imprevistos fazem parte da vida. Não podemos fechá-los numa caixa.


Durante um mês ansiei pelo espectáculo dos Barclay James Harvest. Tudo combinado. A filha mais nova iria dormir a casa de uma amiga. A noite seria para nós...


Até me esqueci que as crises esporádicas da minha querida doença não escolhem dia nem hora e gosta bastante de se manifestar quando não faz falta nenhuma. Mais parece um jogo do gato e do rato. Já tentei fazer um acordo com ela mas ela mandou-me dar uma "volta ao bilhar grande".


Tudo isto para dizer que não assiti ao espectáculo.


Quanto ao futuro? Sigo a máxima de Albert Einstein:


"Nunca me preocupo com o futuro... muito em breve, ele virá"



sexta-feira, 9 de julho de 2010

...




Há muitas coisas que quero, de uma vez por todas, não saber.
A sensatez estabelece limites mesmo ao conhecimento.
Friedrich Nietzsche


Uma das coisas que quero, de uma vez por todas, não saber, é a razão pela qual algumas pessoas são incapazes de fazer uma crítica sem insultar.

Já houve tempo em que tentei entender. Em que tentei descobrir se a incapacidade demonstrada por algumas pessoas em discutir ideias e não pessoas, era uma questão de personalidade, de educação ou de uma imensa frustração.



quinta-feira, 8 de julho de 2010

Escombros...


Hoje, ao aproximar-me do local de trabalho apercebo-me de um enorme bulldozer.

Quando me aproximo mais vejo que não era apenas um mas dois e que parte do prédio estava destruído.


Já sabia que essa parte do prédio vinha abaixo mas foi com alguma nostalgia que vi no chão, pedra sobre pedra, aquele que foi o meu primeiro gabinete. Tinha apenas 4 m2. Recordo-me que apenas cabia uma pequena mesa com uma máquina de escrever e um móvel pequeno.

Estávamos em 1986. Era ainda uma jovem cheia de sonhos.
Lembro-me perfeitamente do primeiro pensamento que tive quando entrei naquele gabinete: "vou ser muito feliz e vou provar que sou uma excelente profissional".

Trabalhar dez, doze e mesmo 24 horas seguidas não constituía qualquer sacrifício. Sempre gostei daquilo que fazia.
E ainda acreditava que as pessoas eram valorizadas pelo trabalho que desenvolviam. As horas corriam e eu sempre atrás das horas...

Literalmente era uma doida crente mas estou de consciência tranquila. Sempre fui uma boa profissional.

Sei que a minha cidade tem na sua evolução o meu contributo apesar de hoje, volvidos 24 anos,
a minha vida em termos profissionais estar como aquele gabinete. Em escombros.


Mas hoje, enquanto os escombros vão ser colocados num contentor do lixo, vou trabalhar para a beira-mar...sem sonhos mas já não sou doida...





quarta-feira, 7 de julho de 2010

E se algum dia...




Alguém vos oferecer a oportunidade de ir trabalhar um dia junto à beira-mar, numa altura em que o calor é insuportável e quando a alternativa é ficar num gabinete em tudo semelhante a um deserto qualquer em que não se vislumbra um oásis, a resposta só pode ser uma: a que horas tenho que estar pronta?


O trabalho é aborrecido mas a companhia é óptima.



Amanhã lá estarei em Vila do Conde, junto à beira-mar...



E como hoje estou assim para o romantismo (como se não fosse o meu estado normal), aqui fica o tema que estou a ouvir no momento em que escrevo.





Ser positivo...






segunda-feira, 5 de julho de 2010

"Chegamos mais depressa... e sem mapas!"




Pelos vistos um estudo que irá ser divulgado na publicação científica “Evolution and Human Behaviour” indica que as mulheres podem ser melhores navegadores que os homens se anteriormente já tiverem visitado o local em causa.


Segundo a mesma notícia "...nós, mulheres, chegamos mais depressa ao destino sem olhar para mapas porque recordamos pontos de referência! ".


Olha a novidade! Todos nós temos consciência deste facto.

E, com o calor que está, mais vale imaginarmos que estamos no final do dia, a caminho do mar, passear com as ondas a beijar os pés descalços, sós ou acompanhados, enquanto ouvimos música.

Para mim pode ser esta. Corria o ano de 1985...



Grande panca...




É a única coisa que se pode dizer quando alguém se lembra de passar o domingo a fazer limpeza ao interior dos armários da cozinha.


Resultado? Estou que nem posso das minhas costas e com uma vontade enorme de dormir...de preferência junto ao mar porque no meu gabinete de trabalho o calor é insuportável.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pequenos grandes ódios!



Há cerca de dois anos o Pensador desafiou-me para indicar 6 coisas que odeio.


Na altura enumerei seis situações. Hoje ao reler esse post constatei que não mudei de opinião.

Tal como na altura referi não sei se o verbo odiar será o apropriado para descrever o sentimento que as situações que vou mencionar me suscita.

De qualquer forma, aqui estão os meus "pequenos grandes ódios"!


1º - Injustiça

Ainda hoje, com 45 anos de experiência em cima, continuo a não saber lidar com a injustiça. Um dos meus maiores desgostos foi saber que, mau grado a profissão escolhida, nunca conseguiria acabar com a injustiça. Foi como deixar de acreditar no Pai Natal. O meu pai era que tinha razão quando dizia que iria derramar muitas lágrimas à custa desta utopia.


2º Hipocrisia

Confesso. Sou uma inepta no que diz respeito à hipocrisia. Nalgumas situações garanto-vos que me tinha dado imenso jeito. Mas não vale a pena. Não consigo ser hipócrita e abomino hipócritas. É daquelas situações em que me dá vontade de pregar dois valentes estalos ao seu autor.


3º - Falta de educação

E não deixo a coisa por menos. Todas as formas em que ausência de educação se manifeste.


4º - Pessoas que "sobem" recorrendo a expedientes que nada têm a ver com a competência e o trabalho e que ainda se fazem passar por inteligentes, com tiques de superioridade

Esta situação é daquelas em que a minha indignação e revolta são imensuráveis. Mas, confesso, demonstro uma certa capacidade para me fazer passar por tola de forma a que a ignorância deles sobressaia. Costumo ser bem sucedida.


5º - Pessoas com barriga de rico e bolsa de podre

Principalmente para fazerem “vistaça” ao vizinho do lado. Realizam-se tentando demonstrar que têm mais que os outros. Gente convencida e com manias de superioridade.


6º Parasitas sociais ou profissionais da “esperteza saloia”

Abomino aquela gentalha que vive à custa dos outros e ainda faz publicidade disso. Mas, o mais grave ainda é o reconhecimento de inteligência que, de uma maneira geral, é dada pela sociedade. Para mim não havia complacência. Pena de Prisão para os chicos-espertos.


E logo hoje que até estou bem disposta apesar de ter que apresentar um espectáculo mais logo.


Digam os vossos "pequenos grandes ódios". É uma forma de "desopilar" para começar bem o fim-de-semana!


O tema musical é o que vai abrir o espectáculo de hoje à noite. Oportunidade para recordar vozes inesquecíveis e um dos temas mais conhecidos graças ao talento de Michael Jackson e Lionel Ritchie como autores, de Quincy Jones que fez os arranjos e de todos os que deram voz.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Obrigatório...

"Esta é a história nunca contada de um menino pobre que percebeu aos 30 anos que estava milionário...",

in
revista Pública de 27 de Junho de 2010



É assim que começa a entrevista a Alfredo Casimiro.



Uma entrevista a não perder. Uma história inspiradora.



Vão ver que vale a pena.


Aqui.


Superar...




"Ninguém gosta mais de falar do que os gagos,
ninguém gosta mais de caminhar que os coxos"
Denis Diderot


Porque será que o ser humano valoriza mais aquilo que não tem ou que perdeu?

Será simples insatisfação ou uma necessidade de nos superarmos?


Mas se for esta última, porquê a dificuldade de ultrapassar uma crise?

Porque é que os nossos problemas são sempre os piores do mundo?




Mensagens

Arquivo do blogue


Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso